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3. KURAMSAL TEMELLER

3.1. Yapışma, Yapıştırıcı ve Yapıştırıcı Bağlantılarının Kuramsal Temelleri

3.1.7. Polimerlerin bozulması

As análises microscópicas dos ovários revelou que os mesmos estão envolvidos, por uma túnica de tecido conjuntivo, e em todos os estágios de maturação gonadal é possível a identificação dos ovócitos em diferentes fases de desenvolvimento. Estas fases celulares são denominadas de ovogônia, ovócito pré-vitelogênico, ovócito em vitelogênese inicial, ovócito em vitelogênese avançada e ovócito maduro, além das células foliculares que envolvem os ovócitos (Figura 2). Em A. longinaris, a distribuição desses diferentes tipos de ovócitos na gônada varia dependendo do grau de desenvolvimento em que essas células se encontram. Desta forma, as células mais jovens são comumente observadas na região medular e, à medida em que alcançam as fases de desenvolvimento são observadas no córtex do órgão (Figura 3).

No estágio rudimentar de maturação ovariana, os ovários são pequenos, incolores, apresentam consistência gelatinosa e não são visíveis através da carapaça por transparência (Figura 8A). Neste estágio rudimentar observa-se a zona proliferativa na região medular do órgão, onde se encontram as ovogônias. Estas células apresentam citoplasma pouco evidente e núcleo esférico, que ocupa quase todo o citoplasma da célula, com grande acúmulo de granulações e nucléolo evidente (Figura 4). Ainda, nesse estágio, observam-se ovócitos pré- vitelogênicos (PV) na região cortical do órgão. Os ovócitos PV são maiores em relação às ovogônias, e estão envolvidos pelas células foliculares cúbicas (Figura 4D). Os ovócitos PV apresentam formato poliédrico com citoplasma acidófilo, e núcleo com granulações ao redor da carioteca (Figura 4).

Figura 2: Fotomicrografias do ovário de Artemesia longinaris: Ovogônias (setas), ovócitos pré-

vitelogenicos (*), ovócitos em vitelogênese inicial (VI), ovócitos em vitelogênese avançada (VA), ovócitos maduros (M) e células foliculares (cabeças de setas). Hematoxilina/Eosina.

2B

2C

2D

VI VA M * *

2A

M

C

Figura 3: Fotomicrografia do ovário de Artemesia longinaris, evidenciando-se a túnica de tecido

conjuntivo frouxo (seta), a região da medula (M) (ovogônias) e a região do córtex (C) (ovócitos em diferentes fases de desenvolvimento). Hematoxilina/Eosina.

Figura 4: Fotomicrografias do ovário rudimentar de Artemesia longinaris: zona proliferativa

(ZP), Ovogônias (setas), ovócitos pré-vitelogenicos (*), células foliculares (cabeças de setas), e núcleo (N). 4A e 4B Azul de Toluidina/4C e 4D Hematoxilina/Eosina.

* N * * *

ZP

ZP

4D

4C

4A

4B

ZP

* * * *

Os ovários em desenvolvimento (ED) apresentam aumento em tamanho e em volume em relação ao estágio RU. A coloração da gônada é verde clara no início deste estágio e é visível por transparência através da carapaça. Nesta fase de maturação, o ovário ocupa grande parte da região dorsal do cefalotórax ao longo do comprimento do abdome (Figuras 8B, 8C). Ainda, neste estágio é possível observar ovócitos em diferentes fases de maturação, ou seja, as ovogônias, ovócitos pré-vitelogênicos, ovócitos em vitelogênese inicial (VI) e avançada (VA) (Figura 5). As características das ovogônias e dos ovócitos PV são iguais às observadas no estágio rudimentar. Os ovócitos VI e os VA são os tipos celulares mais frequentes neste estágio de desenvolvimento, e estão localizados na região cortical do ovário (Figura 5).

