2. MAGNEZYUM ALAŞIMLARINDA KOROZYON
2.6. Ti ile Mikro Alaşımlandırılmış AZ Serisi Magnezyum Alaşımlarının Mekanik ve
VARIÁVEL Local de ocorrência dos
eventos violentos*
INSTITUIÇÕES DE ENSINO Escola Pública Particular Escola Total
N % N % N % Sala de aula 28 45,16 21 35,59 49 40,50 Pátio 37 59,68 27 45,76 64 52,89 Proximidade da escola 14 22,58 08 13,56 22 18,18 Corredor 10 16,13 18 30,51 28 23,14 Banheiro 03 04,84 01 01,69 04 03,31 Outros – especificar 01 01,61 03 05,08 04 03,31 Total 93 100,00 78 100,00 171 100,00
Fonte: dados da pesquisa
* Os entrevistados poderiam responder mais de uma alternativa nessa questão.
Em relação à variável local de ocorrência dos eventos violentos, apresentada na Tabela 6, identificamos que 64 (52,89%) profissionais observaram que o pátio era o ambiente
em que mais ocorriam atos de violência; 49 (40,50%) disseram ser a sala de aula; 28 (23,14%), os corredores; e 28 (18,18%), nas proximidades da escola. Analisando as instituições de ensino separadamente, percebemos que 37 (59,68%) entrevistados viam acontecer o evento no pátio; 28 (45,16%), na sala de aula; 14 (22,58%), nas proximidades da escola. Na particular, 27 (45,76%) profissionais presenciavam a violência no pátio; 21 (35,59%), na sala de aula, 18 (30,51%), no corredor.
Neves (2008), em estudo sobre a relação entre questões de gênero e a violência na escola, na cidade do São Paulo/SP, constatou que 60% dos atos de bullying aconteciam no pátio da escola. Pereira e Pinto (1999), em investigação realizada com alunos de escolas do ensino básico e médio de Portugal, concluíram que a maioria dos eventos violentos acontecia no pátio durante o intervalo, sendo observados por 91,7% dos profissionais entrevistados. Francisco e Libório (2009), em estudo sobre o bullying em escolas de São Paulo, mostraram que a resposta mais lembrada pelos participantes da pesquisa foram sobre o pátio durante o recreio, com 28,60%,; seguido das salas de aula, com 27,90%.
Contrapondo os autores anteriores e os achados da nossa pesquisa, Moreira (2006), em investigação a respeito da visão dos alunos, professores e funcionários em relação à agressão na escola, concluiu que 38% dos entrevistados perceberam a ocorrência da violência nas proximidades da escola; e 26%, dentro da sala de aula.
De acordo com Almeida, Silva e Campos (2008), os locais onde existe mais interação entre os alunos são os mais propensos a práticas de bullying, como o pátio ou a área de lazer durante o intervalo entre as aulas. Apesar dos profissionais educadores estarem presentes durante esse momento, os alunos não se sentem inibidos e executam suas ações de maneira mais discreta, para não serem repreendidos.
Entretanto, Damke e Gonçalves (2006) perceberam que o evento ocorre com maior frequência na sala de aula. Os alunos, muitas vezes, desrespeitam a presença dos professores e promovem na classe um ambiente de insegurança com conflitos constantes, no qual até o professor acaba tornando-se vítima. Nesse sentido, Sposito (2001) alerta sobre as práticas de agressão, principalmente verbal, dentro desse ambiente, onde os alunos exercem entre si e com os professores atos de desrespeitos a todos os presentes, atrapalhando o percurso da aula e o aprendizado dos demais. Apesar de prevalecer a agressão verbal, alguns alunos adentram nas aulas portando armas, com a justificativa de se defender dos atos de violência, provocando acidentes, muitas vezes, fatais.
Além disso, os conflitos gerados e perpetrados no ambiente escolar, frequentemente se estendem para fora dos muros das instituições, revelando-se através de gangues e do tráfico de drogas. Esses dois aspectos causam grande preocupação entre os jovens, pais, profissionais da educação, e influenciam diretamente a rotina do ambiente escolar, por facilitarem e ampliarem o acesso às drogas. Os autores relatam ainda que os alunos, em geral, são as vítimas mais frequentes, seguidos pelos professores, funcionários e diretores (LIBERAL et al., 2005).
