1.7. Hilelerin Önlenmesi İçin Yapılan Yasal Düzenlemeler
1.7.2. Ulusal Alanda Yapılan Düzenlemeler
Outro fator importante ao lançar-se diante do mandato missionário de Cristo é justamente atentarmos para outra dimensão que será de fundamental importância e cujo descuido viria a dificultar em muito o impulso missionário, o que tratamos aqui é justamente a espiritualidade de Comunhão. Seria como que impermeável aos corações, seja dos mais simples fiéis seja dos presbíteros e bispos em suas respectivas dioceses falar de discipulado e missão sem que houvesse uma abertura verdadeira e sincera para viver uma espiritualidade de comunhão que resultasse numa nova evangelização eficaz para toda a Igreja. Falar de evangelização hoje é justamente atentar para a importância da conversão de corações. Não se transmite uma experiência viva da fé se o transmissor ou o comunicador não se dispõe a ser o primeiro a ser atingido pela mensagem que é maior do que aquele que a anuncia.
Sabemos que evangelizar não é apenas uma iniciativa humana. Não é o homem com sua própria iniciativa a fazer algo para Deus. Se o desejo de evangelizar emergiu no coração humano é justamente uma chamada do próprio Deus. O ser humano aberto à vontade Divina, e colaborando com a mesma pode ou não corresponder a este chamado. A nova evangelização precisa de um chão, ou um fundamento seguro e sólido que só pode ser encontrado na espiritualidade, senão seria apenas um corpo atuando sem alma fadado ao fracasso ao passar o entusiasmo.
Um dos pontos de urgência no percurso da nova evangelização é de aprofundar e fazer própria a autêntica espiritualidade cristã. Aos que se colocam neste empreendimento pelo Reino lhes é pedido uma substancial busca de “viver em Cristo” e
178L‟ Osservatore Romano. D. Juan José de Pineda Fasquelle, C.M.E., Bispo titular de Obori, auxiliar e
“no Espírito” que se aceita na fé, se expressa no amor, e animada pela esperança, se traduz no cotidiano da comunidade eclesial.179 O Papa João Paulo II bem descreveu o sentido da espiritualidade de Comunhão:
Que significa isso concretamente? Também aqui o nosso pensamento poderia fixar-se imediatamente na ação, mas seria errado deixar-se levar por tal impulso. Antes de programar iniciativas concretas, é preciso promover uma espiritualidade de comunhão, elevando-a ao nível de princípio educativo em todos os lugares onde se plasmam o homem e o cristão, onde se educam os ministros do altar, os consagrados, os agentes pastorais, onde se constroem as famílias e as comunidades. Espiritualidade de comunhão significa em primeiro lugar ter o olhar voltado para o mistério da Trindade, que habita em nós e cuja luz há de ser percebida também no rosto dos irmãos que estão ao nosso redor. Espiritualidade de comunhão significa também a capacidade de sentir o irmão de fé na unidade profunda do Corpo místico, isto é, como “um que faz parte de mim”, para saber partilhar as suas alegrias e os seus sofrimentos, para intuir os seus anseios e dar remédio ás suas necessidades para oferecer-lhe uma verdadeira e profunda amizade. Espiritualidade de comunhão é ainda a capacidade de ver antes de tudo o que há de positivo no outro, para acolhê-lo e valorizá-lo como dom de Deus: um “dom para mim”, como o é para o irmão que diretamente o recebeu. Por fim, espiritualidade da comunhão é saber “criar espaço” para o irmão, levando “os fardos uns dos outros” (Gl 6,2) e rejeitando as tentações egoístas que sempre nos insidiam e gera competição, arrivismo, suspeitas, ciúmes. Não haja ilusões! Sem essa caminhada espiritual, de pouco servirão os instrumentos exteriores da comunhão. Revelar- se-iam como estruturas sem alma, máscaras de comunhão, do que como vias para a sua expressão e crescimento. 180
A nova evangelização é inseparável de uma renovação da comunhão eclesial. É de fundamental importância para a Igreja que exista uma relação bem estabelecida da dimensão carismática com a dimensão hierárquica da Igreja. Fora constatado que nas relações entre hierarquia e vida consagrada surgiu bastante desentendimento: em alguns casos devido a certa ignorância a respeito dos carismas e do seu papel na missão e na comunhão da Igreja; noutros devido à inclinação de alguns consagrados à contestação do magistério.181 Contudo, o que se verifica nos últimos decênios fora justamente um grande crescimento da dimensão carismática na Igreja e o que deve ser revisto nos
