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Terörist Faaliyet Sebebiyle Vatandaşlıktan Çıkarılma

Evaluation of Deprivation of Nationality Due to Membership of a Terrorist Organization in Terms of International Law

B. Hukuki Belgeler

III. Terörist Faaliyet Sebebiyle Vatandaşlıktan Çıkarılma

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Aqui estarei apresentando o uso dos meios de comunicação pelos estudantes e contei com a contribuição do capítulo Consumo y uso de los medios de comunicación por parte de los migrantes de Bailén e Brignol (2008). Com as entrevistas, pude saber as informações que apresento nos quadros seguintes, em que os estudantes falam do uso dos meios de comunicação. Para saber os meios que eles usam, perguntei aos entrevistados de uma forma geral, quais os meios de comunicação que fazem parte do dia a dia de cada um, e todos citaram somente a internet. Posteriormente, tive que pautar alguns outros como a televisão, a rádio, os jornais e as revistas por serem de fácil acesso, tentando ver se eles viriam a citar outros meios de comunicação. O cinema foi o único meio de comunicação apresentado por eles que não aparece nos quadros, pois somente dois dos quatro entrevistados diz usar este meio, sendo que os outros meios que não aparecem nos quadros não foram citados:

Tabela 2 – Meios de comunicação mais usados pelos entrevistados:

Melissa Stephanie Andy Danilson

Escolha da programação televisiva

Novela Jornal Nacional Esporte, Cultura

(documentários), Músicas.

Nenhuma

Frequência Todos os dias Pouco e raramente

Esporadicamente ______________

Horário À noite À noite Não tenho um

horário, não é uma coisa que eu faço sempre.

______________

Sites que visita na internet www.facebook.com www.sapo.cv www.asemana.cv www.ufc.br www.globo.br www.youtube.com www.asemana.cv www.sapo.cv www.facebook.com www.folha.uol.com.br e outros sites relacionados com trabalhos da faculdade e outras coisas.

Vários Folha de São Paulo,

O Estado, Veja, “Bloomer”.

Frequência Diariamente Diariamente Todos os

dias

Todos os dias

Horário À noite À noite Não tem um

horário fixo

De manhã e à noite

Melissa Stephanie Andy Danilson

Programas de rádio que prefere

Músicas Programa Novas

Idades

Músicas (rock, blues, jazz, música

instrumental).

Não ouço rádio

Emissoras Jovem Pan Rádio Mix Rádio Universitária Beach Park FM Rádio Universitária ______________

Horário Indeterminado Sem horário fixo

Indeterminado ______________

Frequência Ocasionalmente De vez em quando

Frequentemente ______________

Os jornais que lê

Não leio Nenhum Através da

internet leio Opovo Jornal online somente; ex: (Liberal online e Asemana) Frequência ______________ ______________ Não é frequente Todos os dias Horário ______________ ______________ ______________ De manhã e à

noite

Melissa Stephanie Andy Danielson

As revistas que lê Contigo EGO Globo Quem É

Não tenho contato Super Interessante

Reader’s Veja IstoÉ

(pela internet) Frequência Ocasionalmente _______________ Quando possível Frequentemente Horário À noite _______________ ______________ De manhã e à

noite

Fonte: Tabela elaborada pela autora.

Após ter apresentado os quadros que nos apontam quais os meios de comunicação acessados, com que frequência e período do dia que o acesso acontece, podemos ver como são os usos dos meios de comunicação no cotidiano dos estudantes cabo-verdianos em Fortaleza. Iniciamos com o uso da televisão, que é presente na vida de três entrevistados, não tendo uma frequência estabelecida, em contrapartida, a internet é usado por todos eles, todos os dias e muitas vezes ao dia. A rádio também é acessada por três estudantes, não sendo muito frequente, enquanto os jornais foram citados somente por dois estudantes, com acesso via à internet, sendo que um acessa todos os dias e o outro não tem um acesso frequente. No caso das revistas, são consumidas por três entrevistados, não com muita frequência.

