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H. Araştırmanın Bulguları

1. Telekomünikasyon Firmalarının Sosyal Medya Kullanımları

Assim, alude-se à década de 1980, quando a prefeitura de Natal autorizou o comércio em barracas15 de até 28m2 na orla marítima de ponta negra, liberando, inclusive a venda de bebidas alcoólicas e comidas típicas pelos comerciantes.

Data de 1988, a pavimentação asfáltica de parte da via à beira-mar. Na época, foram destinadas áreas exclusivas para estacionamento, iluminação pública e abastecimento de água nas

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barracas, fato que incrementou o número de usuários do local e de barracas autorizadas e não autorizadas, ocasionando, também grandes conflitos entre moradores, barraqueiros e Prefeitura.

A década de 1990 foi marcada pelo trâmite de uma ação civil pública que foi provocada por moradores de casas situadas à beira mar e ajuizada em junho de 1991 pela União Federal16 contra o Município de Natal e contra os barraqueiros da Praia de Ponta Negra, com vistas, entre outros pedidos, a retirar as barracas e a cessar a poluição detectada na área.

Figura 16 – Distribuição e os aspectos construtivos das barracas que existiam na Praia de Ponta Negra na

década de 1990.

Fonte: Ataíde (200717 para o Processo Judicial 91.4856-9).

Os principais argumentos utilizados foram os de que as barracas formavam uma “verdadeira favela à beira-mar”, levando transtornos aos moradores e usuários da praia, principalmente no tocante às condições sanitárias, e que as barracas ensejavam danos paisagísticos, e descaracterização do ambiente praiano (UNIÃO FEDERAL, 2007).

Datou de 1995, a realização de um “Concurso Público Nacional de Ideias – Praia de Ponta Negra – Natal, RN” realizado pela Prefeitura Municipal de Natal (PMN), através do Instituto de Planejamento Urbano de Natal (IPLANAT), sob a organização do Instituto de Arquitetos do Brasil, Departamento do Rio Grande do Norte (IAB-RN). O concurso teve o objetivo de

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Em que pese ter sido a União Federal a parte ativa da demanda, a petição inicial foi subscrita pelo Procurador da República Marcelo Navarro Ribeiro Dantas. Na ocasião do ajuizamento, o Ministério Público Federal , em razão do art. 29 do Ato das Disposições Transitórias da Constituição Federal/1988, representava a União, que passou a ter representação própria através da Lei Complementar 73/93.

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Laudo pericial que consta às fls. 724 a 816 dos autos, subscrito pelos seguintes peritos: Ruth Maria da Costa Ataíde, Henio Normando de Souza Melo, Nadja Maria Nobre de Farias e Alberto de Pontes Jardim.

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selecionar e premiar as melhores propostas técnicas arquitetônicas e urbanísticas para a orla de Ponta Negra,

em função de ser atração turística da cidade, da permanência de sua colônia de pescadores, da construção de um grande conjunto habitacional, da locação questionada de barracas na praia, além da difícil convivência com os automóveis, inclusive, no que diz respeito à sua interligação com a Via Costeira e Rota do Sol.18

Figura 17 – (A) folder do “Concurso Público Nacional de Ideias – Praia de Ponta Negra – Natal, RN”

contendo no seu interior o calendário do concurso (lançado em 17/07/1995), o edital e outras informações gerais; (B) registro a fase de escolha pela população do projeto e urbanização da Praia de Ponta Negra. Observa-se que as propostas foram apresentadas para a população opinar.

Fonte: Diário de Natal, 12 set. 1995.

No ano de 1997, entre autorizadas e irregulares, foram computadas 87 (oitenta e sete) barracas no local (ATAÍDE et al., 2007; UNIÃO FEDERAL, 2007). A média de mesas por barraca na época era de vinte a vinte e cinco. Em novembro de 1997, foi fixado pela Justiça Federal em oito, o número de mesas para o espaço externo de cada barraca da Praia de Ponta

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Negra19. Observa-se que nolaudo pericial elaborado entre os meses de agosto e outubro de 1997 e que consta nos autos do processo judicial mencionado foi constatado que a praia estava passando por processo oposto ao existente atualmente; ou seja, o espaço de areia apresentava-se ampliado, em relação ao conhecido anteriormente.

