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1.6. Nar (Punica granatum L.)

1.6.1 Nar (Punica granatum L.) Çiçeği

1.6.1.1 Triterpenler

Ao contrário de Deleuze, que nunca escondeu sua profunda recepção do pensamento

277 Para a genealogia dessa corrente, ver BERGSON, Henri. La philosophie française, passim.

278 Uma vez mais a especulação textual, baseada nas relações filosóficas entre autores, acabou se vendo confirmada na pesquisa por Baring, que menciona também essa transição, em um intervalo de 10 anos, de Husserl para Cavaillès e Bachelard (BARING, Edward. The Young Derrida and French Philosophie, 1945-1968, p. 2, 146-147). Baring narra que Derrida inclusive recebeu o prêmio Jean Cavaillès em 1964 pela sua tradução e introdução à "Origem da Geometria".

279 FOUCAULT, Michel. Preface. In: CANGUILHEM, Georges. The knowledge of life, pp. 8-9. 280

"Le savoir rationnel augment en se réorganisant, en prenant de nouveaux départs à partir de bases élargies au fur et à mesure que s'instituent des structures rationnelles de plus en plus complexes" (BACHELARD, Suzanne. La conscience de rationalité: étude phénoménologique sur la physique mathématique, p. 3).

de Henri Bergson (1859-1941), Derrida sempre manteve uma relação discreta nas suas obras com o filósofo francês. Isso poderia produzir a ideia de que não há conexão direta entre ambos. No entanto, apesar do número diminuído de menções explícitas, as relações lógico- estruturais são evidentes, e não devemos esquecer que um dos primeiros cursos de Derrida cuidou exatamente de ler Introdução à Metafísica, de Bergson281. Outro elemento de conexão está na antropologia de Andre Leroi-Gourhan, que serviu de base para as teses de Da

Gramatologia e é manifestamente influenciada por Bergson: Leroi-Gourhan menciona o

filósofo algumas vezes ao longo do livro282 e segue ainda mais explicitamente Teillard de Chardin283, que também foi bergsoniano. Embora Derrida tenha preferido começar com Husserl, ademais, não se pode esquecer que o último, como Bergson, era matemático, judeu, pertencente à mesma época histórica e colocado diante do problema do "psicologismo"284 (em Husserl, por Brentano; em Bergson, pela via de William James285), o que também liga ambos, Husserl e Bergson, a outra influência central de Derrida: Freud, também judeu e aluno, como Husserl, do "psicologista" Franz Brentano. Bergson e Husserl, ademais, são influências diretas e simultâneas de Maurice Merleau-Ponty e Emmanuel Levinas, mostrando, portanto, a vizinhança dos pensamentos. Por isso, o fato de Derrida ter começado por Husserl não o distancia em absoluto de Bergson, talvez o inverso, inclusive, seja verdadeiro286.

...

A questão que liga umbilicalmente Derrida a Bergson é a desconstrução dos

281

Bergson está presente nos cursos de 1960-1961, 1961-1962 e 1963-1964, primeiros anos de docência de Derrida. Uma aproximação mais genérica entre Bergson e Derrida, focada na multiplicidade e inovação que subjaz às suas obras, foi dada por SOUZA, Ricardo Timm de. Razões Plurais: itinerários da racionalidade no século XX, pp. 9-53 e 127-166.

282

LEROI-GOURHAN, Andre. O Gesto e a Palavra, vol. I - técnica e linguagem, p. 61. Leroi-Gourhan também é mencionado em Mil Platôs, fazendo outra ponte entre Derrida, Bergson e Deleuze (Mil Platôs, vol. 1, p. 77). 283 LEROI-GOURHAN, Andre. O Gesto e a Palavra, vol. 1 - técnica e linguagem, p. 23, 62.

284

Ver, por exemplo, BERGSON, Henri. Matéria e Memória, pp. 60-64, 140, 160-161. É possível fazer uma série de comparação entre os movimentos de retenção/protensão desenvolvidos por Husserl e o estudo da memória em Bergson (p.ex., BERGSON, Matéria e Memória, pp. 68-69). Ver: SOUZA, Ricardo Timm de. Razões Plurais, p. 24. Também em Introdução à Metafísica Bergson rejeita explicitamente os psicologismos racionalistas e empiristas (pp. 27-28).

285

Aliás, o próprio vínculo com o pragmatismo (em Bergson, com James; em Derrida, com Austin e outros) configura mais um nó entre ambos.