Todos os meios de comunicação apontados pelos entrevistados são utilizados, de forma geral, à noite. Com esses dados, vemos que o consumo dos meios pelos imigrantes africanos centraliza-se na internet, levando-nos a pensar no conceito de convergência dos

meios de comunicação, pois todos acessam os outros meios a partir da internet. Essa constatação é observada a partir das narrativas dos estudantes que afirmam encontrar tudo na internet, ou seja, podem acessar a rádio, ver filmes, notícias, revistas, televisão, através desse único meio, e isso facilita muito a vida deles:

Faço tudo pela internet! Bom, é a internet, porque pra mim eu não saberia, ficaria totalmente alienado do mundo se eu não tivesse a internet. Tudo o que eu procuro assim, informação de tudo é através da internet. Quero ler jornal, quero escutar rádio, quero assistir filme, documentário, qualquer coisa, tudo pela internet. (Entrevista com o Andy Osório, 25 anos, curso de Publicidade e Propaganda, realizada no dia 07/08/12).

Por que jornal, televisão, rádio… mais... revistas, eu também não compro aqui revistas, entendeu? Porque tudo eu encontro na internet. Na internet, também, tem várias revistas lá na Globo, ai tem tudo na internet, eu não sinto essa necessidade de comprar uma revista ou jornal ou, às vezes, assistir o jornal porque eu vejo tudo lá, os principais tópicos, ai eu vou escolher o que eu quero lá e pronto... pra mim a internet facilitou tudo. (Entrevista com Melissa Costa, 23 anos, curso de Farmácia, realizada no dia 26/07/12).

Falando na centralidade dos usos da internet e no conceito de “convergência”, retomo as palavras de Henry Jenkins (2008, p. 31-32):

Os mercados midiáticos estão passando por mais uma mudança de paradigma. Acontece de tempos em tempos. Nos anos 1990, a retórica da revolução digital continha uma suposição implícita, e às vezes explícita, de que os novos meios de comunicação eliminariam os antigos, que a Internet substituiria a rádio difusão e que tudo isso permitiria aos consumidores acessar mais facilmente o conteúdo que mais lhes interessasse. (JENKINS, 2008, p. 31-32).

Um dos acontecimentos que interessou e mobilizou também os estudantes cabo- verdianos foi o que Jenkins (2008) retrata em suas análises ao trazer o que aconteceu depois do dia 11 de setembro de 2001, em especial, quando as imagens de Bin Laden e do personagem Beto, do Vila Sésamo18, se propagou rapidamente pelas redes sociais. Um jovem criou o slogan ‘Beto é do Mal’ e junto com as imagens ele viu que tinha alcançado várias pessoas pelo mundo, sendo veiculado nas mídias: “Bem-vindo à cultura da convergência, onde as velhas e as novas mídias colidem, onde mídia corporativa e mídia alternativa se cruzam, onde o poder do produtor de mídia e o poder do consumidor interagem de maneiras imprevisíveis.” (JENKINS, 2008, p. 29).

Como já foi dito, não significa, necessariamente, a substituição dos outros meios de comunicação pela internet, somente surgem novas formas de usos, de acordo com a

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necessidade dos consumidores, sendo que hoje eles são mais ativos em relação aos meios de comunicação.

Outro aspecto a ser analisado é o lugar onde os estudantes acessam com mais facilidade os meios de comunicação. Nas entrevistas e observações, percebemos que o acesso à internet é mais frequente na casa onde vivem os estudantes, sendo que três disseram que também na faculdade não há nenhum problema em acessá-la, é só pegar a senha, sendo isso muito tranquilo. Nas conversas, outro estudante comentou que também acessa na casa dos amigos e, ainda outro entrevistado disse ter esse acesso no estágio. Segundo o estudante Danilson, o acesso é fácil e econômico e, no caso de Andy, apesar de concordar com a ideia de acesso fácil, observa: “o problema é a aquisição do bem, porque a internet não é tão barata assim, requer um gasto.”

Pensar nas facilidades e dificuldades de acesso aos meios de comunicação e, em especial, à internet, nos leva a pensar também os diferentes usos que os estudantes fazem da internet. Como vimos anteriormente, os estudantes Andy e Melissa têm uma boa interação com a internet, eles buscam o que precisam e o que querem consumir na internet, pois ali eles podem encontrar todos os meios de comunicação, segundo o que disseram. Enquanto, nas narrativas de Stephanie, observamos uma relação diferente com a internet, ou seja, a estudante também confirma a centralidade deste meio em sua vida, no entanto, os usos não enfatizam o acesso a outros meios de comunicação, via internet. Stephanie direciona o uso da internet para a busca de informações relacionadas, principalmente, ao seu país de nascimento e aos seus estudos na universidade:

