3. MATERYAL VE METOD
3.2. Metot
3.2.2. Fındık ve Pul Biber Örneklerinde Gerçekleştirilen Kimyasal Analizler
3.2.2.4. Toplam Fenolik Madde Tayini
Temos na literatura diversos modelos teóricos tentando explicar o funcionamento da memória humana. Neste trabalho, abordaremos, principalmente, a teoria dos sistemas de memória, mas sem nos esquecer das contribuições dos estudos da memória, segundo as etapas de codificação, armazenagem e evocação.
Na teoria das etapas de memória, a codificação corresponderia ao primeiro momento do processo de memorização; a armazenagem manteria a informação na memória; e a evocação teria como função trazer de volta a informação arquivada na memória (COLOM; FLORES MEDOZA, 2001). Já, na teoria dos sistemas de memória, a memória divide-se em: memória sensorial, memória de curto prazo e memória de longo prazo, esta estrutura é fundamentada de acordo com o tempo que a informação permanece no sistema.
De acordo com Markowitsch (2000), há duas maneiras de se estudar a memória. Pode ser estudada em relação ao tempo e em relação ao conteúdo. Sob a dimensão
temporal, normalmente, é dividida como supra-apresentado: memória sensorial, memória de curto prazo e memória de longo prazo. As primeiras investigações foram dedicadas com mais intensidade aos estudos da memória sob essa ótica do tempo.
Em 1825, houve, na Alemanha, a primeira investigação sobre a memória humana feita pelo filósofo e psicólogo Ebbinghauss, o qual acreditava que a mente armazenava ideias sobre experiências sensoriais do passado e que os acontecimentos que se seguiam um ao outro, no tempo ou no espaço, ficavam associados entre si (LASCA, 2003).
Em 1890, o psicólogo britânico William James trouxe grandes contribuições aos estudos sobre esse construto, propondo que a memória não era um sistema unitário, mas sim compostapor dois sistemas distintos. Esse teórico defendia que a memória era composta por um sistema de memória primária e por outro sistema de memória secundária, sendo o primeiro especializado na armazenagem das informações de curto prazo e o segundo especializado na armazenagem das informações de longo prazo (FONTAINE, 2010).
Apesar de James ter proposto que a memória era dividida em dois sistemas, após se passar quase um século, Richard Atkinson e Richard Shiffrin (1968) foram os teóricos que apresentaram, de fato, a primeira versão moderna de um modelo dual de memória. O modelo apresentado foi chamado de modal ou serial de processamento, que inclui: a memória sensorial, a memória de curto prazo e a memória de longo prazo, semelhante à idealização feita primeiramente por Ebbinghauss (1825apud LASCA, 2003). Nesse modelo teórico, os autores defendiam que, para uma informação ser codificada e armazenada seria necessário sua chegada primeiro pela memória sensorial, por meio de estímulos externos do ambiente e, uma vez processada a informação, ela seria transferida para a memória de curto prazo e, em seguida, para a memória de longo prazo, ou seja, para ingressar no sistema de longo prazo, a informação teria de percorrer três caminhos, passando pela memória sensorial, pela memória de curto prazo e, somente depois desse trajeto, chegaria à consolidação na memória de longo prazo.
Além disso, para esses teóricos, a memória de curto prazo teria uma capacidade limitada quanto à capacidade de informação que conseguia analisar e manter; sua reprodução se faria imediatamente em um tempo de permanência muito breve, de um a dois minutos (GIL, 2002). Atkinson e Shiffrin (1968) identificaram também que, quanto mais tempo se mantivesse um item na memória de curto prazo, maior a probabilidade de ser transferido para a memória de longo prazo (BADDELEY,1999).
Contudo, esse modelo apresentado foi muito criticado e não admitido por alguns pesquisadores, pois não explicava com clareza o que, de fato, ocorria em pacientes com algum tipo de lesão cerebral. De acordo com Tortosa (2002), esses pacientes apresentavam déficits severos na memória de curto prazo, no entanto, o funcionamento da memória de longo prazo permanecia intacto.
