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BÖLÜM I: UYGUR TÜRKLERĠ VE DOĞU TÜRKĠSTAN

3. Doğu Türkistan

3.2.1. Doğu Türkistan DıĢındaki Uygurlar

A regularização fundiária de loteamentos irregulares no Município de São Paulo se deu por meio de processo administrativo sob a responsabilidade do

Quadro 4.1. Legislação Federal e Municipal aplicável

LEGISLAÇÃO FEDERAL DISPOSIÇÕES

Lei Federal nº 6.015/73 Lei de Registros Públicos

Substitui a transcrição, documento lavrado em cartório com a fi nalidade de documentar a transação realizada, pela matrícula. Instituiu os procedimentos para o registro de imóveis nos Cartórios.

Capítulo II da Política Urbana da Constituição Federal de 1988

No art.183 defi ne a usucapião urbano como direito constitucional, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural e comprove a posse de área urbana de até 250m², por 5 anos ininterruptos sem oposição de imóvel, utilizando-a para sua moradia ou de sua família. Lei Federal nº 6.766/79

Lei de Parcelamento do Solo alterada pela Lei Federal nº 9.785/99

Lei de parcelamento do solo que defi ne índices urbanísticos e procedimentos a serem adotados no processo de regularização. Autorizou o Pode Público a proceder a regularização nos casos em que o loteador não atende as notifi cações para sanar as irregularidades. Nesses casos a lei permite que os adquirentes depositem judicialmente as prestações devidas e a Prefeitura possa ingressar com ação crime contra o loteador inerte. Lei Federal nº 11.977/09 Conceitua a regularização fundiária, introduziu a demarcação urbanística e a legitimação de posse, viabilizando a averbação da planta no Cartório

de Registro de Imóveis nos casos onde os títulos não apresentam condições de averbação. Delegou autonomia aos municípios para proceder a aprovação de assentamentos em APP mediante a aprovação de estudo técnico ambiental por Conselho Municipal de Meio Ambiente. Lei 10.257/01

Estatuto da Cidade

Regulamenta os artigos 182 e 183 da Constituição Federal de 1988.

Lei Federal nº 12.424/11

alterou disposições da Lei Federal n° 11.977/09

Institui a dispensa da retifi cação nos casos de: averbação do auto de demarcação urbanística; no registro do projeto de parcelamento do solo de interesse social e da regularização de glebas urbanas parceladas anteriormente a 19 de dezembro de 1979. Trouxe a possibilidade de abertura de matrícula de imóveis destinados como áreas públicas em projeto aprovado, independentemente da regularidade do parcelamento. Provimento no 09/80 1ª Vara de

Registros Públicos

Estabelece procedimento prático para compromissários compradores e cartórios de registro de imóveis

Provimento 58/89 corregedoria geral da justiça Exige a anuência prévia do Estado para regularização de loteamentos no município.

Provimentos nº 18/12 e 21/13 Modifi cam as Normas de Serviço da Corregedoria Geral da Justiça, que versa sobre a Regularização Fundiária.

Lei Orgânica do Município de São Paulo - 1990 Lei Fundamental do Município de São Paulo, com o objetivo de organizar o exercício do poder e fortalecer as instituições democráticas e os direitos da pessoa humana.

RESOLO, com amparo legal na Lei Federal nº 6.766/79 e leis federais posteriores, que foram regulamentadas por legislações municipais, conforme quadro abaixo:

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Avanços e Impasses das Políticas Públicas de Regularização de favelas, conjuntos habitacionais e loteamentos no Município de São Paulo

LEGISLAÇÃO FEDERAL DISPOSIÇÕES

Decreto Municipal nº 15.764/79

Legislação que amparou a atuação da SERLA na regularização loteamentos executados anteriormente a 1º de novembro de 1972 tratou também da expedição de Autos de Regularização baseado no artigo 762 do Ato 663/34 do Código Arthur Saboya.