É com certeza a internet! Até mesmo pelo horário que às vezes eu consigo ter acesso a alguma informação que normalmente é mais à noite, quando eu chego em casa e também por eu ter também, como é que eu digo, um horário mesmo fixo [...], a minha carga horária da faculdade é tão pesada que eu entro cedo, saiu à noite, então não tenho realmente espaço para ter tempo de parar e usar outro meio de comunicação. [...] jornal eu não recebo, revistas também não, televisão se eu não chegar muito cansada, ainda assisto o noticiário, mas eu não tenho muito contato. Internet acaba sendo aquele que eu tenho mais acesso, consigo acessar com mais facilidade e acaba sendo o que eu mais uso realmente. Por que, na internet, realmente você vai [...], ah eu quero saber o que está acontecendo em Cabo Verde, aí você vai e acessa, e fica sabendo. Aí sai alguma notícia que comentaram na faculdade: ah comentaram essa notícia na faculdade, aconteceu alguma coisa, aí eu vou lá, vou pesquisar na internet, né. Mas também facilita muito, para quem já tem um celular com internet, já chega e olha uma notícia e comenta comigo, aí eu chego em casa e já dou uma olhadinha para saber, para me inteirar do assunto. (Entrevista com a Stephanie Monteiro, 24 anos, curso Medicina, realizada no dia 01/08/12).

De acordo com as análises apresentadas, quanto ao uso que os estudantes fazem dos meios de comunicação, nos parece interessante trazer informações encontradas no

Relatório do Perfil Socioeconômico e Cultural dos Estudantes de Graduação das Universidades Federais Brasileiras – 2011.19 O Relatório informa que a internet substituiu os telejornais como principal fonte de informação para os estudantes, pois enquanto 70% dos estudantes utilizam a internet como principal fonte de informação, apenas 20% optam pelos telejornais, sendo que o jornal escrito, o rádio e a revista tiveram os seguintes percentuais, 3,27%, 1,10% e 0,84%, respectivamente. Quase todos os estudantes trocam o jornal impresso, os telejornais e as revistas pela internet quando eles procuram informações sobre os acontecimentos atuais, segundo as três pesquisas realizadas pelo Fórum Nacional de Pró- Reitores dos Assuntos Comunitários e Estudantis (FONAPRACE). É importante dizer que o item da internet não fazia parte das pesquisas de 1996/7, ou seja, o uso da internet é recente, mas mesmo assim os estudantes têm uma certa familiaridade com o uso do computador.

O motivo para acessar os meios acabou sendo praticamente o mesmo: a necessidade de estar informado, ou seja, estar inserido na sociedade e saber o que se passa, podendo participar das conversas com outras pessoas, estando dentro do contexto da atualidade e até poder levar as novidades para os outros. Na área acadêmica, é sempre importante o uso da internet para pesquisar coisas da faculdade, até mesmo para estudar, no campo profissional também o é, sem esquecer do lado pessoal, pois é onde eles estabelecem o contato com a família e os amigos:

[...] a mídia pode nos ofertar também a possibilidade de vivenciar experiências possíveis só através do midiático; lugares que nunca estaremos, pessoas que não encontraremos, cores, formas, sentidos que emanam de experiências que se dão somente no espaço da recepção midiática. Experiências não menos importantes, uma vez que passam a fazer parte de todo um repertório de vivências, mesmo que não presenciais, do indivíduo. (BIANCHI, 2008, p.155).

É essa a percepção que um dos entrevistados tem ao consumir os meios:

Assim você tem uma noção global, onde as fronteiras são ultrapassadas, podendo conectar qualquer informação de forma real, em qualquer lugar, onde você pode se sentir embora distante, mas próximo das pessoas. Você vê que realmente o impacto na vida principalmente pessoal é extremamente extraordinário. (Entrevista com o Danilson Varela, 25 anos, curso de Administração, realizada no dia 08/08/12).

Para a Stephanie, é super importante que tenha alguém que traga as notícias para o público, confessa entre risos: “Eu acho interessante, tem alguém que vai atrás dessa notícia

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Informações encontradas no site do Fórum Nacional de Pró-Reitores dos Assuntos Comunitários e Estudantis (FONAPRACE).

