SANATINA GENEL BAKIŞ VE EN’AM-I ŞERİFLERİN MÜZEHHEP UNVAN SAYFALARI
1.2. Sakıp Sabancı Müzesi ve Tarihçesi
1.3.1. Tezhip Sanatı ve Tarihsel Gelişimi Hakkında Kısa Bilgi
O ECS constitui-se em uma maneira institucionalizada, garantida nas estruturas curriculares, de proporcionar a formação por meio da experiência nas mais diferentes áreas profissionais.
A legislação federal que dispõe sobre o estágio de estudantes o define como um “ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam frequentando o ensino regular em instituições de educação superior”. Ainda segundo a mesma legislação, “visa ao aprendizado de competências próprias da atividade profissional e a contextualização curricular, objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho” (Brasil, 2008a, p. 1).
Estágio pode ser conceituado, ainda, como a prática de campo que proporciona aos estudantes a transição do mundo acadêmico para o mundo do trabalho. Ele conforma-se por uma série de atividades desenvolvidas pelos estudantes que contribuem para o seu processo formativo (Burgatti, 2012).
Por serem previstos no projeto pedagógico do curso de graduação são chamados obrigatórios. Tem carga horária pré-estabelecida, sem o qual não há aprovação. Além disso, deverão ser supervisionados pelo professor orientador da
IES e por um supervisor da parte concedente, ou seja, por um trabalhador dos serviços de saúde (Brasil, 2008a).
O ECS se insere no sistema de saúde na perspectiva de proporcionar às (aos) discentes as competências exigidas legalmente, e, também, o ser competente através de ações que favoreçam a conquista da cidadania individual e coletiva, principalmente como profissional no contexto e atendimento dos princípios do SUS. Assim, espera-se que o profissional egresso tenha a capacidade de utilizar uma diversidade de conhecimento na solução de problemas do seu cotidiano e estabeleça relações socioculturais, éticas e educativas com a equipe de saúde e a comunidade onde está inserido. Essa experiência de ensino e trabalho requer da (o) alu na (o) a articulação de conteúdos teóricos e práticos vivenciados nas disciplinas anteriores, o que torna o ECS uma etapa de aprendizagem dialética (Araújo, 2011, p. 62).
Acredita-se que o modelo de estágio ideal deve ter seus objetivos definidos também em função das demandas dos serviços de saúde, com ações também voltadas para o serviço, numa visão integral e de forma interdisciplinar, não permitindo que os objetivos das disciplinas criem uma pseudo-realidade. Além disso, é ideal que ocorra uma inserção longitudinal e que o estudante crie vínculos com serviços de saúde de forma a sentir-se corresponsáveis pelas suas práticas.
A integração entre uma instituição de ensino superior e outra, de serviços de saúde, acontece de fato quando existe, para ambas, uma intencionalidade complementar e convergente, com objetivos comuns e peculiares, capazes de permitir a constituição de espaços pedagógicos com vivências e experimentações que possibilitem, para ambas, ganhos reais. A cada momento, a própria realidade deve ser o objeto do aprendizado, havendo lugar para o previsto e o imprevisto, o conhecido e o desconhecido, o já experimentado e o novo. O aprendizado ocorrerá por meio de novas práticas, também pedagógicas, a partir de vivências e experimentações com a garantia do lugar de sujeito para professores, profissionais dos serviços, alunos e usuários. A nosso ver, estes são, por excelência, os cenários (pedagógicos) ideais ao desenvolvimento dos estágios curriculares supervisionados (Werneck et al., 2010, pp. 228-229).
No caso da odontologia, as DCN preveem que o processo de formação dos profissionais garantam o desenvolvimento de estágio curricular, sob supervisão docente. O ECS deve ser desenvolvido de forma articulada e com complexidade crescente ao longo do processo de formação. A carga horária mínima do ECS deverá atingir 20% da carga horária total do curso de graduação (Brasil, 2002).