Lei nº 11.775/95

Regulamenta os procedimentos, regras e índices urbanísticos a serem atendidos de acordo com Lei Federal nº 6.766/79 na regularização de parcelamentos do solo para fi ns urbanos, implantados irregularmente no município entre 02/11/72 e 31/12/94

Lei nº 13.430/02 Institui o Plano Diretor Estratégico de São Paulo e criou as zonas especiais de interesse social ( ZEIS) Lei nº 13.428/02

Alterou disposições da Lei nº 11.775/95

Amplia a abrangência da regularização para loteamentos implantados até 30/04/02, mediante a comprovação por foto aérea. Altera os índices obrigatórios de 35% de áreas públicas para 25%, suspendeu as ações civis públicas que requeriam o desfazimento dos loteamentos e permitiu parcerias entre Associações de Moradores e Prefeitura através do parcelamento em até 100 vezes do IPTU devido.

Decreto 44.667/04 Regulamenta as ZEIS defi nidas no Plano Diretor Estratégico e estabeleceu normas específi cas do parcelamento, uso e ocupação do solo para a produção de Empreendimentos de Habitação de Interesse Social, Habitação de Interesse Social e Habitação do Mercado Popular.

Decreto Municipal nº 51.876/10 Instituiu o Programa de Demarcação Urbanística no âmbito da Secretaria Municipal de Habitação conforme a Lei Federal nº 11.977/09. Decreto Municipal nº 52.896/12 Estabelece o procedimento para outorga de Título de Legitimação de Posse aos moradores residentes nas áreas objeto de demarcação urbanística. Portaria nº 172/12 Aprova o modelo do título de Legitimação de Posse a ser outorgado aos moradores.

Quadro 4.1. Legislação Federal e Municipal aplicável continuação

Ao longo do Programa, devido à complexidade e prazos envolvidos nos processos de regularização, houve avanços nas legislações federal e municipal aplicadas. Os limites dos instrumentos utilizados inicialmente só foram superados com a aprovação, em 2002, do Plano Diretor Estratégico que criou as zonas especiais de interesse social - ZEIS. As ZEIS facilitaram a regularização em favelas, loteamentos e conjuntos habitacionais deteriorados, permitindo a aceitação de projetos com índices urbanísticos próximos às situações existentes, que podem ser aprovados pela Comissão de Avaliação de Empreendimentos de Habitação de Interesse Social (CAEHIS)6 ou por decreto, após a

elaboração do Plano de Urbanização do assentamento e aceitação desse Plano pelo Conselho Gestor da ZEIS, constituído por moradores e técnicos da Prefeitura.

A legislação municipal aplicada na época da criação do Lote Legal que autorizava a regularização de parcelamentos do solo implantados irregularmente entre 2/11/72 e 31/12/94 teve alguns dispositivos alterados pela lei municipal nº 13.428/02 que trouxe inovações ao processo, destacando-se a ampliação da abrangência da regularização para loteamentos implantados até 30/04/02, mediante a comprovação da sua existência por foto aérea e a alteração dos índices obrigatórios de destinação de 35% de áreas públicas para 25% da gleba. Essa lei suspendeu

6 A CAEHIS foi criada pelo decreto nº 31.601 de 26 de maio de 1992, sendo vinculada até 2013 à SEHAB, com atribuições de órgão normativo, consultivo e decisório sobre legislação de ZEIS, EZEIS, EHIS, HIS e HMP. Pela Lei nº 15.764/13 que reestruturou a SEHAB, a CAHEIS fi cou vinculada à Secretaria Municipal de Licenciamento - SEL.

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CAPÍTULO 4. O Programa Lote Legal: entraves jurídicos e cartorários

as ações civis públicas que requeriam o desfazimento dos loteamentos e permitiu parcerias entre Associações de Moradores e Prefeitura através do parcelamento em até 100 vezes do IPTU devido.

