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6.2. LİTERATÜR

6.1.4 Etki-Tepki Analizi

Se não encontramos elementos suficientes em Monteiro do Amaral para realizar uma discussão mais precisa sobre a figura do etnógrafo, não podemos dizer o mesmo do estudo O selvagem perante o Direito de A. F. de Souza Pitanga. Antes de começar a exposição do tema que intitula o texto, Pitanga reserva algumas páginas para homenagear o General Couto de Magalhães (1837-1898) morto há pouco tempo. Valendo-se de uma crítica realizada por José Veríssimo ao necrológio escrito por Joaquim Nabuco, Souza Pitanga se propõe a defender Nabuco e o homenageado demonstrando sua importância intelectual. O autor, então, dirige uma pergunta a Veríssimo:

81No capítulo 3 nos dedicaremos ao entendimento das formas de escrita etnográfica reconhecidas como tal

[...]limitando-me, porém, a encaral-o pela face especial de um ethnographista, seja-me licito perguntar ao ilustre critico qual dos Brazileiros que se tem ocupado dos costumes e das língua dos nossos aborígenes, desde Anchieta até nosso dias, tem revelado maior competência do que a sua nessa especialidade?82

Polêmicas no mundo das letras a parte, o que mais nos interessa é a definição que o autor faz em seguida:

Não significa esse conceito que eu reconheça em Couto de Magalhães os requisitos de um anthropologista ou de um ethnologo. Como Lund, ele não tinha o temperamento de um paleontólogo para longas contemplações ante os craneos e as ossadas dos selvagens, medindo-lhes a compasso e esquadro as dimensões e os ângulos; falecia-lhe também a compleição scientifica e a profundeza de Martius para o estudo analytico de sua estrutura physiologica. É, porém, em meu entender, clamorosa injustiça constestar-lhe os méritos de um consciencioso cultor da ethnographia brasileira.83 Neste trecho Souza Pitanga reconhece em Couto de Magalhães um cultor da etnografia, embora não o considere etnógrafo ou antropologista. O que está em jogo na resposta a Veríssimo não é, portanto, o estatuto de Magalhães enquanto pesquisador, nesse sentido ambos concordam, mas sim a relevância de sua obra. Ao compará-lo com aqueles que são modelos do fazer etnográfico como Lund e Martius, Pitanga estabelece critérios para quem poderia ser chamado de etnógrafo. E a lista se amplia ao colocá-lo ao lado de outros que poderiam receber tal denominação von Steinen, Ehrenreich, Ladislao Netto, Theodoro Sampaio, Batista Caetano, Hart; Agassiz; Humboldt. Para Souza Pitanga esse conjunto de nomes poderia ser chamado de etnógrafos e antropologistas, pois, eles estabeleceriam os parâmetros para os praticantes de estudos do mesmo gênero, que poderiam ser estudiosos que mesmo produzindo obras significativas não se enquadravam nos requisitos para receber tal denominação, é o caso de Couto de Magalhães.

Os nomes elencados no texto nos revelam o quanto o campo denominado como etnografia estava indefinido nos primeiros anos do século XX. A lista apresentada por Souza Pitanga possui uma variedade muito grande de pesquisadores com diferentes 82PITANGA, A. F Souza. O selvagem perante o Direito. Revista do IHGB, Rio de Janeiro. Tomo LXIII,

parte I, pp. 19-38, 1901, p. 20.

características. Alguns desses nomes entraram para a memória disciplinar da antropologia e ocupam lugar de destaque, outros foram incorporados às tradições de outras áreas como a história ou permanecem esquecidos.

