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9. ARAŞTIRMA BULGULAR

9.2. Trakya Bölgesinde Buğday, Arpa ve Mısır Tarımında Kullanılan Herbisitler Buğday, arpada kullanılan herbisitler birbiriyle çok yakından ilişkilidir Dolayısıyla buğday

9.2.1. Trakya Bölgesinde Buğday Tarımında Kullanılan Herbisitler

O infalível é falível e o falível infalível.

Hélio Oiticica Muito do desejo de explorar caminhos nunca antes percorridos, no âmbito da vida e da arte, pode ser percebido com essaà f aseà deà H lioà Oiti i a:à á“PI‘Oà áOà G‘áNDEà LABIRINTO ,à ueàdataàdeà àdeàja ei oàde 1961 (Oiticica, 1986 p. 26) e surge em meio às inquietudes acerca de aspectos da cor e uma profunda reflexão sobre os modos de organização existentes no mundo. Oiticica nasceu no Rio de Janeiro, em 1937, onde viveu até 1980. Era um artista que envolvia muito o corpo todo do espectador na percepção das obras, começa com a exploração da cor, depois passa para a criação de obras ambientais, em que vai explorar as ordenações do espaço, passando, por fim, a explorar o corpo e o movimento como elementos plásticos e sensoriais. Manteve uma estreita relação de amizade com Lygia Clark, com quem trocava inúmeras cartas, refletindo sobre seu trabalho. Inclusive, dos três artistas estudados nos projetos, Oiticica foi o mais envolvido em

desenvolver uma base teórica sobre seu próprio trabalho, elaborando constantemente textos, na busca por definir e refletir sobre suas proposiç esàa tísti as.àNoàli oà áspiro ao g a deàla i i to (1986) encontra-se compilada grande parte da sua produção textual, com uma escrita que muitas vezes lembra um diário, é possível visualizar o desenvolvimento de conceitos fundamentais para suas obras.

Esse artista foi escolhido como referência para o desenvolvimento do projeto da professora Tita, principalmente por um conceito de obra desenvolvido pelo artista: o

Pa a gol à, o próprio Hélio Oiticica (1986, p. 65) vai assim o definir:

A descoberta do que chamo Parangolé marca o ponto crucial e define toda uma posição específica no desenvolvimento teórico de toda a minha experiência da estrutura-cor no espaço, principalmente no que se refere a uma nova definição do que seja, nessa mesma e pe i iaà oà o jetoà pl sti o ,à ouà seja,à aà o a.à N oà seà t ata,à o oà pode iaà supo à oà o eà parangolé derivado da gíria folclórica, de uma ampliação da fusão do folclore à minha experiência, ou de identificações desse teor, transpostas ou não, de todo superficiais e inúteis.(...) A palavras aqui assume o mesmo caráter que para Schwitters, p. ex., assumiu a de

Merz e seus derivados (Merz Bau etc.), que para ele eram a definição de uma posição

experimental específica, fundamental à compreensão teorética e vivencial de toda a sua obra.

Imagem 8:Parangolé- Hélio Oiticica Imagem 8:Parangolé- Hélio Oiticica:

Fonte: http://ariartesprestesmaia.blogspot.com.br/2010/09/parangoles-helio-oiticica.html

Algumas das obras de Hélio Oiticica já fizeram parte de exposições em Porto Alegre, e a última vez que isso ocorreu foi em 2011, com a exposição Horizonte Expandido, que ocorreu no Santander Cultural, durante a mostra foram realizados seminários, e em um deles a obra de Oiticica foi foco de análise, nessa mostra, a obra de Oiticica vinha para criar diálogo com a arte conceitual, aspecto esse que não pode ser negado em sua obra, pois o modo de exploração sensorial presente em suas proposições é fruto de toda uma estruturação conceitual. É possível estabelecermos relações entre a sua produção, principalmente as que envolvem a ação do espectador, e as proposições apresentadas por Beuys, artista que já abordei anteriormente, e que também procura a aproximação entre arte e vida, uma quebra no isolamento do artista, propondo um modo de conceber a arte como advinda da experiência do ser e estar no mundo. O mundo é um grande labirinto, viver é percorrê-lo.

