4. TÜRKİYE SOCAR’IN ULUSLARARSI PAZARALARA GİRİŞ
4.4 SOCAR’ın Uluslararası Pazarlara Giriş Stratejilerinin Analizi
Os custos de implantação do Sistema Integrado entre as Delegacias e Juizados, re- lacionados a programa em si, serão os mínimos possíveis, uma vez que será concebido a partir da cessão do código fonte de um dos sistemas já existentes no JTRN. Como explicado antes, isso será possível após a liberação desse código fonte através de um acordo de cooperação técnica realizado entre a SESED e o TJRN ou CNJ. Tanto poderá ser utilizado o PG 5 quanto o Processo Judicial Eletrônico – PJE. Em especial este último uma vez que será esse sistema utilizado em definitivo por todos os tribunais de Justiça do Poder Judiciário brasileiro, conse- quentemente sendo extintos os demais.
O termo ou acordo de cooperação técnica é um instrumento de descentralização de crédito entre órgãos e entidades da administração pública, direta e indireta, para executar programa de governo, envolvendo projeto, atividade, aquisição de bens ou evento, mediante portaria e sem a necessidade de exigência de contrapartida.
Esses tipos de acordo vêm sendo utilizados entre as instâncias do próprio Judiciá- rio, como se vê através do Diário Oficial da União – DOU, publicado em 1/08/2008, seção 3, página 131:
Acordo de Cooperação Técnica nº 004/2008 - CNJ - CSJT - TST - TJRN
(Publicado no DOU, seção 3, página 135, de 1º de agosto de 2008) ACORDO N.º 004/2008 (...)Este Acordo tem por objeto a cessão do Sistema Hermes pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, sem Ônus, para os partícipes e de- mais órgãos do Poder Judiciário, bem como a cooperação técnica para implantação desse sistema. O Sistema Hermes permite o envio de correspondências por meio de malote eletrônico, visando a celeridade na comunicação de atos processuais e admi- nistrativos e a eliminação do trânsito de papéis. (Grifo do autor)
Demonstração da viabilidade desse tipo de acordo entre a SESED e TJRN, tam- bém é visto através da portaria nº 161/2010 – GS/SESED, de 09 de dezembro de 2010 pela qual foi adotada e regulamentada a comunicação oficial e de mero expediente, por meio ele- trônico, no âmbito dos órgãos integrantes do Sistema de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Norte – SISP/RN:
PORTARIA Nº 161 / 2010 – GS / SESED, de 09 de dezembro de 2010
Adota e regulamenta a comunicação oficial e de mero expediente, por meio eletrônico, no âmbito dos órgãos integrantes do Sistema de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Norte e dá outras providências. O SECRETÁRIO DE ESTADO DA SEGURANÇA PÚBLICA E DA DEFESA SOCIAL, no uso de suas atribuições que lhe confere o art. 54, da Lei Complementar nº 163, de 05 de fevereiro de 1999, CONSIDERANDO a cessão pela Presidência do Tribunal de
Justiça do Estado do Rio Grande do Norte do Sistema de malote eletrônico HERMES para a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social – SESED; CONSIDERANDO à necessidade de adotar medidas que contribuam para a redução de custos com telefonia e com impressão, envelopagem, selagem e postagem de expedientes internos entre setores dos órgãos integrantes do Sistema Integrado de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Norte (SISP/RN) – Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social, Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros Militar e Instituto Técnico e Científico de Polícia – ITEP e entre eles per si; CONSIDERANDO, finalmente, os Princípios Constitucionais da Eficiência e da Razoável Duração dos Processos, e a necessidade de modernizar a administração dos órgãos integrantes do SISP/RN com a utilização dos recursos disponíveis da tecnologia da informação (...). (Grifo do autor)
Todavia, no tocante a aquisição dos ativos de informática tais como servidores, computadores, impressoras, scanners, certificados e acesso à internet, bem como a infraestru- tura das Delegacias, ficará sob responsabilidade da Sesed o que, se considerando como um grande entrave na concretização do Sistema integrado entre as Delegacias e Juizados Crimi- nais, em virtude da deficiência em ativos de informática, da falta de uma equipe de TI, e da falta de investimentos em infraestrutura nessa Secretaria, poderá ter o apoio da Secretaria Nacional de Segurança Pública – SENASP, órgão do Ministério da Justiça, que se institucio- nalizou como agente central promotor da reforma das polícias no Brasil, fundamentando-se nos princípios da gestão federalista, respeitando as diferenças existentes e promovendo a inte- gração entre as Unidades da Federação.