Após análise da situação fundiária, nos loteamentos onde era impossível a averbação junto ao Cartório respectivo, a Prefeitura orientava e fornecia suporte jurídico para que os moradores ingressassem com ações de usucapião. No entanto, com as facilidades trazidas pela Lei Federal nº 11.977/09, essas orientações foram

Figura 4.3. Vista do Loteamento Jova Rural.

revistas, e em alguns casos a Prefeitura irá proceder à demarcação urbanística com outorga do título de legitimação de posse, estando estes procedimentos já regulamentados por decreto municipal.

De forma a ilustrar a aplicação dos instrumentos para a regularização de loteamentos de acordo com o amparo legal descrito, apresentam-se a seguir os fl uxogramas 4.1, 4.2 e 4.3 contendo as principais etapas da regularização amparada pela Lei Federal nº 6.766/79, Lei nº 11.977/09 e as etapas da ação de usucapião.

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Avanços e Impasses das Políticas Públicas de Regularização de favelas, conjuntos habitacionais e loteamentos no Município de São Paulo

Fluxograma 4.1. Etapas do Processo de Regularização Fundiária de Loteamentos irregulares de acordo com artigo 183 da Constituição Federal, Leis Federais nº 6.766/79 e nº 9.785/99 e Legislação Municipal aplicável

Fonte: Autora

Denúncias e/ou Vistorias Técnicas identifi cam os loteamentos irregulares

Notifi cação do Proprietário/ Loteador pela PMSP para assinar termo de compromisso para resolução das pendências

identifi cadas

Assina Termo de Compromisso com

cronograma para apresentação da planta e execução das obras faltante

Cumprimento do Termo de Compromisso (projeto e/ ou cronograma de obra e/ou retifi cação da matrícula)

Aceite da Prefeitura da obra e Averbação da Planta Regularização no CRI Prefeitura realiza o Levantamento planialtimétrico e elabora Projeto de Regularização e executa as obras PMSP elabora a Planta AU, obtém a anuência estadual e emite o Auto

de Regularização Ou aprova por decreto

Envio de Planta AU para INFO para ofi cialização das ruas, DEMAP para registro das áreas públicas e Rendas

Imobiliárias para desdobro do IPTU Envio à Vara de Registros

Públicos de Planta AU para registro do

loteamento

Retifi cação e/ ou unifi cação e/ou desmembramento

Registro da sentença no Cartório de Registro de

Imóveis Assessoria aos moradores

para ingressarem com ações de Usucapião ou Demarcação Urbanística Registro dos contratos

de compra e venda e obtenção da Escritura no

Cartório de Registro de Imóveis Adquirente requer os

valores dos depósitos judiciais Parcelamento do

pagamento da dívida ativa do IPTU em até

100 vezes PMSP move ação judicial

contra o loteador para ressarcimento das despesas

com a regularização acrescidas de 50% Esgotadas as possibilidades de contatar o loteador/proprietário para comparecimento PA profere despacho ex offício

Prefeitura notifi ca Ministério Público e adquirentes para

depósito judicial das prestações Levantamento e análise do

título, pesquisa de foto aérea para identifi cação da data de implantação, legislação incidente

e ações judiciais em curso Realização de Vistorias

Urbanísticas com a equipe social para identifi cação

das irregularidades, coleta de contratos e abertura do Processo

Administrativo (PA) Elaboração do diagnóstico de Irregularidades: urbanísticas, jurídicas e administrativas e plano de regularização Aprovação da Lei na

Câmara dos Vereadores Elaboração de Lei de Regularização de

Loteamentos e/ou Regulamentação das ZEIS

Prop/Loteador Comparece? Há Pendências Urbanísticas? A matrícula existe e há divergências? A matrícula tem condições de averbação? Município tem Lei

de Regularização? Sim Sim Sim Sim Sim Não Não Não Não Não

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CAPÍTULO 4. O Programa Lote Legal: entraves jurídicos e cartorários

Fluxograma 4.2. Etapas do Processo de Regularização Fundiária de Interesse social em áreas ocupadas por população de baixa renda de acordo com Lei Federal nº 11.977/09, alterada pela Lei Federal nº 12.424/11 e Legislação Municipal aplicável

