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4.3 Alt grupların değerlendirilmesi 1 Glisemik değişkenliğe göre

4.3.3 TIR yüzdesine göre

Foram entrevistados 5 trabalhadores que participam do RVL. Foram escolhidos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), visto que este segmento foi o que esteve mais presente no processo tanto das oficinas de diagnóstico participativo, quanto nas oficinas de artesanato. Dos cinco entrevistados três são do sexo masculino e duas são do sexo feminino. Suas idades variam de 24 a 49 anos. Dois são solteiros e três são casados. Os casados têm filhos com idades que variam de 20 a 10 anos. Quanto ao grau de instrução um possui terceiro grau incompleto, dois segundo grau completo e dois primeiro grau completo. Três deles ao se referirem as atividades desenvolvidas como ACS citaram além dos relatórios e das visitas as atividades desenvolvidas pelo projeto.

Todos eles entendem que o trabalho que realizam visa promover a melhoria da condição de vida e saúde das pessoas da comunidade.

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8.5.1 Categorias de Análise das Entrevistas com os Trabalhadores

8.5.1.1 Reconhecimento do outro

A participação social para alguns ACS apareceu muito vinculada à inserção nas oficinas propiciadas pelo RVL, criadas como estratégia para atingir os ODM no nível local. Esta participação gera a possibilidade de serem alunos (aprender) e depois serem professores (ensinar), ao mesmo tempo em que resulta em beneficio para o usuário na geração de renda e principalmente na saúde mental. Nesse sentido, podemos falar no reconhecimento do outro, como categoria de análise também para este segmento. Tanto o reconhecimento de si como alguém que aprende e tem algo a transmitir como também para o processo de ensino aprendizado é necessário perceber o outro como sujeito com potenciais e não somente o doente que procura a UBS.

Eu dou uma oficina de fuxico e sou aluna da N que veio pelo RVL... Então, às vezes a gente está de aluna às vezes de professora. Não só pelo resultado das peças, mas você tem que ir aprender e depois ensinar prá pessoas, mas o resultado que você vê, não só financeiro pras pessoas, mas mental. T1

Prá mim participar é estar presente junto com as pessoas, junto com as coisas, porque participar é bom assim, às vezes você nem leva tanto o seu conhecimento, às vezes você traz e esse conhecimento que você traz é muito importante. Participar então prá mim é buscar o conhecimento. T2

Também reconhecer o sofrimento do outro e sentir-se um agente com possibilidade de transformar esta realidade

Então se vê gente chegando no posto com depressão, desmotivada e aí você acaba revertendo isso, você vê as pessoas dizendo ah, e fui medir a minha pressão a minha pressão diminuiu, eu tô mais calma, a pessoa

consegue lidar com o problema de maneira mais, ela começa a parar prá pensar a buscar alternativas prá resolver aquele problema, que ela tem em casa. T1

Perceber a situação de vulnerabilidade e vincular esta situação a participação em uma das atividades da unidade de saúde vinculada ao RVL além de implicar o reconhecimento do outro revela também uma concepção do processo de saúde-doença, por parte da ACS, que ultrapassa a dimensão do biológico. Dessa forma a sua forma de participação esta vinculada a motivar as pessoas para as atividades desenvolvidas na UBS reconhecendo o que o outro apresenta como vulnerabilidade.

Só ontem eu convidei quatro pessoas, quatro mães que estão numa situação muito difícil, que estão passando dificuldade, tem filhos pequenos, e eu falei que se elas viessem na cozinha eu ficaria com as crianças em alguma sala brincando ou aqui no parquinho, mas nenhuma veio, É assim que eu faço a minha participação, buscando motivar as pessoas. T3

Motivar as pessoas da comunidade surge em outro depoimento vinculado a possibilidade de expor os trabalhos feitos através do projeto. Novamente a possibilidade de dar visibilidade ao que é feito aparece como elemento importante. Isso re-coloca, uma vez mais a questão do reconhecimento.

