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TİP’ten Ayrılmış Olmanın Neden Olduğu Acı, Sıkıntı

CANSEVER ŞİİRİNDE TEMA VE YAPI

2.1. ŞİİRLERİN TEMA BAKIMINDAN İNCELENMESİ

2.1.1.1. Direniş, Karşı Koyuş

2.1.1.2.2. TİP’ten Ayrılmış Olmanın Neden Olduğu Acı, Sıkıntı

Aparentemente a implantação da governança em uma empresa não contribui diretamente no processo de geração de riqueza, pelo contrário, ao analisar pelo custo da

48%

36%

4% 0% 5% 7%

Empresas por segmento de mercado na BOVESPA - Total:

391 empresas

Tradicional Novo Mercado Bovespa Mais Bovespa Mais 2 Nível 2 Nível 1

governança, que, como já evidenciado anteriormente, é impossível obter um custo zero, pode se pensar que ela é um vetor de destruição de valor. O raciocínio mais evidente de, ao aumentar as despesas de uma companhia, seu lucro será diminuído, consequentemente, sua riqueza também, para muitos pode ser entendido como falso. Os que argumentam contra afirmam que a governança gera mais confiança para o investidor, que se dispõe a obter um lucro menor pois tem a sensação de risco mais baixo.

Hermalin e Weisbach (1991) defenderam que uma performance fraca da companhia acarreta na troca de diretores. Como é sabido, os diretores, juntamente com o conselho administrativo, são os principais agentes de governança corporativa em uma organização. Muitas vezes apenas a notícia da troca de um diretor, executivo principal (CEO) ou conselheiro muda as perspectivas dos sócios quanto à companhia em questão, o que por si só já poderia ser uma causa geradora de valor para os acionistas. Segundo (Louizi, 2011), nas firmas onde se aplicam as boas práticas de governança, no que concerne os administradores externos, segundo os principais códigos de boas práticas de governança, isto é, a maioria dos administradores devem ser externos, pode-se observar um rendimento maior em até 20% que nas outras.

Outra evidencia teórica da relação entre esses dois fatores é a pesquisa elaborada pela McKinsey & Co., que, segundo Silva (2006), ela revela que existe um prêmio médio que os investidores estão dispostos a pagar por empresas que praticam a boa governança, sendo que esse prêmio pode chegar até a 11%. Quando se restringe o espaço amostral para membros da alta administração, esse excedente passa para 16%. Outros estudos americanos, segundo o autor, apontam que, para um mesmo segmento, empresas que apresentam bons desempenhos anuais em governança possuem uma performance 2% melhor do que as demais companhias.

Um exemplo prático da governança como fator gerador de valor é o recorrente número de fundos de investimentos – sejam private equities ou venture capitals –, que, ao fazer uma aquisição de grande porte, com o fito de gerar valor para a empresa e posteriormente vender a participação sobre ela, implementam um processo de governança. Segundo Silva (2006), isso ocorre, pois, para que ocorra o processo de criação de valor ótimo faz-se necessário que os interesses dos diretores estejam alinhados com os dos acionistas, em favor destes. O meio que se encontrou para fazê-lo é a criação de um conselho e uma diretoria independentes, transparentes e atuantes, mas não sobrepostas.

Para Silveira Junior, Matazo e Silveira (2006), a adoção de boas práticas de governança corporativa influencia consideravelmente o processo de criação de valor. Contudo, eles partem do sentido negativo, ou seja, para eles, a implantação da boa governança apenas evita a destruição de valor, pois com a governança corporativa o conflito de agência é melhor resolvido. O estudo evidenciou uma destruição de 4% da riqueza da companhia, ou seja, uma desvalorização do seu preço de mercado, nos dias em que seguem o conflito entre acionistas minoritários e controladores.

