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3.1. Öğretim Teknolojileri

3.1.1. Öğretim Teknolojisinin Dinamik Alanları

3.1.1.1. Tasarım Alanı

Os dois estudos realizados ilustraram diversos aspectos relacionados a estimativa de esforço em projetos de reengenharia de software. A seguir destacam-se os principais aspectos que, comparados com a teoria na área de estimativa de esforço e de reengenharia, formam uma série de lições aprendidas, que servirão como base de sustentação para o modelo proposto neste estudo.

1. Deve haver uma definição clara do escopo do projeto de reengenharia (L01)

Conforme apresentado na definição do processo de reengenharia (Capítulo 2) e en- fatizado no relato do estudo empírico, um dos grandes desafios para realização da estimativa é estabelecer o escopo do projeto de reengenharia e quais os esforços necessários para realizar a estimativa para este tipo de projeto. Esta necessidade é mencionada por [SNE05] que diz que, dependendo do tipo de projeto de reengenharia realizado, este terá um impacto maior ou menor no valor e no processo de estimativa, em termos de riscos, benefícios e custos para a organização e para o cliente.

2. A realização de um projeto preliminar é essencial para o sucesso da estimativa, prin- cipalmente quando não houver familiaridade com o tipo de projeto (L02)

Dentre os principais desafios da estimativa estão a falta de experiência e/ou conheci- mento nas tecnologias envolvidas no projeto de estimativa (tecnologia do sistema le- gado e/ou do sistema alvo), no domínio do projeto, etc. Os especialistas entrevistados relatam que se houvesse a realização de um pré-projeto, muitos desses problemas poderiam ser tratados antes da realização das estimativas.

Porém, dentre as empresas analisadas nesta pesquisa, apenas a Organização B aplica regularmente esta prática, as demais, ou não sofrem pressão para estimar preliminarmente o projeto ou não se sentem confortáveis de propor esta alternativa junto ao cliente.

Sendo assim, com base na (BP08 - Realizar pré-projeto) aplicada na Organização B e no relato dos especialistas, percebeu-se a necessidade de haver a realização de um pré-projeto para entendimento do projeto a ser desenvolvido e, com isso, embasar melhor as estimativas a serem realizadas.

3. A estimativa calculada deve ser revisada antes de aprovada para o planejamento do projeto (L03)

Um exame cuidado das estimativas calculadas foi identificado por [BS14] como um dos fatores que afetam a acurácia da estimativa de esforço, o trabalho cita o estudo realizado por [LP95] que mostrou que a precisão das estimativas estava correlacio- nada positivamente com a análise dos dados estimados. Nos estudos empíricos, esta prática foi identificada na Organização A e na Organização D (BP14 - Revisão das estimativas), que utilizam mais de uma técnica para estimar e necessitam chegar a uma decisão sobre qual o valor final de estimativa a ser considerado.

4. Deve haver monitoramento constante das estimativas do projeto (L04)

O monitoramento do projeto é uma atividade padrão da gerencia do projeto e sua frequência varia de acordo com o modelo de processo adotado na organização [PRE11]. No contexto da estimativa de esforço é importante que este acompanhamento ocorra

de maneira constante, para que sejam percebidos e tratados os possíveis desvios ou riscos de ocorrências de desvios.

No contexto dos estudos empíricos esta foi uma prática percebida principalmente na organizações A e D (BP16 - Monitoramento constante do projeto).

5. Caso haja necessidade de recalibrar as estimativas, deve-se usar dados do próprio projeto (L05)

A experiência nos estudos de campo mostrou que sempre que havia necessidade de se realizar a calibragem nos dados do projeto optava-se por utilizar os dados do próprio projeto (obtidos até o momento) para realização dessas estimativas (BP17 - Calibragem das estimativas apoiada nos dados do próprio projeto). Esta boa prática aplicada na indústria é a base conceitual do processo proposto por [BCV03], que utiliza o conceito de estimativa dinâmica para realização das estimativas do projeto durante o andamento do mesmo.

O estudo de [SB95] relata que a alteração das estimativas no decorrer do projeto tem um impacto significativamente positivo na precisão dessas estimativas, pois a medida em que vai se obtendo mais conhecimento sobre o projeto, melhor a precisão das estimativas geradas.

6. Deve haver aprendizagem sobre o processo de estimativa de esforço em reengenharia (L06)

Como todo processo que envolve grande fluxo conhecimento, é importante que haja um controle destas informações, pois do contrário poderão ser perdidas a medida que se perde as pessoas responsáveis pela realização das atividades. O efeito da aprendizagem nas atividades de estimativa de esforço foi estudado por [JS04], que mostrou que esta atividade é útil para mostrar o que deu errado em estimativas ante- riores, de maneira a melhorar as habilidades de estimativa dos responsáveis por essa tarefa. Das organizações analisadas, apenas a Organização D possui a prática de usar explicitamente o conhecimento dos projetos finalizados para melhorar a técnica de estimativa (mas não o processo) (BP18 - Gestão do Conhecimento da Estimativa) 7. Deve haver gestão de riscos sobre o processo de estimativa (L07)

A maioria dos desafios identificados em relação a estimativa de esforço não podem ser tratados em tempo de realização da estimativa, pois são relacionados com fatores organizacionais e pessoais (do cliente, da equipe), sendo, portanto, riscos a serem analisados para o projeto. Jorgensen et al. [JH10] realizaram um estudo sobre como a identificação de riscos influencia a estimativa de esforço. Os resultados mostraram que há determinados contextos em que a estimativa pode se tornar mais otimista se mais esforços forem gastos no processo de análise de riscos. Este estudo também

mostrou que os riscos devem ser identificados antes da realização da estimativa, para que se avalie o quando eles devem afetar esta estimativa.

6.5 Conclusões do Capítulo

Este capítulo apresenta a síntese dos resultados obtidos a partir da realização do estudo de campo inicial e do estudo de caso.

Os primeiros resultados dizem respeito a atividades de estimativa de esforço iden- tificadas, que vão além daquelas tradicionalmente relacionadas a estimativa de esforço, por autores como [MEN14] [PRE11] e [SOM07], indicando assim que a estimativa de esforço é mais do apenas realizar a estimativa, mas acompanhar o projeto de maneira a se manter dentro do estimado e também aprender com as experiências de estimativas passadas.

Em seguida foram agrupados os desafios e as boas práticas obtidas em ambos os estudos. Esse conjunto de dados culminou na identificação de um conjunto de lições aprendidas que, juntamente com as atividades e boas práticas servirão como base para concepção do modelo proposto.

Em relação aos desafios, estes são uma importante contribuição para o modelo, uma vez que podem ser mapeados em fatores de risco para o processo de estimativa e o modelo proposto visa identificar e tratar estes riscos. Além disso, os desafios são os fatores que desencadeiam as boas práticas. Assim, são importantes para identificar o contexto do processo em que estas práticas devem ser aplicadas, possibilitando, com isso, o mapeamento das práticas para as atividades do processo onde elas serão úteis.

O próximo capítulo apresenta a proposta do modelo de estimativa de esforço para projetos de reengenharia de software.

7.

MODELO DE ESTIMATIVA DE ESFORÇO PARA PROJETOS DE