Como a gente é agente comunitário a gente está na comunidade presente a gente pode tá levando uma motivação que é o que as vezes falta prá pessoas participarem. Tá convidando eles. Por exemplo, se a gente fizesse uma feirinha lá no posto uma vez por mês, por exemplo, colocaria uma exposição, e aí as pessoas poderiam perguntar, mas da onde vem isso aqui e agente estaria falando do projeto. Do projeto é que ta saindo as coisas boas e bonitas. T5

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8.5.1.2 Redes Sociais

Uma das idéias levantadas pelos ACS como rede foi a do compromisso entre as pessoas que compõe as oficinas de artesanato. Embora esta idéia de rede esteja circunscrita ao pequeno grupo que desenvolve a atividade artesanal parece ser significativo uma vez que conforme os depoimentos anteriores há dificuldade em mobilizar a comunidade para as atividades desenvolvidas na UBS. Nesse sentido, existir um grupo comprometido com a execução coletiva de atividades vinculadas a unidade e que resultam em melhoria da qualidade de vida parece também fortalecer o próprio trabalho do ACS na sua função de promoção da saúde.

Esse compromisso com o grupo, eu acho que essa oficina do projeto ajudou a formar. Você vê o comprometimento das pessoas. T1

Ao mesmo tempo as dificuldades em constituir redes é algo percebido como um processo de construção gradual

acho que ta tentando ao menos vincular um com outro. Mesmo que engatinhando T2

A construção de redes também foi lembrada como possibilidade de articulação do nível central da secretaria da saúde com a UBS e desta com a comunidade, através da comunicação.

Entre nós né, vocês “os cabeça” que tão na secretaria e nós aqui, além disso, com as pessoas que chegam mais no posto por causa do tear, da

caminhada, acho que aos pouquinhos, um vai passando pro outro e vai formando rede vai comunicando. T4

8.5.1.3 O Território

Este segmento se referiu a noção de território de uma forma muito particular. Não falou da cidade como um todo, nem do lugar onde moravam com orgulho ou preocupação como os demais segmentos. As falas sobre o território surgiram vinculadas as condições de vida das pessoas que atendem cotidianamente. Claramente apresentam um olhar ampliado para as questões de saúde do território

Saúde engloba tudo né, a parte da saúde engloba a participação das pessoas, da atividade que elas exercem. A parte alimentícia faz parte, a parte de moradia necessária. Porque uma vez eu questionei pra secretária como que eu ia falar prá família de saúde se ela morava num barraco caído, ou morava em cima do córrego, quer dizer não tem como eu falar em saúde se eu não procurar melhorar a parte da moradia. Ah, eu to bem de saúde morando em cima do córrego, não tem como T2

A percepção da vulnerabilidade captada no território como um dos condicionantes do viver e do adoecer no território enquadra-se no olhar que o ACS deve desenvolver no seu trabalho no território. Esta percepção só ocorre por um processo de escuta aos usuários

No caso da Dona Maria Alice, ela acabou até vendendo o que ela fez. Então isso, é muito gratificante. Então, às vezes a gente conta, principalmente para as pessoas com depressão, a gente conta a história de alguém que conseguiu superar, a gente vai falando de um para chegar nela. As pessoas precisa de estímulo para que ela possa ter uma geração de renda. Isso precisa aqui, porque as pessoas precisam ter renda pra ter saúde. T1

Eu acho que não tem nem palavras prá falar, é muito importante, ela já vem naquela linha da prevenção da saúde mesmo, que o posto não é só prá tratar do doente. A gente tem que trabalhar com a idéia que antes da doença esse trabalho contribui com a pessoa antes, e dá prá

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prevenir várias doenças. As pessoas sair de casa, vir até aqui, fazer o artesanato, já é um benefício né T1

A associação com a necessidade da geração de renda e saúde mental foi elemento bastante enfatizado nos depoimentos dos ACS, principalmente, por parte daqueles que vinculam o RVL as oficinas de artesanato criadas. Novamente o território é aqui retratado pelo ACS pela carência associada ao sofrimento psíquico e a atividade na UBS como alternativa de saúde mental.

Às vezes as pessoas fazendo umas atividades destas, às vezes é só psicológico, daqui a pouco a pessoa pode deixar o remédio de lado, né, vai deixando aos pouquinhos, quando ele for ver ele pode além de dar um rendimento prá própria família, às vezes até mesmo a pessoa que está depressiva amanhã ou depois, ele vai estar ensinando outras pessoas a fazer. Então, ele vai ter uma motivação ele sabe, ele teve naquele estágio e ele sabe que tem outras pessoas iguaiszinhas a ele que podem estar saindo de uma maneira mais legal. T5

Benzer Belgeler