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Tedarik Zinciri Yönetimi İlkeleri

1. TEDARİK ZİNCİRİ VE UNSURLARI

2.3 Tedarik Zinciri Yönetimi İlkeleri

Embora a actividade de projecto seja praticada há milhares de anos, só a partir de meados do século passado é que começaram a ser desenvolvidos alguns esforços no sentido de compreender o modo como o projecto é realizado, tendo em vista a estruturação e organização de todo o processo [Evbuomwan et al., 1996].

Até então, os estudos na área do projecto abordavam-no do ponto de vista da resistência dos materiais, com vista à optimização das geometrias e configurações das peças, para adequação da sua resistência mecânica.

Os trabalhos existentes na área de projecto de máquinas eram muito especializados e abordavam projectos concretos — como sejam a análise de mecanismos, o projecto de órgãos de máquinas e o projecto de dispositivos ou de equipamentos — destinados a aplicações específicas e concretas, com particular incidência em equipamentos de cariz generalista, para utilização nos processos produtivos de várias indústrias.

A parte conceptual das soluções era considerada como uma arte, dependente dos dotes criativos de cada artesão, não sendo, portanto, possível tratá-la cientificamente, assim como o próprio processo de projectar era ignorado.

A partir de meados da década de 60, começaram a ser desenvolvidos os primeiros trabalhos com vista à descoberta da racionalidade subjacente à actividade de projectar, tendo em consideração os mecanismos cognitivos dos projectistas e o processo por eles desenvolvido [Hubka 2001].

Há quem defenda que uma teoria de projecto não deve ser semelhante às teorias das ciências exactas ou das ciências naturais [Hooker 2004], uma vez que o processo de projecto é essencialmente uma prática desenvolvida por pessoas, devendo as teorias ser semelhantes às

da medicina. Ainda assim, tem-se assistido a um grande desenvolvimento das teorias de projecto, as quais se baseiam, cada vez mais, em procedimentos científicos.

Na área do projecto de arquitectura, Christopher Alexander — autor do livro “Notes on the

Synthesis of Form” onde, pela primeira vez, foi abordado o tema da racionalidade subjacente

ao processo de projecto e foi apresentado um método para construção dos diagramas de projecto — rejeita o conceito de basear o processo de projecto em procedimentos teóricos e científicos, uma vez que, segundo ele, é absurdo separar a prática de projecto do processo de projectar [Alexander 1971].

Ken Friedman considera que são necessárias teorias de projecto para a evolução da profissão e estabelece as bases em que deve ser desenvolvida uma teoria de projecto (design theory) para poder fazer face aos complexos desafios do mundo actual [Friedman, 2003].

Simultaneamente aos desenvolvimentos registados na teoria de projecto, começaram a surgir, também, ferramentas de projecto específicas para sistematizar e melhorar a eficiência das tarefas desenvolvidas em cada uma das fases do processo de projectar, de que são exemplo as ferramentas para:

- Recolha de dados, captura de requisitos e definição do problema; - Geração e avaliação de ideias para soluções;

- Tomada de decisão;

- Materialização, configuração e dimensionamento das soluções; - Documentação e comunicação do projecto;

- Aumento da qualidade e da fiabilidade das soluções

Por outro lado, vários autores — de entre os quais se destacam “Pahl/Beitz”, “Hubka/Eder”, “Ulrich/Eppinger”, “Nigel Cross”, “French”, “Ertas”, “Roozenburg”, “David Ulman”, “Pugh” e “Dieter”, — descreveram o processo de projectar, estruturando-o na sequência cronológica em que o processo se desenvolve, e compilaram as várias ferramentas que podem ser utilizadas para ajudar a desempenhar as tarefas inerentes a cada fase do processo de projecto.

Actualmente, o processo de projecto é encarado como uma parte do ciclo de vida do produto, sendo o processo de projecto a parte que relaciona, equaciona e define todas as fases do ciclo de vida do produto, desde a percepção da necessidade até ao desmantelamento do produto (que foi desenvolvido para satisfação dessa necessidade), quando este já não está em condições de desempenhar a sua missão.

Tomando como critério de segmentação o nível de abstracção e a generalidade de aplicação dos vários trabalhos existentes, obtêm-se os três grupos distintos a seguir indicados:

Num primeiro grupo, de nível de abstracção mais elevado, incluem-se os trabalhos relacionados com o processo cognitivo dos projectistas durante a actividade de projectar, baseados em princípios de orientação e procedimentos científicos, como é o caso da TRIZ [Altshuller, 1984], da Teoria Axiomática [Suh, 1990], da GDT [Yoshikawa, 1987, citado por Horváth, 2004] ou da “C-K Theory” [Hatchuel et al., 2003].

Os trabalhos que descrevem o processo de elaboração de um projecto podem ser incluídos num grupo de nível de abstracção intermédio, e têm como objectivo comum a sistematização e racionalização do processo de projectar. Estes trabalhos consistem em “modelos de projecto” que abordam todas as actividades do processo de projectar, de uma forma generalista e sistemática, desde a concepção até ao desmantelamento do produto, analisando as diversas ferramentas, princípios, boas práticas e exemplos de soluções bem sucedidas que podem ser utilizados em cada uma das fases da actividade de projecto.

No último grupo, incluem-se os trabalhos mais especializados, dedicados a actividades específicas das várias fases de projecto, os quais constituem ferramentas para utilizar em fases concretas do processo de projectar.

Embora os trabalhos existentes na área do projecto de engenharia tenham sido desenvolvidos com vista ao projecto de produtos de grande consumo, os princípios que lhes estão subjacentes também são válidos para o projecto de produtos de produção unitária.

Muitas vezes, os próprios projectistas adaptam as ferramentas existentes aos seus projectos de produtos únicos, tendo em conta as especificidades próprias destes produtos e do ambiente em que estes são desenvolvidos.

A dimensão reduzida das equipas de projecto de produtos únicos faz com que algumas das abordagens existentes, como é o caso da Engenharia Concorrente, surjam naturalmente e que outras ferramentas de projecto não sejam aplicáveis na sua extensão (como é o caso da realização de brainstormings formais ou da construção de matrizes de projecto). No entanto, é de toda a conveniência conhecer os princípios subjacentes a todas as metodologias na sua forma original.

O facto de as ferramentas não serem utilizadas de forma exaustiva faz com que não sejam registadas as alternativas consideradas, os critérios de selecção adoptados, as decisões tomadas, entre outros pormenores justificativos do projecto; levando o processo do projecto a ficar indevidamente documentado.