As DCN colocam, ainda, que os profissionais de saúde bucal necessitam aprender a aprender de forma a torná-los co-responsáveis pela sua formação e pelo treinamento das futuras gerações profissionais. Assim, deve ser garantido o
benefício mútuo entre os futuros profissionais e os profissionais dos serviços (Brasil, 2002).
A Associação Brasileira de Ensino Odontológico (ABENO), no documento intitulado “Diretrizes da ABENO para a definição do ECS nos cursos de odontologia”, estabeleceu, com base nas DCN, as diretrizes norteadoras dos estágios (Abeno, 2002).
O documento afirma que:
O estágio supervisionado é o instrumento de integração e conhecimento do aluno com a realidade social e econômica de sua região e do trabalho de sua área. Ele deve também ser entendido como o atendimento integral ao paciente que o aluno de Odontologia presta à comunidade, intra e extra muros. O aluno pode cumpri-lo em atendimentos multidisciplinares e em serviços assistenciais públicos e privados (Abeno, 2002).
O ECS deve fomentar a relação das IES com os serviços e ampliar as relações da universidade com a sociedade. Como ferramenta pedagógica, deve proporcionar ao futuro profissional a experienciação da realidade social, incluindo as práticas políticas em saúde pública e a realidade do mercado de trabalho, possibilitando ao aluno ser um agente transformador dessas realidades (Abeno, 2002).
Ao analisar esse documento, Werneck et al. (2010) teceram algumas críticas, dentre elas a variedade de experiências que o documento denominou de ECS, o que impossibilita a definição dos critérios adotados para classificá-las dessa maneira.
As citações são de tal forma genéricas que se pode supor, inclusive, que as instituições de ensino poderiam simplesmente inserir qualquer atividade de atendimento ao público na categoria estágio, ferindo frontalmente a dimensão transformadora e inovadora que gerou o estabelecimento das DCN e do documento da própria ABENO (Werneck et al., 2010, p. 222).
Existe, na área odontológica, uma representação de que para realizar estágios é suficiente a união de um consultório, dentes e/ou gengivas, um estudante e um supervisor (o dentista professor) operando saberes estruturados, não diferenciando os locais de realização que podem abranger desde as clínicas das faculdades – distantes da realidade – até UBS que trazem consigo a equipe de saúde, a comunidade e suas particularidades (Leme et al., 2015).
No entanto, para configurar-se como ECS, a atividade deve ser obrigatória, desenvolvida fora dos muros da IES, de forma integrada aos serviços de saúde. Dessa maneira, viabiliza-se a vivência do futuro profissional com o quadro
epidemiológico presente, sua determinação social e cultural, bem como a compreensão do seu verdadeiro papel e dos limites da sua atuação profissional. Além disso, é despertada no futuro cirurgião-dentista a noção do papel e do compromisso com o sistema de saúde vigente e com a população (Werneck et al., 2010).
A partir desse referencial teórico, foi possível esquematizar um quadro- resumo (Quadro 2.3) com as características essenciais para que uma atividade curricular seja considerada como ECS.
Registra-se que, na cidade de São Paulo, no âmbito da Secretaria Municipal de Saúde, existe uma diretoria – Diretoria de Gestão de Desenvolvimento de Pessoas (GEDEP) – responsável por promover a integração das áreas de formação, qualificação e desenvolvimento de pessoas, no sentido de fomentar a Gestão do Conhecimento melhorando, assim, a qualidade e a gestão dos serviços públicos de saúde. À GEDEP compete, dentre outras responsabilidades, coordenar e implementar a Política Municipal de Estágios, obrigatórios e não obrigatórios, no âmbito dos serviços de saúde da rede municipal, tarefa atribuída à Gerência de Estágios (São Paulo, 2012).
