Mühendisliği Derneği(ZMGD) Yönetim Kurulu Başkanı Feyza Çinicioğlu, KYK Yapı Kimyasalları Pazarlama Lideri Halil Karakulak, Yenigün İnşaat Yönetim Kurulu Başkan Yardımcısı Ruşen Cihat Kılıç, Yüksel İnşaat Yönetim Kurulu Üyesi Cihan
6. Tekstil Günleri’nde Final: Hayat Dersler
Diversos autores estudaram e classificaram os pilares que compõem os propósitos da normalização, entre eles Markus et al (2004), Spivak; Brenner (2001) e De Vries (1999). Os autores concordam que o estabelecimento de rotinas, estabelecimento de requisitos de conformidade, estabelecimento de especificações e padrões são objetivos comuns de qualquer processo normativo. De Vries (1999) complementa que os padrões decorrentes do processo normalizador visam:
• simplificação dos processos e práticas que afetam a humanidade;
• redução da crescente variedade dos produtos e serviços na vida humana; • viabilização a comunicação;
• contribuição para o funcionamento da economia global;
• contribuição com a melhoria da saúde, segurança e proteção da vida; • proteção dos interesses dos consumidores e das comunidades; • redução dos custos de produtos e serviços;
• eliminação das barreiras ao comércio.
Ademais, a normalização é alicerçada em sete princípios (ISO, 2003, tradução nossa):
• a normalização é um ato consciente de simplificação pela sociedade. Isso previne a geração de variações desnecessárias quando tais variações não propiciam um produto novo ou serviço diferenciado;
• a normalização é uma atividade sociopolítico tanto quanto a própria natureza da atividade econômica e deve ser originada pelo consenso de todos os atores envolvidos e interessados no processo;
• a normalização é inútil a menos que leve ao bem-comum. O seu uso pode sacrificar o interesse de poucos em prol do benefício de muitos;
• a normalização é o resultado de um acordo por uma solução ao redor de diversas alternativas. Assim, deve ser encarada como a solução concordada por um período; • as soluções (normas) devem ser avaliadas em intervalos determinados e devem ser
revistas ou eliminadas quando necessário;
• quando um determinado produto é especificado, um método de teste deve ser projetado. Quando uma amostra é requerida, o tamanho e a freqüência devem estar definidos;
• a transformação de uma norma em um regulamento técnico, requerido legalmente, deve ser balizado levando-se em consideração a natureza da norma, o grau de industrialização e as leis e condições que prevalecem na sociedade que a norma foi preparada.
O processo de normalização depende de muitos fatores. Verman (1993 apud SPIVAK; BRENNER, 2001, p.26-29) foi quem primeiro considerou a normalização como uma disciplina e montou um modelo denominado “espaço da normalização” que ilustra na forma dos três eixos cartesianos uma visão geométrica entre os diferentes fatores da normalização e suas inter-relações, como mostra a figura 2.4 que representa o “espaço da normalização”, a perspectiva da relação entre leis, regulamentos e normas que afetam o projeto e a comercialização de produtos.
A sua representação utiliza no eixo das abscissas a variável campo de aplicação (equipamentos elétricos, produtos de consumo, transporte, alimentação etc), no eixo das ordenadas a variável aspecto, ou seja, a forma e tipo da norma dependendo do aspecto específico que está sendo normalizado (legislação, regulamentação, normas de qualidade etc) e no eixo z o nível ou profundidade da normalização partindo das empresas até o nível internacional.
O modelo de Verman1 foi adaptado por diversos autores e, infelizmente, a sua obra não está mais disponível para venda. Sivan (2000), por exemplo, utiliza o modelo inserindo-o as componentes tempo e complexidade, considerando que a normalização não é uma disciplina
1
estática. Um modelo mais completo utiliza os mesmos eixos de Verman em uma visão espacial conforme retratado na figura 2.5.
