• Sonuç bulunamadı

Tevekkül Edenlerin Vasıfları

Belgede Tevekkül – iman ilişkisi (sayfa 96-99)

İMANIN ÖNGÖRDÜĞÜ TEVEKKÜL ANLAYIŞININ BİREYSEL VE TOPLUMSAL KAZANIMLAR

2. Tevekkül Edenlerin Vasıfları

Queremos neste item buscar elementos que possam enriquecer nossa análise sobre o ensino de Física na Escola de Engenharia do Pará. Esses elementos se expressam na busca pela formação do engenheiro, que eventualmente, se tornou durante longas décadas, um dos principais difusores da Ciência no Pará, através do ensino desta disciplina científica.

Essa realidade vivida pelos engenheiros no Pará, na condução do ensino da Física foi uma tendência nacional. Nas principais escolas de engenharias do Brasil, pelo menos até a primeira metade do século XX, foram os engenheiros que

desempenharam esse papel, mais tarde seriam substituídos, tanto no nível local como nacional, pelos matemáticos e físicos formados nas faculdades de filosofia.

A Escola Nacional de Engenharia do Rio de Janeiro foi o modelo adotado pela Escola de Engenharia do Pará, não somente nas questões administrativas, mas principalmente no modelo de ensino que era adotado.

Esse modelo incluía também o perfil de professor de Física para o ensino num curso de engenharia. Em 1952, A. J. da Costa Nunes, engenheiro e professor

83 Engenharia, doravante será a denominação adotada ao nos referirmos ao Curso de Engenharia Civil da Escola de Engenharia do Pará.

de Física da Escola Nacional de Engenharia, traçou esse perfil, destacando as possibilidades do envolvimento do ensino com a pesquisa como fator de progresso e desenvolvimento e a importância da Física para a formação profissional do engenheiro

O professor de Física para Engenharia deve encorajar o mais possível a pesquisa individual de seus colaboradores e alunos graduados, pois tal mistér contribue para um melhor aproveitamento da matéria e maior interêsse pelo assunto, além de proporcionar vantagens inestimáveis para o progresso industrial e científico do país e oportunidades das mais convenientes à complementação de atividades de professôres e alunos[...] deverá desenvolver no aluno, além das qualidades de método no trabalho, cuidado e rigor nas determinações experimentais e critério na interpretação dos resultados, a crença no laboratório, que levará, não somente à formação de cientistas e tecnologistas, mas ainda o respeito aos mesmos como fatores de progresso[...]deverá mostrar ao aluno, a cada novo ponto do programa, a repercussão que a matéria tratada irá ter no curso de engenharia e na sua vida profissional ( NUNES, 1952: 85).

Esse perfil do professor de Física numa escola de engenharia certamente não encontraremos na Escola de Engenharia do Pará. Nosso propósito não é encontrar elementos idealizados em regiões de maior densidade científica para comparar com a realidade local, mas, acima de tudo, entender o ensino de Física, do jeito que foi, como foi e por quê foi.

Será assim que focalizaremos os professores de Física no Pará. É difícil não enveredar pela linha memorialística, em se tratando de uma pesquisa que foi realizada juntando fragmentos para tentar compor o todo. E a escassez de dados, em alguns momentos, prevaleceu.

Na década de 30, o ensino da Física na Escola de Engenharia foi ministrado principalmente84 pelos engenheiros Manoel Leônidas de Albuquerque (ANEXO G) e

Pedro Fabri85(BASSALO,1992, p. 1109).

84

Eventualmente outros professores assumiram interinamente uma das duas cadeiras no impedimento do titular. Foram os casos de Raymundo Felipe de Souza, que lecionava Química nalítica e Geologia Econômica, Cláudio Lins de Vasconcelos Chaves, que lecionava Geologia Econômica e Noções de Metalurgia, Teivelino Guapindaia, lecionava Cálculo Infinitesimal e Helton Pinheiro Costa. Estes dados constam no Caderno de Freqüência dos Professores da Escola de Engenharia do Pará, encontrado no Arquivo do Centro Tecnológico da Universidade Federal do Pará. 85 Fabri era engenheiro italiano, lecionou as duas cadeiras de Física e também Desenho Técnico, Higiene Geral e Estradas e Rodagens. Essas informações obtive no Caderno de Pontos. Não encontramos documentações que pudessem nos fornecer informações mais consistentes sobre estes professores, apesar da buscar em todos os espaços disponíveis no Pará.

