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Ubeyde b Zübeyr

Belgede Hz. Peygamber'in halaları (sayfa 88-96)

2.6. SAFİYYE bint ABDÜLMUTTALİB

2.6.2.9. Ubeyde b Zübeyr

Menotti seria eleito deputado estadual pelo mesmo Partido Republicano Paulista em 1926, substituindo Luís Pereira de Campos Vergueiro, que passara para o Senado. Plínio Salgado também se elegeria deputado estadual pelo PRP, indicado por Júlio Prestes.173 Juntos,

formaram na Câmara a “dupla verdamarela”.

Segundo sua memórias publicadas no início da década de 1970, a vaga lhe fora articulada por Carlos de Campos, líder do governo paulista na Câmara Federal e sucessor na presidência do Estado, homem que Menotti considerava ter tido um papel decisivo em sua carreira política. De Carlos de Campos, presença assídua no jornal do PRP, o autor guardara a imagem de um temperamento pacífico e “generoso”, preocupado em dar esmolas a mendigos

negros nas noites frias da cidade de São Paulo.174 Na ocasião, seguiram o exemplo do líder

outros freqüentadores do Correio Paulistano: coronel Ataliba Leonel, Júlio Prestes e Flamínio Ferreira Pinheiro Machado, diretor geral do jornal e também colaborador para o êxito de Menotti como jornalista político. Foi ao lado desses senhores que Menotti Del Picchia participou da Revolução de 1924, saindo vitorioso, pelo menos temporariamente.

Cumprindo sua promessa Carlos de Campos obteve da Comissão Diretora do Partido Republicano Paulista minha indicação para deputado Estadual. Um “ukase” dessa editorial cúpula política localizou minha candidatura numa zona na qual mal pusera o pé. Eu então mal conhecia Sorocaba, Itapetininga, Tatuí, Capão bonito, etc., cidades em algumas das quais apenas tinha estado de passagem na Revolução de 1924 e que iria representar no Congresso do Estado. Podia orgulhar-me dessa imprevista escolha ao arrepio da tradição perrepista porquanto eu era um novato da política partidária e preteria candidatos imanentes da vasta região. Sendo, porém, redator político do órgão máximo do PRP, não iria circular como um corpo estranho, porquanto o partido funcionava como uma força unitária cobrindo todo o Estado. Não deixava, porém, de ser chocante que um deputado – aliás, tão jovem e sem raízes numa tradição partidária regional, nem ligado ao clã de algum soba político pertencente à poderosa casta do coronelato interiorano como os Junqueiras, os Lacerda Franco, os Leoneis, os Rodrigues Alves, os Prestes – preterisse algum filho da terra já com direitos hereditários a uma cadeira na Câmara. Eu, entretanto, como redator político do “Alcorão” perrepista e já popular como poeta – seria mais um milagre do “Juca Mulato”? – não encontrei nenhuma oposição em territórios eleitorais para mim virgens. Minha primeira eleição como Deputado Estadual realizou-se a 12 de julho de 1926, sendo reeleito em 28 de fevereiro de 1928. Duas legislaturas foram a abertura da minha longa carreira política. Ambas as eleições decorreram pacíficas, pois eu já sabia de antemão com quantos votos seria eleito (DEL PICCHIA, 1972: 203).

174 O autor assim relembra o episódio: “Encontramos, como que enrolado em si mesmo dentro dos trapos da

roupa em frangalhos, um preto velho, mão trêmula escondida a esmo para a noite. Nem parecia nos ver. Balbuciava, com voz gosmenta, talvez já cozida pela bebedeira, monocordicamente: – Uma esmolinha pelo amor de Deus...” (DEL PICCHIA, 1972: 180).

Conforme relembra Cassiano Ricardo, durante o governo de Júlio Prestes, ele também teve oportunidade de tornar-se deputado estadual, o que não se concretizou.

Júlio Prestes estava na chefia do governo do Estado e havia acompanhado – como estadista de idéias novas que foi – tudo quanto escrevíamos.

