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A. Kamu-Özel İşbirliklerinin Genel Özellikleri

1. Çok Taraflı Bir İlişki Olması

A província kimberlítica de Aripuanã (SVISERO et al. 1984), conhecida também como Fontanilhas ou Juína, ou ainda de São Luiz (WILDING et al. 1991), localiza-se na porção nordeste do Estado de Mato Grosso e oeste de Rondônia, sendo limitada pelos meridianos 58o 45’e 59o 25’ W e paralelos 11o 20’e 11o 50’ S (Figura 6). A província enquadra-se no megalineamento no trend AZ 125 que se estende desde a região sudeste até o estado de Rondônia, passando pelas províncias alcalinas como Alto Paranaíba, Poxoréo e Paranatinga (TOMPKINS, 1991). O posicionamento das estruturas das rochas kimberlíticas é controlado por uma forte estruturação tectônica nordeste (TEIXEIRA et al. 1998a), cujos dados geocronológicos revelaram idades de 198 Ma (Rb/Sr em mica e rocha total) foi encontrada por Bizzi (1993) sendo que para kimberlitos da província e zircões de brechas kimberlíticas apresentaram idades U-Pb entre de 92 e 95 Ma (HEAMAN et al. 1998).

A província kimberlítica de Juína está inserida na borda do Cráton Amazônico, é intrudida no extremo norte da bacia do Parecis, em terrenos granito-gnáissicos do embasamento, equivalente à província geocronológica Rio-Negro-Juruena.

Os diamantes ocorrem em kimberlitos e em aluviões das bacias do rio Aripuanã, cujos afluentes principais são os rios São Luiz, Cinta Larga, Sorriso o Vinte e Um de Abril e da bacia do Juína-Mirim, distribuídas no Estado do Mato Grosso (Figura 6). Em Rondônia o principal rio mineralizado é o rio Roosevelt, tendo como principal afluente o rio Tenente Marques. Na Chapada da Serra Norte, em Juína, os diamantes encontram-se em paleocanais e nos terraços. Os diamantes aluvionares são provenientes das fontes primárias (kimberlitos) desta região (HARALYI, 1991). As feições texturais de diamantes recuperados de aluviões e nos kimberlitos

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Figura 6: Bacia de drenagem na região da província kimberlítica de Juína e localização das intrusões kimberlíticas, modificado de Haralyi (1991).

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Escala Gráfica

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exibem, mostrando que os diamantes em sedimentos são oriundos dos kimberlitos de Juína (GASPAR et al. 1998).

A região é caracterizada por inúmeras intrusões e chaminés kimberlíticas nos sedimentos arenosos da Bacia do Parecis (Formação Casa Branca) aflorantes nas cabeceiras do rio Juína-Mirim. Corpos isolados ocorrem entre as bacias dos rios Vinte e Um de Abril e Cinta Larga, intrudidos no embasamento cristalino (Complexo Xingu) Figura 6.1. Os kimberlitos da região são identificados no campo por apresentar um solo argiloso e avermelhado (HARALYI, 1991) em contraste com os solos arenosos da Formação Casa Branca e dos gnaisses do embasamento. O mesmo autor caracterizou alguns corpos kimberlíticos como sendo formados por intercalações de material tufoso com finas lâminas argilosas e níveis de tufo maciço com enclaves das encaixantes.

Teixeira et al. (1998b) descreveram em detalhe a forma e a geologia dos corpos kimberlíticos da Província de Juína. Os corpos kimberlíticos encontrados no embasamento cristalino e aqueles intrudidos nas rochas sedimentares não apresentam feições características na superfície. Os corpos kimberlíticos são maiores e podem chegar a atingir dimensões de (até 55 há), com forma circular e rasa, com profundidades entre 20 a 80 m. Os autores dividiram as estruturas kimberlíticas em dois tipos: O tipo I, representa as intrusões que estão encaixadas na rocha sedimentar da Bacia do Parecis e o tipo II, as intrusões kimberlíticas no embasamento cristalino.

Os diamantes de Juína, constituem de modo geral, fragmentos achatados sendo as pedras de tamanhos inferiores a 5 mm, observa-se octaédricas, octadodecaédricas e rombododecaédricas. Dentre os grandes diamantes achados no período de 1986 a 1990, oito de qualidade gemológica maiores que 49 ct e seis diamantes industriais são maiores que 50 ct (HARALYI, 1991).