Importante notar as diferenças entre as tradições da antropologia e da historiografia. Para a primeira podemos citar a divisão apresentada por Francisco Salzano que divide a história de sua disciplina em três grandes fases: a dos pioneiros; a fase formativa; e a contemporânea. Aquela que nos interessa particularmente neste trabalho é a dos pioneiros que compreende os anos entre 1835 e 1933. Para Salzano aquele que inaugura a fase dos pioneiros é exatamente Peter W. Lund (1801-1880) e sua descoberta na Lagoa Santa, esses antropólogos segundo o autor, “correspondem à figura clássica do antropólogo da época, que investigava todos os aspectos da Antropologia em seu sentido lato”84. No entanto, se compararmos a classificação contemporânea de Salzano com as duas principais referências de Souza Pitanga notamos uma ausência relevante. Entre os nove principais nomes85 que compõem a fase dos pioneiros não se encontra Carl von Martius (1794-1868) que, por outro lado, se tornou central para os historiadores.86

Na tradição historiográfica, Carl von Martius ocupa um lugar central na reflexão sobre a história da disciplina. Sua tese Como se deve escrever a história do Brasil tornou-se lugar comum como texto representativo do período de definição de uma escrita do passado nacional empreendida pelo IHGB. Além desse texto, para os historiadores Martius é constantemente lembrado por sua atuação como naturalista viajante e por suas classificações indígenas. A ausência de Martius torna-se mais relevante ao observamos - como mostraremos ao longo da dissertação - que o autor era alvo de discussões por diversos pesquisadores que refletiram sobre as classificações indígenas no início do século XX. No entanto, em outra memória disciplinar seu nome é citado, Luis de Castro Faria ao 84 SALZANO, Francisco M. A Antropologia no Brasil: é a interdisciplinaridade possível?. Amazônica:

Revista de Antropologia (Impresso), v. 1, p. 12-27, 2009, p. 17.

85A saber: P.W. Lund 1835-1844 Estudos paleoantropológicos em Lagoa Santa; J. Barbosa Rodrigues 1872-

1899 Etnologia e arqueologia; P. Ehrenreich 1887-1897 Expedições de estudo de indígenas brasileiros; R. Nina Rodrigues 1890-1904 Estudos africanistas; K.E. Ranke 1898-1907 Expedições de estudo de indígenas brasileiros; H. von Ihering 1898-1914 Investigações de caráter geral; T. Koch-Grünberg 1903-1904 Etnologia indígena; Curt Nimenendaju 1914-1933 Etnologia e arqueologia; E. Roquete Pinto 1917-1942 Investigações de caráter geral.

86 Além dos trabalhos já citados temos LISBOA, Karen. A nova Atlântida de Spix e Martius: natureza e

lembrar de sua formação e das leituras que realizou cita um texto de Rodolfo Garcia, presente no Dicionário Histórico, Geográfico e Etnográfico do Brasil de 1922, e atribui como um dos méritos do texto de Garcia utilizar os clássicos Martius, von de Steinen, Ehrenreich, Koch-Gunberg, Krause, Nordenskiold, Rivet.87 A diferença entre os dois antropólogos talvez esteja no objetivo de seus respectivos textos, embora ambos estejam ligados a tradição da antropologia física, Francisco Salzano é um pesquisador com ligações mais estreitas a questões biológicas e genéticas, enquanto que Luis de Castro Faria apresenta uma preocupação maior com a dimensão humana da área, das viagens etnográficas e das trajetórias da disciplina.

Se, por um lado, é possível observar algumas diferenças nas apropriações da obra de Von Martius, por outro lado parece haver certo consenso em relação ao nome de Peter Lund. Nascido em Copenhague em 1801 e morto em Lagoa Santa em 1880, Peter Wilhelm Lund é constantemente caracterizado como o “pai” da paleontologia brasileira ou da arqueologia brasileira. De origem dinarmaquesa, esteve no Brasil pela primeira vez como viajante ainda jovem em 1825. E anos após essa viagem retornaria ao país onde permaneceria até o fim da vida desenvolvendo suas pesquisas. O objetivo principal de suas explorações eram as cavernas onde catalogava mamíferos. Mas aquilo que o projetou como um pioneiro na arqueologia brasileira foi sua descoberta em Lagoa Santa, vista ainda no século XIX como uma descoberta de grande envergadura era constantemente lembrada como exemplar pelos estudiosos do início do século XX - como podemos observar no próprio Souza Pitanga - e ainda pode ser considerado um dos maiores achados na história da arqueologia no país:

