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Tuğla Duvar Örgü Kuralları

Belgede inşaatta duvar özellikleri (sayfa 36-47)

3. TUĞLA DUVARLAR

3.7. Tuğla Duvar Örgü Kuralları

Esse grande tema conforme dito anteriormente compreende uma série de conteúdos temáticos que revelam os sentidos dos alunos referentes ao interesse pelo inglês.

Quadro 5: Tema 1: O interesse pelo inglês

Conteúdo Temático 1) Inglês é complicado e chato.

2) Inglês não desperta o interesse

3) Se interessa por inglês quem é estimulado desde criança 4) Aprender inglês é motivo de alegria

5) Interessa-se por inglês que aprende

6)A pessoa que não tem interesse não se para aprender

Percebemos nos conteúdos temáticos acima que os sentidos revelados pelos alunos são, em sua maioria, negativos, o que, a meu ver, podem ser resultado de experiências de ensino-aprendizagem também negativas. Podemos notar que as avaliações feitas por meio dos adjetivos “complicado”, “chato”, “desinteressante”, parecem apontar para as questões da afetividade e dos sentimentos, que muitas vezes não são levados em consideração no processo de ensino-aprendizagem. Esses sentimentos de aversão podem ser observados ainda através dos advérbios grifados no quadro a seguir.

Quadro 6: Realização linguística e conteúdos temáticos 1e 2. Entrevista 1

(30) PP: Quando você começou a estudar Inglês na 5ª série você gostava da disciplina?

(31)R: Pra falar a verdade, não. Nunca gostei por causa que é

muito complicado, entendeu desde o começo, falava assim ,ah! o

inglês, hoje tem aula de inglês, então hoje é chato.(Rodrigo)

*

20)C: Porque é uma matéria que não me atrai, muito complicada

de se aprender, e eu não gosto muito de inglês mesmo.

(21) PP: Mas porque é complicada?

(22)C: é, mas também não me atrai, mesmo que ela fosse fácil

também eu não gostaria.

(26) PP: E quando você começou a estudar inglês na 5ª série, você gostava da disciplina de inglês?

(27)C: Não, eu nunca gostei de inglês, nunca gostei.

(106) PP: Como que o inglês é complicado, você poderia me dar um exemplo?Assim, o que é complicado no inglês?

(107) C: AH! Tudo. Tudo é complicado no inglês, eu não gosto de

inglês e eu acho tudo complicado. (Carla)

(1)Inglês é complicado e chato. (2)Inglês não desperta o interesse

Os advérbios de intensidade "muito", e os de negação "nunca", "não" revelam que os sentidos negativos construídos pelos alunos podem ser resultado de correlações de superioridade e supremacia do meio para com o organismo, pois, como argumenta (Vigotsky, 2004), se a interação entre organismo e ambiente não criar uma zona confortável, o aluno começa a se adaptar ao meio com dificuldade e tensão, exigindo perda de força e energia e, consequentemente, desmotivação. No conteúdo temático 3 e 4, contudo, temos o oposto, como podemos observar no quadro a seguir:

Quadro 7: Realização linguística e conteúdos temáticos 3 e 4 Entrevista 1

11)P: Qual a sua disciplina favorita? (12) A: Inglês.

(13) PP: Por quê?

(14) A: Porque eu aprendo bastante, eu gosto mesmo de inglês. Dá pra usar em muitas coisas. Como falei na primeira pergunta, né? Pra assistir um filme em inglês, ouvir música.

(34) A: Já, desde criança meu pai já falava pra mim uma frase... Nós estávamos assistindo um filme dublado, né? Ele ia lá mudava o DVD, aí eu ouvia em inglês. Eu não entendia nada na época e ele falou: “já pensou você um dia falando essa língua.” E foi desde aí que eu me interessei. (Alan)

*

30) PP: Quando você começou a estudar inglês na 5ª série você já

gostava da disciplina?

