• Sonuç bulunamadı

Para melhor identificar os FCS referente ao modelo de gestão da aprendizagem proposto por Sartori e Roseler (2005) foi realizado um levantamento quantitativo da frequência e percentual somente dos itens de 1 a 3 de todas as 35 sentenças distribuídas nas seções: Desenho pedagógico, Material didático/ estrutura, Sistema tutorial e Secretária acadêmica do questionário da escala de Likert de 5 pontos, respondidos pelos os sujeitos da pesquisa.

A freqüência relativa representa a porcentagem em relação às respostas. Considerando que se a porcentagem (coluna da freqüência R.) for igual ou superior a 50% (0,5) revela um maior volume de respostas, sendo assim indicado como fator crítico de sucesso conforme tabela 6.

Tabela 6 – Frequência Relativa do intervalo [1,3] da maior para menor das respostas.

Desenho pedagógico Quant. %

A presencialidade virtual 5

58

7 78%

Coerência da teoria e da pratica do curso escolhido 5

52

7 70%

Aceitação da universidade pelo mercado de trabalho 4

49

6 66%

A forma de avaliação da aprendizagem no ead 4

48

6 65% Abertura da instituição de ensino para uma participação democrática 3

36

4 49%

Avaliações diversificadas e compatíveis com os conteúdos 3

35

4 47%

A forma de interação entre aluno e o conteúdo 3

33

4 45%

Conhecimento dos objetivos educacionais do curso escolhido 3

31

4 42%

A distribuição das disciplinas no projeto pedagógico 2

27

3 36%

A organização da rotina para uma autonomia de aprendizagem 2

22 3 30% A didática do professor/tutor 1 11 1 15%

Material didático / estrutura física Quant. %

O pólo dispunha de biblioteca de apoio com material do curso. 6 69

9 93% Salas para os encontros estavam limpas, iluminadas e climatizadas. 6

62

8 84% Equipamentos estavam em condições de uso durante a disciplina. 6

61

8 82%

A aula totalmente a distancia 5

54

7 73%

Pólo fornecia e possibilitava acesso à internet 5

52

7 70%

Tabela 6 – Frequência Relativa do intervalo [1,3] da maior para menor (continuação)

Adaptação de recursos diversos como vídeos, figuras, animações etc. No material didático

2 27

3 36% A interação com o ambiente virtual de aprendizagem e o conteúdo. 1

19

2 26%

As apostilas auxiliam na compreensão dos conteúdos 1

16

2 22%

Aula semi presencial 1

12

1 16%

Sistema tutorial Quant. %

Organização do sistema de tutoria com o curso e os alunos para atender o processo de aprendizagem

4 40

5 54%

Tempo de resposta nos foruns de aprendizagem 3

39

5 53%

Conhecimento do tutor sobre a instituição de ensino 2

23

3 31%

Horários das aulas cumpridos como previsto 1

15

2 20%

Clareza do papel didático de tutor 1

14

1 19%

Domínio das ferramentas do ead 1

10

1 14%

Transmissão de conhecimento pelo tutor 1

10

1 14% As relações interpessoais e comunicação do tutor com os alunos 8

8

1 11%

Secretaria acadêmica Quant. %

Rapidez na entrega de documentos 3

36

4 49%

Estrutura adequada para funcionamento 3

30 4 41% Horário de funcionamento 3 30 4 41%

Conhecimento da instituição de ensino 2

28

3 38%

Comunicação dos informes acadêmicos 1

16

2 22% Atuou como elo facilitador entre aluno/ administração/professor-

tutor

9 9

1 12%

Cumprimento do calendário acadêmico 9

9

1 12%

Fonte: Dados da pesquisa.

A tabela 6 demonstra os itens que abrangem de [1-3], ou seja, indicados como possíveis fatores críticos de sucesso. Os demais itens [4-5] são satisfatórios e bem abaixo do percentual dos 50% crítico, ou seja, que não se configuram como ameaça ao sucesso dos cursos de EaD.

Na área do desenho pedagógico os respondentes apontaram como item de menor valor de freqüência a didática do professor/tutor (15%), Nóvoa (1992, p.09),

pedagógica, sem uma adequada formação de professores”. Percebe-se que a didática

do professor não se torna um item tão ameaçador para os cursos de EaD. O baixo percentual não quer dizer que seja esquecido à formação do professor em relação à prática didática.

O item apontado de maior foi a presencialidade virtual (78%). Freire

(2002, p.25), “não há docência sem discência, as duas se explicam e seus sujeitos,

apesar das diferenças que os conotam, não se reduzem à condição de objeto, um do

outro. Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender”. Nesse

sentido, as novas tecnologias ratificam essa posição freireana, quando docentes e discentes participam da interatividade que os meios eletrônicos permitem para facilitar o ensino-aprendizagem como via de mão dupla, efetivam-se na construção e reconstrução do aprender e do ensinar como duas faces de um mesmo processo.