A SENASP é um órgão da administração direta do poder executivo em âmbito nacional, criada em 1998, e tem por finalidade assessorar o Ministro de Estado na definição e implementação da política nacional de segurança pública e, em todo o território nacional, acompanhar as atividades dos órgãos responsáveis pela segurança pública, por meio das seguintes ações:
Concessão de Bolsa-Formação a Policiais Militares e Civis, Agentes Penitenciários e Carcerários, Guardas-Municipais, Bombeiros e Peritos Criminais, de baixa renda, perten- centes aos Estados-Membros
Implantação de Postos de Polícia Comunitária
Fortalecimento das Instituições de Segurança Pública
Valorização de Profissionais e Operadores de Segurança Pública
Além dessas ações a SENASP é responsável pelo patrocínio de grandes eventos como:
Implementação de Solução Integrada dos Sistemas de Inteligência, de Gestão da Informa-
Fortalecimento das Instituições de Segurança Pública para Grandes Eventos Ações Preventivas Associadas à Segurança Pública para Grandes Eventos
Fortalecimento das Instituições de Defesa Civil e de Corpos de Bombeiros para Grandes
Eventos.
As ações e patrocínios realizados pela SENASP são garantidos por conta do Fundo Nacional de Segurança pública no qual estão previstos:
Estratégia Nacional de Segurança Pública nas Fronteiras – ENAFRON
Apoio à Estruturação, Reaparelhamento, Modernização Organizacional e Tecnológica das Instituições de Segurança Pública.
Sistema Integrado de Educação e Valorização Profissional
Força Nacional de Segurança Pública
Sistema Integrado de Prevenção da Violência e Criminalidade
Como se vê a SENASP reconhece, como princípio da Segurança Pública, que o investimento consistente e capaz de mudar sua situação tem de envolver, necessariamente, as instituições de segurança pública da União, dos Estados e dos municípios, além de organizações de diferentes áreas que ultrapassam a segurança pública.
Com base nesses esclarecimentos, no intuito de dimensionar valores que atendam aos requisitos mínimos exigidos pelo Sistema, em termos de hardware, foi realizada uma pes- quisa de preços pela internet e Lojas de informática, para se ter uma ideia de valores a serem empregado nos equipamentos elencados pela Cartilha do PJe a serem adquiridos pelas Dele- gacias. Nessa pesquisa não foram levados em consideração marca ou fabricante, apenas ob- servou-se as especificações técnicas que supram as necessidades mínimas exigidas.
Pela pesquisa de preço ficou constado que há uma grande variação entre os produ- tos, todavia foram catalogados os equipamentos de menor e maior valores.
Para o servidor, de aplicação e de banco de dados, só foram encontrados equipa- mentos com configurações maiores que as elencadas pelo CNJ, ou seja especificações técni- cas superiores a de 2 processadores quad-core com 2.0GHz/núcleo; 32 GB de memória RAM; 75 GB de espaço em disco, preferencialmente em RAID 1 ou 5; 2 interfaces SAN HBA de 8Gbps; 2 interfaces de rede de 1Gbps.
O menor valor encontrado foi de R$ 3.299,00 correspondente ao SERVIDOR HP PROLIANT ML310E G8 C/ WINDOWS 2012 SERVER - QUAD-CORE XEON E3-1220/4. Já o de maior valor foi de R$ 99.092,94 relativo ao 2x Servidor Intel Xeon E5-2690 2.90GHz,
96GB DDR3 ECC, SSD 480GB, HD 8TB, nVidia Quadro 6000 6GB, 2x NVidia Tesla C2075 6GB.
