• Sonuç bulunamadı

A minha primeira aproximação com a temática das Causas Externas foi no 4º período da graduação, quando adentrei como aluna de Iniciação Científica no Grupo de Pesquisa Enfermagem Clínica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, coordenada pela minha orientadora. Desde então fui me aprofundando no universo tão complexo, das vítimas de acidentes e violência, as quais vivenciam realidades que acreditávamos existir apenas na ficção expressada nos filmes de terror. A idade e condição social não são barreiras que impedem este evento de se inserir no cotidiano de todas as pessoas, inclusive de crianças e adolescentes. Mesmo em ambientes considerados “seguros” como a escola, eles não estão livres deste evento, pois uma simples palavra utilizada de maneira repetida e pejorativa já é considerada bullying, causando constrangimento, humilhação, exclusão e muitas vezes morte.

Com o intuito de contribuir para melhorar essa situação, compreendi que o primeiro passo seria conhecer a violência e ver como ela se expressa em duas realidades distintas: nas escolas pública e particular.

Nesse sentido, fizemos uma vasta revisão de literatura sobre o tema e percebemos que este é um problema de abrangência mundial, sendo necessários mais estudos na realidade brasileira, visto que a literatura específica sobre o assunto é escassa principalmente na região nordeste e no nosso Estado, o qual não havia nenhum estudo sobre o assunto.

Para que isto acontecesse, contamos com a ajuda da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) através da Bolsa de Demanda Social, a qual me proporcionou dedicação exclusiva para a pesquisa durante a trajetória Mestrado. Tivemos, também, o auxilio de duas alunas de Iniciação Científica que colaboraram no levantamento bibliográfico e principalmente na finalização do relatório. Tivemos também, com o apoio da direção e coordenação das instituições participantes da pesquisa.

Nesse contexto, quando nos deparamos com as estatísticas global, nacional e local entendemos o quanto é importante formar profissionais, que atuem em equipe, elaborando ações que envolvam a família e comunidade com o ambiente escolar, através de reuniões regulares de pais e mestres, projetos de extensão, atualizações sobre o bullying e outras temáticas. Ressaltamos também, a importância de profissionais da saúde, inclusive o enfermeiro, para atuar de maneira mais efetiva contra o evento.

Diante dessa realidade, é compreensivel que as dificuldades existiram ao longo deste percurso, entre elas, um dos obstáculos enfrentados foi encontrar um campo de coleta para comparar com a escola pública já escolhida. Esta necessidade surgiu, pois, queríamos

desenvolver um estudo comparativo para mostrar com mais propriedade a situação da violência nas instituições de ensino na cidade. Outro grande desafio, durante o período de coleta, foi constatar que na escola pública havia muitos estagiários, que por não estarem com a formação concluída, não se adequaram aos critérios de inclusão.

Sugerimos pois, que os professores, funcionários e direção participem constantemente de atualizações voltadas a temática do bullying, para que a educação continuada possibilite a mudança de pensamento e atitudes que possam contribuir para combate deste evento. Como também, envolvam mais a família e comunidade, pois há uma continuidade do trabalho desenvolvido no ambiente doméstico.

Finalizando as considerações, esperamos que outros Enfermeiros possam dar prosseguimento preenchendo as lacunas e questionamentos encontradas no nosso estudo, assim como investiguem questões mais específicas no intuito de contribuir para um ambiente escolar mais seguro e digno de se frequentar. Consideramos também fundamental dar prosseguimento a essa discussão em um doutorado, para aprofundar melhor essa temática tão atual.

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Benzer Belgeler