Os ovócitos VI exibem um citoplasma com acidofilia menos acentuada, aumento do volume citoplasmático, quando comparado aos ovócitos PV. Além disso, exibem acúmulo inicial de grânulos de vitelo e estão envoltos pelas células

foliculares que iniciam um “processo” de pavimentação (Figuras 5A, 5B, 5C, 5D). O núcleo do ovócito VI exibe granulações menos intensas que as observadas nos ovócitos PV. Ainda, no estágio ED observam-se os ovócitos VA (Figuras 5A, 5B, 5C, 5D). Estas células apresentam núcleo basófilo com menos granulações ao redor da carioteca e citoplasma basófilo com mais grânulos de vitelo. Este tipo de ovócito apresenta um volume celular caracteristicamente maior em relação aos ovócitos VI (Figuras 5A, 5C). Os ovócitos VA apresentam um envoltório folicular composto por células caracteristicamente pavimentosas, com o núcleo alongado e citoplasma basófilo, diferentes das células foliculares cúbicas que são observadas ao redor dos ovócitos PV (Figuras 5C, 5D).

N VI

VI

VA

5D

Figura 5: Fotomicrografias do ovário em desenvolvimento do camarão Artemesia longinaris:

zona proliferativa (ZP), Ovogônias (setas), ovócitos pré-vitelogenicos (*), ovócitos em vitelogênese inicial (VI), ovócitos em vitelogênese avançada (VA), células foliculares (cabeças de setas), e núcleos (N). 5A e 5B Azul de Toluidina/5C e 5D Hematoxilina/Eosina.

ZP

VI VI VI VA VA VA VA VA

*

*

*

N N

5C

5A

5B

No estágio de ovário desenvolvido, a gônada é mais volumosa e túrgida, com coloração verde escura. Este órgão ocupa toda região dorsal do cefalotórax e do abdômen até o telson, sendo facilmente observado por transparência através da carapaça (Figura 8D). Nesse estágio é possível encontrar todos os estágios de desenvolvimento ovocitário, ou seja, ovogônias, ovócitos em diferentes fases de desenvolvimento e as células foliculares (Figura 6). Entretanto, o tipo celular mais comumente encontrado neste estágio de maturação ovariana são os ovócitos maduros. Estas células estão concentradas na região cortical do ovário. O ovócito maduro atinge o tamanho máximo observado, e seu citoplasma é basófilo e apresenta muitos grânulos de vitelo distribuídos aleatoriamente (Figuras 6B, 6C). O núcleo dos ovócitos maduros se apresenta com granulações perinucleolares pouco evidentes. Ainda nesta fase, as células foliculares se restringem a um cordão de células pavimentosas pouco evidentes e com núcleos achatados (Figura 6).

Figura 6: Fotomicrografias do ovário desenvolvido de Artemesia longinaris. Ovogônias (setas),

ovócitos pré-vitelogenicos (*), ovócitos em vitelogênese inicial (VI), ovócitos em vitelogênese avançada (VA), ovócitos maduros (M) células foliculares (cabeças de setas), e núcleos (N). 6A e 6B Azul de Toluidina/6C e 6D Hematoxilina/Eosina.

*

N VI M

6D

M M M M VI VI

*

*

N N

6C

6A

6B

VA

4.1.1. Histoquímica do ovário.

Através da reação com o ácido Periódico de Schiff (PAS), foi possível encontrar algumas diferenças entre os diferentes tipos celulares germinativos presentes no ovário. Deste modo foi possível elaborar uma tabela comparativa que identifica os estágios de desenvolvimento dos ovócitos de Artemesia

longinaris (Tabela 1).

Tabela 1: Resposta ao PAS para identificação dos estágios de desenvolvimento da população

celular dos ovários em Artemesia longinaris.

Estágio de maturação PAS Grânulos de vitelo

Ovogônias - Ø

Ovócitos Pré-vitelogênicos ± Ø

Ovócitos em Vitelogênese inicial +++ y

Ovócitos em Vitelogênese avançada ++ yy

Ovócitos Maduros + yyy

-: reação PAS negativo; ± reação PAS fraco; +: reação PAS moderado; ++ reação PAS intensa, +++ reação PAS muito intensa. Ø: ausência de grânulos de vitelo; y: pouca presença de vitelo; yy: média presença de vitelo; yyy: grande presença de vitelo.