Na pesquisa do item computador com as configurações mínimas ou superiores elencadas pelo CNJ, foram encontrados produtos que variavam de preço em torno de R$ 1.145,90 (Computador PC Positivo Intel® Celeron® 847, Unique K2441, 4GB, HD 500GB, DVD-RW – Linux) a R$ 12.010,00 (Computador Dell, Workstation Precision T 7610).
Quanto aos leitores e Gravadores de Cartão de Certificado Digital seus preços va- riaram entre R$ 56,00 (Gem PC TR USB) à R$ 75,00 (Smart Card GEMALTO Gem PC USB-TR), ambos compatíveis com as autoridades certificadoras AC OAB e ICP-Brasil AC CERTISIGN, exigidas.
Figura 14: Leitor de Certificado Digital. Smart card. Fonte: http://nonus.lojavirtualfc.com.br/acesso em 18/01/2014
Em relação aos navegadores, especificados pelo CNJ, Mozilla Firefox 3.5 e Mi- crosoft Internet Explorer 8.0, ou versões superiores estes já vêm instalados nos computadores ou podem ser baixados gratuitamente pela internet.
Os valores dos scanner, comparados aos preços dos computadores e Smart Card são bem elevados, porém sua funcionalidade é essencial para a digitalização dos documentos uma vez que são compactos e de alta velocidade. Esses Scanners são desenvolvidos para digi- talizar desde cartões plásticos de identificação até documentos de tamanho ofício. Ele serve para capturar todas as informações contidas em documentos de maneira rápida e com um de- sempenho confiável, pois eles oferecem alta velocidade de digitalização de até 30 páginas por minuto e 60 imagens por minuto (frente e verso).
Esse é um item essencial para a era digital dos tribunais e delegacias porque con- tribuem com a produtividade e qualidade com a digitalização de documentos de forma eficaz
e eficiente. A maioria das Secretarias do TJRN, utilizam o Scanner AV186+ que também é um scanner duplex compacto, de alta velocidade que custa em média R$ 2.631,20 (figura 10). Os Valores encontrados no mercado giraram em torno de R$ 1.873,80 (AV176U) e R$ 3.456,90 (SmartOffice PS456U).
Figura 15: Scanner AV186+. Foto: http://lojavirtual.vetorscan.com.br//acesso em 18/01/2014
Esses valores pesquisados são apenas para efeitos didáticos de referência, pois, como se sabe, no setor público qualquer bem ou produto tem que ser adquirido através das regras da Lei 8.666/93, Lei das Licitações e Contratos, e o quantitativo necessário para suprir as necessidades das Delegacias irá depender de uma análise quantitativa em cada unidade policial da cidade de natal, o que não é objeto desse trabalho.
As informações colhidas nas Delegacias que foram visitadas são de que, no míni- mo, seriam necessários três computadores, três Scanner e uma impressora em rede, para aten- der as necessidades de registros de boletins de ocorrências na recepção, para a sala de lavratu- ra de TCO e IP, onde são colhidos os depoimentos e demais provas, além de um para o Gabi- nete do Delegado de Polícia. Acredita-se que poderia ser acrescentado mais um de cada item desses para o setor de investigação que ficaria à disposição dos agentes de investigação.
Como se vê os gastos na criação de um sistema como esse envolve grandes valo- res. No Estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, para a criação, até abril de 2014, de um Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp). O investimento, segundo dados do governo do estado do RS, seria da ordem de R$ 9,1 milhões. Todavia, esse Sisp tem como finalidade integrar, tão somente, fluxo de dados entre a Brigada Militar, Polícia Civil, Instituto-Geral de Perícias (IGP) e a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), daquele Estado, com objetivo de me- lhorar e agilizar o atendimento às ocorrências, sem no entanto pensar em uma alternativa de apro- veitar os investimentos e fazer, também, a integração com o Poder Judiciário Local. Além de agili- zar e melhorar o atendimento à população, o Sisp daquele Estado almeja gerar uma grande econo-
mia em combustível, entre outros recursos (http://www.rs.gov.br. Acesso em 15/01/2014).
Como se percebe, os investimentos na área de segurança pública são muito elevados. Todavia, por meio de acordo de cooperação técnica, custos como esse do Estado do RS poderiam ser compensados ou minimizados.