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3. ALIKONULMA MERKEZLERİ

3.2. KORUMA TEDBİRLERİ

3.2.1. Alıkonulma Kararının Yargı Denetimi

A partir das reflexões de Olivier, estamos nos aproximando do tema dessa dissertação, que é o de relacionar a dialética hegeliana com a tonalidade, que aqui está presente na forma sonata de Beethoven. Nosso objetivo é, a partir da discussão acerca da recepção dos pensadores e músicos da estética de Hegel, mostrar como é pertinente nossa tentativa de aproximação entre filósofo e músico. Estamos construindo nosso argumento a favor dessa aproximação: queremos mostrar que é a partir da lógica que teremos essa aproximação.

Olivier, em seu livro Hegel et la musique, traça um perfil da música na Alemanha romântica, onde se encontrava Hegel. Segundo ele, Beethoven foi conhecido na Alemanha, mais precisamente Berlim, em 1820 – ano em que Hegel elaborava suas ideias acerca da estética. Foi Adolf Bernard Marx, jovem amigo de Mendelssohn, quem escreveu uma das primeiras biografias oficiais e a primeira análise de música de Beethoven, além de fundar o jornal Allgemeime Musikalishe Zeitung, jornal que Hegel tinha em sua biblioteca. Adolf B. Marx também mostrou que Moritz Hauptmann, um dos pais da musicologia na Alemanha, inspirou-se diretamente em Hegel, a partir das notas do Cursos de Estética. A partir disso, surge toda uma filiação ligada à teoria do fim da arte, geração essa que levou a sério a teoria da “Morte da Arte” de Hegel e, segundo Olivier, mais a sério que o próprio Hegel. Essa geração, indo contra o prognóstico hegeliano, diz, de uma forma muito modernista, que a música evoluiu até Beethoven, chegando a seu ponto de culminação, não possível de ser ultrapassado. Ele a esgotou. A partir dele, não se pode ir além. A música chegou a seu ponto de organicidade suprema.

Para Olivier, esses musicólogos tiveram uma boa recepção da obra estética musical de Hegel e buscaram suas categorias lógicas, ou seja, logicisar o discurso musical utilizado por Hegel.

Coloca-se a questão a Olivier, se ele não estaria vendo a relação entre Hegel e Beethoven ao modo de Adorno ver a música de Schoenberg. Desta forma, Hegel não conseguiu ver em sua época a racionalidade estética presente na obra de Beethoven, como Adorno viu em Schoenberg. Eis a questão: Hegel não teria a consciência dessa

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contemporaneidade entre música e filosofia, não reconhecendo no formal musical a possibilidade de uma dialética, de aproximar Beethoven de sua estética, o que demarcaria o espírito de sua época [Zeitgeist]. Beethoven estava mais próximo de seu pensamento do que ele achava, porém, para ele, tal racionalização dialética, na forma sonata, já é o próprio fim da arte. O máximo que Hegel desenvolve é o retorno a si mesmo em sua estética.

Para Olivier, nesse cenário alemão onde Hegel vivia, Rossini, com a improvisação do canto italiano, e Paganini, com o virtuosismo, tornam-se fenômenos musicais para Hegel. No virtuosismo, é como se o instrumento passasse a fazer parte do instrumentista, tornando-se o próprio órgão vivo do artista, onde o instrumento torna-se um corpo animado. Cria-se um corpo coletivo (sendo que, antes de conhecer Paganini, Hegel criticava o virtuosismo). Olivier chama a atenção para a estética de Hegel, na qual está em questão a relação com o conceito, como forma mais espiritual de arte. Assim, Olivier analisa que para Hegel seria a presença viva do conceito na música a Forma de uma arte mais ideal. O problema de ter a presença viva do conceito na música através do vocal não é uma característica da música de Beethoven. Para Olivier, ou Hegel elegeu Rossini para fazer música conceitual, ou Hegel e Beethoven não puderam se conhecer.

E há razão em dizer que a contemporaneidade de uma música e de um pensamento filosófico não passe necessariamente pela pressa de consciência dessa contemporaneidade entre música e filosofia – ele questiona se será então autorizado a nós, a modo de Adorno ou desde Hotho, o editor de Hegel, que quis integrar Beethoven à sua estética, a fazer esta aproximação e a se perguntar qual é o espírito do tempo (Zeitgeist) que está em jogo e em qual medida Hegel não teria se enganado não percebendo que Beethoven certamente estaria mais próximo de seu pensamento. (OLIVIER, 2004, p. 35)

4.2. Hegel e Beethoven: a lógica como base para o sistema tonal e para a dialética.

Às luzes de Olivier, queremos sugerir como a música pode mostrar as contradições sociais históricas. Se a tonalidade, aqui na forma sonata, expressa bem a relação de negatividade com as dissonâncias e de retorno a si mesmo com a tônica, então a lógica hegeliana, que é a mesma seja para pensarmos o indivíduo no Estado como particular no universal, seja para pensarmos a música, nós dá essa legitimidade em nosso discurso acerca da relação entre tonalidade e dialética. Percebemos que no interior da lógica da tonalidade há sintomas da sociedade, pois a lógica é a mesma. Para Hegel, a lógica é universal e real.

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Olivier centra a discussão na forte relação que há entre a dialética hegeliana e a música de Beethoven, principalmente as sonatas. Para ele, está em questão se a música é uma forma de pensamento: “minha tese é a de que há uma ligação muito forte entre a dialética hegeliana e a forma sonata beethoviana.” (Olivier, 2004, p. 36) É através da ideia de recapitulação e de retorno à identidade que Olivier vê essa aproximação. É o princípio da tonalidade. Para ele, se Hegel tivesse conhecido a música de Beethoven, ele não a aprovaria, pois ele vê a música com uma forma vazia, sem conceito, portanto impossível de se retirar conhecimentos filosóficos. A música possuiria uma evolução lógica, mas não conceitual e seu Formal é vazio.

Olivier vê Hegel como um filósofo que ama a música, contudo que não é músico. Mesmo assim, ele buscou relacionar a música ao seu sistema.

Olivier reconhece o problema de se relacionar dialética e tonalidade, pois se corre o risco de crer que a dialética de Hegel seja somente uma forma, sendo que, para Hegel, ela é o movimento mesmo da realidade. Nesta dissertação, pensamos que a lógica pode sim sustentar a tonalidade, mas enquanto um momento do espírito, pois a arte, e especificamente a música, em Hegel, é parte de um processo evolutivo – é um momento, em que ela será superada. A arte não é a forma mais ideal de expressar os mais altos interesses do espírito.

Para Olivier, em uma sonata, o trabalho do negativo é principalmente operado pelo conflito tonal, em que o momento da retomada do tema é o momento da reconciliação, da identidade e da diferença. Aqui ele, dentro do pensamento de Hegel, assume as dissonâncias como negativo. A recapitulação do tema guarda em si os momentos anteriores, memórias de antigas tensões e movimentos, que são as alteridades. É a negativa em um retorno a si mesmo. O trabalho do negativo é a dissolução do material temático, onde haverá uma redução das unidades em um todo. Olivier levanta a questão de expandir a relação dialética e tonalidade a outros compositores da época, uma vez que a questão é o trabalho do negativo e o retorno a si.

Partindo do princípio da possibilidade de estabelecer essa relação dialética do formal [Gestalt] na música em Hegel, veremos como se articula essa relação entre dialética e tonalidade.

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4.3. Conceito abstrato: a estrutura tonal enquanto lado abstrato ainda não

Benzer Belgeler