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2.3. Teknoloji Kabul Modeli

2.3.5. Teknoloji Kabul Modeli Kullanılarak Yapılan Çalışmalar

O desenvolvimento e aprendizagem das crianças são fortemente influenciados pelos contextos e relações que se estabelecem no meio que estão inseridas. Neste sentido, faz parte da intencionalidade do educador criar e promover situações e experiências que envolvam outras crianças, a comunidade educativa e os familiares, pois como afirma o ME (1997) “O processo de colaboração com os pais e com a comunidade tem efeitos na educação das crianças e, ainda, consequências no desenvolvimento e na aprendizagem dos adultos que desempenham funções na sua educação” (p. 23).

4.6.1. Intervenção educativa com o envolvimento da comunidade e das famílias A parceria e colaboração, entre a comunidade educativa do infantário “O Polegarzinho”, faz parte da intencionalidade educativa das educadoras cooperantes. Por essa razão, as educadoras estagiárias foram convidadas a preparar um convívio com esta intencionalidade. Uma vez que a época que se aproximava era o Pão-Por-Deus, foi-nos proposto a organização desta celebração, a qual costuma contar com a presença dos avós. Neste sentido, começamos por decidir o convite a elaborar para oferecer aos avós. O molde decidido foi uma castanha, ficando a sua decoração ao critério de cada sala. Tendo ficado decidido que a organização da atividade festiva seria feita em colaboração com as educadoras cooperantes.

Na Sala Verde, o molde do convite foi uma castanha dupla, que as crianças decoraram por fora com a técnica da pintura com o dedo (Apêndice D) e com a cor castanha e amarela como demonstra a Figura 55.

Figura 55. Realização do Convite da Festa do Pão-Por-Deus para os Avós

Por dentro da castanha encontrava-se o convite com um ursinho, ou seja, a simbolizar as crianças da sala dos “Ursinhos” como podemos ver numa das imagens da figura anterior e no Apêndice Q.

Na elaboração do convite foi possível verificar o entusiasmo das crianças na exploração da técnica, mas também por os avós virem à escola fazer uma festa com as crianças. Além disso, a decoração exterior do convite foi feita pelas crianças com a orientação da educadora estagiária de forma a privilegiar as suas capacidades artísticas, mas também para estas poderem oferecer aos avós algo feito por elas.

O convívio do dia do Pão-Por-Deus celebrou-se no dia 1 de novembro de 2013, por volta das 15:45, e contou com a presença dos avós das crianças do infantário e com as mesmas.

Numa primeira fase cada sala apresentou uma atividade aos avós e aos colegas e depois deu- se o lanche convívio entre todos.

A festa começou com o grupo da Sala Verde a cantar e coreografar a canção “ah, ah, ah minha castanhinha”, com ajuda da equipa pedagógica e da educadora estagiária, visível na Figura 56.

Figura 56. Atividade Produzida pelas Crianças da Sala Verde na Festa

No decorrer da atividade, foi possível verificar crianças com vergonha e outras que procuravam os seus familiares, no entanto muitas delas demonstraram-se entusiasmadas, revelando o que aprenderam. Devido ao entusiasmo das crianças e dos avós perante o que estava a acontecer repetiu-se a canção, e até houve avós que participaram.

Assim que a Sala Verde acabou de cantar, foi a vez da sala amarela, as crianças mais velhas, que dramatizaram a peça “ A Maria castanha”. Depois da apresentação fizeram um jogo do loto com os avós. Para terminar, a sala vermelha, com as crianças mais pequenas (bebés), mimaram uma canção dos frutos com ajuda dos adultos.

A celebração do Pão-Por-Deus foi comemorada com alegria, dedicação e emoção, os avós transmitiram feedbacks positivos e demonstraram-se contentes com as representações dos netos. A plateia estava cheia, tendo sido visível um bem-estar e contentamento como demonstra a Figura 57.

Figura 57. Diversos Momentos da Festa do Pão-Por-Deus

Como é possível ver nestas imagens, os avós estavam interessados no acontecimento e alegres, assim como as crianças, participaram com alegria e bem-estar.

Após a animação da festa, deu-se o convívio e um lanche entre a comunidade educativa e as famílias e o peditório para encher o saquinho do Pão-Por-Deus por parte das crianças.

Neste momento, trocaram-se opiniões e ideias sobre os acontecimentos e conviveu-se durante algum tempo. De uma forma geral, este convívio foi bom, correu bem e além disso permitiu estabelecer uma relação de confiança e respeito com toda a comunidade educativa e familiares.

4.6.2.Intervenção educativa com os pais

A participação dos pais na educação das crianças tem um papel importante e potencial nas suas aprendizagens e no seu sucesso, devendo ser esta motivada pelos educadores através de atividades que envolvam os pais (ME, 1997). Para Post e Hohmann (2003), esta cooperação entre estes intervenientes “ é imprescindível para a criação de ambientes de aprendizagem activa seguros e adequados para as crianças de tenra idade” (p. 300).

Neste sentido, cabe ao educador arranjar estratégias que promovam a participação dos pais na educação escolar dos seus filhos. São diversas as estratégias que um educador pode usar para incentivar os pais a participarem na escola, as quais podem ser verificadas no gráfico da Figura 58.

Figura 58. Estratégias para Envolver os Pais na Escola

Fonte: Adaptado de Post, J. & Hohmann M. (2003). Educação de bebés em infantários. Cuidados e primeiras aprendizagens (p. 338). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

Para Post e Hohmann (2003) estas estratégias são fundamentais na colaboração com os pais e no desenvolvimento da personalidade das crianças.

Nesta perspetiva, a minha intencionalidade educativa também passou pela intervenção dos pais das crianças no projeto educativo por mim desenvolvido. Esta intervenção não foi tão participativa como o pretendido, mas contou na mesma com o apoio dos pais.

A ideia inicial era pedir a participação dos pais para fazer e enfeitar a árvore de natal da Sala Verde com ajuda das crianças. Como esta atividade se tornava incompatível com todas as famílias, como tal, optei por outra forma de cooperação por parte dos pais.

Por estarmos a enfeitar a Sala Verde para a época que se aproximava, o natal, a educadora estagiária, juntamente com as crianças e a equipa pedagógica, construímos a nossa árvore de natal e para a sua decoração pedimos a participação dos pais. Isto é, através de um convite apelativo (Apêndice R) pedimos aos pais que, em conjunto com os filhos, decorassem dois motivos de natal (Apêndice S) em casa para enfeitarmos a nossa árvore de natal. A proposta foi aceite pelos pais e o resultado foi fantástico, o qual pode ser constatado na Figura 59. Estratégias participativas Criar ambientes acolhedores para as famílias Partilhar as observações das crianças com os pais Encorajá-los a participar nas atividades da sala

Figura 59. Moldes Decorados Pelos Pais da Sala Verde

Ao observarmos a figura anterior, é possível aferir que os pais da Sala Verde gostam de participar nas atividades dos filhos e que dão o seu melhor para as realizar.

Além deste pedido de colaboração, durante toda a minha ação educativa, tive sempre o cuidado de contactar com as famílias das crianças da Sala Verde e estabelecer uma relação de confiança e respeito, através das trocas de informações ou simples conversas sobre o dia dos seus filhos, pois como referem Post e Hohmann (2003) estas relações são importantes porque fortalecem um “laço tripartido estabelecido entre a criança, os pais e o educador” (p. 356).