3. KURAMSAL TEMELLER
3.3. Elektro-eğirme Yöntemiyle Nanokeçe Üretimi
3.4.1. Tek taraflı bindirmeli bağlantıları
A geração de RCD é um processo basicamente urbano e que a urbanização é intensa no mundo todo, inclusive nos países já desenvolvidos (WIENS, 2008).
BRASIL (2005) em menção à Resolução CONAMA n° 307/2002, afirma que resíduos da construção civil (RCD) são os provenientes de construções,
reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica, etc., comumente chamados de entulhos de obras, caliça ou metralha e que a Resolução classifica como observado no Quadro 4. De acordo com BRASIL (2006) o resíduo da construção civil recebe várias denominações: Resíduo de Construção e Demolição (RCD), Resíduo de Construção Civil (RCC) e entulho.
Classes Integrantes Destinação
A
Resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como componentes cerâmicos, argamassa, concreto e outros, inclusive solos.
Deverão ser reutilizados ou reciclados na forma de agregados ou encaminhados a áreas de aterro de resíduos da construção civil, sendo dispostos de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura
B
Resíduos recicláveis para outras destinações, tais como plástico, papel e papelão, metal, vidro, madeira e outros
Deverão ser reutilizados, reciclados ou encaminhados a áreas de armazenamento temporário, sendo dispostos de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura
C
Resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis para reciclagem/recuperação, tais como os produtos oriundos do gesso
Deverão ser armazenados, transportados e destinados em conformidade com as normas técnicas especificas
D
Resíduos perigosos oriundos da construção, tintas, solventes, óleos e outros, ou aqueles contaminados oriundos de obras em clínicas radiológicas, instalações industriais e outras
Deverão ser armazenados, transportados, reutilizados e destinados em conformidade com as normas técnicas especificas
Quadro 4: Classes do RCD Fonte: BRASIL (2005)
Para Wiens (2008), o gerenciamento dos RCD é uma questão mundial e que, apesar de a literatura apontar muitos casos positivos de gerenciamento de RCD, é possível verificar, mesmo na comunidade européia e também em alguns estados norte americanos, que as iniciativas de planos de gerenciamento não foram suficientemente competentes para estabelecer uma solução adequada para a questão.
De acordo com Esguicero, Manfrinato e Martins (2008) o setor de construção civil é gerador de quantidades de resíduos em toda sua cadeia produtiva, seja na extração dos recursos naturais, no processo produtivo até o descarte dos rejeitos durante o ciclo de vida de seus produtos, ocasionando problemas sociais e ambientais para os municípios. A extração de recursos naturais não renováveis e o elevado consumo de energia, desde a exploração de jazidas até o transporte dos materiais, são pontos bastante desfavoráveis em termos ambientais para o setor da construção civil, e o descompromisso com o meio ambiente continua com o desperdício na execução de empreendimentos particulares ou público, gerando problemas quanto à correta disposição desses resíduos. Configura-se assim um problema ambiental para a sociedade, com poucas alternativas práticas e carente de estudos no Brasil.
Os RCD devem estar fortemente inseridos na gestão e no gerenciamento dos RSU, porque, segundo Mozeto e Gomes (2005), a atividade da construção civil gera a parcela predominante da massa total dos resíduos sólidos urbanos produzidos nas cidades.
Para BRASIL (2005) um plano integrado de gerenciamento dos resíduos da construção civil, nos moldes da resolução CONAMA nº 307/2002, precisa realizar um diagnóstico em escala local com as seguintes informações: quantitativos gerados; a identificação e caracterização dos agentes envolvidos nas etapas de geração, remoção, recebimento e destinação final; e os diversos impactos que efetivamente resultam de tais atividades, o que permite, posteriormente, que sejam definidas e priorizadas as soluções adequadas para cada caso.
Segundo Mozeto e Gomes (2005) as empresas coletoras muitas vezes realizam disposições irregulares impactando o meio ambiente através da degradação de áreas de manancial e de proteção permanente; proliferação de agentes transmissores de doenças; assoreamento de rios e córregos; obstrução de vias públicas e de sistemas de drenagem. A ausência de normas locais ou a fiscalização ineficiente favorecem as deposições irregulares ou inadequadas (WIENS, 2008).
Para BRASIL (2005) as soluções para a gestão RCD nas cidades devem ser viabilizadas de um modo capaz de integrar a atuação do órgão público municipal, responsável pelo controle e fiscalização sobre o transporte e destinação
dos resíduos; dos geradores de resíduos – responsáveis pela observância dos padrões previstos na legislação específica no que se refere à disposição final dos resíduos, fazendo sua gestão interna e externa; e dos transportadores – responsáveis pela destinação aos locais licenciados e apresentação do comprovante da destinação.
Segundo Wiens (2008), a Política Estadual de Resíduos Sólidos, em seu artigo 57, designa como responsáveis pelo gerenciamento dos resíduos de construção civil o proprietário do imóvel e/ou do empreendimento; o construtor ou empresa construtora, bem como qualquer pessoa que tenha poder de decisão na construção ou reforma; as empresas e/ou pessoas que prestem serviços de coleta, transporte, beneficiamento e disposição de resíduos de construção civil. Vale ressaltar a responsabilidade do poder público municipal que deve estabelecer as normas para o funcionamento do sistema e promover a fiscalização, para que as regras sejam de fato cumpridas. O autor abordou também a resolução CONAMA 307/02 que indica a implantação do Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil como parte do plano mais amplo de todos os RSU.
Segundo Cincotto (1998) apud Lopes (2003) a construção civil é o ramo de atividade que, pelo volume de recursos naturais consumidos, tem condições de absorver os resíduos sólidos, muitos deles consumidos por ela mesma. O material reciclado pode substituir a areia e a brita, sendo indicado para sub-bases e bases de vias de trânsito. É possível reciclar entulho gerando agregados para a construção civil de qualidade comparável aos agregados naturais.
Uma tendência mundial é o beneficiamento de alguns tipos de resíduos da construção para a fabricação de material granulado, reduzindo a quantidade de entulhos destinados a aterros e também o consumo de matéria-prima (ESGUICERO, MANFRINATO e MARTINS, 2008). Os materiais reciclados são utilizados na construção de sub-base, base asfáltica, argamassas e concretos utilizados na construção civil, além da produção de blocos, tubos e lajotas de concreto com a mesma qualidade dos agregados naturais. Nos Estados Unidos a reciclagem dos RCD é realizada há mais de trinta anos para produzir agregados artificiais para compor base e sub-base de pavimentos (HOBERG, 1995).