3. YÖNTEM
3.3. Veri Toplama Teknikleri
Nas tabelas 14, 15 e 16 estão os resultados do nível de significância via teste Exato de Fisher para verificar a dependência do efeito da solução com o número de atacantes mobilizados, o tempo de ataque e a área do ataque. Na tabela 14 verifica-se que não existiu dependência do efeito da solução e o número de atacantes mobilizados na maior parte dos escalões, masculino e feminino, na fase de ataque e contra-ataque, com exceção do Infanto e Juvenil Masculino no ataque e do Infanto Masculino no contra-ataque. Na tabela 15 observa-se que não existiu dependência entre o efeito da solução e o tempo de ataque na maioria dos escalões, masculino e feminino, no ataque e contra-ataque, com exceção do Infantil Masculino no ataque e o Mirim Feminino e Infantil Feminino no contra- ataque. Na tabela 16 percebe-se que não existiu dependência entre o efeito da solução e a área do ataque em inúmeros escalões, masculino e feminino, com exceção no ataque do Mirim Feminino, do Mirim Masculino e do Infantil Feminino e no contra-ataque o Infantil Feminino, o Juvenil Feminino e o Mirim Masculino.
De acordo com Bizzochi (2000b), Paula (2000), Kudo e Kayamori (2001), Barbanti e Rocha (2004) e Rizola (2003) o ataque é a ação decisiva no voleibol. Em conseqüência da importância do ataque no voleibol moderno verifica-se o aumento da estatura dos jogadores de voleibol (GOMES; RODRIGUES, 2002) e a combinação deste aspecto com a força explosiva no ato de atacar a bola (BIZZOCHI, 2000b; RIZOLA, 2003). Assim, a busca de jovens para o voleibol de competição tem se apoiado no conceito de selecionar indivíduos com uma altura superior a média da faixa etária, pois assim no momento do jogo será possível ter atletas com maiores chances de sucesso no ataque e bloqueio (BIZZOCHI,
2000b; ANFILO; SHIGUNOV, 2004). No estudo de Anfilo e Shigunov (2004) observou que a triagem dos atletas que concorrem a participar da Seleção Brasileira Masculina Infanto é realizada tendo como primeiro parâmetro a altura, depois a capacidade de salto, a velocidade e por último a condição técnico-tática. O estudo complementa que o biótipo é importante, mas não é decisivo, pois o jogador convocado deve ter o domínio técnico-tático da função para o qual foi convocado, tal abordagem foi realizada também por Lerbarch e Lima (1998) em referência a formação das Seleções Brasileiras Infanto e Juvenil, masculina e Feminina.
Fase Escalão Feminino Masculino Fase Escalão Feminino Masculino
Ataque Mirim 0,493 0,619 Ataque Mirim 0,047* 0,183 Infantil 0,929 0,275 Infantil 0,885 0,555* Infanto 0,222 0,021* Infanto 0,194 0,444 Juvenil 0,338 0,039* Juvenil 0,472 0,080 Adulto 0,886 0,085 Adulto 0,296 0,898 Contra Ataque Mirim 0,155 0,070 Contra Ataque Mirim 0,070* 0,166 Infantil 0,190 0,638 Infantil 0,003* 0,412 Infanto 0,034* 0,007* Infanto 0,173 0,696 Juvenil 0,266 0,342 Juvenil 0,290 0,333 Adulto 0,574 0,388 Adulto 0,430 0,829
Tabela 14 - Estatísticas obtidas na comparação entre Efeito da Solução e
Número de Atacantes.
Tabela 15 - Estatísticas obtidas na comparação entre Efeito da Solução e
Tempo de Ataque.
