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SAYFALARININ ANALİZİ

2.2.1.1. Sayfa Numarası: Varak 74a

Quando se admite que o conhecimento produzido por uma pesquisa qualitativa é uma aproximação da realidade, passível de reformulação, isso não

23 A intenção era agregar todos os estagiários mas, por limitações relacionadas ao tempo de

conclusão da tese, não foi possível.

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A amostra intencional designada por Patton (1990). Nesse caso, todos os participantes do estudo possuem algum tipo de experiência com o tema.

significa que para se chegar a ele não se faça uso de métodos que visam assegurar o rigor científico necessário à redução dos vieses da pesquisa (Minayo, 2010b).

Os instrumentos para construção de dados são parte fundamental da dinâmica de uma pesquisa científica. Operacionalizam os objetivos, os indicadores e os conceitos do estudo, na forma de variáveis ou temas e geralmente assumem o formato de questionários e roteiros (Souza et al., 2010).

4.2.4.1 Etapa 01: Observação Participante do CSE Paula Souza

Na observação participante é o próprio investigador o instrumento principal de observação. Isto significa que, de acordo com os postulados epistemológicos do paradigma interpretativo ou compreensivo, o investigador pode compreender o mundo social do interior, pois partilha a condição humana dos indivíduos que observa. Ele é um ator social e o seu espírito pode aceder às perspectivas de outros seres humanos, ao viver as mesmas situações e os mesmo problemas que eles (Lessard-Hébert et al., 2003, p. 155).

O objetivo da técnica de observação participante é recolher informações sobre ações, opiniões e perspectivas às quais um observador externo não teria acesso. É indicada para os trabalhos que desejam compreender um meio social que, em um primeiro momento, é estranho e que vai permitir integrar-se progressivamente nas atividades das pessoas que nele vivem (Lessard-Hébert et al., 2003).

Nessa etapa, a pesquisadora e um dos estagiários desenvolveram a observação participante do trabalho na UBS para possibilitar a compreensão e apreensão da realidade de saúde dos usuários em nível de generalidade clínica, buscando “ver as coisas de dentro” (Haguette, 1995), sempre com o olhar voltado para o potencial pedagógico dessa modalidade de experienciação.

A observação participante implicou o acompanhamento das consultas clínicas, em vários setores, e na vivência na organização do trabalho na UBS, interagindo com a equipe de saúde no dia-a-dia do trabalho, ampliando a percepção da clínica em nível sistêmico (geral) na APS, familiarizando-se com rotinas, percebendo a dimensão do universo a ser investigado, propiciando a constituição de

novas possibilidades práticas, outras percepções, linguagens, interesses, formas de organização.

4.2.4.2 Etapa 02: Clínica ampliada de saúde bucal

Essa fase do trabalho de campo foi realizada como pesquisa de intervenção em atividade experimental25 de clínica ampliada no setor de saúde bucal do CSE Paula Souza.

A metodologia e os passos seguidos no atendimento clínico foram os mesmos preconizados pelo Projeto Inovação descritos no item 2.3. O atendimento acontecia semanalmente, no período vespertino.

4.2.4.3 Forma de registro das etapas 01 e 02

Para registro das informações colhidas durante a primeira fase da investigação – nas etapas 01 e 02 –, foram confeccionados diários de pesquisa, onde os participantes do estudo – pesquisadora, preceptores e estagiários – tentaram produzir uma metáfora da realidade em que estiveram imersos durante o estudo (Hess, 2006), imprimido reflexões, fatos, angústias, inquietações, etc, por meio das narrativas do cotidiano.

Segundo Lourau (1993), no diário de pesquisa, o pesquisador narra seu contexto histórico-social, implicado com e na pesquisa, refletindo sobre e com sua atividade de diarista. Ele acredita que o diário reflete o processo de pesquisar como um meio de restituir, na linguagem escrita, o trabalho de campo, aproximando o leitor da cotidianidade do que foi possível produzir em uma pesquisa, evitando ilusões e fantasias que fogem a realidade. A restituição escrita proporciona uma

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O termo experimental refere-se à experimentação da clínica ampliada de odontologia, nas UBS. Os procedimentos cirúrgicos-restauradores foram desenvolvidos levando em consideração o estado atual da ciência, seguindo os protocolos vigentes.

reflexão própria do escrever, ocasionando a desnaturalização da neutralidade do pesquisador (Lourau, 1993).

Os diários são registros sistemáticos dos acontecimentos do campo, com descrições, trechos de falas, impressões e sentimentos. Eles devem ser lidos e relidos durante o desenvolvimento da pesquisa para que outras interpretações ganhem espaço e questões antigas sejam aprofundadas (Dalmolim et al., 2002).

Além disso, os estagiários e os preceptores foram entrevistados de modo a facilitar que construíssem uma narrativa sobre o seu percurso no projeto de pesquisa. “A pessoa, ao narrar, narra-se e, ao fazê-lo, ressignifica experiências, vivências, aprendizagens, dando-lhes novo significado” (Frison; Simão, 2011, p.198).

[...] de um ponto de vista mais formal, a narrativa se caracteriza: pela ordenação sequencial de ações e eventos; pela configuração de personagens e cenários em que essas ações e eventos são agenciados, colocando em causa a sua relação com os contextos diegéticos (espaços narrativamente estruturados ou internos à narrativa); pelo enredamento desses elementos em histórias (que conformam um todo ou um universo temporal diegético). Porém, mais do que uma mera descrição sequencial de ações e eventos, entendemos que a narrativa consiste em uma forma de estabelecimento do sentido de ser-no-mundo, na medida em que situa os eventos e ações em “dramas” instituídos na ordem temporal do vivido. Nesse sentido, as narrativas são modos de elaboração da experiência social. Isso ocorre não somente nas narrativas autobiográficas ou em primeira pessoa, mas também nas narrativas que descrevem situações vivenciadas por personagens que não representam o narrador (Castellanos, 2014, p. 1071).

Os pesquisadores solicitaram aos participantes que imaginassem ou ilustrassem uma série de acontecimentos de forma a descrever a experiência que tiveram com o tema de estudo com a finalidade de compreender os sentidos dados por eles à experiência vivida (Stulhmiller; Thorsen, 1997).

Foi utilizado o seguinte disparador:

[...] fazer uma experiência com algo significa que algo nos acontece, nos alcança; que se apodera de nós, que nos tomba e nos transforma. Quando falamos em ‘fazer’ uma experiência isso não significa precisamente que nós a façamos acontecer, ‘fazer’ aqui significa: sofrer, padecer, tomar o que nos alcança receptivamente, aceitar , à medida que nos submetemos a algo. Fazer uma experiência quer dizer portanto, deixar-nos abordar em nós próprios pelo que nos interpela, entrando e nos submetendo–nos a isso. Podemos ser assim transformados por tais experiência, de um dia para o outro ou no transcurso do tempo (Heidegger).

No caso dos preceptores, utilizou-se, ainda um roteiro com questões norteadoras (Apêndice A).

Benzer Belgeler