Chamou-nos a palácio, em determinado momento, para um bate-papo cordial, literário e político, dizendo-nos, a mim, Plínio e Menotti, que nos queria fazer deputados estaduais na primeira e próxima eleição. “Vão procurar os chefes de cada região a que pertencem e digam a eles que é este o meu propósito.”

Foram Menotti e Plínio eleitos. Sem vocação partidária, fiquei à margem por não me haver acertado com o Coronel Cursino, chefe do PRP em São José dos Campos. Outros convites havia eu de receber em várias ocasiões mas o resultado seria o mesmo: negativo (RICARDO, 1972: 45).

Os vasos comunicantes do projeto estético verde-amarelo com o discurso político nacionalista que os autores desenvolveram pode ser confirmado pela leitura de O Curupira e

o Carão, coletânea lançada em 1927, que reúne artigos publicados no Correio Paulistano de

1922 a 1927 por Menotti, Plínio Salgado e Cassiano. Os autores se dizem unidos pela “afinidade de sentimentos” e pela “coincidência de objetivos” no sentido da renovação nacional, política e literária, o que formaria uma corrente de idéias. A arte seria tomada pela sua mais alta função, em direção à busca de manifestações genuinamente brasileiras.

Através das colunas do Correio Paulistano e da Rádio Educadora Paulista que, a partir de 1927, passa a irradiar os seus artigos, os verde-amarelos encetam uma inflamada campanha contra o liberalismo, percebendo-o como uma ameaça à nacionalidade. O voto secreto, a soberania popular, partidos de oposição, enfim, tudo aquilo considerado como corolário do discurso liberal é violentamente combatido enquanto corpo estranho à nacionalidade (VELLOSO, 1983: 65).

O ponto comum que serviu de apelo para o grupo e de ponto de contato com o movimento modernista como um todo foi uma espécie de neo-indianismo, elemento essencial para a definição da particularidade nacional para esses autores, como foi visto no texto de Salgado. Como desdobramento dessa fase é que surgiria o Movimento da Anta, com

intenções de aprofundar as pesquisas em torno da língua tupi e da “redescoberta de Anchieta”, defensor dos selvagens e a mais remota filiação do indianismo romântico (OLIVEIRA LIMA, 1889: 653; RICARDO, 1970: 36). O conceito de consciência cósmica, associado às origens raciais diversas, também é recorrente no pensamento dos três autores.175

O Curupira representaria, segundo eles, o espírito renovador do movimento, enquanto o Carão, “o pássaro que não muda de penas”, representaria o passadismo, os incapazes de renovar-se e mudar de idéias. A Anta seria eleita o “totem racial” dos verde- amarelos por ser o totem da raça tupi. A afirmação de um “homem síntese” brasileiro, resultado da reunião das raças em um meio geográfico particular, desconhecido da cultura dos filósofos, é uma preocupação constante no pensamento desses autores.

Plínio Salgado reafirma a expressão inédita de ausência de preconceitos raciais como uma característica própria de nosso povo. O autor vê em São Paulo, especialmente, a efervescência de uma brasilidade baseada no não-preconceito racial.

Todos os Estados do Brasil passarão pelos ciclos por que transita São Paulo; mas, por enquanto, é o nosso Estado que, antes de qualquer outro, sente os efeitos deste tumultuar de aspirações, de anseios, que se multiplicam e se fundem numa expressão inédita de povo, em que os prejuízos raciais, os preconceitos seculares, se destroem na luta formidável para, livre de todas as peias, o indivíduo se projetar fortemente delineado na sua inconfundível originalidade (SALGADO, 1927:32).

Cassiano Ricardo afirma ser contrário às pretensões de uma arte “supra locum”, pois esta só poderia ser “incaracterística”. Para o autor, a universalidade seria uma conseqüência da originalidade da arte e a busca da originalidade, um objetivo inegociável para os brasileiros contra todas os anseios de importações de culturas alheias.

