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Ulusal Kalkınma Hedefleri Ve Yeni Bölgesel Politika

4. AZERBAYCAN CUMHURİYETİN’DE GERÇEKLEŞTİRİLEN İKTİSADİ

4.1 Ulusal Ekonominin İnovasyonu Ve Ülkenin Ulusal Ekonomi Geliştirme

4.1.1 Ulusal Kalkınma Hedefleri Ve Yeni Bölgesel Politika

Usabilidade é um critério amplamente utilizado na avaliação de bibliotecas digitais, apesar de não existir uma definição uniforme do que é coberto por este critério no contexto das bibliotecas digitais (SARACEVIC, 2004). Trata-se de um critério bastante genérico, que inclui vários critérios mais específicos. De acordo com a definição mais utilizada, usabilidade representa a “medida na qual um produto pode ser utilizado por usuários específicos para atingir objetivos específicos com eficácia, eficiência e satisfação em um contexto de uso específico” (ISO, 1998). Este é o “guarda chuva” sob o qual a usabilidade é tratada na avaliação de bibliotecas digitais.

Existem várias formas de avaliar um sistema sob o ponto de vista da interação homem-máquina. Como citado acima, o padrão ISO 9241-11 (ISO, 1998) identifica três aspectos da usabilidade: efetividade, eficiência e satisfação. Shneiderman e Plaisant (2004)

identificam cinco medidas de usabilidade: tempo necessário para o aprendizado, velocidade de interação, taxa de erros do usuário (precisão), tempo de retenção e satisfação subjetiva. Estas medidas são interdependentes como observado por Chin e outros (1988). Para várias tarefas, a velocidade e precisão são duas medidas de desempenho relacionadas que afetam a atitude do usuário com relação ao sistema. O tempo necessário para o aprendizado e a retenção do conhecimento adquirido ao longo do tempo também afetam a utilidade do sistema para o usuário. A aceitação do sistema pelo usuário, ou seja, a satisfação subjetiva é também uma medida crítica para o sucesso de um sistema. Chin e outros (1988) observam que mesmo que um sistema seja bem avaliado nas medidas relacionadas ao desempenho, ele pode não ser utilizado pelos usuários devido à insatisfação dos mesmos com o sistema e sua interface. Os autores apresentaram um questionário para avaliar a satisfação do usuário com a interface de um sistema. Eles identificaram várias dimensões para se avaliar a satisfação do usuário: reação geral ao software, visualização, terminologia e informações do sistema, aprendizado e desempenho. Para cada dimensão, Chin e outros (1988) utilizaram um conjunto de medidas apresentadas no questionário em escalas de dez pontos, com limites representados por pontos antagônicos do tipo terrível – maravilhoso e

difícil - fácil.

Hornbaek e Law (2007), com o objetivo de melhorar o entendimento sobre como avaliar a usabilidade, apresentaram uma meta-análise de várias medidas de usabilidade. A pesquisa envolveu a análise da correlação entre medidas de usabilidade obtidas a partir dos dados primários de 73 estudos publicados entre os anos de 2003 e 2005. Os autores analisaram a relação entre efetividade (alta precisão e baixa taxa de erros), eficiência (tempo reduzido para completar tarefas) e satisfação. As correlações encontradas pelos autores foram baixas, em geral, o que sugere que todas as medidas devem ser utilizadas. Entre as conclusões dos autores estão: questionários padronizados para medir a satisfação são aparentemente mais confiáveis do que questionários desenvolvidos especificamente para cada caso; e a medida da percepção dos usuários sobre o fenômeno geralmente não se relacionada com medições objetivas do mesmo fenômeno. Os questionários a serem preparados para a avaliação a ser realizada no contexto desta pesquisa deverão ser basear nos estudos acima citados de Shneiderman e Plaisant (2004), Hornbaek e Law (2007) e Chin e outros (1988).

Freyne e outros (2007) realizaram uma avaliação dos serviços de busca e navegação, baseados em técnicas sociais, aplicadas à biblioteca digital da ACM (Association for Computing Machinery). Durante a avaliação, 10 estudantes de doutorado foram solicitados a encontrar (dentro do tempo máximo de 20 minutos) artigos sobre o tópico “web social” que fossem adequados ao uso por estudantes de graduação, numa

disciplina sobre este mesmo tópico. Os autores concluíram que as dicas visuais relacionadas à popularidade da navegação, relevância da busca ou popularidade das anotações, desempenhavam um importante papel durante o processo de descoberta da informação. Kruk e outros (2008) também realizam um estudo de avaliação buscando comprovar a utilidade de tecnologias da web semântica aplicadas no contexto de uma biblioteca digital. Os autores realizaram um estudo comparativo que envolveu um grupo de usuários que utilizaram o sistema gerenciador de biblioteca digital JeromeDL (KRUK et al., 2005), que incorpora várias tecnologias semânticas e sociais, e outro grupo de usuários (grupo de controle) que utilizou o sistema DSpace (ver seção 2.1.7.4), que fornece apenas os mecanismos convencionais encontrados na maioria das sistemas gerenciadores de bibliotecas digitais. Os objetivos e a configuração da avaliação a ser conduzida nesta pesquisa são similares aos utilizados nos trabalhos apresentados por Freyne e outros (2007) e Kruk e outros (2008).