286 Lawlor cita precisamente o trecho do "Problema da Gênese...", texto publicado em A Escritura e a Diferença, no qual Derrida menciona a evidência husserliana como pequeno pedaço de tempo (entre retenções e protenções) como a "duração fenomenológica" (LAWLOR, Leonard. Derrida and Husserl, p. 70). Sobre Husserl, Bergson e Russel: WORMS, Frédéric. La philosophie en France au XXe siècle, pp. 149-170.

dualismos. Bergson, apesar das aparências, assume os dualismos na mesma medida em que

abre a possibilidade de os romper. Se a introdução de Matéria e Memória assume a posição dualista que Derrida não hesitaria em incluir junto à herança metafísica do "espírito" como sopro, não é senão para afastar o materialismo determinista, fazendo a relação entre matéria e memória habitar o espaço entre os extremos287. Os dualismos que Bergson reproduz portanto já estão desconstruídos288, pois para ele a verdade nunca está nos extremos das polaridades, mas no seu meio. Assim, enquanto para Bergson resolver os dualismos platônicos consiste em fazer com que as polaridades se cancelem ou no máximo mantenham-se como quase "ideias regulativas", situando-se em meio a elas, para Derrida também se trata de mostrar aquela dobradiça que junta e separa os pólos, dissolvendo-os na diferencialidade que lhe deu origem. Os extremos em Bergson nunca são "puros", temática que reaparece em Derrida nas suas recorrentes desconstruções de qualquer ideal de pureza mostrando a porosidade de qualquer fronteira entre o dentro e o fora. Se em Bergson os dualismos aparecem na forma de polaridades regulativas, o problema está sempre no intermediário, e isso certamente corresponde ao que Derrida afirma textualmente e, de modo geral, carrega o sentido da palavra dyferença.

Bergson menciona, por exemplo, em carta a William James, que a frase deste "for a

rationalist reality is readymade and complete from all eternity, while for pragmatism it is still in the making" é "a própria fórmula da metafísica a que chegaremos" e à qual teríamos

chegado há mais tempo "se tivéssemos permanecidos imunes ao encanto do idealismo platônico"289. Não é essa uma temática típica da desconstrução? E, em outra carta, quando afirma "esta concepção da relação entre cérebro e espírito exige que mantenhamos a distinção entre alma e corpo, transcendendo, ao mesmo tempo, o antigo dualismo, e, conseqüentemente,

287

BERGSON, Henri. Matéria e Memória, pp. 76-77. Apesar do dualismo, Bergson mostra-se materialista em A Evolução Criadora quando, por exemplo, afirma: "responderemos que não contestamos a identidade fundamental da matéria bruta e da matéria organizada. O único problema é saber se os sistemas naturais a que damos nome de seres vivos devem ser assimilados aos sistemas artificiais que a ciência recorta na matéria bruta, ou se não deveriam ser comparados a esse sistema natural que é o todo do universo" (BERGSON, Henri. A Evolução Criadora, p. 46). O problema é, portanto, menos o materialismo que o reducionismo do demônio de Laplace (idem, p. 53), sem, contudo, admitir uma contingência radical (idem, p. 71). Em A intuição filosófica, por exemplo, Bergson reitera o acerto de Kant em "ter provado com argumentos decisivos que nenhum esforço dialético nos introduziria jamais no supra-sensível" (BERGSON, H. A intuição filosófica, p. 73); "contra isso que Bergson se insurge: contra o hábito mental que nos faz crer que, por trás de cada aspecto da realidade, se esconde necessariamente mais realidade do que no perceptível" (SOUZA, Ricardo Timm de. Razões Plurais, p. 44). Ver ainda, sobre Bergson e o determinismo, BERSON, Henri. Cérebro e Pensamento, p. 58.

288

Ver, sobre o tema, sobretudo DELEUZE, Gilles. Bergsonismo, pp. 14-20. 289 BERGSON, Henri. Carta a William James, de 27 de julho de 1907, p. 14.

que quebremos muitos quadros nos quais estamos habituados a pensar"290, não estaria Bergson dando uma possível definição da desconstrução ao falar desses quadros a quebrar? Finalmente, ao colocar o inconsciente como seu problema291 (Bergson, embora conhecesse, ainda não parecia familiarizado - ou por alguma razão que desconheço não tomou muita consideração - do trabalho de Freud292) e afirmar, em outra carta, que "no mundo das realidades psicológicas, não creio que haja lugar para colocar a alternativa to be or not be (ser ou não ser) com semelhante rigor"293, não estaria antecipando a espectrologia derridiana?

...

