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3. TEDARİK ZİNCİRİ PLANLAMASINA YÖNELİK MEVCUT

3.2 Bulanık Mantığa Dayalı Modeller

3.2.1 Tedarik zinciri stok planlama modelleri

Na visão de Rubens Eduardo Cordeiro, como capelão batista há mais de 20 anos, ser capelão escolar significa possuir pelo menos treze aspectos:

1) Ser vocacionado. As atividades exercidas por um capelão exigem mais do que simplesmente formação profissional. O capelão deve se sentir chamado por Deus para a realização de uma tarefa que, sem dúvida

nenhuma, é primordial para uma escola de natureza confessional. 2) Ser um bom ouvinte. Trata-se de uma habilidade que é pré-requisito na

formação do capelão. Saber ouvir é ser empático, é ser capaz de se deslocar na direção do mundo do outro de tal modo a entender suas dores, suas dúvidas, suas angústias. É empático aquele que estrutura a sua relação com o outro além dos limites impostos pela apatia, atitude em que se considera o outro com indiferença; além dos limites da antipatia, em que o outro é de antemão rejeitado; além dos limites da simpatia, em que o outro é tratado com uma certa deferência, mas não se toma nenhuma atitude para ajudá-lo.

3) Possuir mente aberta. Um capelão, ainda mais no universo da escola, lida com pessoas oriundas dos mais diversos ambientes, das mais diversas estruturas familiares, pessoas de meio cultural distintos. Seu modo de ser e agir deve revelar uma compreensão mais aguda de toda essa diversidade. Além disso, é necessário ter abertura para dialogar com as chamadas ciências contemporâneas e ser capaz de se locomover em um mundo mais acadêmico. 4) Ser paciente. O trabalho da capelania não pode ser feito a toque de caixa. No aconselhamento pastoral, por exemplo, é preciso um certo tempo para entender a problemática que o aconselhando traz. Via de regra, um atendimento de uma hora apenas não é suficiente para que se elabore uma compreensão mais profunda do outro, que torne esse encontro minimamente significativo. Quando ministra a palavra divina, precisa ser paciente para preparar a mensagem de acordo com as demandas do grupo ao qual está se dirigindo. É preciso, também, ser paciente diante das incompreensões geradas por sua ação na escola. O capelão, nesse caso, precisa sempre andar mais “uma milha”. Não faz parte do papel do capelão sair pela escola dando “canelada” naqueles que, às vezes por

incompreensão ou por má-fé, denigrem o seu trabalho ou menosprezam a sua ação.

5) Atualizar-se sempre. Um capelão precisa estar “antenado” ao que se passa a sua volta. Isso envolve, por exemplo, estar informado sobre o que se passa no país e no mundo. Não há nenhuma necessidade de que seja especialista em economia ou política, mas é preciso um entendimento básico do que se vive e do que mobiliza as pessoas. Saber o que se passa no mundo do entretenimento, no mundo dos esportes, no mundo da ciência e tecnologia. Todo esse universo de conhecimento pode ser muito útil quando se faz capelania em uma escola.

6) Conhecer bem o universo infanto-juvenil. Ser capelão implica desenvolver um grau de conhecimento maior a respeito da faixa etária com a qual trabalha. Por exemplo, aprimorar o seu conhecimento do que vem a ser um adolescente, como ele se estrutura, o que o atemoriza, o que faz sentido em sua vida, tudo isso é ou deve ser objeto de interesse do capelão. 7) Ser amoroso. Isso implica perceber o outro como pessoa digna de consideração e respeito. Implica ser atencioso e prestativo. Demonstrar a sua preocupação pelo bem-estar do outro através das orações e da disponibilidade em ouvir e ajudar.

8) Ter vida espiritual abundante. Viver uma vida de comunhão com Deus, amar a sua palavra, cantar canções cheias de fé e esperança faz do capelão referência para a vida daqueles que o procuram, para os seus

alunos, para os funcionários da escola. 9) Possuir espírito conciliador. O capelão deve ser por natureza um

pacificador. Diante dos tumultos do cotidiano precisa serenidade para falar palavras que sejam realmente “bem ditas”, que tragam paz e reflexão, que promovam mudança, não pela força da imposição, mas pela coerência dos

seus argumentos respaldados por uma ação que faça sentido. 10) Possuir conhecimento bíblico adequado. A relação do capelão com a

Palavra Divina é de total comprometimento. Não basta apenas conhecer bem o texto bíblico, é preciso amá-lo e ser capaz de transmitir aos outros a

profundidade desse sentimento. 11) Ser otimista. O capelão precisa ser uma pessoa otimista. A mente

excessivamente crítica, que só enxerga defeitos em tudo e em todos, não corresponde ao perfil do capelão. Cabe, ainda, ao capelão, ser otimista a ponto de perceber sempre uma possibilidade além na relação com os outros. Esse outro deve ser, em sua maneira de “ler” o mundo, visto como alguém que pode transcender os limites ou circunstâncias nas quais vive e chegar além, bem mais além. Como Jesus fez com os pescadores do mar da Galileia que, a princípio, só pescavam peixes, mas se transformaram em “pescadores de homens”.81

Perguntados aos capelães quais devem ser as principais qualidades (perfil) de um capelão escolar, os capelães do SBME, responderam conforme abaixo (as informações que se repetem não são mencionadas:

81 Palestra escrita proferida por Rubens Cordeiro, capelão-geral do SBME, no Workshop sobre Capelania, em 11.12.2008, no auditório da Direção-geral p. 4-5.

Deve ser, primeiramente, um cristão convicto e envolvido profundamente com a causa de Cristo” - “ser paciente” “saber ouvir” “interagir com todos os segmentos da escola” - “gostar de pessoas” (Rubens). - “Ter equilíbrio” - “Capacidade de mediar e resolver conflitos” - “Competência dentro da área” (José Paulo) - “desejo de caminhar junto pacientemente ao necessitado” - “Ser solicito” - “ter um coração amável” - “humano” - “saber olhar além dos limites escolares e assim estar pronto a ajudar” - “Ser bíblico” - “atencioso” “humilde” “determinado” (Hélio) - “Compromisso com Deus” - “Habilidade interpessoal” -“Sensibilidade” - “Empatia” - “Comunicação” - “Abertura” - “Flexibilidade” -“Ético” - “Integridade” (Alemar)82

São relacionadas a seguir descrições da função do capelão, segundo a visão do autor desta dissertação, expressas neste e em outros textos publicados, e a contribuição de dois outros autores (SANTOS 2008; FERREIRA, 2008)

Como eles nunca trabalharam com capelania escolar, pesquisaram em vários documentos e entrevistaram capelães para poderem descrever o seu perfil, inclusive num texto elaborado pelo autor da dissertação, intitulado “O que se espera dos professores dos colégios batistas” e “As necessidades dos professores das instituições educacionais batistas”.83

Benzer Belgeler