Fonte: Autora

Área em ZEIS a PMSP realiza a Demarcação Urbanística das áreas ocupadas (públicas ou

particulares)

PMSP notifi ca os órgãos municipais responsáveis pelo Patrimônio para contestação em 30 dias

do domínio

PMSP excluí a área do Auto de Demarcação

Urbanística

Planta de sobreposição do imóvel demarcado com a situação da área constante

no registro de imóveis e matrícula Em áreas de APP elaboração de Estudo Técnico Ambiental aprovado no órgão e Conselho de Meio Ambiente Municipal Cadastramento dos moradores PMSP encaminha o auto de demarcação urbanística ao registro de imóveis

Ofi cial procede buscas para identifi cação do proprietário, matrícula e

transcrições

Ofi cial notifi ca o proprietário e os confrontantes, pessoalmente,

pelo correio, com AR ou pelo ofi cial de títulos e documentos, para oferecerem impugnação à averbação do auto de demarcação

PMSP notifi ca por edital o proprietário, confrontantes e

interessados

Averbação do auto de demarcação urbanística nas matrículas alcançadas pela planta

e memorial, independentemente de retifi cação Na inexistência de

matrícula da área objeto, a matrícula deverá ser aberta com base na planta

e memorial

Poder Público registra o parcelamento independentemente da retifi cação e implanta as obras de infraestrutura

Poder Público defi ne critérios, elabora ou analisa e aprova o Projeto de Regularização

e memoriais Poder Público emite os

Títulos de Posse para os moradores cadastrados que atendem os requisitos Após 5 anos o detentor do

título de posse poderá requerer a conversão desse título em registro de propriedade

mediante comprovações

Demarcação Urbanística é encerrada em relação à

área impugnada Se a área impugnada é parcial,

PMSP propõe alteração. Se a área impugnada for total

o ofi cial tenta acordo entre Poder Público

e Proprietário Ofi cial notifi ca a PMSP

para manifestação em 60 dias Matrículas tem problemas de titularidade ou divergências ou é inexistente? Fluxograma 4.1 A Demarcação abrange ou confronta imóvel público? Há Manifestação/ contestação? Proprietário é localizado? Há acordo? Houve impugnação em 15 dias?

Sim Sim Sim

Sim

Sim

Sim

Não Não Não

Não

Não

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Avanços e Impasses das Políticas Públicas de Regularização de favelas, conjuntos habitacionais e loteamentos no Município de São Paulo

Fluxograma 4.3. Atividades das Ações de Usucapião

Fonte: Autora e Ellade Imparato. Morador escolhe o advogado e contrata os Serviços Ação retorna ao Juiz Ministério Público

Faz ou não novas exigências

Entrega dos documentos pessoais, comprovação de posse e análise da escolha

da modalidade

Juiz envia o Processo ao Ministério Público Assinatura das declarações da modalidade escolhida e procurações Loteamentos selecionados de acordo com os critérios

do STU

Advogado elabora a peça inicial do processo e reúne

a documentação pessoal, do lote e da comprovação

da posse

Publicação do Edital

Envio ao Fórum para Distribuição

Audiências para oitivas de testemunhas e encerramento da ação

Entrada na Vara para autuação do processo

Juiz profere sentença

Juiz determina que o Cartório elabore ofício para Registro da propriedade no CRI

competente Advogado forma carta de

sentença com as principais peças do Processo e registra no CRI competente Juiz solicita perícia de

vistoria e laudo Retorna ao Juiz Advogado apela da sentença Se o loteamento tem Planta AU e Auto de Regularização Se o loteamento tem Planta AU e Auto de Regularização Negativa Segue tramitação Positiva, fi m da ação Certidões positivas Solicitação de Certidão objeto e pé (homônimo) Certidões negativas

Juiz solicita as certidões negativas de posse e certidões de propriedade no CRI Positiva? Sim Não

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CAPÍTULO 4. O Programa Lote Legal: entraves jurídicos e cartorários

3. REGULARIZAÇÃO TÉCNICA-URBANÍSTICA

Benzer Belgeler