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FWHM -ZnO-

5.1. Temel Absorbsiyon Olayı

Np

KP = custo de capital da ação preferencial

dP = dividendo preferencial (considerado fixo)

Np = montante a ser recebido pela emissão da ação preferencial, líquido de todas as despesas

de colocação

Essa forma de cálculo pode parecer válida para um título que possui remuneração fixa, independentemente da existência de lucros, vencimento inexistente e valorização de mercado irrelevante. Ativos com essas características são frequentes no mercado de capitais norte- americano. No Brasil, as ações preferenciais, na maioria das vezes, assemelham-se às ordinárias, exceto quanto ao direito de voto. Por conseguinte, recomenda-se a análise cuidadosa de cada caso, visando à apuração adequada do custo de capital da empresa.

Lembremos que, na atual legislação brasileira, as ações preferenciais de algumas empresas brasileiras propiciam estatutariamente rendimento (dividendos) superior ao das ordinárias.

Pode-se mencionar também como fonte de financiamento de médio e longo prazos a retenção de lucros, e títulos híbridos e outras fontes. Um exemplo é a debênture conversível. Ela combina as características dos exigíveis e ações. As possibilidades de cláusulas de remuneração são muito variadas e dinâmicas, fato que dificulta a elaboração de modelos adequados.

Limitações do custo de capital

O custo de capital é considerado muito importante pela literatura de finanças, porém apresenta limitações.

Embora a prática de modelos de avaliação de ativos tente calcular valores de custos específicos, bem como de custos médios ponderados, os valores resultantes ainda podem ser considerados aproximações do que poderia ser o custo efetivo, devido às suposições e previsões intrínsecas ao cálculo desses custos.

No Brasil, as limitações tornam-se ainda mais relevantes, porque parte das referidas suposições ainda são feitas com base no contexto norte-americano, em que o mercado de capitais e os mecanismos de controle social possuem características muito diferentes.

Conforme Martins (1996, p. 432):

Essa figura do Custo do Capital Próprio é também de grande valia, utilidade e efetivo uso no dia-a-dia, mas difícil, como já dissemos, de ser praticado, principalmente no Brasil onde as bolsas não são fonte adequada para o seu levantamento, pelo pequeno número de empresas com ações efetivamente negociadas e pelo fato de os controles acionários dessas empresas estarem nas mãos de alguns investidores que não negociam essas ações nesse mercado. Assim, o preço atribuído pelo mercado acionário às ações que estão sendo negociadas não reflete o Custo de Capital Próprio de maneira completa, mas apenas o de alguns poucos acionistas, na maioria dos casos; pior ainda, em grande parte por acionistas que nem direito a voto têm, por se tratar de ações preferenciais sem essa prerrogativa.

Portanto, deve-se conhecer essas limitações para que seu uso torne-se mais adequado à análise a que se propõe sua utilização.

Juros sobre capital próprio

Martins (2006, p. 227) é de opinião que o conceito de juros sobre o capital próprio pode assumir vários significados e que deveria se reconhecer na Demonstração do Resultado do Exercício uma remuneração de mercado para os recursos fornecidos pelos sócios.

O autor ressalta que o objetivo desse enfoque consistiria em aplicar uma versão simplificada e restrita do custo de oportunidade, para tornar as demonstrações do resultado das empresas mais consistentes e comparáveis, por meio da eliminação ou redução dos efeitos das diferentes estruturas de financiamento.

A técnica de juros sobre o capital próprio pode ser entendida como uma simplificação do custo de oportunidade, porque, indiretamente, atribui uma remuneração ou um custo para todos os demais itens patrimoniais da empresa, exigíveis e ativos, respectivamente.

A seleção de investimentos pode ser efetuada com base no custo de capital apurado para cada fonte específica de financiamento.

Entretanto, por uma série de motivos, tais como risco financeiro e restrições impostas por órgãos deliberativos e contratos, as empresas convivem com alguns limites associados a sua estrutura de financiamento. Em outras palavras, geralmente existe a necessidade de manter a relação entre passivos exigíveis e não exigíveis dentro de determinadas faixas. Por isso, a comparação dos projetos com as fontes específicas de financiamento pode não favorecer a escolha das melhores inversões de recursos.

Assim, é recomendável o acompanhamento do custo médio ponderado de capital da empresa. Este leva em conta determinada estrutura de capital ideal ou possível na qual os custos das fontes específicas seriam ponderados por participações determinadas no total de financiamentos.

Pode-se dividir o processo de apuração do custo do capital médio ponderado em três passos: o cálculo do custo de cada fonte financeira específica, determinação da porcentagem de cada fonte financeira no total do financiamento e a soma dos produtos.

A determinação da porcentagem de cada fonte no total do financiamento pode ser efetuada de várias formas.

Gitman (2002, p. 395) destaca que “o custo médio ponderado de capital reflete o futuro custo médio esperado de fundos da empresa a longo prazo.”

O uso de uma estrutura de capital ideal e valores de mercado, além de refletir melhor as expectativas dos fornecedores de recursos, atenua o problema das variações do risco financeiro. Em outras palavras, o custo de cada fonte depende da estrutura de capital da empresa. Quando alterada essa estrutura, deve-se modificar também o risco financeiro e os custos individuais.

O conceito do WACC tem sido largamente utilizado para o cálculo do custo do capital a ser aplicado para a obtenção do fluxo de caixa livre da empresa, também normalmente referenciado como FCFF.

Benzer Belgeler