Haralyi (1991) caracterizou vários lotes de diamantes aluvionares provenientes nas bacias do rio Cinta Larga, do rio Vinte e Um de Abril e do rio Juína-Mirim, identificando três diferentes populações; A primeira população representa os maiores diamantes; recuperados dos rios Cinta Larga, São Luiz, Porcão, Samambaia, Mutum e Central e nos ribeirões Sorriso e Duas Barras. Quanto à morfologia desses diamantes, predomina os fragmentos irregulares com baixa percentagem (5 a 8%) de diamantes de qualidade gema. A segunda população se refere aos diamantes oriundos de paleocanais e dos cascalhos da bacia do rio Vinte Um de Abril: cujos diamantes são pedras menores e de hábito romboédricas de faces polidas apresentando

MT - 3 19 V in te E u m d e A bril Juína

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C. Samambaia MT - 3 19 V in te E u m d e A bril Juína

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C. Samambaia MT - 3 19 V in te E u m d e A bril Juína

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C. Samambaia

Arenito da Fazenda Casa Branca: arenitos finos a grosseiros, ortoquartiziticos a arcoseanos, fluviais,lacustres e eólicos.

Complexo Xingu: gnaisses, migmatitos, anfibolitos, dioritos, granodioaritos, gra- nulitos, metavulcânicas e metabasitos Granito Teles Pires: granitos, granófiros, microgranitos subvulcânicos, pode a p r e s e n t a r t e x t u r a r a p a k i v i . Cidade Kimberlitos Fraturas Falhamento 59o 58 45´o 59 25o ´ 11 20 o ´ 11 50 o ´ Escala Gráfica. 59 58 45´o 59 25o ´ LEGENDA 10 km

fragmentos. A terceira população trata-se de diamantes, provenientes da bacia do rio Juína Mirim, é considerada mais rica em termos de teor da região. Nessa área ocorre a proporção de diamantes com qualidade gema, em cascalho, com a espessura que varia de 1 a 1,5 m, mas com baixo teor.

Gaspar et al. (1998) caracterizaram os diamantes de São Luiz e Duas Barras como provenientes de intrusões kimberlíticas, observando predomínio de cristais com hábito dodecaédrico irregular, seguidos de cristais octaédricos, agregados e maclas. A maioria das pedras tem cor que varia do marrom ao marrom claro e ocorrem algumas pedras brancas, leitosas, róseas e amarelas. Segundo Haralyi (1991), os diamantes industriais representam a maior parte dos lotes explorados (> 80%), sendo parte destes constituídos de diamantes policristalinos ou intensamente fraturados, descritos localmente como “Boron” ou “Boro” (BERINGER, informação verbal).

Os diamantes do rio São Luiz têm sido largamente pesquisados devido à associação de suas inclusões com paragêneses de alta pressão (WILDING et al. 1991, HUTCHISON et al. 1999, KAMINSKY et al. 2001). Hutchison (1997) analisou essas inclusões identificando associações com paragêneses conhecidas, atribuindo-as ao manto superior profundo, zona de transição e manto inferior. O autor ainda sugere uma história complexa de crescimento e reabsorção para esses diamantes, constatada a partir de análises de imagens de catodoluminescência.

A exploração do diamante na região é realizada por uma cooperativa de garimpeiros principalmente utilizando bombas de água com bico a jato, sendo que a política introduzida no setor no final da década de 90 atraiu vários investidores estrangeiros e nacionais em Juína tais como a Mineração Itapená, e Cindan Mineração. Esses empreendimentos utilizam desmonte mecanizado com sistema de concentração em Jigs (“resumidoras”), elevando a produção em escala industrial.

Mais recentemente o Grupo Canadense Diagem International Resource Corporation, identificou em 2003, uma das maiores jazidas de diamantes do Brasil na província kimberlítica de Juína. Os estudos de viabilidade econômica realizados indicaram um teor de 0,5 quilates por tonelada e são do tipo industrial, com um depósito de 7 milhões de quilates de diamantes.

Benzer Belgeler