Bohmerwald (2005) levanta a questão de que autores da Ciência da Computação e da Ciência da Informação têm se dedicado aos estudos sobre a interação dos usuários com os sistemas de informação e, em especial, com as bibliotecas digitais, usando abordagens distintas. A autora propõe que os estudos das duas áreas sejam usados conjuntamente, complementando-se, com o intuito de analisar de forma abrangente um sistema de informação. Nesse sentido ela aponta para a possibilidade de os estudos de usuários (mas especificamente do comportamento de busca), da Ciência da Informação, serem combinados com os estudos de usabilidade da Ciência da Computação. No caso dos estudos de usuários, estes são o foco. Usuários são estudados para ver porque eles usam o sistema e como interagem com o mesmo. Usuários são geralmente observados fazendo suas próprias tarefas no sistema. Já nos estudos de usabilidade, o sistema é o foco. Ele é estudado através do comportamento dos usuários. São dadas tarefas para os usuários executarem no sistema. Eles são observados para se identificar como pensam e usam o sistema para completar as tarefas. O estudo do comportamento de busca por informação engloba questões importantes que não estão inseridas nos testes de usabilidade, como a motivação, o contexto e a própria individualidade do usuário, com a análise das atividades realizadas livremente no sistema, ou seja, sem tarefas predeterminadas (BOHMERWALD, 2005).

No caso da presente pesquisa, o objetivo é avaliar comparativamente aspectos técnicos relacionados ao sistema de biblioteca digital, mais especificamente deseja-se avaliar os benefícios para o usuário relacionados a um novo mecanismo de recuperação da informação, baseado em taxonomias dinâmicas e que se apoia numa estrutura classificatória facetada para a organização do acervo.

Pereira (2011) apresentou, em sua pesquisa de mestrado, um estudo de caso sobre a avaliação de usabilidade aplicada sobre a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações. Em seu trabalho a autora buscou: evidenciar a contribuição dos princípios de usabilidade para melhoria das interfaces de bibliotecas digitais; mapear os problemas de usabilidades encontrados na interface da referida biblioteca; propor soluções para os problemas encontrados. A interface da biblioteca foi avaliada por meio de um método analítico (avaliação heurística), combinado com um método empírico (teste com usuários). A avaliação realizada pela autora considerou apenas os serviços e funcionalidades já disponíveis na referida biblioteca. No caso da presente pesquisa, o objetivo da avaliação é revelar possíveis benefícios advindos da implementação de novos mecanismos de busca e exploração do acervo, implementados e incorporados em um protótipo para um sistema de biblioteca digital.

Lima e outros (2011) pesquisaram as abordagens usadas nas avaliações de bibliotecas digitais, a partir da bibliografia de Cunha (2009) sobre a temática. A identificação das abordagens tomou como base aquelas levantadas por Saracevic (2005), em pesquisa sobre avaliação de bibliotecas digitais. Os autores buscaram identificar as abordagens mais utilizadas nas avaliações. Para isso, adotaram as seguintes etapas: identificar na bibliografia os artigos que tratam de avaliação de bibliotecas digitais; identificar os elementos característicos determinantes das abordagens; apresentar a abordagem mais adotada para avaliação de biblioteca digital a partir dos modelos encontrados na literatura. Os resultados da pesquisa apontaram a abordagem centrada no homem como a mais usada nos estudos de avaliação de bibliotecas digitais. O uso desta abordagem se justifica na medida em que tem a capacidade de apontar questões importantes para atender às necessidades do usuário, lembrando que ele é a razão de ser da biblioteca digital.

Os resultados da pesquisa de Lima e outros (2011) corroboram os resultados obtidos por Saracevic (2000), mencionados anteriormente, que aponta o nível Individual como o mais utilizado nas avaliações de bibliotecas digitais, sendo que o critério mais utilizado era a

Usabilidade. A abordagem centrada na usabilidade pode ser considerada uma ponte entre

as abordagens centradas em sistemas e no homem (FUHR et al. 2007). O uso dessa abordagem na avaliação de bibliotecas digitais cresceu nos últimos anos, uma vez que objetiva detectar problemas e dificuldades de interação entre o usuário e o sistema.

Benzer Belgeler