3. ALIKONULMA MERKEZLERİ
3.7. HASSAS GRUPLARA İLİŞKİN STANDARTLAR
3.7.1. Çocuklar
Na procura pelo belo, Hegel encontra-o como Ideia do belo, ou seja, o conceito, a realidade do conceito e a unidade de ambos, como ideal, sendo que no conceito permanece o dominante, pois a realidade é criada a partir dele. Ela é seu autodesenvolvimento, “uma totalidade de determinações” (Est, I, p. 122). O conceito, enquanto tal, já é “unidade de diferentes determinidades, e assim, totalidade concreta” (Ibidem, p. 123). As representações abstratas universais, como homem, que possuem as contraposições da sensibilidade e da razão, apenas tornam-se conceitos ao apresentarem “diferentes aspectos em unidade” (Ibidem, p. 123). Assim, o conceito tem em si diferentes aspectos em unidade e universalidade ideais, contudo, essas particularidades não podem partir para a singularização autônoma, pois, do contrário, sairiam de sua unidade: “o conceito contém todas as suas determinidades na Forma dessa sua unidade e universalidade ideais, que constituem sua subjetividade, à diferença do real e do objetivo.” (Ibidem, p. 123) Os conteúdos infinitamente variados de um eu, que estando no eu são sem corpo e imateriais, “estão comprimidos nesta unidade ideal enquanto o puro aparecer [Scheinem] completamente transparente do eu em si mesmo. Este é o modo segundo o qual o conceito contém suas diferentes determinações em unidade ideal” (Ibidem, p. 123).
As determinações que pertencem ao conceito são o universal, o particular e o singular, sendo que o conceito já é unidade ideal delas. Assim, o conceito universal “estabelece no particular sua unidade consigo enquanto universal” (Ibidem, p. 124). Eis a singularidade verdadeira, o conceito “é a unidade consigo no ser-outro” (Ibidem, p. 124), por isso ele é livre, e a negação não é limite, mas autodeterminação. Mas como já dito, o conceito é dominante e já tem em si aquilo que a realidade leva à aparição, “e o que a Idéia reconduz à unidade mediada” (Ibidem, p. 124). O conceito que é universal vai para o particular, que é sua negação por ser particular. O universal supera essa diferença, tornando o particular universal. Eis o conteúdo absoluto da obra. “Ele é unidade consigo no seu outro.” (Ibidem, p. 124) Também, como já dito, o conceito existe primeiro de forma abstrata e, na Ideia, ele migra para o particular sensível (obra de arte), lembrando que, na religião da arte, o absoluto se manifesta no sensível, na obra de arte, ou seja, para onde o conceito migra.
Assim, a obra de arte será considerada a realidade do conceito como particularização autônoma, de onde o conceito, mesmo estando na forma particular subjetiva, é unidade ideal.
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A obra levará o conceito à efetividade. Cabe ao conceito estabelecer-se igualmente nessas particularidades; ele revela “sua unidade por meio da realidade e nela” (Est, I, p. 124). Essa totalidade é a ideia que se refere tanto ao subjetivo quanto ao objetivo e na objetividade ou obra de arte o conceito refere-se a si mesmo.
Há uma discussão presente na lógica de Hegel sobre o Ser e Essência. Na esfera do Ser, quando o Algo se torna Outro, ele desvanece. Ao contrário, na esfera da Essência, não temos nenhum outro de verdade, e sim uma diversidade, uma relação do uno com seu Outro. No Ser a relatividade é só em si, na “Essência ela é posta” (HEGEL, 1995, p. 260). “No ser, tudo é imediato; ao contrário, na Essência, tudo é relativo.” (Ibidem, p. 260) Segundo Lebrun, na esfera do Ser, o movimento é de uma determinação para uma outra. “Sem dúvida, nessa progressão por rupturas, as determinações finitas denunciam a sua instabilidade, mas somente sob a forma da substituição de um conteúdo por um conteúdo diferente.” (LEBRUN, 2006, p. 324) Aqui, a ideia do Devir surge como contendo em si o Ser e o Nada, sendo que essas categorias invertem-se uma na outra, ou seja, suprimindo-se uma na outra. Aqui, segundo Lebrun, é preciso que o Devir invista em um outro conceito, o Dasein, que é “o Devir posto na forma de um de seus momentos, o Ser. A unidade negativa, para testar que é também positiva, deve passar para um conteúdo novo: deve reunir-se noutro lugar com a sua verdade” (Ibidem, p. 324). Para o autor, na esfera da essência, essa transferência é abolida, justamente porque não há mais passagem, não há mais “nenhum A que se destruiria para se tornar B” (Ibidem, p. 324). Aqui não cabe mais a ideia de um Outro. “Os termos têm como única consistência a relação que os une em ao outro, e se o ‘Outro’ subsiste, é unicamente à medida que ele permite ao primeiro termo constituir-se ao refletir-se nele.” (Ibidem, p. 324) Assim, na Essência, na Diferença (e não mais o Outro) cada termo irá ter “sua determinação própria em relação ao Outro, ele somente é refletido em si enquanto refletido no outro” (HEGEL, 1995a, p. 233). O outro não é mais um exterior indiferente, pois “tornou-se a condição que lhe fazia frente, conquanto ainda se possa designar como ‘conteúdo’ aquilo que, precisamente, só tem sentido na relação” (LEBRUN, 2006, p. 325).
Lebrun nos chama a atenção para esse fato, onde o aparecer é uma categoria chave da essência, em que o outro se torna indício da presença desse conteúdo, “por meio de sua não- presença imediata” (Ibidem, p. 325). Na relação entre interior e exterior, o entendimento vê o Interior sendo o Exterior. O Interior é a essência, o oculto, e o Exterior, o ser imediato. Para ele, a essência é pensada como redobrada sob si mesma. “Ambos os conceitos foram artificialmente desmembrados e agora se reencontram na mesma abstração.” (Ibidem, p. 325)
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Para Hegel, o Universal estende-se ao Outro, não exercendo sua potência, mas nele permanece tranquilo e em casa.
Em seu sistema, Hegel vê que a obra só será verdadeira se ela for expressão da Ideia. O que há de mais ideal na música é a tonalidade, por isso se ela não expressar em seu conteúdo o conceito universal tonal, ela não será verdadeira. O fenômeno, a obra, por só existir, ainda não é verdadeiro – tal realidade tem que corresponder ao conceito.
Beleza e verdade são, por um lado, a mesma coisa mas também se distinguem, pois a ideia é segundo o seu em si, ela é pensada. O verdadeiro na sua existência tem que ser para a consciência. Quando há concordância entre conceito e obra sensível, o verdadeiro também é belo. É a verdade da tonalidade, uma vez que as leis da harmonia são qualitativas e não só quantitativas como a regularidade e a simetria. É na relação de tensão e resolução que a verdade e a beleza da obra aparecem. O belo é infinito e livre, pois lá o conceito habita e é lá que o conceito “determina a partir de si a articulação e forma fenomênicas” (Est, I, p. 127); a potência dessa coesão é a alma subjetiva.
“O objeto belo deixa aparecer em sua existência seu próprio conceito como realizado e mostra nele mesmo a unidade e vitalidades subjetivas.” (Ibidem, p. 127) Nele, o conceito é concreto, “pois a concordância entre o conceito e o fenômeno constitui a interpenetração consumada”. (Ibidem, p. 128)