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2.4. İnovasyon

2.4.3 İnovasyonun İlkeleri

2.4.4.2 Teknolojik Olmayan İnovasyon

O desmame5 de uma criança é reconhecido na língua portuguesa como o ato de desleitamento, de retirada do seio materno como objeto de nutrição e ―deleite‖ para uma criança. Trata-se para Lacan do complexo de desmame, de ―retirada da teta fecunda da mãe ou da ama de leite da boca da criança, que fixa no psiquismo a relação da alimentação sob o modo parasitário que as necessidades dos primeiros

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O termo Imago derivado do latim, foi introduzido por Carl Gustav Jung em 1912, para designar uma representação inconsciente através da qual um sujeito designa a imagem que tem de seus pais. Dicionário de Psicanálise de colocado Rodinesco e Plon. 1998.

5 Designa o ato de apartar do leite; deleitar. O Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa trás também um

sinônimo para desmame; Exúbere do latim ex + úbere: desmamado. A palavra uberdade do latim ubertate para a abundância, fartura, fecundidade em solo fértil. E úbere para mama ou teta da vaca ou de outra fêmea de animal.

meses de vida do homem exigem; ele representa a forma primordial da imago materna.‖ (Lacan, 1938/1999. p. 22).

Assim, o Lacan de 1938, associa a amamentação como ação dessa imago materna, à maternidade, que implica, além da gestação, a presença e ação de um outro. Reconhecendo ainda, através da relação da criança com essa imago, a existência de um certo conhecimento que considera muito precoce na criança, o da presença do outro. Posteriormente, ele irá falar sobre o fondo sobre o qual se exerce o que se desenvolve entre a mãe e a criança, e introduzir o ―dom‖ que advém do ―geliebt werden‖, o ser amado, como ―signo de amor advindo da potência materna.‖ (Lacan, 1995/1957. p. 185).

Reconhece, também, nesse conhecimento arcaico, uma ligação entre a satisfação das necessidades próprias aos primeiros anos de vida da criança e a ambivalência típica das relações mentais que nela se esboçam. Refere-se ainda às sensações que nomeia proprioceptivas da sucção e apreensão que constituem a base dessa ambivalência da vivência decorrentes da própria situação: ―o ser que absorve é inteiramente absorvido e o complexo arcaico lhe reponde no abraço materno‖. (Lacan, 1938/1990. p. 26).

Mas já em 1936, por ocasião do XIV Congresso Internacional de Psicanálise realizado em Marienbad, Lacan em uma surpreendente e diferenciada entrada no movimento psicanalítico francês, fala da relação mãe-criança. Essa conferência que nomeou como O Estádio do Espelho será tema de uma segunda comunicação em 1949, por ocasião do XVI Congresso Internacional de Psicanálise realizado em Zurich, a saber: O Estádio do Espelho como Formador da Função do ―EU‖.

Essas comunicações sustentam a existência de uma identificação primária da criança com sua imagem, que é a marca inicial de todas as outras identificações que se seguem em sua maturação, diríamos humana, em sua constituição subjetiva, reduzida a dois elementos, o corpo da criança e a sua imagem imediata e narcísica nos termos de Freud. Lacan a qualifica de imaginária desde que a criança se identifica a um duplo de si mesma, a uma imagem que não é dela própria, mas que lhe permite reconhecer-se.

Essa constatação se dá quando a criança é posta simultaneamente em presença de seus pares em idade. Ela os agride ou os imita e tenta, deste modo, se impor numa relação agressiva e homóloga à imagem do corpo diante do espelho. Trata-se de uma relação ―dual‖ que se caracteriza pela indistinção, pela confusão de

si mesma com o outro e alienante, enfim, posto que o corpo do outro seja tratado como um duplo seu.

Vejamos o que diz o psicanalista Jean- Baptiste Fages com relação à segunda comunicação de Lacan sobre O Estádio do Espelho feita em Zurich em 1949, onde na relação entre a mãe a criança se introduz a questão do Falo.

[…] essa relação para com o espelho (relação especular, em termos lacanianos) e essa relação agressiva para com as outras crianças têm traços comuns com a relação primeira com a mãe. A criança no começo, não deseja apenas ser tratada, aleitada, cuidada pela mãe. Deseja ser para ela um todo, ou, mais exatamente, seu complemento; deseja tomar o lugar daquilo que falta à sua mãe, o falo. A criança se faz, por assim dizer, o desejo do desejo de sua mãe, o falo.. ( Fages, 1977.p.25)

Sobre a questão do falo, Lacan vai dar tratamento em toda a extensão de sua obra indo do falo imaginário, esse que envolve a relação mãe-criança, ao falo simbólico, com a introdução da metáfora paterna até às formulas da sexuação. O desenvolvimento desse conceito acentua-se no texto ―A significação do Falo‖, e também no texto ―Por uma Questão Preliminar a Todo Tratamento Possível da Psicose‖, ambos de 1958. A temática do falo vai aparecer também no Seminário 3, As Psicoses (1955-56), no capítulo sobre ―O Falo e o Meteoro‖. Trata-se, nesse seminário, da versão do falo imaginário e da introdução do pai, na dialética mãe- criança como seu portador por excelência. Assim dirá Lacan: ―Dizem-nos que a exigência de uma mãe é a de prover-se com um falo imaginário, e explicam-nos muito bem que sua criança lhe serve de suporte, suficientissimamente real, por esse prolongamento imaginário‖. (Lacan, 1955-56.1985 p. 358)

Quanto à criança, diz Lacan, isso não lhe oferece dificuldade alguma na medida em que ela localiza esse falo muito cedo e o concede generosamente à mãe, realizando um par que deveria se conciliar em torno à uma ilusão de falicização recíproca. Mas, na verdade, onde o falo deveria exercer uma função mediadora, o que ocorre é uma situação de conflito entre a mãe e a criança. Isto porque, para Lacan, ―o falo é vadio‖, ele está alhures e tem no pai o seu suposto portador. Será em torno do pai que se instaurará o temor da perda do falo na criança, a reivindicação, a privação, o tédio ou a nostalgia do falo na mãe. (Lacan, 1955-56/1985. p.358).

Portanto, será no Seminário 4, transmitido no período de 1956-57, sobre A Relação de Objeto, que a temática do falo receberá um amplo e decisivo desenvolvimento e Lacan introduzirá na relação mãe-criança as expressões ―a mãe

onipotente‖ e ―a mãe insaciável‖ que nos interessa cotejar. No seminário 5, transmitido no período de 1957-58 e denominado As Formações do Inconsciente, ele fala de uma mãe feroz e da satisfação natural e instintiva da maternidade. Voltaremos à essa questão mais à frente nesse capítulo.

No seminário 8, sobre A Transferência, de 1960-61, esse lugar de mediação simbólica exercida pela mãe no campo da linguagem é clara. Lacan, considerando a relação mãe-criança, introduz uma distinção entre o falo imaginário — o pequeno phi — e o falo simbólico. O falo imaginário é considerado, tal como ele tratou até aqui, ―enquanto interessado concretamente na economia psíquica, no nível do complexo de castração‖ e o falo simbólico é o ―símbolo no lugar onde se produz a falta de significante‖. (Lacan, 1960-61/1992. p. 234)

Benzer Belgeler