O corpo em movimento é que gera a obra, dá sentido à sua existência. Mas não o corpo do artista, é o corpo do espectador que entra em ação, a posição de contemplação é deslocada para o estado de ação. Há uma duração desse movimento, sensações que são provocadas na superfície da pele de quem veste o Parangolé, e isso é único, uma imagem não dá conta desse viver, seja uma fotografia ou um vídeo, é impossível simular a experiência. Por isso que foi tão importante a construção dos Parangolés com os alunos, e só quando os vestiram, dançaram com eles, movimentaram o ambiente em que estavam inseridos, só então é que se pode dizer que tiveram a possibilidade de viver plenamente uma experiência estética com os Parangolés. As sensações provocadas não são passíveis de emulação. Para melhor explicitar esse aspecto vivencial da obra, cito novamente Oiticica (idem, p. 71):

Toda a minha evolução, que chega aqui à formulação do Parangolé, visa a essa incorporação mágica dos elementos da obra como tal, numa vivência total do espectador, que agora chamo deà pa ti ipado .à H à à o oà ueà aà i stituiç o à eà u à e o he i e to à deà um espaço intercorporal criado pela obra ao ser desdobrada. A obra é feita para esse espaço, e nenhum sentido de totalidade pode-se dela exigir como apenas uma obra situada num espaço-tempo idealàde a da doàouà oàaàpa ti ipaç oàdoàespe tado .àOà esti ,àsentido maior e total da mesma, contrapõe-seàaoà assisti ,àse tidoàse u d io,àfe ha doàassi àoà i loà esti -assisti .à Como mencionou Oiticica, os dois aspectos são importantes: o vestir e o assistir, ambos requerem uma postura diferenciada por parte de quem participa da experiência, é preciso estar aberto para essa vivência, em ambos os momentos há uma relação espaço-

tempo em que o corpo que está naquele ambiente faz parte da ação, sobre o vestir Oiticica (ibidem, p.71) menciona que:

O vestir já em si se constitui uma totalidade vivencial da obra, pois ao desdobrá-la tendo como núcleo central o seu próprio corpo, o espectador como que já vivencia a transmutação espacial que aí se dá: percebe ele, na sua condição de núcleo estrutural da obra, o desdobramento vivencial desse espaço intercorporal. Há como que uma violação do seu estar o oà i di iduo à oà u do,àdife e iadoààeàaoà es oàte poà oleti o ,àpa aàoàdeà pa ti ipa à o oà e t oà oto ,à ú leo,à asà oàs à oto à o oàp i ipal e teà si li o ,àde tro da estrutura-obra. É esta obra a verdadeira metamorfose que aí se verifica na inter-relação espectador-obra (ou participador-obra).

Por sua vez, o assistir, também faz parte da obra, complementa a ação de quem veste, faz parte da concepção de que a obra transforma o ambiente em que acontece, dá um caráter coletivo ao conceito Parangolé. Naà defi iç oà doà a tistaà Oà assistir já conduz o participador para o plano espácio-temporal objetivo da obra, enquanto que, no outro, esse plano é dominado pelo subjetivo-vivencial; há aí a completação da vivência inicial do vestir.(...) Aqui o espaço-tempo ambiental transforma-seà u aàtotalidadeà o a-a ie te . à (ibidem, p. 71) Portanto, é todo o conjunto que vai constituir o Parangolé como uma obra: o lugar, a estrutura do Parangolé, a ação de vestir e as pessoas que assistem.

O estudo dos Parangolés como possibilidade de criação em sala de aula, já vem sendo trabalhado pela professora Tita há algum tempo, e faz parte de um projeto de parceria com Portugal, e está egist adoà oà logàg upo,à ueàseà ha aà Co pa a golei os28. Pensando justamente na criação de ações em que os alunos sejam os participadores, que vistam as peças produzidas em aula, para que vivenciem em plenitude a proposição da criação dos Parangolés.

Benzer Belgeler