METODOLOJİ VE ANALİZ
HÜRRİYET SÖZCÜ
8 Temmuz 2016 Sözcü Gazetesi: “ Bozdağ’a göre Türkiye huzur adasıymış! ”
4.4. Terimsel Çerçeveleme
A legislação implementada nas últimas décadas junto a popularização do uso das TICs contribuíram para a formação de um novo panorama mundial de educação. A adoção de novas tecnologias nas práticas educativas e a elevação da taxa de cursos a distância oferecidos fazem com que o governo brasileiro repense a proposta da Universidade Aberta. A Universidade Aberta do Brasil é um projeto construído pelo Ministério da Educação (MEC) em parceria com os estados, municípios e universidades públicas de ensino superior para oferta de cursos de graduação, pós- graduação e extensão. Sendo assim, não se configura como uma instituição de ensino nova, mas como um rearranjo das instituições já existentes. Esse sistema de
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articulação entre instâncias permite a interiorização das universidades públicas e ampliação expressiva no número de vagas no ensino superior (KINIPS, 2009).
―O Decreto no5800 de 8 de junho de 2006 é um marco‖ (GOMES, 2009, p.23),
pois dispõe sobre o sistema da Universidade Aberta do Brasil (UAB). Segundo o governo federal, a UAB é uma denominação representativa genérica para a rede nacional experimental voltada para pesquisa e novas metodologias de ensino para a educação superior (compreendendo formação inicial e continuada) que será formada pelo conjunto de instituições federais de ensino proponentes de cursos superiores a serem ofertados na modalidade de educação a distância e que sejam selecionadas ―(...) em articulação e integração com o conjunto de polos municipais de apoio presencial selecionados (...),‖ que atuará preferencialmente na área de formação inicial e continuada de professores da educação básica (Edital UAB I).
A primeira ação voltada para oferta educacional prevista no âmbito da UAB foi a implantação de um projeto piloto, com a criação de um curso de graduação a distância na área de Administração. O projeto foi uma parceria entre instituições públicas de ensino superior e o Banco do Brasil. ―Abrangeu dezoito estados11, vinte e
cinco instituições públicas, sete estaduais, dezoito federais e onze mil alunos (MOTA, 2009, p. 301)‖.
Seguindo o modelo desta primeira ação, a referida rede de instituições funciona sob o regulamento de editais públicos lançados pelo MEC. Os editais são estruturados em duas partes: a primeira trata de uma chamada pública para proponentes de polos de apoio presencial. Já a segunda, é uma chamada pública para proposição de cursos superiores na modalidade a distância. Deste modo, estabelece-se qual instituição de ensino deve ser responsável por ministrar determinado curso em certo município ou certa microrregião com os polos de apoio presencial.
O primeiro edital de 2005 ficou conhecido como UAB I e teve duas frentes de trabalho: a primeira voltada às instituições de ensino superior federal que deveriam propor cursos a serem oferecidos; e a segunda frente que propunha a infraestrutura dos polos presenciais, ficando estes sob a responsabilidade dos estados e municípios. As propostas foram analisadas por uma comissão de especialistas nacionais. A escolha considerou a prioridade para formação inicial e continuada de professores; equilíbrio geopolítico para definição dos polos e atuação territorial das instituições de ensino superior. Segundo site do Ministério da Educação, os resultados do primeiro edital da UAB podem ser indicados pelos seguintes números:
292 polos selecionados, 190 cursos sob a responsabilidade de 49 instituições federais de ensino superior e a oferta de 45.000 vagas.
11Participaram os seguintes estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás,
Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
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Ao fim de setembro de 2007, parte dos cursos e dos polos desse primeiro edital já haviam sido implementados, com previsão de total implementação até o final do ano, totalizando então 45.000 vagas no ensino superior público a distância. Muito importante observar que 90% dos polos selecionados estão situados em municípios com menos de 100.000 habitantes.