Gráfico 4 – Relação entre os profissionais que sofreram violência e os tipos de violência sofridos. NATAL/RN, 2010
Fonte: dados da pesquisa
No tocante à variável relação entre os profissionais que sofreram violência e os tipos de violência sofridos, representada no Gráfico 4, dos 37 profissionais que foram vítimas de violência na escola, 22 (59,45%) sofreram agressão verbal; 5 (13,51%), violência indireta; 3 (8,10%), física; 2 (5,40%), psicológica. Quando analisamos as instituições de ensino separadamente, percebemos que 13 (59,09%) sofreram agressão verbal; 3 (13,64%), violência indireta; 2 (9,09%), física. Na particular, 9 (60,00%) relataram a agressão verbal; 2 (13,33%), violência indireta; 1 (6,67%), violência física.
Cardoso Jorge (2009), em estudo realizado na cidade de Natal (RN), sobre o olhar dos educadores a respeito do bullying, constataram que 68,93% nunca sofreram atos de violência
dentro da escola, porém 31,07% afirmaram que sim. Desses profissionais que sofreram violência, 60% relataram terem sido vítimas de violência verbal expressada através de apelidos e xingamentos, 88,89% foram ameaçados ou desrespeitados, 11,11% sofreram empurrões e tapas, e 2,28% queixaram-se de ameaça de morte.
Macêdo e Bonfim (2007), em pesquisa realizada em São Luiz/MA sobre a violência na escola, constataram que os principais tipos de violência sofridos pelos professores, funcionários e diretores foram a agressão verbal expressada através de xingamentos, e as agressões físicas.
Nessa perspectiva, os profissionais da educação estão à mercê de qualquer tipo de violência no ambiente escolar, tanto por parte dos alunos, como dos familiares dos alunos, tornando-se rotina e sendo interpretada por outrem, muitas vezes, como brincadeiras inofensivas. Por conviver diariamente com o evento, esses profissionais experimentam um grande sofrimento que prejudica a saúde física e mental, desenvolvendo sintomas como fadiga, transtorno do sono, falta ou excesso de apetite e ansiedade (CARDOSO JORGE, 2009).
Para Anser, Joly e Vendramini (2003), as atitudes hostis, agressivas e desafiadoras dos jovens são consequências da relação com os pais, reproduzindo na escola atos vivenciados dentro do ambiente doméstico. Além disso, a exacerbação e o confronto desencadeados nas instituições de ensino em relação aos profissionais podem ser explicados, também, por nesse espaço conviverem pessoas de diferentes classes sociais, com valores pessoais e de relacionamento divergentes ou até mesmo antagônicos, e porque o aluno não consegue lidar com as adversidades do mundo globalizado. Lopes Neto (2005) ressalta também que, devido aos profissionais terem pouca percepção do bullying, mesmo quando o evento acontece, eles subestimam a sua prevalência e atuam de forma insuficiente para a redução e interrupção dessas situações.
Outro ponto trazido por Koehler (2003), considerado de extrema relevância, é o bullying exercido do profissional para com o aluno. Segundo o autor, os profissionais valorizam o exercício contínuo da reflexão sobre os problemas e consequências gerados pelo evento desenvolvido pelas crianças e adolescentes no cotidiano escolar, contudo, percebe-se que ainda não conseguem identificam as formas de violência geradas pelas suas próprias atitudes.
Segundo Aquino (1998), os educadores e funcionários quase sempre se deparam com situações atípicas e, por não serem capacitados adequadamente, não terem o apoio devido da coordenação, se sentirem intimidados por alguns alunos, e estarem estafados por vivenciar uma realidade de violência dentro do ambiente em que trabalham, desenvolvem ações negativas, como intimidação, ameaça, discussão, humilhação e, às vezes, agressão física, como forma de se defenderem do contexto hostil em que estão inseridos.
Tabela 7 -- Distribuição das instituições de ensino segundo a frequência dos episódios de violência sofridos pelos profissionais. NATAL/RN, 2010
VARIÁVEL