Tanto a descida da Anta, totem tupi, em direção à conquista de tupiretama no período pré-descobrimento quanto a nossa formação mais recente de entrada de imigrantes de todas as proveniências seriam marcos profundos na formação de nossa originalidade vital. Nesse sentido, o autor reitera a afirmação dos companheiros de ser o nosso panorama racial único em todo o mundo. Seria necessário encontrar um meio eficaz para representar a nossa

175 O mexicano José de Vasconcellos – com a idéia de formação na América de uma “raça cósmica” – é um dos

realidade, de forma direta e prática, voltada aos estudos de nossos problemas, em condições de produzir uma literatura própria.

Em política, a mesma coisa. Não é possível acreditar em fórmulas de felicidade coletiva importadas de outros países com uma temperatura moral e política diferente da nossa. O providencialismo do voto secreto é outra flor de retórica (1927: 53).

Para o autor joseense, nesse momento, o Curupira, ou Caapora, seria o símbolo mais adequado para representar a permeabilidade do homem brasileiro, particularidade inédita “no drama em que vai cessar a dispersão de todas as raças para elaboração do homem- synthesis” (1927:66). O curupira seria a melhor representação da alma nacional em sua permanente inquietude.

Admira-me como não tem ainda um monumento esse grande símbolo de unidade nacional, essa síntese de unidades étnicas, de identidades humanas e de características de idades. Mas, não com o granito, e sim com nosso trabalho, vamos homenageando o “caapora”, que está longe, acendendo o seu fogo no mato (1927:69).

Menotti Del Picchia, por sua vez, proclamaria a liberdade da forma poética como adequada a traduzir a paisagem e os assuntos brasileiros (1927:57), criadora de originalidade e idealismos orgânicos. O autor manifesta rejeitar a “geleira de mármore de Carrara” do parnasianismo, que impediria a manifestação estética de cada temperamento individual, mas também os preceitos da escola futurista de Marinetti ou de qualquer escola. Só os anseios de liberdade bastariam para justificar o agrupamento em torno do movimento modernista, pois qualquer orientação teórica que tivesse a pretensão de criar “escolas” e ditar preceitos tenderia a enjaular a criatividade individual.

Mas, se atendermos à realidade das cousas nesta frescura do amanhecer brasileiro – veremos que nós, de todos os povos do mundo, somos o único povo onde a vida, cheia de humanidade nova, “ainda aturdida pelo rumor da gênese”, poderia ser novamente surpreendida na sua fonte de elaboração misteriosa, do mesmo modo por que os poetas da antiguidade a surpreenderam nos tempos límpidos, feitos de indecisão e alvorada. Que

coisa teria, até hoje, evitado o contacto dos nossos imaginativos e criadores com que esse mundo de material inédito, que está na tragédia cósmica do Amazonas, na conquista do trópico, no drama em que vai cessar a dispersão de todas as raças para a elaboração de homem-syntesis, na substância constitutiva do nosso idioma sem cultura de filósofos e sem ódio de gramáticos e, se quiserem ainda, no mundo ainda verde da teogonia indígena, com suas criações de infinita poesia e com os símbolos de incomparável verdade humana? (DEL PICCHIA, 1927: 65).

Plínio Salgado e os verde-amarelos elegem Raul Bopp como um representante dos valores autenticamente nacionais, por ser ele grande conhecedor do território brasileiro, viajante pelo interior, sem ter tomado conhecimento do território europeu. A arte de Bopp seria uma comprovação da existência de uma “feição puramente americana, brotando da terra e da raça” (1927:74).

Em “Nem Rui, nem Jeca”, Cassiano Ricardo enfatiza que o erro de Rui Barbosa foi partir de juízos a priori, baseados em uma cultura humanista européia, afastados da observação e das verdades étnicas e sociais brasileiras. De outro lado, a visão ufanista de uma terra brasileira dadivosa, que dispensaria a necessidade de esforço do homem interiorano, causa de sua indolência, incultura e analfabetismo, seria igualmente equivocada. Contra o último equívoco, o autor propõe a afirmação do espírito bandeirante para conquista do território de um ponto de vista geográfico e econômico. É marcante no pensamento de Cassiano Ricardo a concepção da existência e da necessidade de definir uma “natureza” brasileira, da qual derivariam verdades sociais iniludíveis.