179 Ibidem, § 6, p. 10.
180 JOÃO PAULO II. Novo Millennio Ineunte, Carta Apostólica. São Paulo, 2001, III, § 43, p. 65. 181L‟Osservatore Romano. Cardeal Marc Quellet, Durante décima quinta congregação geral, sábado 17
aspectos de relação entre hierarquia e carismas é justamente a oportunidade para ambos crescerem e se renovarem superando divisões no corpo diocesano e paroquial em suas relações sejam com os bispos, sacerdotes e as novas comunidades e novas formas de consagração para que por meio desta comunhão aconteça uma nova primavera para uma nova evangelização na Igreja. A Igreja é chamada a ser como bem expressara Dietrich Bonhoeffer a “casa fraterna”, onde pelo testemunho visível de unidade ilumina as dimensões da convivência humana.182
O que se pretende fomentar na espiritualidade de comunhão é a eclesiologia de comunhão incentivando uma nova liberdade para a evangelização e o cuidado pastoral, percorrendo o caminho de um permanente, e também oportuna comunhão com a Sé apostólica e todas as outras expressões do tecido eclesial.183Esta mesma Sé apostólica consciente de ser um instrumento precioso para a unidade da fé deverá perceber a urgência de uma nova relação entre Igreja católica e as outras Igreja e comunidades eclesiais.184
A espiritualidade de comunhão é profundamente trinitária.185 O convite à comunhão é mais que um slogan. É a conversão do coração. Os ministros e os agentes de pastoral, assim como os movimentos eclesiais e as congregações religiosas, com a espiritualidade formada e reavivada pelo mistério da Santíssima Trindade abrirão novos caminhos ao diálogo com o mundo secularizado, dando uma contribuição à nova evangelização.186
Ressaltamos aqui também outras dimensões da espiritualidade de comunhão que se expressa constituinte de uma comunidade autenticamente cristã e que estão presentes nos atos dos Apóstolos (At 2, 42. 46-47). O livro dos atos dos apóstolos apresenta a comunidade que perseverava na fração do Pão e nas orações: A Eucaristia é fonte inesgotável de vida cristã. Outro aspecto era a perseverança nos ensinamentos dos Apóstolos, Anunciadores da Palavra de Deus em todos os âmbitos da existência humana. Também a perseverança na comunhão: Tinham tudo em comum, partilhavam
182 LOEW, Jaques. Vocês serão meus discípulos. São Paulo: Paulinas, 1981, p. 142.
183 L´ Osservatore Romano. Cardeal George Alencherry, Durante a nona congregação geral, sábado 03
de novembro de 2012, número 44, p. 15.
184L‟Osservatore Romano. Cardeal Francesco Coccopalmerio, Durante a décima primeira congregação,
sábado 03 de novembro de 2012, número 44, p.22.
185 L‟Osservatore Romano. D. John Corriveu, O.F.M. CAP., Durante a Terceira congregação geral,
sábado 20 de Outubro de 2012, número 42, p. 13.
os seus bens com todos irmãos porque antes partilharam o maior de todos os bens o próprio Cristo. E por fim a alegria da atração, o Senhor juntava a comunidade novos irmãos que desejavam viver o mesmo estilo de vida marcado pelo encontro com a pessoa de Jesus Cristo que transbordava na alegria de ser salvo.187
O fruto da espiritualidade de comunhão que deverá sinalizar também a comunhão eclesial não é uma tarefa somente a ser realizada dentro do âmbito do mundo católico, mas é um convite a uma unidade entre os cristãos para que o mundo creia. O grande obstáculo para a evangelização é a divisão entre os cristãos. A colaboração entre igreja católica e outras comunidades eclesiais pode ser um recomeço para melhorar e reforçar a confiança no cristianismo como caminho de unidade para o bem integral do ser humana. A nova evangelização deve contar com todas as energias do mundo cristão em todas as suas diversidades e especificidades, crendo na multiforme graça de Deus que atua em todo o tecido eclesial seja no mundo católico, ortodoxo e protestante.188 Potencializar a comunhão nos leva a descobrir um caminho de cura originador de uma oportuna fraternidade mística, contemplativa:
“Nisto está à verdadeira cura: de fato, o modo de nos relacionarmos com os outros que, em vez de nos adoecer, nos cura é uma fraternidade mística, contemplativa, que sabe ver a grandeza sagrada do próximo, que sabe descobrir Deus em cada ser humano, que sabe tolerar as moléstias da convivência agarrando-se ao amor de Deus, que sabe abrir o coração ao amor divino para procurar a felicidade dos outros como a procura o seu Pai bom. Precisamente nesta época, inclusive onde são um pequenino rebanho (Lc 12, 32), os discípulos do Senhor são chamados a viver como comunidade que seja sal da terra e luz do mundo (Mt 5, 13-16). São chamados a testemunhar, de forma sempre nova, uma pertença evangelizadora.Não deixemos que nos roubem a comunidade”!189