Sem ser ouvido pelos cientistas de sua época, a hipótese de Lund parecia antever a teoria evolucionista de Darwin e Wallace apresentada logo a seguir, em 1848. A questão do “homem de Lagoa Santa” e subseqüentes pesquisas na região atravessaram a história da arqueologia brasileira pelo restante do século XIX e todo o século XX, com controvérsias tanto a respeito da antigüidade dos vestígios humanos, como da sua origem racial,

87 FARIA, Luiz Castro. Antropologia: espetáculo e excelência. Rio de Janeiro: Editora UFRJ; Tempo

estendendo-se até os dias de hoje, quando então já é bastante aceita a idéia de um homem pleistocênico americano.88

Ao contrário do proferido acima pela antropóloga Cristina Barreto, o trabalho de Peter Lund teve sim uma grande repercussão entre os cientistas da época, fato que foi evidenciado pelo estudo de Pedro Ernesto Luna Filho. Luna Filho em sua tese de doutorado a respeito de Lund realizou um levantamento exatamente deste ponto demonstrando uma preocupação e acompanhamento dos estudos de Lagoa Santa em nível nacional e internacional. Entre aqueles que teceram apreciações sobre a obra de Lund estão: Charles Darwin, Florentino Ameghino, Paul Rivet e Quatrefages. Ainda cita os estudiosos brasileiros que se dedicaram a um crânio doado ao IHGB em 1872, seriam eles os pesquisadores do Museu Nacional João Baptista de Lacerda e José Rodrigues de Peixoto. Ainda no século XX, e ao longo de todo este a obra de Peter Lund teve centralidade dentro da área da arqueologia, antropologia e história, como é possivel ver no resumo de sua influência ao longo do século realizada por Luna Filho:

No Brasil, o interesse por Lund jamais desapareceu. Nos anos 30, sua vida foi alvo de diversos trabalhos do historiador mineiro Aníbal Mattos (1889-1969) e de Arnaldo Cathoud, e as grutas de Lagoa Santa voltaram a ser investigadas por Harold W. Walter, o cônsul britânico em Belo Horizonte. Nos anos 40, o grande paleontólogo gaúcho Carlos de Paula Couto (1910-1982) mandou traduzir do dinamarquês a coleção de memórias de Lund: Memórias sobre a Paleontologia Brasileira (1950), trabalho absolutamente fundamental para começar a conhecer a vida e a obra do naturalista (sendo que o antecessor de Paula Couto no Museu Naciona, Padberg Drenkpol, já havia traduzido ao menos alguns trechos). Em 1956, os arqueólogos americano Wesley Hurt (1917-1997) e brasileiro Oldemar Blasi, do Museu Nacional desenterraram nove crânios humanos na Lapa da Cerca Grande. Nos anos 60, foi a vez da antropóloga física Marília Carvalho de Mello e Alvim, também do Museu Nacional estudar os crânios de Lagoa Santa. Na década seguinte, a arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire (1917-1977) liderou a Missão Franco-Brasileira que escavou diversos sítios na região de Lagoa Santa. O francês André Prous acompanhou a missão ao pais e daqui jamais saiu pesquisando até hoje as pinturas rupestres dos vales do Rio das Velhas e do Peruaçu na Universidade Federal de Minas Gerais.89

88 BARRETO, Cristina. A construção de um passado pré-colonial: uma breve história da arqueologia no

Brasil. REVISTA USP, São Paulo, n.44, p. 32-51, dezembro/fevereiro 1999-2000

89LUNA FILHO, Pedro Ernesto. Peter Wilhelm Lund: o auge de suas investigações científicas e a razão para

o término das suas pesquisas. Tese (Doutorado) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo. 2007, p. 29.