Já La Porta et al (2000) defende que as diferenças na estrutura legal da organização, bem como no enforcement da lei impactam sobre a política de dividendos e na capitação de recursos de terceiros, consequentemente, impactando no valor da firma. Seus estudos analisam a influência do nível de proteção legal do investidor com a capacidade de captar recursos do investidor (financiamento).

Guerra (2014) defende que a governança corporativa nas empresas não apenas cria o valor percebido pelos investidores devido a diminuição dos riscos e do custo de capital de terceiros (o que o autor acredita também ser verdade), mas também uma criação de valor real. Segundo o autor, as referências institucionais da boa governança servem para que os diretores e conselheiros examinem profundamente e aperfeiçoem a governança da companhia, melhorando, assim, a gestão da empresa, o processo de tomada de decisão e sempre buscando se manter atuais quanto às demandas da sociedade.

O custo da governança, desse modo, deve ser ponderado de acordo com a capacidade de gerar valor para a companhia, seguindo a linha de pensamento de Friedman, citado no tópico 2.3., sob a perspectiva de gerar lucro para os acionistas. Pois é evidente que o custo da governança não poderá ser maior do que o potencial retorno que ela pode gerar.

A partir dessas considerações dos diversos autores citados, portanto, pode-se perceber que, como o valor intrínseco de um ativo, é criado à medida que o risco da empresa diminui em função da sua maturidade e transparência, diminuir o risco pode ser uma métrica razoável de geração de riqueza em uma companhia. Conforme será visto adiante, a taxa de desconto em uma avaliação de empresas, que considera o risco da companhia, é indiretamente proporcional ao valor da empresa. A partir disso, pode-se dizer que, como o processo de governança contribui para a diminuição do risco percebido pelos acionistas, a implementação de boas práticas de governança corporativa pode contribuir para a geração de valor. Por exemplo, uma companhia tratada pelo mercado como segura, que apresente uma situação

financeira saudável e lucrativa, as chamadas blue chips, em geral são mais procuradas pelo mercado, segundo a lei da Oferta e da Procura, portanto, seu valor tende a aumentar.

Tais conclusões acerca do assunto podem ser representadas a partir do gráfico a seguir, que mostra a valorização em função do tempo de dois diferentes índices: IBOVESPA e IGC. A IBOVESPA, como já citado, é uma média ponderada de várias empresas de alta liquidez no mercado brasileiro. O IGC, por outro lado, é o Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada, que consiste em uma carteira teórica com desempenho médio das cotações das empresas listadas no novo mercado ou níveis 1 ou 2.

Figura 7 - performance da Ibovespa e do IGC

Fonte: CapitalIQ (2018)

Pode-se perceber, na prática, portanto, que as boas práticas de governança, quando bem aplicadas nas empresas, oferecem um risco menor ao investidor e, consequentemente, tende a gerar mais valor. No exemplo acima, o índice Ibovespa no período de 15 anos (2002 a 2017) valorizou-se em torno de 500%, enquanto o IGC 1100%.

-226,00% -26,00% 174,00% 374,00% 574,00% 774,00% 974,00% 1174,00%

Brazil IBOVESPA Index (IBOV) - Index Value

Isso é confirmado por Silva (2006), ao afirmar que a medida que uma empresa é mais transparente quanto à governança corporativa, mais valor será agregado a ela, bem como quanto maior for a credibilidade da companhia para os shareholders, maior será seu valor.

Para melhor entender essas relações da companhia, com seus sócios e com o mercado –

que direciona a criação de riqueza – Rogers (2006) esquematizou-as como pode ser

evidenciado abaixo:

Figura 8 - Inter-relações companhias e mercado

Fonte: Rogers, (p.20, 2006)

Em suma, podemos entender que, segundo Silva (2006):

• A governança é tida como importante valor corporativo, mas ela sozinha não gera valor;

• A geração de valor acontece quando se tem um negócio estrategicamente bem conduzido e administrado;

• Considerando o item anterior, as boas práticas de governança resultarão numa gestão bem melhor, maximizando a geração de valor para acionistas e as outras partes interessadas;