Shallice e Warrington (1970) também não aceitaram o modelo sugerido por Atkinson e Shifrin, corroborando o posicionamento de muitos pesquisadores. Para esses autores, os sistemas de arquivamento da memória de curto prazo e de longo prazo não funcionavam de forma serial como havia sido apresentado primeiramente na década de 1960. Shallice e Warrington (1970) apresentaram o caso de um paciente que sofria de uma síndrome capaz de reter apenas dois dígitos de informação, o que acarretava um severo prejuízo na memória de curto prazo, mas o que impressionava era que, embora o paciente não se lembrasse das últimas palavras de uma lista, ele conseguia manter sua memória de longo prazo completamente normal(LASCA, 2003). Ainda, corroborando as ideias de Shallice e Warrington (1970), Abreu (2000),em sua pesquisa,alegou que, se para a formação da memória de longo prazo fosse realmente necessária a memória de curto prazo, como propuseram Atkinson e Shiffrin, como seria possível explicar o caso desse paciente e de outras pessoas que apresentaram problemas na memória de curto prazo e que puderam seguir aprendendo e ter uma vida quase normal?
Assim, sob essas perspectivas, mais estudos surgiram para comprovar que o modelo teórico proposto por Atkinson e Shiffrin (1970) não era, de fato, compatível. Dessa forma, surgiu uma nova teoria, chamada por Fergus Craik e Robert Lockhart (1971) de modelo de níveis de processamento, Além de aproveitar subsídios dos modelos apresentados anteriormente, essa teoria defendia que o funcionamento das memórias de curto e de longo prazo era totalmente independente. A informação nessa teoria era caracterizada por níveis de profundidade, e, para os defensores Craik e Lockhart (1972), ela deveria atingir níveis mais profundos ou mais elaborados de processamento, pois, dessa maneira, haveria uma retenção mais eficaz. De acordo com Craik e Lockhart (1972 apud LASCA, 2003), a profundidade do processamento de informações seria interpretada em termos de significado, iniciando pelas características físicas dos estímulos, que atingiria um nível mais superficial, passando pelos componentes verbais e acústicos até chegar ao nível semântico, que seria o nível mais profundo. Baddeley (1999) acrescentou que, para Craik e Lockhart, o que importava era o processamento da informação, e não o tempo de permanência na memória,
contrapondo, veementemente, a teoria de Atkinson e Shifrin.
Sob o paradigma da memória, segundo o conteúdo a ser processado, o neurocientista, Endel Tulving (1983), sugeriu um modelo teórico que até hoje é muito estudado pelos pesquisadores da área. Esse modelo traz a teoria da memória segundo o conteúdo e, de acordo com esse estudo, a divisão da memória refere-se à organização das informações hierarquicamente estruturadas em relação ao momento e ao local ou contexto em que foram adquiridas. Esse acadêmico mudou radicalmente a forma como os cientistas veem hoje a memória humana, e seus quadros teóricos são uma referência nas pesquisas sobre memória.
Tulving(1983) defendia, como outros teóricos, que a memória humana era composta por vários sistemas. Para ele, os sistemas processuais se expressariam por meio de habilidades comportamentais, por exemplo, aquelas atividades feitas de forma mecânica,às quais não se atribuem qualquer significado ao que é executado. Seria o saber como, chamada por Tulving de memória procedimental. Já os sistemas cognitivos seriam representados em termos proposicionais, medindo mudanças na cognição, a saber: pré- ativação da memória, memória primária, memória de curto prazo, memória operacional,memória semântica e memória episódica (LASCA, 2003).
Os modelos teóricos apresentados nesta pesquisa tiveram grande repercussão nos estudos da psicologia cognitiva e da gerontologia, mais especificamente sobre os constructos: memória e sistemas de memória. Eles trouxeram contribuições singulares para compreensão e desenvolvimento do modelo da memória humana mais utilizado hoje em dia.