3. HAD YARDIMIYLA FRANCIS TİPİ SU TÜRBİNİ ÇARKI TASARIM
6.2. Tez Kapsamında Yapılan Çalışmaların Literatüre Katkısı
O CPC pretende ser um indicador da contribuição do curso para a formação dos estudantes, com a finalidade de orientar e racionalizar as avaliações in loco (FERNANDES et al., 2009).
O objetivo do CPC é agrupar diferentes medidas da qualidade do curso, entendidas como medidas imperfeitas da contribuição desse para a formação dos estudantes, em uma única medida com menor erro (INEP, 2012d).
As medidas utilizadas são: o Conceito ENADE (que mede o desempenho dos concluintes), o desempenho dos ingressantes no ENADE (substituído pelo ENEM), o Conceito IDD e as variáveis de insumo. O dado das variáveis de insumo – que considera corpo docente, infraestrutura e projeto pedagógico – é formado por informações do Censo da Educação Superior e respostas ao questionário socioeconômico do ENADE. A forma de cálculo do CPC tem implicações sobre a representatividade do IGC. Para um curso ter CPC, é
necessário que ter participado do ENADE com estudantes ingressantes e concluintes. Portanto, o IGC é representativo dos cursos que participaram das avaliações do ENADE, com estudantes ingressantes e concluintes. Como cada área do conhecimento é avaliada de três em três anos no ENADE, o IGC levará em conta sempre um triênio. A Avaliação dos Programas de Pós-graduação, realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), compreende a realização do acompanhamento anual e da avaliação trienal do desempenho de todos os programas e cursos que integram o Sistema Nacional de Pós- Graduação (SNPG). Os resultados desse processo, expressos pela atribuição de uma nota na escala de 1 a 7, fundamentam a deliberação CNE/MEC sobre quais cursos obterão a renovação de reconhecimento, a vigorar no triênio subsequente. A medida de qualidade da pós-graduação que compõe o IGC é uma conversão das notas fixadas pela CAPES (INEP, 2012b).
O CPC foi criado em 2008, porém, somente a partir de 2009, passou a ter a seguinte composição: INSUMOS (40%), sendo 20% de titulação de doutores, 5% de titulação de mestres, 5% de regime de trabalho docente parcial ou integral, 5% de infraestrutura e 5% de questão pedagógica; e ENADE (60%), sendo 15% de desempenho dos concluintes, 15% de desempenho dos ingressantes e 30% de IDD. Para o cálculo do Conceito ENADE, será considerado apenas o desempenho dos concluintes (PORTARIA n° 821, de 24 de agosto de 2009).
O entrevistado C4 informou que esses valores estão sendo repensados e que poderão ser modificados pela CONAES ainda para o resultado referente a 2011:
O resultado do ENADE tem um peso de 60% no CPC. A nossa meta tem sido baixar isso, talvez se consegue para esse ano 50%. Porque a gente entende que a lógica seria 50% insumo e 50% resultado porque as duas coisas são importantes. Mas tem sido 60% em parte porque a precisão de medida do ENADE é bem maior do que os outros indicadores que nós utilizamos para o insumo, então fazendo as análises estatísticas e olhando como que funciona dentro das equações matemáticas, então ENADE acabou tendo mais peso, o resultado dele tinha mais peso que o insumo até agora. Mas a gente está achando que talvez nesse próximo ano, dois mil e... Referente a 2011, né? Que vai ser anunciado daqui há pouco, nós estamos imaginando que o peso seja 50% x 50% e não 60% x 40%.
Verifica-se que uma parte dessas informações é retirada dos questionários preenchidos pelos estudantes que participam do ENADE e a outra – a que tange ao corpo docente - do Sistema de Cadastro dos Docentes que as IES são obrigadas a preencher (POLIDORI, 2009).
Tabela 7 - Fatores de construção do CPC CPC ENADE (60%) INSUMOS (40%) IDD (30%) Desempenho dos concluintes (15%) Desempenho dos ingressantes (15%) Infraestrutura (5%) Regime de trabalho integral ou parcial (5%) Qualificação do corpo docente: Doutores (20%) Mestres (5%) Organização didático- pedagógica (5%)
Fonte: elaborado pela autora, com base na Nota Técnica do CPC.
Ressalta-se que em nenhum momento o MEC/INEP explicou como foram realizados os cálculos para se chegar a esses percentuais, ou seja, não foi encontrada, na legislação pertinente, nenhuma explicação para a indicação desses valores.
O CPC ressalta os resultados do ENADE, colaborando com a construção do IDD – elaborado com os dados do ENADE – e avalia a infraestrutura e o projeto pedagógico do curso, a partir de duas perguntas aos estudantes, no questionário socioeconômico do ENADE (BARREYRO, 2008).
O CPC atribui conceitos de 1 a 5, sendo que o conceito 5 indica que o curso é uma referência na sua área, 4 indica um nível elevado de qualidade e 3 indica que o curso atende às condições mínimas de funcionamento. Os conceitos 1 e 2 demonstram que os cursos apresentam fragilidades e que não atendem às condições mínimas de funcionamento (INEP, 2011d).
Dessa forma, os cursos que obtiveram conceitos 1 ou 2 nesse indicador receberão, obrigatoriamente, a visita da comissão de avaliação in loco. Os cursos com conceito 3, 4 e 5 podem dispensar a visita dos avaliadores, ficando com a nota do conceito preliminar como sendo o Conceito do Curso (CC).
A não obrigatoriedade da avaliação in loco para os cursos com conceitos igual ou superior a 3 é questionável, pois surgiu com o objetivo de tentar reduzir a quantidade de avaliadores realizando auditorias nas instituições.
No entender de Ribeiro (2011):
Porém, não há uma relação bem definida entre as exigências que os avaliadores farão das IES nas suas visitas in loco com os resultados dos índices de qualidade alcançados no IGC. Portanto, não há garantia de que a ideia de qualidade traduzida no IGC seja a mesma ideia de qualidade defendida pelos avaliadores institucionais quando examinam as IES (RIBEIRO, 2011, p. 65).
Nessa mesma linha, Giolo (2008) ressalta que o papel das comissões de avaliação é estratégico em relação à qualificação da educação, quando considerada a diversidade de
instituições visitadas, as diferentes realidades (instituições, cursos, professores, estudantes, funcionários e comunidades) podendo provocar uma salutar troca de experiências, discutindo critérios, fazendo exigências, ponderando situações, atribuindo conceitos, aprendendo, provocando mudanças, etc.
Porém, Fernandes et al. (2009) discordam dessa concepção, pois, ao se dispensar da visita os cursos com indicadores 3, 4 e 5, o CPC viabilizou as avaliações in loco e, por servir de guia para os avaliadores, induz uma maior coerência entre essas avaliações e os indicadores objetivos de qualidade.
Verifica-se que não há um consenso em relação às opiniões sobre a atribuição de conceitos aos cursos através do CPC com consequente dispensa das avaliações in loco para os cursos com nota igual ou superior a 3.