Carl von Martius e Peter Lund são citados como as duas principais referências para Souza Pitanga. Porém, sua lista não se limita aos dois e ao elencar outros nomes que poderiam ser considerados etnógrafos ou antropologistas as delimitações são ampliadas. Dentre os nomes elencados está o de Theodoro Sampaio que teve parte significativa de seu trabalho ligado à profissão de engenheiro. Sampaio - ao contrário de Couto de Magalhães - não teve seu status enquanto etnógrafo questionado, embora suas viagens ao interior do país estivessem ligadas à sua profissão, da mesma forma que Magalhães. Nem Sampaio, nem Magalhães desenvolveram a prática da observação como parte de uma profissão ou a partir de considerações teóricas que os levaram ao deslocamento. Couto de Magalhães atuou como administrador e militar na região central do Brasil, enquanto Theodoro Sampaio esteve em regiões do Nordeste e no interior de São Paulo, mas em nenhum dos casos a etnografia foi um objetivo em si, e sim uma consequência de outra prática. Neste caso poderiam ser aproximados entre si e até mesmo com Monteiro do Amaral que escrevia etnografia a partir de sua atuação missionária. Ora, se neste quesito podemos colocá-los tão próximos, algum outro motivo deve ser levado em consideração para que Theodoro Sampaio fosse considerado um etnógrafo e Couto de Magalhães tivesse essa denominação negada.

As viagens ganharam dentro da etnografia um papel fundamental após a sua consolidação como disciplina ligada a antropologia durante o século seguinte, com seus métodos e uma profissionalização da função do pesquisador e da sua interação com os povos estudados. Mas, durante o século XIX e primeiras décadas do XX o viajante era muitas vezes ligado à questões naturalistas ou a outros ofícios e desempenhava uma função importante para a área, embora contemplasse diversas formas da mesma. Essas viagens científicas foram realizadas por estrangeiros, e também por brasileiros que poderiam ser apoiados desde instituições de infra-estrutura até instituições de conhecimento como o IHGB:

No século XIX, as ciências naturais, através da botânica, da zoologia, da mineralogia, da geologia e, principalmente da geografia, da astronomia e da etnografia (pois o conhecimento dos povos do interior era condição para alargar as fronteiras) deram suporte e se desenvolveram inseridas no

processo político de consolidação e afirmação do estado-nação brasileiro, dentro do qual estava inscrito o propósito do IHGB.90

Theodoro Sampaio participou de viagens como funcionário do Império em pelo menos duas ocasiões, na Comissão Hidráulica do Império em 1879 e na Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo em 1886. Essas expedições em que Sampaio participou tinham um objetivo claro de oferecer infra-estrutura ao interior do país com a finalidade de possibilitar a exploração econômica desses territorios.91 É de uma dessas viagens que nasce a publicação O rio São Francisco: Trechos de um diário de viajem presente da Revista do IHGB em 1936 e Os naturalistas viajantes dos séculos XVIII e XIX e o progresso da ethnographia indígena no Brasil publicado em 1922 no I Congresso de História Nacional que parece ter sido inspirado na própria experiência do autor e sua preocupação com a questão da viagem. Apesar da participão em explorações de caráter científico não conseguimos localizar elementos que poderiam responder porque Souza Pitanga considera Theodoro Sampaio um etnógrafo, enquanto que Couto de Magalhães seria para este apenas um cultor da etnografia.