(31) K: Ah quando eu ouvia a palavra inglês, eu queria pular de

alegria, ah! inglês, vamos estudar inglês. Foi muito legal, mas

depois, até a 8ª série eu comecei a gostar, agora, esse ano assim, eu gosto também, mas tem muita coisa difícil, que eu não aprendi na 8ª que agora, eu tô aprendendo.(Karina)

(3)Se interessa por inglês quem é estimulado desde

criança

(4)Aprender inglês é motivo de alegria

As experiências iniciais de aprendizagem dos alunos parecem ter sido responsáveis pela construção de sentidos positivos sobre a língua, as escolhas lexicais apontam para esse fato "eu gosto mesmo de inglês” e “Ah! Quando eu ouvia a palavra

inglês, eu queria pular de alegria, ah! Inglês, vamos estudar inglês”, neste caso, como aponta Vigotsky a respeito das emoções, ouve uma relação de equilíbrio entre o organismo e o meio, o que gerou emoções positivas que motivaram o aprendizado.

Dessa forma, podemos dizer que, se a construção de conhecimento estiver de alguma maneira sendo imposta, sem negociação de sentidos, as emoções, como organizadoras do comportamento, podem provocar no organismo sentimentos de rejeição ou até mesmo de indiferença em relação ao que estiver sendo ensinado.

Esse papel desempenhado pelas emoções pode ser o motivo do desinteresse dos alunos e, consequentemente, um dos fatores responsáveis pela construção de sentidos de que é impossível a aprendizagem de língua inglesa na escola pública, o que pode levar o aluno a desistir de aprender, pois, como salienta Vigotsky(2004), as emoções são um chamamento à ação ou uma renúncia a ela.

Essa relação entre afeto e cognição ainda pode ser observada nos conteúdos temáticos 5 e 6, como podemos ver a seguir.

Quadro 8: Realização linguística e conteúdo temático 5 Entrevista 1

Realização Linguística Conteúdo Temático

11)P: Qual a sua disciplina favorita? (12) A: Inglês.

(13) PP: Por quê?

(14) A: Porque eu aprendo bastante, eu gosto mesmo de inglês. Dá pra usar em muitas coisas. Como falei na primeira pergunta, né? Pra assistir um filme em inglês, ouvir música.

*

(29) PP: Quando você começou a estudar Inglês na 5ª série você já gostava da disciplina?

(30) Tatiana: Gostava, quando eu aprendia assim..(Tatiana)

(5)Interessa-se por inglês quem

aprende

E ainda,

Quadro 9: Realização linguística e conteúdo temático 6 Entrevista 2a

REALIZAÇÃO LINGUÍSTICA CONTEÚDO TEMÁTICO

(33)PP: por que, no caso, muitas vezes eu vejo que é complicado, mas

eu não consigo entender o que que é esse complicado. Teria como vocês me darem um exemplo?

(34)Danilo: é que tem aluno que não presta atenção, vai, aí esse um acaba prejudicando o outro

(35)PP: Então no caso na verdade não é a língua, é a forma, o local onde tá acontecendo esse ensino que é complicada?

(36)Tatiana: Eu acho assim também que torna complicado quando a

pessoa não que aprender. Se ela tá vendo que não vai aprende e ela não se pra aprender aí se torna complicado porque se ela não tem o interesse.

(6) A pessoa que não tem interesse

não aprende.

Observamos que as escolhas lexicais utilizadas para argumentar sobre a aprendizagem de inglês são as mesmas tanto para o aluno Alan que diz aprender facilmente a disciplina, quanto para a aluna Tatiana, que tenta justificar porque alguns colegas não conseguem aprender: “Gosto porque aprendo”, “Gosto quando aprende” e

“Quem não gosta (não se interessa) não aprende”.

A partir das escolhas lexicais feitas pelos alunos no quadro acima, e levando em consideração que as emoções regulam o comportamento, um sentido negativo em relação à aprendizagem de inglês só pode gerar comportamento negativo ou de indiferença.

Desse modo, e levando em consideração que o momento da emoção e do interesse deve necessariamente servir de ponto de partida para qualquer trabalho

educativo (VIGOTSKY, 2004), é como base nos sentidos dos alunos que o conhecimento deve ser organizado. Retomando as palavras de Newman e Holzman (2003), a volição e autoconsciência têm uma relação crucial com a motivação e o interesse para aprender. Sendo assim, contrário ao que diz o senso comum, que o aluno precisa ser motivado para que aprenda, na verdade, ele precisa aprender para ser motivado, ou seja, a aprendizagem conduz o desenvolvimento.

Passemos a seguir à discussão referente ao segundo tema: a utilidade do inglês na vida do aluno.

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