Fase Escalão Feminino Masculino
Ataque Mirim 0,046* 0,078* Infantil 0,418 0,816 Infanto 0,036* 0,410 Juvenil 0,320 0,280 Adulto 0,227 0,847 Contra Ataque Mirim 0,444 0,090* Infantil 0,013* 0,515 Infanto 0,106 0,564 Juvenil 0,010* 0,019* Adulto 0,536 0,945
Tabela 16 - Estatísticas obtidas na comparação entre Efeito da Solução e
Ao observar os dados descritivos (freqüência) das variáveis Efeito da
Solução e Número de Atacantes Mobilizados (anexo XV, pg. 241) percebe-se
que com a progressão dos escalões ocorreu uma maior pontuação do ataque em situações que mobilizaram três e quatro atacantes e um menor número de erros ao mobilizar um e dois atacantes, ressalta-se que os escalões iniciais pontuaram mais através do uso de um e dois atacantes.
Ao triangular este resultado com o abordado no tópico Conhecimento
Tático Declarativo (via abordagem qualitativa), percebe-se que há corroboração
entre eles. Na abordagem qualitativa verifica-se na categoria Número de
Atacantes (pg.134), da dimensão Indicadores de Jogo para Tomada de Decisão,
a diferença dos números de atacantes mobilizados nos primeiros escalões e no escalão adulto, como dito anteriormente.
Ao verificar os dados descritivos (freqüência) das variáveis Efeito da
Solução e Tempo de Ataque (anexo XVI, pg.244) percebe-se que apenas o
escalão Mirim, masculino e feminino, não possui como característica exercer as suas ações ofensivas com a velocidade do 1º tempo de ataque, ao contrário dos demais escalões que conseguem pontuar através da utilização constante do 1º, 2º e 3º de ataque.
Ao triangular este resultado com o abordado no tópico Conhecimento
Tático Declarativo (via abordagem qualitativa), percebe-se que há corroboração
entre eles. Na abordagem qualitativa verifica-se na categoria Características
Técnicas e Táticas dos Nossos Atacantes (pg.130), da dimensão Indicadores de Jogo para Tomada de Decisão, que o levantador determina o tempo de ataque de
condições de jogo, os jogadores não estão ainda preparados para receber levantamentos rápidos (1º tempo).
Ao observar os dados descritivos (freqüência) das variáveis Efeito da
Solução e Área de Ataque (anexo XVII, pg. 247) percebe-se que apenas o
escalão Mirim, masculino e feminino, não possui como característica o uso regular da posição 03 e de ataques da zona de fundo. Com a progressão dos escalões um número maior de posições da quadra foi usado (com exceção da posição 05) e a eficácia aumentou em todas as posições. Nos primeiros escalões os levantamentos para a zona de defesa foram empregados mais como um recurso e não de forma planejada para a obtenção do ponto de modo organizado, pois foi pouco aproveitado.
Ao triangular este resultado com o abordado no tópico Conhecimento
Tático Declarativo (via abordagem qualitativa), percebe-se que há corroboração
entre eles. Na abordagem qualitativa verifica-se na categoria Características
Técnicas e Táticas dos Nossos Atacantes (pg.130) e Número de Atacantes (pg.
134), da dimensão Indicadores de Jogo para Tomada de Decisão, que o levantador tem como um dos fatores limitantes da distribuição de jogo as qualidades técnico-táticas dos seus atacantes.
Nos estudos de Matias, Giacomini e Greco (2004), Matias e Greco (2005) e Matias et al. (2008c) foi observado que em competições internacionais a utilização de um jogador, como o centro do ataque, não possibilita que uma equipe se classifique entre as três melhores colocadas ao fim de um campeonato, mesmo tendo o atacante em suas decisões ofensivas um dos maiores índices de eficácia individual da competição. No estudo de Kudo e Kayamori (2001) verificou-se que
a eficácia de ataque da equipe está relacionada com a classificação final em uma competição.
Segundo Cunha (1999), a eficácia do ataque não difere entre as posições de quadra, embora seja preferencial a utilização da posição 04, seja na fase de ataque ou contra-ataque. De acordo com Ramos et al. (2004) a distribuição de jogo equilibrada entre as posições da quadra é que poderá permitir uma maior eficácia, pois dificultará a marcação do bloqueio adversário.
6.4.5. Condições de Levantamento, Condições de Finalização e Efeito da