Esses preconceitos são crassas revelações de uma velha mentalidade radicalmente divorciada dos fenômenos naturais que nos cercam e das verdades substantivas que o simples contato com a realidade brasileira, nos faz aprender (1927:87).

Plínio Salgado também atribuirá a Anchieta a mediação matrimonial do branco com indígena, responsável pela expansão bandeirante.

Acredito que, além do meio cósmico, há também o meio étnico. E, não fosse esse meio étnico, pelo qual passaram os europeus nas longas décadas pré- bandeirantes, e o branco não entraria no sertão. O matrimônio celebrado por

Anchieta, das duas raças, que se defrontaram como noivas, possibilitou as investidas – mais tarde – dos Fernão Dias, dos Raposo Tavares, dos Paschoal Moreira e Anhangueras” (SALGADO, 1927:92).

O modernismo brasileiro, para Plínio Salgado, começaria com a recuperação do papel do indígena na formação da nacionalidade, propiciando a criação de uma arte local com elementos exclusivamente brasileiros. Proclamar a revolução da Anta, para o autor, significaria reafirmar a nossa liberdade social e política perante os movimentos e preconceitos europeus.176

Do ponto de vista de nossa política imigratória, podemos dizer que a Anta será uma espécie de “dominador comum” (sic) das expressões fracionárias do conjunto étnico brasileiro. Nestas condições, pondo de lado os preconceitos de cultura e civilização próprias que cada raça traz para aqui; relegados para o plano das inutilidades os ideais de predomínio dos grupos co-imigrantes, ideais que são patentes na política “jus-sanguinis” dos países de emigração: desaparecidas no Novo Mundo incompatibilidades nacionais do Velho Continente – tudo se reduzirá a um caminhar uniforme para a realização de um tipo futuro americano, a “quinta raça”, como a denomina José de Vasconcellos (1927: 95).

Menotti Del Picchia considerou seus discursos parlamentares dessa época como a contribuição do pensamento político da ala verde-amarela para a reconstrução nacional.177 Nesses discursos, manifesta-se o anseio do autor

em encontrar uma expressão “genuína” da nacionalidade, contra a adoção de idéias postiças, marco também do seu ideário na literatura. O autor avalia a conjuntura da época como um momento de “anarquia espiritual”: ao mesmo tempo em que elogia alguns homens lúcidos, detentores das “forças salvadoras” da tradição política brasileira, faz um apelo no sentido da manutenção do “espírito democrático” e da “harmonia íntima” da família tradicional brasileira.178

176 Plínio Salgado atribuía a Oliveira Vianna a idéia dos sertões como o lócus das grandes reservas nacionais,

fonte de toda a brasilidade (1927:96).

177 Muitas das idéias que Menotti propagava na Câmara Estadual podem ser contempladas na obra Por Amor ao Brasil – Discursos Parlamentares (1927). Por essa época, a orientação nacionalista do movimento modernista já

se consolidara. O volume contém uma nota com as congratulações do presidente Júlio Prestes pelos discursos de Menotti.

178 Sobre o envolvimento de Menotti e Cassiano com o PRP e as razões sociopolíticas das diferenças ideológicas

Além do mais, denuncia o papel exercido por Rui Barbosa na criação de um “idealismo utópico”, que “envenenaria” as elites nacionais, criando uma mentalidade “litorânea” e platônica, que fechara os olhos para a realidade brasileira.179 Contra esse estado

de coisas, Menotti opõe o “idealismo orgânico”, consciente dos fatores históricos que entrariam na formação nacional. Ele aponta essas formas de “idealismos” como um par dualista em conflito no País.

O mal-estar dos espíritos decorre da ignorância dos fatores históricos que estão processando a formação nacional. O homem culto, mas pouco vidente e prático, tenta, após malsinar a sua raça, dar-lhe uma estrutura político social moldada pelo seu pensamento. Ainda não preparado, o organismo nacional resiste; a lucta de idéias faz-se conflito armado (1927: 22).