Disponível em http://www.fonaprace.andifes.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=75:perfil- socioeconomico-e-cultural-dos-estudantes-de-graduacao-das-universidades-federais-

para mim e eu vou poder acessar com facilidade da minha casa, da minha faculdade, aonde quer que eu esteja se eu precisar dessa informação”, sendo necessário somente acessar qualquer meio de comunicação para ela conseguir o que precisa. Na visão do Andy, é possível ver que o mundo é muito vasto através do meios de comunicação, mas mesmo assim somos bombardeados todos os dias por eles:

Então todo dia nós somos bombardeados por, eu diria que, inúmeras formas de expressividades. Então você sai na rua tem outdoors, você entra num ônibus tem rádio tocando. É você vê um outdoor, uma peça, um anúncio, muito mal feito, você entra nos ônibus e escuta coisas que você não gosta de escutar. E você acaba por não ter opções. É porque você está na rádio do ônibus e pronto, não tem como você alterar isso. Pronto você tem que escutar. E é aquela coisa, televisão também é assim... e ainda a gente fica com a mera ilusão de que a gente pode controlar a informação, quando tem por exemplo canais fechados na televisão. Mas às vezes nem é, às vezes tem uma manipulação e tudo mais, e você acaba assistindo o que eles querem e não o que você está querendo. Assim, a forma como a informação chega até você às vezes não é assim tão boa. Quando eu estou na internet, por exemplo, ainda você procura, mas mesmo assim ainda você encontra coisas que não quer ver. Nós somos bastantemente bombardeados pelos meios de comunicação. E é uma coisa, nós não temos o controle [...], é um apelo visual muito forte e um apelo tipo auditivo assim, você é meio que obrigado a escutar e obrigado a ver. Eu acho que se a gente pegar 60 ou 70 anos atrás a nossa visão não era tão poluída quanto é hoje. E isso machuca, e as pessoas, hoje, estamos tendo a consciência de que não é bom, mas todo dia você [...] se você parar mesmo pra avaliar, acho que deve ter um número, mas ninguém sabe quantas imagens a gente vê por dia, imagem publicitária, seja lá o que for. Mas é um número muito grande, informação assim descontrolada, desenfreada, enfim sem ética, eu vejo dessa forma. (Entrevista com o Andy Osório, 25 anos, curso de Publicidade e Propaganda, realizada no dia 07/08/12).

Com esta visão de Andy, mostrando ser ativo em relação aos meios e mantendo uma postura crítica e necessária na sociedade, o estudante apresenta um nível de “apropriações e leituras críticas individuais” como citado por Mata (2006), nas leituras realizadas nos estudos de Cogo e Brignol (2010). Essa atitude crítica é um dos primeiros critérios para a constituição do que as autoras denominam como “cidadania comunicativa”. Podemos ver a força deste conceito na fala do Andy quando ele diz participar de grupos na internet, partilhando notícias e informações que considera importante. Participar de grupos e compartilhar experiências é um modo de se apropriar dos meios de comunicação e interagir com os outros. Outro exemplo mais próximo do conceito de “cidadania comunicativa” é colocado em prática quando os imigrantes criaram uma página no facebook e a utilizam para se comunicarem, como um modo de usarem a internet. Esse exemplo foi apresentado no primeiro capítulo deste estudo.

A visão de Melissa diferencia-se em relação ao que foi apresentado por Andy, anteriormente. Ela gosta da rapidez com que as notícias são divulgadas, tratando-se de um

“bombardeamento” necessário pelo vasto campo de informações e que nem sempre dá para divulgar tudo. Nas palavras de Melissa: “Acho fantástico, porque, sempre quando eu estou assim consumindo, passa pela minha cabeça, nossa esse jornalista ou esse repórter foi atrás disso e já tem essa matéria pronta, entendeu?” Para ela é fantástico o jeito como as notícias vão se renovando rapidamente.

Depois de ter analisado o uso dos meios de comunicação pelos estudantes africanos, gostaria de passar para outra abordagem, a relação com os meios de comunicação na infância e na adolescência e, hoje, como imigrante e universitário, dando seguimento ao objetivo de conhecer como os meios de comunicação vêm participando na vida deles.

3.3 A relação com os meios de comunicação na infância, na adolescência e na experiência

Benzer Belgeler