BÖLÜM I: UYGUR TÜRKLERĠ VE DOĞU TÜRKĠSTAN
2. Uygur Türklerinin Tarihi
2.2.3. Turfan (Kao-Ch‟ang) Uygurları
143
Avanços e Impasses das Políticas Públicas de Regularização de favelas, conjuntos habitacionais e loteamentos no Município de São Paulo
A partir da década de 40 e até o fi nal da década de 1970, os loteamentos irregulares e precários de periferia, associados à autoconstrução da moradia, se tornaram a forma dominante de solução para o problema habitacional da população de baixa renda em São Paulo. A maioria desses loteamentos encontra-se em áreas degradadas do ponto de vista urbanístico-ambiental, apresentando uma diversidade de problemas de ordem técnica tais como: erosão; sistema viário fragmentado e desvinculado do entorno; precariedade ou inexistência das redes de infraestrutura básica; falta de áreas verdes e institucionais; ocupações de áreas inundáveis e fragilidades geotécnicas. Até 1979, os loteamentos irregulares foram tolerados pelo Pode Público, pois não havia instrumentos legais que amparassem a Prefeitura para intervir em áreas particulares. A aprovação da primeira lei de parcelamento do solo trouxe dispositivos para que o Poder Municipal pudesse assumir a regularização – técnica/urbanística e jurídico/registrária - desses assentamentos, movendo ações posteriores para cobrança dos investimentos realizados.
A partir de 1979, a regularização fundiária constitui um processo de intervenção que a Prefeitura promove “... para evitar lesão aos seus padrões de desenvolvimento urbano e na defesa dos direitos dos adquirentes de lotes1...” por meio do qual se obtém - mediante um conjunto de ações multidisciplinares, nas dimensões administrativa, social, urbanística, jurídica e cartorária - a adequação de um território ocupado, às determinações legais, para dar segurança na posse aos moradores, possibilitando-lhes a obtenção do domínio da área que ocupam.
Em São Paulo, a Prefeitura começou a enfrentar o problema dos loteamentos irregulares com a criação da SERLA2, substituída em 1990 pelo RESOLO3. Em 1996, diante do universo crescente de irregularidade e precariedade habitacional na cidade, a Prefeitura criou o Programa Lote Legal, com o objetivo de promover a regularização de 73 loteamentos irregulares, como parte do escopo do mesmo contrato de fi nanciamento fi rmado com Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a execução do PROVER.
1 Lei 6.766/79, art. 40. 2 Supervisão Especial de Regularização de Loteamentos, criada em1979 e já referida no primeiro capítulo desta tese. 3 O Departamento de
Regularização de Parcelamento do Solo – RESOLO foi criado pelo Decreto nº 28.607/90.
144
CAPÍTULO 4. O Programa Lote Legal: entraves jurídicos e cartorários
A análise do Programa Lote Legal, especialmente durante a vigência do contrato de fi nanciamento, e a avaliação dos seus resultados, na melhoria das condições de vida das famílias benefi ciadas, constituem objeto do presente capítulo.
O capítulo está estruturado em cinco partes. Na primeira e segunda apresentam-se o desenho geral do Programa e seu amparo legal. Na terceira e quarta partes são apresentados seus componentes básicos: a regularização técnica-urbanística e a regularização jurídico-registrária. A quinta parte apresenta os resultados da pesquisa comparativa, desenvolvida com base nos CENSOS Demográfi cos de 2000 e 2010, com o objetivo de aferir resultados do Programa Lote Legal, para a inclusão socioespacial dos moradores e comprovar a hipótese de que onde há vínculos jurídicos entre adquirentes e loteador, e, portanto a possibilidade de obtenção do título de propriedade, a regularização jurídico-registrária constitui ainda um grande desafi o a ser superado no processo de regularização, apesar dos
145
Avanços e Impasses das Políticas Públicas de Regularização de favelas, conjuntos habitacionais e loteamentos no Município de São Paulo
1. O PROGRAMA LOTE LEGAL
O Programa Lote Legal tem o objetivo de promover a regularização em 73 loteamentos irregulares, abrangendo 21.000 lotes e benefi ciando 100.000 habitantes, por meio da implantação de obras de infraestrutura básica e serviços urbanos, bem como pela promoção de medidas administrativas e ações jurídicas para registro dos lotes. Prevê ações integradas que visam à reabilitação e qualifi cação de loteamentos ocupados predominantemente por população de baixa renda, buscando a inclusão desses assentamentos na cidade formal, a melhoria da qualidade de vida e o fortalecimento da cidadania para os moradores.
O Programa foi iniciado em 1996, sob a coordenação do Departamento de Regularização do Parcelamento do Solo (RESOLO), sendo parte integrante do Contrato de Empréstimo 928/OC-BR, fi rmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Com o encerramento do Contrato de Empréstimo, em 2004, o Programa continuou a ser implementado e encontra-se, atualmente, sob a responsabilidade da Coordenadoria de Regularização Fundiária4 da Secretaria de Habitação (SEHAB).
Para a seleção do universo de atuação do Programa, foram analisados 330 loteamentos passíveis de serem regularizados, localizados fora de áreas de proteção aos mananciais e cadastrados no sistema de informações dos processos de loteamentos
4 A Lei 15.764/13, que reestruturou vários órgãos da Prefeitura de São Paulo, também tratou da reorganização da SEHAB, extinguindo o RESOLO e transferindo suas atribuições para a Coordenadoria de Regularização Fundiária – CRF.
5 Atualmente as informações sobre os loteamentos irregulares encontram-se no Sistema de Processo de Regularização de loteamentos (SISPREL).
(PROC), utilizado por RESOLO na época5. Entre os 330 loteamentos que apresentavam menores difi culdades à regularização foram selecionados 73, localizados nas regiões norte e leste do município. Na região sul, apesar do grande número de loteamentos irregulares, a legislação de proteção aos mananciais constitui um conjunto adicional de entraves à regularização, fazendo com que essas áreas fossem excluídas do Programa.
Os loteamentos selecionados foram agrupados em nove setores, para licitação das obras e gestão do Programa.
Tabela 4.1. Distribuição dos loteamentos setor, região, subprefeitura e área