As marés mantêm um movimento cíclico anual, onde depositam e retiram material da praia. Ao longo dos anos, o crédito no material depositado ampliou a faixa de areia, possibilitando o espaço necessário, para a ocupação física da mesma, pelas barracas e outros imóveis.(ATAÍDE et al., 2007; UNIÃO FEDERAL, 2007, fl 754).

Em agosto de 1999, foi prolatada sentença para retirada das barracas de Ponta Negra e para que o Município de Natal iniciasse a implementação da urbanização da Praia de Ponta Negra, seguindo o projeto vencedor do concurso público realizado para tal fim20.

A sentença ainda determinou que o Município de Natal se abstivesse de efetuar novas autorizações ou qualquer ato similar que visasse estimular a ocupação da praia para fins empresariais e que, para a ocupação dos pontos comerciais previstos no projeto que seria implementado, fosse dada prioridade aos ocupantes das barracas que figuraram como réus na ação judicial, devendo ser oferecida primazia àqueles que estavam há mais tempo na exploração comercial da atividade21.

Segundo os autores do projeto vencedor, a proposta levou em consideração a valorização da paisagem, a recuperação e promoção da qualidade ambiental da área, os investimentos públicos já realizados, o reconhecimento das práticas sociais historicamente constituídas na área e da interação entre espaço e usuário, a viabilidade econômica e política, o reconhecimento da diversidade dos usuários e os conflitos existentes na área. Com essas premissas, foram zoneadas as seguintes áreas: a) o “cantinho dos pescadores”: trecho do Morro do Careca até a rua Afonso Magalhães; b) o “largo da chegada”: o trecho formado pela Av. Beira Mar, no binário de descida e subida da praia; c) “o calçadão das barracas”: trecho da rua de subida do binário até a rua

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Decisão judicial de 25/11/1997 prolatada nos autos da ação civil pública 91.4856-9, exarada pelo MM. Juiz Ivan Lira de Carvalho, às fls. 838/842 dos autos.

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O projeto vencedor foi o da autoria dos dos arquitetos Roseane Dias de M. Vidal, Fabiano Rocha Diniz, Maria Dulce P. Bentes Sobrinha e José Ailton de Morais

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Decisão judicial de 16/08/1999 prolatada nos autos da ação civil pública 91.4856-9, exarada pelo MM. Juiz Ivan Lira de Carvalho, às fls. 998/1026 dos autos. Houve recursos da decisão: Apelação Cível 20122 /RN, que tramitou no Tribunal Regional Federal da 5ª Região e Recurso Especial 588.995 – RN, que tramitou no Superior Tribunal de Justiça. A decisão foi mantida.

 

Alagoas. Neste último trecho foram propostos alguns marcos referenciais tais como “o largo dos surfistas”, na altura da Rua Halley Mestrin, o “largo da concha”, correspondente à área de erosão e o “Belvedere da via costeira”, nas imediações do empreendimento Natal Mar Hotel. Na área de abrangência, foi demarcada a área non aedificandi de Ponta Negra, que passou a ser denominada de “o passeio da Roberto Freire”. (Memorial justificativo do projeto vencedor entregue junto com as pranchas para 1ª etpapa do concurso – disponibilizado para consulta pela Professora e Arquiteta Maria Dulce P. Bentes Sobrinha)

A ideia do projeto vencedor era a de que o calçadão da Praia de Ponta Negra continuasse até o encontro do calçadão da Via Costeira. Na junção entre os dois calçamentos, o projeto contemplava o “Belvedereda Via Costeira”, que seria um espaço público com um mirante, de uso comum do povo, para contemplação do visual de toda a Praia de Ponta Negra e da Via Costeira.

O ano de 2000 foi marcado pela implantação do “Projeto de Urbanização da Praia de Ponta Negra”, em grande parte pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte. Todavia, o projeto vencedor do concurso público nacional de ideias nunca foi implementado conforme idealizado. Foi dividido e totalmente alterado.