O que separa Derrida de Bergson, por outro lado, é a herança husserliana que desconfia de todo e qualquer modo de aproximação do realismo. Como muitas vezes na sua obra - p.ex, com Artaud, Levinas, Freud etc. - toda tentativa de alcançar um empirismo que não passe por alguma mediação é alvo da desconstrução derridiana, procurando associar essa intuição direta do real como herança da metafísica da presença. A ideia fundamental de

Introdução à Metafísica, texto que Derrida trabalhou em seus primeiros seminários, é de que

o conhecimento pode ser relativo, quando analítico (ciência), ou absoluto, quando intuitivo (metafísica). No primeiro caso, teríamos o conhecimento conceitual, mediado por símbolos e com vistas à análise do objeto. No segundo, teríamos o conhecimento por simpatia, no qual o sujeito coincide com o objeto habitando seu interior. O conhecimento científico, além disso,

290 BERGSON, Henri. Carta a William James, de 06 de janeiro de 1903. In: Os Pensadores, p. 10. Em Introdução à Metafísica ele repete o argumento, estendendo a crítica do platonismo a Aristóteles (e Kant): "Se o conhecimento científico é o que Kant pretendeu que fosse, há uma ciência simples preformada e mesmo preformulada na natureza, como acreditava Aristóteles; as grandes descobertas não fazem mais do que iluminar, nesta lógica imanente às coisas, a linha traçada antecipadamente, como se ilumina progressivamente, numa noite de festa, o cordão de gás que já desenhava os contornos do movimento" (p. 43). Vê-se por esse trecho que Bergson realmente pouco conhecia Hegel, ou teria encontrado ali grande semelhança no argumento. (Uma explicação para esse desconhecimento pode ser a publicação única e de péssima tradução da Enciclopédia de 1860, tendo sido traduzida a Fenomenologia apenas após 1945, além da oposição de Brunschvicg ao "romantismo" hegeliano como irracionalismo: BAUGH, Bruce. French Hegel, p. 10, 12-13; KOYRÉ, Alexandre. Rapport sur l'état des études hégéliennes en France. In: Études d'histoire de la pensée

philosophique, pp. 227-228 e 232-235).

291 BERGSON, Henri. Carta a William James, de 15 de fevereiro de 1905. In: Os Pensadores, p. 13. 292

Em Matéria e Memória, por exemplo, há apenas uma menção a Freud, apesar da abundância de menções à psicologia da época. Já em La philosophie française, de 1915, toma Charcot como o precursor da psicologia do século XX (o que, embora não seja errado sequer para o próprio Freud, gera alguma estranheza) (p. 17). Ver ainda, comparando ambos, WORMS, Frédéric. La philosophie en France au XXe siècle, pp. 117-130; HYPPOLITE, Jean. L'existence humaine et la psychanalyse. F1, pp. 398-399.

seria imóvel, enquanto o metafísica se colocaria na própria mobilidade, fazendo a experiência da duração294. Teríamos, de um lado, um afastamento; de outro, uma coincidência. Derrida adere a Peirce quando afirma, repetindo em inglês na Gramatologia, we can only think in

signs, ou seja, essa intuição direta bergsoniana é ainda um resíduo do internalismo metafísico

que pressupõe um espírito enquanto transparência, enquanto que desde o início - ou rompendo a própria ideia de início - é necessário colocar a opacidade. Como a metafísica de Bergson se propõe realista, ascendendo ao absoluto a partir da intuição direta que acompanha desde dentro os objetos, imediatamente as heranças husserliana e hegeliana reaparecem como contaminação295. Por outro lado, o próprio Bergson fala, apesar do vocabulário do absoluto, de uma multiplicação de metáforas. Na impossibilidade de uma representação conceitual que coincida com o objeto, o filósofo recorre às imagens como o que nos mantém no concreto, isto é, na intuição da duração. "Nenhuma imagem", diz Bergson, "substituirá a intuição da duração, mas muitas imagens diversificadas, emprestadas à ordem de coisas muito diferentes, poderão, pela convergência de sua ação, dirigir a consciência para o ponto preciso em que há uma certa intuição a ser apreendida"296. Não é por acaso que justamente esse ponto é citado indiretamente por Derrida na Gramatologia297: a multiplicação de imagens na falta de uma única palavra que possa dar conta de algo que, intrinsecamente, escapa a uma única imagem. Assim, mitiga-se a possibilidade (de certa forma presente no texto, reconheça-se) de associar a intuição bergsoniana com o pensamento pré-crítico, tendo uma visão absoluta do real a partir da intuição. Bergson, ao final de Introdução à Metafísica, ao mesmo tempo em que se afasta do racionalismo e empirismo, reconhece-se em um outro tipo de empirismo. Segundo ele, "a metafísica nada tem em comum com uma generalização da experiência e, entretanto, ela se poderia definir como a experiência integral"298. Não é isso, propriamente, que consiste o "empirismo transbordante" que Derrida procura alcançar na desconstrução? Veremos em

294

BERGSON, Henri. Introdução à Metafísica, pp. 19-21 e 31-32. Ainda: BERGSON, H. A intuição filosófica, pp. 61-62. Nesse último ensaio Bergson toma uma imagem de Berkeley como exemplo de intuição filosófica que particularmente agradaria Derrida (em sentido crítico): a da "fina película transparente situada entre o homem e Deus" (idem, p. 68). Mais tarde, Bergson caracteriza a "simplicidade" como nota fundamental da filosofia, o que, por razões diversas, não poderia ser verdadeiro para Derrida (idem, p. 72).