Para obter informações sobre Albuquerque86 recorremos ao depoimento

prestado pelo seu neto, engenheiro Paul Marcos de Albuquerque, que nos informou que seu avô formou-se nos Estados Unidos da América pela Ohio Northern University, em Engenharia Civil, em 1924 (ANEXO H). A atuação de Albuquerque como professor de Física na Escola terminaria em 1941. Seu trabalho era praticamente voluntário, o pagamento efetuado para os professores era simbólico ou nenhum87, por conta disso, então, optou pelo gerenciamento de suas empresas de navegação marítima (ALBUQUERQUE, entrevista, 2004).

Em substituição a Albuquerque a Escola nomeou, interinamente, o engenheiro Deoclécio Rodrigues Correa para lecionar as duas cadeiras de Física, no período de 1941-194288. Com isso, o ensino de Física (1ª Cadeira) ficou sem professor. Para minimizar o problema, a Direção da Escola autorizou que seus conteúdos fossem abordados na disciplina Mecânica Racional Precedida de Cálculo Vetorial, ministrada por Josué Freire89 (BASSALO, entrevista, 2003).

O ensino de Física(2ª Cadeira), em 1943, foi assumida pelo engenheiro, formado pela própria Escola, Djalma Montenegro Duarte (ANEXO I) 90. Foi aluno de Albuquerque, pois realizou seu curso no período de 1936-1941 (ANEXO J). Duarte teve sua carreira de magistério prejudicada por inúmeros problemas de saúde91. A partir da década de 60 ficou alternando-se entre a licença para tratamento da saúde e a Coordenação do Núcleo de Física e Matemática, conforme veremos no Capítulo 3 deste trabalho.

No início dos anos 50 alguns tópicos da Física (1ª Cadeira) foram ministrados na Geometria Analítica e Noções de Nomografia sob a direção do engenheiro civil

86 Manoel Leônidas de Albuquerque (1895-1971), nasceu em Parintins (AM). Fez um ano do Curso de Belas Artes, no Rio de Janeiro, porém não concluiu. Formou-se em Engenharia Civil nos Estados Unidos da América.Empresário do setor de navegação, foi proprietário da empresa M. L. Albuquerque & Cia. Foi procurador da Canadian Amazon Company, Limited (ALBUQUERQUE, entrevista,2004). 87

Conforme depoimento prestado por Miguel de Paulo Rodrigues Bitar, antigo aluno e professor da Escola, em 1997.

88 Conforme Ofício nº 69/64 da Escola de Engenharia do Pará ao Reitor José da Silveira Neto, em 20.02.1964. Nenhuma outra informação conseguimos apurar sobre Deoclécio Rodrigues Correa. Sue interinidade e sua ausência nas décadas seguintes são indicativos de que atuou somente no período indicado no texto.

89 Freire, um dos fundadores da Escola de Engenharia do Pará, era Advogado e Engenheiro (ALVES, entrevista, 2004).

90 Duarte estudou na Escola de Engenharia do Pará no período de 1935-1941 (Arquivo do Centro Tecnológico da Universidade Federal do Pará

91 Vários Ofícios do Núcleo de Física e Matemática indicavam sucessivos pedidos de licença para tratamento de saúde. Como veremos No início da década de 60, tornou-se o primeiro coordenador do Núcleo de Física e Matemática da Universidade do Pará.

Renato Pinheiro Condurú92. Essa situação se regularizou, a partir de 1954, quando a

assumiu o Químico Industrial e Engenheiro Civil Miguel de Paulo Rodrigues Bitar93

(ANEXO K), lecionando-a até o final da década de 60.

Quando tratarmos do Núcleo de Física e Matemática analisaremos a trajetória de outros professores que lecionaram Física na Escola de Engenharia do Pará na década de 60. Neste capítulo trataremos apenas do ensino de Física ministrado pelos professores no período mencionado(1931-1961) (ANEXO L).

As formações dos professores de Física na Escola apresentada no anexo mencionado acima pode ser assim sistematizada: Todos eram brasileiros, com exceção de Fabri, que era italiano. Dois eram engenheiros formados fora do Brasil, Albuquerque, nos Estados Unidos e Fabri, na Itália. Os demais foram formados na Escola de Engenharia do Pará, sendo que Bitar também se diplomou pela Escola de Engenharia do Mackenzie, em São Paulo.

Após a apresentação dos professores de Física, analisaremos os conteúdos de Física que por eles foram ministrados no Curso de Engenharia Civil da Escola.

1.4. O ENSINO DE FÍSICA NA ESCOLA DE ENGENHARIA DO PARÁ (1931-1961).

Belgede Tevekkül – iman ilişkisi (sayfa 96-99)