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TARLABAŞI BÖLGESİNİN KONUMU VE TARİHSEL GELİŞİMİ

3. KORKUNUN TEMSİL MEKÂNI: TARLABAŞI ÖRNEĞİ

3.1. TARLABAŞI BÖLGESİNİN KONUMU VE TARİHSEL GELİŞİMİ

As pesquisas sobre satisfação no trabalho de bibliotecários e demais profissionais da área, incluindo os gestores e pessoal da área de tecnologias da informação, se intensificaram e foram mais disseminadas a partir da década de 1970, de acordo com Lim (2008). Ao considerar esse mesmo período base da varredura bibliográfica para traçar paralelos entre qualidade de vida e satisfação no trabalho, Silva e Ferreira (2013) identificaram as principais dimensões que integram um conjunto de semelhança conceitual presente nas pesquisas sobre QVT e satisfação no trabalho, quer sejam: a) salários e benefícios; b) oportunidade de uso e desenvolvimento das próprias competências; c) condições físicas e de segurança no ambiente de trabalho; d) relacionamento e comunicação entre supervisores e empregados; e) relacionamento interpessoal com os colegas de trabalho. f) oportunidade de reconhecimento e ascensão. Observou-se que, mesmo com parâmetros conceituais próximos, entre as pesquisas de Hart (2010), Lim (2008), Silva e Ferreira (2013) e a que se discute, há pontos convergentes e divergentes.

Antes de destacar as aproximações e os distanciamentos entre as pesquisas escolhidas e esta, é importante enfatizar que a avaliação da qualidade de vida com base no WHOQOL-Bref apresenta, entre as 26 questões, 12 que são relativas ao nível de satisfação sobre o item investigado, notadamente nos domínios meio ambiente, físico e psicológico, tais como a satisfação com: apoio recebido dos amigos, ele/a mesmo/a, com a própria vida sexual, a capacidade para o trabalho, desempenho de atividades, o sono, a saúde, as relações sociais com familiares, com os amigos e colegas.

Assim identificou-se que em comum entre as investigações de Lim (2008), Hart (2010), Silva e Ferreira (2013) e a presente houve a ocorrência de maior nível de satisfação no trabalho para servidores com mais idade, com mais tempo de trabalho, que

recebem melhores feedback sobre seus serviços, que tiveram chances de promoção por mérito e autonomia para decisões. Da mesma forma, em comum entre as pesquisas em foco e esta, identificou-se que não há diferenças significativas sobre satisfação no trabalho ou nível de QV por gênero.

Quanto à escolaridade, os achados desta pesquisa e os de Lim (2008) foram equivalentes, isto é, o autor supôs haver maior satisfação no trabalho para os servidores com pós-graduação, contudo essa hipótese não se confirmou. Em consonância com esse achado, a pesquisa ora discutida apurou que os servidores com pós-graduação, com predominância de bibliotecários, acusaram menores escores no domínio psicológico, domínio esse fortemente vinculado à satisfação e ao bem-estar, provavelmente por estarem esses, em maior número, responsáveis pelas chefias das equipes.

Os menores escores de QV para bibliotecários tornaram-se evidentes ao serem analisados os cruzamentos das variáveis dos cargos dos servidores e da percepção geral da QV na qual o instrumento estatístico comparou os escores de cada categoria. Como resultado obtiveram-se menores pontuações para bibliotecários quando comparados com auxiliares e assistentes em administração. Nessa situação ocorrem, de acordo com os relatos ouvidos nas entrevistas, dificuldades de relacionamentos entre gestores e subordinados face às situações como carga horária não cumprida, ausência durante o horário de trabalho, metas não alcançadas, descumprimento das normas organizacionais e das responsabilidades inerentes às funções assumidas e ainda atividades atribuídas pelo plano de trabalho não realizadas.

As últimas pesquisas realizadas para enriquecerem esta discussão foram em 17/05/2015. Para tanto empregaram-se as palavras-chave social representations, quality of life e librarian, extensiva aos últimos 10 anos. Obtiveram-se, como resultado, 20 itens

recuperados, o que demonstra a incipiência do tema. Diante do reduzido número de pesquisas optou-se por estreitar a proximidade conceitual entre QV e satisfação no trabalho. A vizinhança entre os dois constructos pode ser comprovada na definição atribuída por Locke (1976) para satisfação no trabalho como um estado emocional positivo ou agradável oriundo da avaliação sobre o emprego ou atividades desenvolvidas no trabalho (Lim. 2008).

No tocante aos escores resultantes do cruzamento QV e tempo de serviço mostraram que os servidores em atividade há mais de sete anos apontaram índices de melhor qualidade de vida, confirmando a discussão do parágrafo anterior. Infere-se que, por serem servidores mais maduros e provavelmente bem mais identificados com a profissão, suas avaliações foram mais positivas que as dos jovens servidores que buscam adaptação e identificação com o trabalho. Outro fator que concorre para isso é o fato de a categoria ser largamente composta por bibliotecários, o profissional apropriado para estar nesse ambiente de trabalho. Resultados semelhantes foram encontrados por Hart (2009) na pesquisa sobre satisfação no trabalho entre 31 bibliotecários de bibliotecas acadêmicas da África do Sul.

Ademais, a autoimagem ou representação do bibliotecário pelo próprio profissional foi descrita com metáforas no estudo de Cury, Ribeiro e Oliveira (2001). Termos como “guardião do saber”, “interface com o usuário” e “profissional da informação” foram aceitos pelos profissionais que admitiam pouco reconhecimento e visibilidade para a profissão naquele período. Esse estudo foi atualizado dez anos depois (Melo, 2011) confirmando, na pesquisa retrospectiva, a identidade simbólica de “guardador de livros”, coerente com o estereotipo da clássica senhora de coque, óculos e dedo em riste sobre a boca ao pedir silêncio.

Melhor panorama obteve Silva (2008) ao investigar as RS de bibliotecários sob a ótica de Moscovici, para traçar a identidade e as práticas desses profissionais. Como resultado, vislumbrou um tímido reconhecimento para a categoria; a proatividade e atualização como características do profissional contemporâneo, mas reconheceu a existência de conflitos e tensões.

Quanto a conflitos e tensões foram largamente identificados no estudo em discussão. No relato dos participantes foi recorrente ouvirem-se queixas sobre as formas de abordagem com os servidores liderados, ausência, ou desconhecimento de planos e metas, comunicação inadequada, direitos e deveres heterogêneos. No vértice desse redemoinho de problemas constam questões como a responsabilidade delegada ao profissional para chefiar setores, seções e diretorias, na maioria dos casos sem o devido preparo e livre escolha; a insuficiência ou ausência de reconhecimento financeiro com gratificações para as chefias; e o comprometimento oscilante dos colegas quanto ao cumprimento das suas jornadas e produtividade. Estes foram alguns fatores que concorrem para que a categoria tenha apresentado menores escores de qualidade de vida que as demais.

Benzer Belgeler