295 Fazendo um paralelo evidente, parece ser esse precisamente o ponto que divide Deleuze e Derrida: enquanto o primeiro se fiou em Bergson, construindo uma metafísica materialista a partir de um realismo direto, Derrida, fiado em Husserl, permaneceu nas bordas dos textos clássicos procurando abri-los da clausura com todas as precauções que a "ingenuidade" de Deleuze conscientemente desprezava. Da mesma forma que Bergson e Husserl (paralela e simetricamente) estão Nietzsche, para Deleuze, e Freud, para Derrida (e talvez Spinoza e Hegel, respectivamente). O próprio Derrida irá afirmar que seu projeto difere do de Deleuze apenas em termos de estratégia, sendo nítidas as semelhanças nessas duas filosofias da diferença.

296

BERGSON, Henri. Introdução à Metafísica, p. 23. 297

DERRIDA, Jacques. De la grammatologie, pp. 98-99.

que medida esse experimentalismo impressionante de Bergson está presente na desconstrução.

A questão do vitalismo também separa os filósofos. Bergson representa o pólo da "filosofia da vida", Derrida está mais próximo da "filosofia do conceito". Como veremos nos próximos capítulos, Derrida desconstrói a oposição assimétrica entre vida e morte, mostrando, a partir de Freud, uma "vida morte" que se dá numa economia. A centralidade do conceito de

élan vital e do vitalismo na obra de Bergson acaba mitigado pelas influências de Freud,

Heidegger, Bataille, da cibernética e da biologia molecular, que começava então a penetrar nos domínios tradicionalmente adstritos ao "sopro" teológico. Nem por isso a temática da vida deixou de ocupar uma posição importante no pensamento de Derrida. No entanto, poder-se-ia dizer, como irei explicar adiante, que se para Bergson a morte é uma economia da vida, para Derrida a vida é uma economia da morte.

Finalmente, pode-se observar um contraponto à famosa crítica da "espacialização da temporalidade" bergsoniana em Derrida, uma vez que para o último a dyferença é o "devir- tempo do espaço" e "devir-espaço do tempo", ou seja, tempo e espaço estão mutuamente contaminados em uma relação plástica de tempo299. Assim, em Ousia e Grammé Bergson, ao lado de Heidegger, é um dos alvos300. Mas mais uma vez podemos converter essa distância em aproximação: a duração também pode ser relacionada com a dyferença na sua ambivalência entre ser e não-ser, isto é, na sua inconsistência. Bergson relaciona diversas vezes a duração ao intermediário que atravessa as oposições, fazendo-o escapar de qualquer definição conceitual (lembro que a dyferença, ao menos na sua primeira elaboração, não pretendia ser conceito), como o cinza (e todos os outros tons) que atravessam o preto e o branco sem se confundir com eles no espectro das cores. Da mesma forma, a duração significa o primado do movimento sobre o imóvel, erro fundamental da metafísica de Platão a

299

Martin Hägglund realizou interessante conferência onde compara as dimensões de temporalidade em Bergson, Heidegger e Derrida para mostrar a insuficiência do tempo nos dois primeiros casos por não se "inscreverem" em algum suporte material - o rastro (trace) - sendo Derrida aquele que possibilitou no fim das contas o pensamento da destrutibilidade inerente à temporalidade. Infelizmente o trabalho não foi publicado por escrito. Sem dúvida Derrida iria rejeitar frontalmente a noção de "passado puro" de Bergson, uma vez que não se inscreve em qualquer suporte, sendo pura abstração da qual a existência é meramente especulativa (BERGSON, Henri. Matéria e Memória, p. 72, 85, 177; Evolução Criadora, p. 20). O "virtual puro" é uma ideia que não subsiste para uma ontologia que concebe o real como escritura, tal como é o caso de Derrida. Por outro lado, se interpretamos o "passado puro" de Bergson como um "meio-termo" entre presença e ausência, tal como ele formula em carta a James de 1903, o diferendo diminui de intensidade (Carta a William James, p. 11). Voltarei à questão adiante.

300

No seminário "Le présent (Heidegger, Aristotle, Kant, Hegel, Bergson)" (1960-1961) Bergson já era parte do arranjo de autores que mais tarde se transformará no objeto do texto e trata de uma das temáticas centrais de Derrida nos primeiros trabalhos, a presença e a temporalidade.

Plotino, e daí em diante, segundo Bergson301. Não é isso que diz Derrida quando afirma que a dyferença precede identidade e diferença? Como em Bergson o imóvel é produto do móvel, em Derrida igualmente a instabilidade está na origem (inclusive da estabilidade).

Benzer Belgeler