Uma atividade curricular, para ser considerada ECS, deve:
Estar regulamentada no Projeto Pedagógico do curso Ser desenvolvida fora dos muros da IES
Estar integrada aos serviços de saúde
Ser obrigatória para a conclusão do curso de graduação Desenvolver-se com supervisão docente
Envolver os profissionais do serviço
Quadro 2.3: Características essenciais dos estágios curriculares
A Portaria Municipal 595, publicada em 2015, que trata dos Estágios desenvolvidos na rede de serviços públicos de saúde do município de São Paulo, afirma que cabe à unidade cooperada:
I - Elaborar o Plano de Estágio detalhado, que especificará o objetivo do estágio, as áreas técnicas de interesse, a quem será destinado, o número de estagiários envolvidos no Programa, o período de realização, a carga horária mínima, o coordenador/supervisor do estágio da Instituição solicitante, o seguro de vida e de acidentes pessoais em nome dos estagiários;
II - Supervisionar o estágio através de docentes devidamente treinados, visando a Integração Ensino-Serviço;
III - Colaborar para a implantação de programas de saúde;
IV - Apresentar a relação dos estagiários às Unidades de Saúde destinatárias 10 dias antes do início do Estágio;
V - Elaborar e providenciar as assinaturas das partes, Cooperante, Cooperada e aluno, do Termo de Compromisso, nos termos da Lei nº 11.788/08, que deverá seguir obrigatoriamente o modelo previsto no Anexo VII;
VI - Compatibilizar o horário de estágio com o horário escolar e o de funcionamento das Unidades da Secretaria Municipal da Saúde;
VII – Providenciar a identificação do estagiário por meio de crachá; VIII – Exigir que os alunos estejam adequadamente uniformizados;
IX - Indicar um professor/supervisor para cada estágio a ser realizado, em número compatível com o grupo de alunos, que deverá, diuturnamente, acompanhar as atividades e procedimentos realizados (ANEXO IV);
X - Zelar pela observância dos alunos quanto às Normas Internas da Unidade concedente relativas à disciplina, segurança do trabalho e biossegurança;
XI – Orientar que os alunos tenham sua conduta pautada nos termos do que dispõe o Código de Ética profissional;
XII - Fornecer todo Equipamento de Proteção Individual (EPI) a ser utilizado pelos alunos, de acordo com legislação vigente, que serão necessários para as atividades dos estagiários;
XIII- Em caso de acidente no local de estágio, a concedente dará assistência imediata ao estagiário (primeiros socorros), desde que o fato ocorra em Unidade de Saúde, cabendo a Instituição de Ensino a adoção de todas as providências necessárias ao pleno atendimento ao estagiário, segundo instruções contidas no certificado de seguro e normas técnicas vigentes (São Paulo, 2015, p. 9).
A portaria é clara ao afirmar a obrigatoriedade do professor/supervisor nos campos de prática, quando diz que é obrigação da IES: “Garantir a presença diária do professor/supervisor que acompanha o grupo de estagiários, nos termos do disposto no § 1º, art. 3º da Lei 11788/08” (São Paulo, 2015, p. 6). A citação da referida Lei, afirma que:
O estágio, como ato educativo escolar supervisionado, deverá ter acompanhamento efetivo pelo professor orientador da instituição de ensino e por supervisor da parte concedente, comprovado por vistos nos relatórios referidos no inciso IV do caput do art. 7 o desta Lei e por menção de aprovação final (Brasil, 2008a).
A presença do professor/supervisor deve obedecer à quantidade máxima de alunos permitida que, no caso de UBS, é de até 08 alunos por grupo, como consta na mesma portaria (São Paulo, 2015).
É também exigência que um profissional do serviço supervisione as atividades desenvolvidas. Nesse caso, os profissionais assumem o papel de mediadores pedagógicos, ou seja, precisam dialogar permanentemente de acordo com o que acontece no momento; trocar experiências; debater dúvidas, questões ou problemas; apresentar perguntas orientadoras; auxiliar nas carências e dificuldades técnicas ou de conhecimento quando o aprendiz não consegue se conduzir sozinho; garantir a dinâmica do processo de aprendizagem; propor situações problemas e desafios; desencadear e incentivar reflexões e criar intercâmbio entre a aprendizagem e a sociedade real (Masetto, 2003). Essas atribuições, em algumas circunstâncias, podem gerar sobrecarga e, como consequência, resistência dos trabalhadores para desempenhar esse papel.