Internacional Nacional Associações Empresas Indivíduos aspe cto campo aplicação nível ISO Organismos Normalização Associações Normalização Normas Organizacionais Normas Individuais ABNT DIN ANSI ASTM NFPA IEL
Número de combinações possíveis
menor grau de especificidade
Fonte: (SPIVAK; BRENNER, 2001, p.26, tradução nossa)
nível aspe cto camp o de aplicaç ão legislação regulamentos norma produto norma segurança norma qualidade embalagem e marketing teste inspeção meio ambiente código lista produtos qualificados internacional (mandatária) internacional (voluntária) regional (mandatária) regional (voluntária) nacional (mandatária) nacional (voluntária) estados cidades industria empresas equipamento elétrico produtos de consumo transporte comunicação computadores equipamentos pesados equipamentos médicos equipamentos de precisão equipamentos de recreação vestuário alimentos produtos químicos outros
Figura 2.4 – Espaço da normalização segundo Verman.
Fonte: adaptado do modelo de Verman com base nos autores citados. Figura 2.5 – Espaço da normalização com a visão de especificidade
Observa-se no modelo da figura 2.4 a aglutinação da construção de normas em clusters cabendo ao nível mais elevado à entidade ISO, a quem cabe o papel de produzir normas de alto nível, com alto consenso entre países porém com baixo grau de especificidade uma vez que considera o consenso de diversos públicos de interesse. Em um nível abaixo, surgem os organismos nacionais de normalização (NSB – National Standards Body) que podem criar normas para determinados países em função dos interesses regionais (por exemplo, no Brasil, as normas de cachaça da ABNT). Seguem as normas específicas de associações de indústrias, tais como, a ASTM (American Society for Testing and Materials), a NFPA (National Fire Protection Associations). Existem ainda as normas particulares das empresas (rotas de fuga, métodos de inspeção próprios etc) e até as normas individuais que podem ser vistas em condomínios residenciais, regras de clubes sociais e uso de embarcações de passeio. Algumas vezes as normas são produzidas por entidades não governamentais (ONG) o que é um fenômeno bastante popular na questões socioambientais, assim as normas do GRI – Global Reporting Initiatives, SAI – Social Accountability International e AA – AccountAbility, por exemplo, são classificadas como normas organizacionais, muito embora não sigam o mesmo processo de construção que as normas de consenso.
As normas podem ser produzidas de duas maneiras: por um requisito legal (mandatárias) ou por consenso (voluntários). Note-se aqui uma importante distinção, o termo norma mandatária não existe na terminologia da OMC que usa a expressão “regulamentação técnica” para se referir às normas requeridas por lei. Assim, ao longo deste trabalho quando nos referirmos ao termo norma, o texto estará se referindo a padrões voluntários e geridos pelo consenso.
No caso de normas voluntárias, diferentes variedades de produtos podem circular no mercado, tanto os que atendem, tanto os que não atendem a determinada norma. Em muitos casos não é fácil para os consumidores distinguir entre um produto ou outro, de modo que selos são necessários para ajudar nas escolhas com base nos padrões normativos. Duas situações podem ocorrer então: o governo pode obrigar aos produtores que não atendem à norma que selem os seus produtos explicando tal característica, como por exemplo o selo “inflamável” para roupas que utilizam determinados tipos de tingimento, que é o chamado selo “negativo”. Alternativamente, os produtores podem criar um selo para distinguir as roupas feitas sem tais corantes inflamáveis, de maneira a sinalizar “proativamente” os consumidores, dando origem ao chamado selo “positivo”.
O quadro 2.1 estabelece as possíveis combinações entre padrões voluntários e mandatários, bem como, explica a necessidade do uso de selos.
Quadro 2.1 – Terminologia internacional para a normalização Terminologia
econômica Necessidade do uso de selos
Terminologia legal reconhecida pelo WTO
Normas mandatárias
(de jure standards) Não requerem selos
Selos mandatários ou selos “negativos”
Regulamentação técnica sobre a ótica do TBT – trade barrier to trade ou regulamentação fitossanitária sob a ótica do
SPS – Sanitary and Phytosanitary Measures Normas voluntárias
(de facto standards)
Requerem selos na medida que os consumidores devem distinguir os produtos que atendem à norma
Selos voluntários ou
selos “positivos” Norma
Fonte: WTO (2005, p.34, tradução nossa)