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1.7. E-Ticaret Türleri

1.7.1. Taraflarına Göre E-Ticaret Türleri

Tem 35 anos de experiência em TI. Desenvolveu toda a sua carreira proissional na IBM, passando por diversas áreas da empresa – Divisão Técnica, Marketing, Centro Educacional, entre outras. Foi líder de soluções para indústria inanceira da América Latina e atualmente é um IBM Distinguished Engineer, sendo o executivo técnico responsável por grandes bancos na IBM Brasil.

51 Existiam dois sistemas operacionais, o Tape Operating System, o TOS, e o

Disk Operating System, o DOS, que não é o mesmo DOS que depois a Microsoft criou na era dos PCs, mas era muito semelhante. Como foi dito anteriormente, é verdade que nos anos 60 e início dos 70 a gente da IBM, principalmente da área técnica, não se preocupava tanto com os processos. A tecnologia era tão complexa, tão complicada que a gente dedicava muito mais tempo em manter os equipamentos e o software funcionando. Vocês imaginem fazer o processa- mento de um banco todo, com 64 KB de memória real. Não existia esta coisa de memória virtual. Tínhamos técnicas de programação de Assembler – e eu fui programador de Assembler – chamadas de overlay. Nós éramos obrigados a programar em blocos de 4 KB e, quando o programa não cabia inteiro em 4 KB, carregávamos o próximo pedaço do programa em cima daquele pedaço anterior. Se eu precisasse do anterior, estava frito. A preocupação com a ocupação da memória real era fundamental, caso contrário a gente não conseguia executar os programas. A memória era feita de núcleos de ferrite e caríssima. Um KB de memória custava uma fortuna. Os equipamentos eram refrigerados a água, fa- zendo com que os chamados CPD (Centro de Processamento de Dados) fossem enormes, e exigissem altos investimentos. Foi mesmo uma época de muitos desaios e aprendizado por ambas as partes, fornecedores e clientes.

Eu me lembro de que, em 1975, o Bradesco tinha um modelo 40 da família do sistema 360. Um maquinão. Fiz um curso de seis meses e, na minha pri- meira visita a cliente, cheguei ao Bradesco na Cidade de Deus. Eu tinha uma mala 007, que era o suprassumo da moda naquela época, como técnico. Quan- do cheguei ao Bradesco, fui recebido pelo Aloizio Borges, que era o gerente de sistemas naquela época, e ele falou: “Olha, a IBM chegou, a IBM chegou”. Eu pensei: “Puxa, que recepção!”, iquei todo feliz. Na verdade, o sistema estava pa- rado. Foi minha primeira visita, eu fui lá apenas para me apresentar, para dizer que ia atender o banco. E já me levaram para a sala de operação – naquela época não existia command center, a console icava ao ladinho da CPU –, dizendo que o equipamento estava parado, e eu tinha de fazer alguma coisa para consertar. Então, comecei assim um pouco aterrorizado nesse mundo.

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A década de 70 foi uma época em que a IBM desenvolveu muita tecnolo- gia explorada pelos bancos brasileiros. Logo depois do sistema 360, criou-se o sistema 370 e este já incluía o conceito de memória virtual. Começamos a ter sistemas operacionais mais soisticados, e os bancos sempre foram os pionei- ros, sempre abraçaram esse pioneirismo e, de certa maneira, foram cobaias de muito desenvolvimento que a gente colocava no mercado.

Não peguei a época do SOS do Bradesco, nem do Itaú Cheque, mas recebia meu salário pelo Itaú. A gente ia até a agência fazer um saque, o caixa se voltava para um arquivo cheio de gavetas para conferir a assinatura na icha autógrafo (bem parecido com o reconhecimento de irma em cartório), e depois olhava o Listão para veriicar se havia saldo. O Listão era fundamental para o funcionamento da agência e tinha de ser produzido diariamente e distribuído a todas as agências do banco. Imaginem vocês a capacidade de impressão requerida e a logística de dis- tribuição. Não existia impressora a laser. As impressoras eram matriciais. Nessa época tivemos um modelo que fez muito sucesso, o 1403, apelidado de “pé de galinha” – parecia uma galinha que icava chacoalhando e cantando após botar o ovo (fazia um barulho descomunal), enquanto imprimia aqueles Listões imensos, que iriam ser distribuídos a toda a rede de agências.

Em seguida surgiu a impressora 3211, um pouco mais rápida e menos baru- lhenta que a 1403, mas também matricial. As impressoras eram fundamentais, pois os sistemas ainda não eram online. Se a gente não conseguisse produzir no batch noturno as listagens todas para distribuir às agências, a agência teria problemas para funcionar no dia seguinte. Era esse o tipo de preocupação que nós, como fornecedores de tecnologia, tínhamos. Muitas vezes passávamos a noite com os bancos para fazer com que o processamento terminasse a tempo e as agências pudessem trabalhar adequadamente no dia seguinte. Tudo era mesmo na raça. Processos de TI vieram bem depois.

Hoje, existem os processadores Intel Dual Core. Na área de mainframe, o primeiro equipamento com mais de um processador, que também foi fornecido para os bancos, era o MP65 – modelo 360. Eram dois processadores comparti- lhando 256 KB de memória. Era um equipamento fantástico.

53 Acredito que a IBM teve uma contribuição importante para a automação,

principalmente no desenvolvimento de tecnologias para suportar o negócio dos bancos e de outras indústrias e pelo suporte que a gente sempre prestou aos nossos clientes, a qualquer hora do dia ou da noite. Quanto à tecnologia pro- priamente dita, inventamos ou contribuímos para muitas coisas, como os siste- mas online e a criação de bancos de dados relacionais. O padrão de criptograia, de proteção, do tal cadeadinho no navegador da Internet, que é um algoritmo para fazer proteção dos dados que trafegam pela rede, também foi uma contri- buição importante da IBM. Tecnologicamente, a IBM sempre teve participação importante no mercado e deve continuar tendo no futuro.

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Q

uero me congratular por estar na companhia desses dromedários

da tecnologia bancária no Brasil. Não resta dúvida de que fomos privilegiados por termos assistido e vivenciado esta notável evolu- ção da tecnologia e, mais especialmente, seus relexos no mercado inanceiro nacional. Formei-me em engenharia de eletrônica em 1965 e já no início do ano seguinte ingressei no Banco Comercial do Estado de São Paulo. Poste- riormente trabalhei no Banco Mercantil de São Paulo, no Citibank e, inal- mente, por 17 anos fui diretor do BFB - Banco Francês e Brasileiro, ilial do Credit Lyonnais no Brasil.

Vale a pena registrar que, ainda como estudante no ITA, vivi a transição da válvula para o transistor, novidade esta introduzida no currículo com a chegada da França do professor Cassignol. Foi nessa época também a criação da cadeira de álgebra booleana, que é a base de toda a lógica dos computadores. Na escola, contávamos com um IBM 1620, um computador cientíico, no qual aprende- mos a programar em linguagem Fortran.

É curioso comentar também que tive a oportunidade de trabalhar na minha

tese de formatura com aquele que era considerado o 2o computador instalado

no Brasil, o do Jockey Club de São Paulo (segundo se conta, o primeiro com- putador do Brasil foi o do IBGE no Rio de Janeiro, utilizado para fazer o Censo da década de 60). O que era formidável nesse computador era sua memória constituída de um tambor giratório onde podiam ser vistos os “bits”, núcleos de ferrite posicionados nas interseções dos ios metálicos ixados no sentido horizontal e no sentido da circunferência do tambor.

Benzer Belgeler