O idealismo utópico representaria um pensamento retrógrado, afastado da evolução política brasileira, e ter-se-ia incorporado na oposição levada a cabo pelo Partido Democrático. Menotti coloca-se como um porta-voz da geração nova, que quer solucionar a crise de acordo com as “diretrizes vitais” do espírito nacional, assinalando a importância do “pragmatismo racial” no Brasil.

É o idealismo orgânico, de que fala Oliveira Vianna, o movimento pragmático que parte do “hinterland” para o litoral, oriundo de um sábio instintivismo, criado pela adaptação de nossa civilização ao meio ambiente. [...]

Esse idealismo orgânico não é injusto porque não malsina: analisa e julga. Sua função primacial é colher as permanências psicológicas de nosso povo, para riscar as fronteiras de nossa consciência, afirmá-la autônoma e precisa, em face das nações mais cultas do universo (1927: 24, 25) (grifos da publicação).

Menotti reclama a falta de “espírito de relatividade” dos utopistas ao não considerarem as possibilidades físicas e espirituais da ação do homem brasileiro, de acordo com o meio em que está inserido, seu espaço e seu tempo. “Eu amo o caipira e o caboclo, com

179 Rui Barbosa foi tomado na época como a encarnação de um símbolo de defesa em favor do liberalismo e dos

ideais igualitários, e por isso foi duramente combatido pelos defensores de certos argumentos positivistas e organicistas.

quem me igualo e me orgulho (muito bem) e cujo heróico esforço cantei em todos os meus livros” (1927: 28) (grifo da publicação). Afirma amar o Brasil como ele é, elogia a solução racial e exalta a democracia genuinamente “brasileira”.180 O autor associa o caldeamento das

raças ao instinto igualitário e democrático do povo brasileiro.

Etnicamente, por um prodígio de assimilação racial, solucionou o problema do caldeamento das raças, absorvendo, para a formação de um tipo étnico único, o indígena, o preto, evitando-nos o drama racial que tanto preocupa os Estados Unidos. [Muito Bem]

Socialmente, mercê do instinto igualitário que preparou, desde a aurora colonial, o nosso actual regimem, processou a fraternidade – como admiravelmente observou Washington Luis – sendo, pois, o único povo da terra que inaugurou, no sentido mais lato e legítimo da palavra democracia (1927: 30) (grifos da publicação).

Saber que havia uma realidade brasileira irrevelada, ou seja, a preocupação de “revelar o Brasil aos brasileiros”, concretizando a consciência da terra, aparece em inúmeros trechos escritos por Menotti Del Picchia.181 A percepção de haver uma correlação entre os

ideais democráticos e a “fraternidade racial brasileira” permite a autores como Menotti olhar com reservas o quadro apresentado no caso norte-americano e evidenciar as vantagens da nossa formação. A idéia de estar o Brasil caminhando para um “tipo étnico único” por meio da miscigenação indicaria a possibilidade de uma solução “prodigiosa” para o problema da diversidade racial, já em andamento. De outro lado, esses autores, por meio da aproximação dos conceitos de democracia e raça, apresentam, de modo articulado, aos novos imigrantes e estrangeiros uma maneira de colocar em valor as especificidades brasileiras. Em São Paulo, autores como Menotti projetariam a imagem de uma sociedade aberta à imigração, vinculada a um modelo harmônico e fraterno de sociedade.

180 Ver, nesse sentido, também os textos de Plínio Salgado, Menotti Del Picchia e Cassiano Ricardo em O Curupira e o Carão, de 1927.

181 Na continuação dos discursos, Menotti traça a gênese do Partido Democrático e critica sua plataforma,

principalmente o voto secreto e a defesa da liberdade feita pelos democráticos como demagogia. Em seguida, descreve o PRP e o que seria sua ação político-administrativa. A fundamentação de sua posição será exposta nos ensaios políticos que escreverá após 1930.

Belgede Hz. Peygamber'in halaları (sayfa 88-96)

Benzer Belgeler