O segundo edital, publicado em 18 de outubro de 2006, denominado UAB II deu continuidade à primeira proposta, consolidando a infraestrutura dos polos presenciais e ampliando oferecimento dos cursos para a esfera das instituições estaduais e municipais de ensino superior. O site do MEC informa que neste edital houve a inclusão de 250 novos polos à UAB, com oferta de 40.000 novas vagas e ampliação para 80 no número de instituições públicas de ensino superior atuantes no sistema, 500 polos e cerca de 95.000 estudantes.
O terceiro edital, no âmbito do Plano de Ações Articuladas – PAR visou equacionar a demanda e a oferta de cursos para professores das escolas públicas que já estejam em exercício, mas que não tinham formação apropriada para o desenvolvimento de tal tarefa. Como resultado, houve a inserção de mais 163 polos ao sistema UAB. Dados do MEC apontam que a rede hoje é formada por 91 instituições (www.uab.gov.br, acesso em abril de 2012), dentre elas universidades federais, universidades estaduais e Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia e uma rede de mais de 955 polos.
Há ainda as chamadas referentes ao PROLIC I E PROLIC II que são programas de capacitação na área de licenciaturas designadas à formação de professores em cursos de Letras, Música, Artes,por exemplo.
A expansão da UAB demanda uma série de arranjos e articulações para a plenitude do funcionamento das atividades de ensino – e este processo se dá principalmente pelo trabalho conjunto entre polos e instituições de ensino superior. É este mecanismo que consegue unir forças dos governos municipal, estadual e federal em favor da Educação a distância.
Cabe aos municípios ou aos governos dos Estados proverem a estrutura física e humana dos polos de apoio presencial. A partir do momento em que uma cidade tem um polo selecionado, ela será responsável por disponibilizar – construção, aluguel ou cessão de espaço público – a estrutura necessária a esta finalidade. Ao MEC cabe a responsabilidade pelas despesas de infraestrutura física nas instituições e o custeio total dos cursos, envolvendo o pagamento de bolsas para docentes e tutores:além de se responsabilizar pelo processo de avaliação, aprovação e financiamento das propostas de cursos e polos. As propostas submetidas para construção dos polos devem seguir o modelo (Anexo 1)
Disposta a estrutura física e humana, também no contexto das chamadas públicas e editais da UAB, as instituições públicas de ensino superior definem as
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propostas de implementação de cursos em uma dada cidade. A proposição deve seguir parâmetros traçados pelo MEC como descrição do curso a ser ofertado, cronograma de execução, indicação do quantitativo de polos e sua região, recursos humanos necessários e orçamento (Anexo 2). A escolha é feita levando em conta a consistência do projeto pedagógico, competência e experiência da equipe e coerência da demanda geográfica. Dessa forma, um mesmo polo pode abrigar cursos de instituições diferentes, desde que atendam às especificidades do edital. Nenhuma instituição pode oferecer um mesmo curso em um mesmo polo.
A perspectiva descrita pode ser observada na Figura 1. No caso exemplificado há três instituições de ensino superior e três polos presenciais. Mesmo estando em localidades geográficas distintas os polos podem oferecer cursos de uma mesma instituição como é o caso dos polos 1 e 2 que ministram cursos da instituição IES1 e vice-versa. Da mesma forma um polo pode receber cursos de várias IES como exemplificado pelo polo1 que recebe cursos da IES2 e IES3.
Figura 1: Distribuição de cursos em polos no sistema UAB. Adaptado de www.uab.gov.br Enquanto as instituições de ensino superior, na modalidade presencial, concentram-se em cidades de grande e médio porte e os estudantes devem deslocar- se até ela, pela UAB, percebe-se um movimento de horizontalização da rede de educação de ensino superior, superando as barreiras físicas, geográficas, sociais, econômicas e culturais.
Polo3 “D” da IES Instituição IES 3
Oferece cursos “E”, “F” e“G”. Polo1
Recebe curso “A” da IES1, curso “C” da IES2 e curso “E”
da IES3
Instituição IES 2 Oferece cursos “C”
e “D” Polo2
Recebe curso “A” da IES1 e “C” da
IES 2