General José Vieira Couto de Magalhães, ou simplesmente Couto de Magalhães viveu entre 1837 e 1898, portanto falecera apenas alguns anos antes do texto de Souza Pitanga. Personagem de grande destaque durante o período do Império exerceu a função de Presidente de Província em diferentes ocasiões em Goiás, Pará, Mato Grosso e São Paulo. Além de político teve uma carreira no exército que o possibilitou a ascensão ao cargo de General. Formado pela Faculdade de Direito de São Paulo, político, militar, interessado por ciência e por diferentes línguas essa vivência tornou possível a realização de uma obra de grande valor na área da etnografia e antropologia dos povos indígenas. Suas três obras de relevância foram Viagem ao Rio Araguaia de 1863, O Selvagem de 1876 e Ensaios de antropologia de 1894. O primeiro de seus livros tem uma característica mais próxima de um relato de viagem, que mesmo trazendo muitos elementos sobre populações locais não 90DOMINGUES, Heloisa M. B. Viagens científicas: descobrimento e colonização no Brasil no século XIX”.

In: HEIZER, A. et al. (Org). Ciência, Civilização e Império nos Trópicos. Rio de Janeiro: Access, 2001,, p. 57

91FIGUERÔA, Siliva. A formação das ciências geológicas no Brasil: uma história social e institucional.São

possuía esse foco como central. No entanto, os últimos dois são reflexões específicas sobre indígenas e que o autor entende como escritos de etnografia e antropologia.

O livro O Selvagem foi seu trabalho de maior destaque e teve como mote para sua escritura a preocupação com a integração econômica dos indígenas ao país. Para Magalhães o aproveitamento da mão-de-obra indígena era um elemento de constituição da nação. Uma vez que apoiava a vinda de imigrantes europeus para o trabalho em terras brasileiras, mas ponderava que o país possuía milhões de pessoas improdutivas e que poderiam ser utilizadas nessas terras. Suas afirmações não se limitavam apenas ao mundo do trabalho ou qual modelo de mão-de-obra seria o mais rentável, mas possuía uma preocupação com a constituição de um brasileiro que, para o autor, deveria ser alcançado na mestiçagem inclusive com o indígena. Logo ao observamos a capa do livro de Couto de Magalhães algumas informações sobre o objetivo do livro são expostos:

Conseguir que o selvagem entenda o portuguez, o que equivale a incorporal-o á civilisação, e o que é possivel com um corpo de interpetres formado das praças do exercito e armada que fallem ambas as linguas, e que se dissiminarião pelas colonias militares, equivaleria à: 1º Conquistar duas terças partes do nosso territorio. 2º Adquirir mais um milhão de braços aclimados e utilissimos. 3º Assegurar nossas communicações para as bacias do Prata e do Amazonas. 4º Evitar no futuro grande effusão de sangue humano e talvez despezas colossaes, como as que estão faendo outros paizes da America.92

Este parágrafo abaixo do título na capa do livro deixa claro o objetivo da obra, ela tem uma justificativa em sua utilidade para a nação e para o Império. Seria essa orientação explícita que fez com que contemporâneos contestassem a denominação de Magalhães como etnográfo? Pois, o livro foi escrito para ser aplicado como um método para “amansamento dos selvagens”. Apesar desta característica, ao adentrarmos seu trabalho percebemos que cumpre todas as exigências de um estudo de etnografia em fins do século XIX. É composto por vocabulário, análise e exposição de lendas, costumes e origens indígenas. Assim como acontece com Von Martius, Couto de Magalhães parece não ser lembrado por antropólogos da atualidade quando contam a história de sua disciplina. Por outro lado - embora sem grande destaque - aparece com mais frequência em estudos realizados por historiadores.

Viagem, método ou objetivo? Qual dessas características compunham os elementos necessários para que um pesquisador fizesse parte do cânone dos estudos etnográficos no início do século XX? Além das características próprias da obra em questão, é necessário considerar quais destes autores foram considerados etnógrafos pelos seus pares. Pois, apesar de apresentarem as características entendidas como tal no período poderiam não ser incluídos nesse rol por motivos que fazem parte do mundo dos letrados, de suas tensões, interdições. Enfim, de suas regras.

Capítulo 2

Um projeto de escrita etnográfica para o Instituto Histórico e Geográfico

Benzer Belgeler