Vamos encontrar nas ferramentas de comunicação virtual um auxilio do processo de aprendizagem e a troca de experiências quando escrevemos mensagens e respostas. Assim simulamos uma comunicação falada. Os chats e fóruns permitem contatos à distância, são bastante úteis, contudo, não podemos esperar que só assim aconteça uma grande revolução da presencialidade. Depende muito do professor, do grupo, da sua maturidade, sua motivação, do tempo disponível, da facilidade de acesso. Alguns alunos se comunicam bem no virtual, outros não. Alguns são rápidos na escrita e no raciocínio, outros não. Alguns tentam monopolizar as falas (como no presencial) outros ficam só como observadores. Por isso é importante modificar os metódos, incentivar os mais passivos e organizar a seqüência das discussões. Tudo isso implica compreender que o aprendente – com toda a sua autonomia – é dependente de alguém que conduz, orienta, facilita, monitora, motiva, escuta, questiona, dialoga, estimula, interage, provoca, instiga, apóia e avalia durante os processos de ensino e aprendizagem. Em se tratando do EaD, essa reflexão remete ao entendimento de que desenvolver a autonomia do estudante não implica afastamento, esquecimento, falta de presença e falta de assistência. No EaD requer uma assídua presencialidade virtual do professor expressa em condução, aconselhamento, orientação, ajuda, diálogo, monitoria, interação, liderança, didática,

mediação, suporte, feedback e avaliação, tendo em vista que “[...] o caminho que

conduz à autonomia pode ser induzido e encorajado pela presença benevolente do

Na área de material didático/estrutura o item: aula semipresencial obteve (16%) de respostas encontradas entre [1-3], não se enquadrando como uma ameaça a gestão da aprendizagem. Por outro lado, obteve um destaque considerável o item: O pólo dispunha de biblioteca de apoio com material do curso (93%). Por melhor que sejam os recursos didáticos oferecidos pelo programa, em determinadas situações, haverá necessidade de se consultar outras fontes para aprofundamento no assunto ou simplesmente para se esclarecer algumas dúvidas que venham a aparecer durante o processo de aprendizagem (SOUTO, 2002, p.12). A falta de uma biblioteca num pólo presencial, realmente dificultará a necessidade da pesquisa e de outras leituras.

Na área do sistema tutorial o item: das relações interpessoais e comunicação do tutor com os alunos obteve (11%) das respostas entre [1-3]. As relações interpessoais na EAD são diferentes da educação tradicional. A interação realizada essencialmente por meio de recursos tecnológicos (fórum e chat) requer atenção especial do tutor. Segundo Alves e Nova (2003), o tutor é um agente organizador que tem como função a orientação e a construção do conhecimento e da auto-aprendizagem do aluno. O item organização do sistema de tutoria com o curso e os alunos para atender o processo de aprendizagem chegou ao percentual de (54%) das freqüências das respostas. Segundo Ferreira e Rezende (2004), o tutor acompanha, motiva, orienta e estimula a aprendizagem autônoma do aluno, utilizando-se de metodologias e meios adequados para facilitar a aprendizagem. Através de diálogos, da discussão entre diferentes pontos de vista, das diversificações culturais e/ou regionais e do respeito entre formas próprias de se ver e de se postar frente aos conhecimentos, o tutor assume função estratégica.Um dos desafios do tutor é usar as TICs para o desenvolvimento de um ambiente de aprendizagem estimulante e interativo, para tanto precisa dispor de habilidades interpessoais, como liderança, confiança, tomada de decisão e disposição para aprender (WISSMANN, 2006). Pelo percentual apresentado neste item, percebe-se que o mesmo não se configura um indicador de ameaça nos cursos da UFC Virtual.

Por fim secretaria acadêmica demonstrou um índice satisfatório diante dos demais, uma vez que o quantitativo das respostas entre [1-3] não atingiu 50% para ser identificada como ameaça aos cursos. Pelo contrário apresentou itens com baixo percentual como: atuação como elo facilitador entre aluno/ administração/professor-tutor e o cumprimento do calendário acadêmico obtiveram (12%) da freqüência das respostas. Como também o item: rapidez na entrega de

documentos (49%). Em uma secretaria para cursos virtuais, onde os processos acadêmicos e administrativos são bem diferenciados devido às características que esta modalidade apresenta, temos que considerar: o conjunto das atividades a serem desenvolvidas, as pessoas que estarão desenvolvendo tal atividade ou tem relações diretas com ela e o cenário social em que se movimentam isto é, o ambiente, sempre com espírito prático combinado com a visão de conjunto, capacidade de trabalho sistemático e rapidez, de forma a atender a situações imprevistas sem desarranjar o conjunto e sem comprometer indevidamente o trabalho.

É importante que na organização da gestão no âmbito da secretaria acadêmica de um curso em EaD, não perca de vista o enfoque sistêmico no sentido de que o conjunto da gestão não podem ser vista separadamente e sim devem ser compreendidas globalmente, envolvendo a interdependência entre as instâncias envolvidas (LOPES, CUNHA FILHO, 1998a, p.37) e assim alcançar o nível de qualidade esperada pelos sujeitos que compartilham a modalidade.

6.5 Identificação e análise dos Fatores Críticos de Sucesso de acordo com a

Benzer Belgeler