As ovogônias não reagiram ao PAS, portanto são consideradas PAS negativas (Figuras 7A e 7B e Tabela 1). Os ovócitos pré-vitelogênicos reagiram ao PAS, no entanto, essa reação foi fraca (Figuras 7A, 7B, 7C). Os ovócitos em vitelogênese inicial apresentam uma intensa reatividade ao PAS. O citoplasma desta célula contém uma grande quantidade de mucossubstâncias PAS positivas (Figuras 7B, 7C e Tabela 1).

À medida que os ovócitos em vitelogênese inicial crescem e entram no estágio de vitelogênese avançada ocorre um acúmulo de grânulos de vitelo. Esse vitelo fica armazenado em vesículas que não reagem ao PAS. Entretanto, a região citoplasmática próxima a carioteca apresenta uma concentração de mucossubstâncias PAS positivas. Além disso, o material citoplasmático nas

proximidades dos grânulos de vitelo contém mucossubstâncias que reagem ao PAS (Figura 7).

Os ovócitos maduros reagem ao PAS, entretanto a região citoplasmática próxima ao núcleo diminui a concentração de mucossubstâncias PAS positivas quando comparado ao ovócito em vitelogênese avançada. Isso se deve ao fato do ovócito maduro acumular mais grânulos de vitelo. A reação ao PAS nos ovócitos maduros fica menos intensa e a reação se restringe à mucossubstâncias dispersas pelo citoplasma (Figura 7).

Figura 7: Fotomicrografias do ovário de Artemesia longinaris: zona proliferativa (ZP),

Ovogônias (setas), PAS negativas; ovócitos pré-vitelogenicos (*), PAS fraco; ovócitos em vitelogênese inicial (VI), PAS muito intensa; ovócitos em vitelogênese avançada (VA), PAS intensa; ovócitos maduros (M), PAS moderado. Reação histoquímica com PAS.

7C

* VI M VA VI

7D

7B

7A

ZP

ZP

* *

4.1.2. Estrutura macroscópica do ovário.

Os ovários são pares, fusionados na região cranial, e estão localizados no cefalotórax, sobre o hepatopâncreas, e se alongam no abdômen até a região próxima ao telson. Apresentaram, macroscopicamente, quatro estágios de maturação (Figura 8).

O primeiro estágio é chamado de rudimentar (RU). Neste estágio de maturação, os ovários são pequenos, apresentando uma coloração pouco evidente e consistência gelatinosa, não sendo visíveis através da carapaça por transparência (Figura 8A).

O segundo estágio é chamado de em desenvolvimento inicial (EDi). Nesta fase ocorre o inicio da maturação do ovário, na qual a gônada aumenta o tamanho e o volume em relação ao estágio RU. A coloração é verde clara, visível por transparência do cefalotórax até metade do abdome (figura 8B).

O terceiro estágio é chamado de em desenvolvimento avançado (EDa). Nesta fase o ovário encontra-se em um nível de maturação mais avançado quando comparado ao estágio EDi. A maturação é observada em grande parte da região dorsal do animal, parte no cefalotórax até na grade parte do abdome. A coloração esverdeada torna-se mais intensa e visível por transparência através da carapaça (Figura 8C).

O último estágio é chamado de desenvolvido (D). Nesta fase o ovário alcança o nível máximo de maturação. A gônada é mais volumosa e túrgida, com coloração verde escura e facilmente observada por transparência através da carapaça. Este órgão ocupa toda região dorsal do animal, estendendo-se do cefalotórax passando por todo abdome até o telson (Figura 8D).

RU

EDi

D

EDa

Figura 8: Dissecção dorsal de Artemesia longinaris. A: rudimentar, seta ovário; B: em

desenvolvimento inicial, setas ovário; C: em desenvolvimento avançado, setas ovário; D: desenvolvido, setas ovário. Barra 1cm.

8A

8D

8C

8B

4.2. Avaliação do período de defeso proposto para o A. longinaris