3.1 Tarım ve Hayvancılık
3.1.1 Tarımsal Yapı ve Alan
A principal preocupação ao usar as RS é a segurança das operações. As OPSEC (Operations Security) são cada vez mais importantes, uma vez que as RS são um meio de transmissão de informação que está a crescer muito rapidamente (OTCPA, 2011).
Acerca da Segurança das Operações, o DoD (2011) refere que todo o pessoal (onde se incluem as famílias e amigos do pessoal de serviço) tem a responsabilidade de se assegurar que nenhuma informação publicada nas RS possa constituir perigo para os militares ou que possa ser usada pelos adversários como uma oportunidade de causar dano aos militares (DOD, 2011). Entre o tipo de informações possível encontram-se as informações técnicas, horários e datas de movimentos militares, localização de unidades militares, detalhes sobre armamento ou discussão sobre locais a frequentar pelos militares (DOD, 2011).
Na ótica dos EUA, quando um militar usa as RS deve-se reger constantemente pelas normas de conduta. Ou seja, fazer comentários ou qualquer tipo de publicações que violem os regulamentos e as regras básicas de conduta militar, são procedimentos proibidos (OTCPA, 2011). As RS dão a possibilidade aos militares de se expressarem, no entanto, mesmo fora de serviço, estão sujeitos a regulamentos próprios e por isso, denegrir a imagem dos militares ou publicar informação sensível é punível. Ainda segundo a mesmo fonte, é importante que todos os militares saibam que nas RS também estão a representar as Forças Armadas (OTCPA, 2011).
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Marques (2015) afirma que as RS devem ser encaradas pelos militares da FA como algo que pode trazer consequências reais, como tal, os seus comportamentos nas RS deverão ser sempre cuidados tal como são no seu dia-a-dia. “Somos militares 24 horas por dia e estamos sujeitos ao Regulamento de Disciplina Militar (RDM), o que implica que o nosso comportamento esteja sempre sujeito às suas normas”. Refere ainda que, sempre que tivermos um comportamento impróprio nas RS podemos ser punidos tal como se o fizéssemos num café com amigos. É por isso imperativo que os militares tenham sempre a noção dos deveres militares que juraram cumprir e quais os comportamentos que devem ter (Marques, 2015).
Na generalidade, os militares da FA têm a plena consciência de que têm o dever de respeitar os regulamentos aos quais estão sujeitos, mas por outro lado, não têm a adequada noção do perigo que a comunicação através das RS pode representar para as operações. Ainda segundo Marques (2015) existe a necessidade, na FA, de criar políticas e sensibilizar os militares para a realidade das RS (Marques, 2015).
No caso particular dos EUA, este tipo de sensibilização e criação de políticas é abundante e está acessível a qualquer pessoa que visite as páginas oficiais de diversos órgãos de defesa, dos quais se destacam: DoD, U.S. Army, U.S. Air Force, U.S. Navy e U.S Marine Corps.
Nas publicações feitas pelos órgãos supra referidos, são mencionados diversos documentos pelos quais os militares se deverão reger bem como os comportamentos que deverão adotar nas RS.
Dos vários perigos das RS, um que se destaca é o Geotagging e nesse sentido, segundo o OTCPA (2011), os militares nunca deverão identificar geograficamente as publicações nem usar aplicações nas RS que possibilitem a geolocalização seja em operações, treino ou de serviço em locais cuja identificação espacial em formato de coordenadas, possa danificar as OPMIL. Nesse sentido, enquanto em operações, os militares devem desativar a função GPS dos seus Smartphones. Caso contrário, as OPMIL poderão ser comprometidas (OTCPA, 2011).
Outros comportamentos a adotar pelos militares nas RS consistem em evitar mencionar o posto, localização da base, datas dos destacamentos, nomes, especificações e capacidades de equipamento (OTCPA, 2011).
Um dos grandes desafios das RS para as OPMIL é que se consiga separar a esfera pessoal da esfera profissional, refere EC (2015). Ou seja, vejamos o exemplo: os militares em operações são várias vezes alvos de sedução por parte de outros
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users das RS. Na verdade, muitos desses são espiões que constroem perfis falsos e
seduzem militares através das fotografias de perfil e pelas conversas. Depois dos militares se deixarem seduzir, o espião tem oportunidade de recolher muitas informações secretas, nomeadamente (informações acerca de armamento, data e local de futuras operações, etc.) (EC, 2015).
7.3.1. Consciência de Segurança dos Militares da FA
Mineiro (2015) refere que ao nível da FA, ainda não existe consciência de segurança por parte dos militares em missões, como tal o mesmo autor garante que se fizermos uma pesquisa aos perfis dos militares em operações internacionais, iremos encontrar quebras de segurança nas suas publicações. Ainda segundo o mesmo, as questões de segurança nas RS não devem ser encaradas como algo do senso comum, antes pelo contrário, devem ser dadas instruções claras e precisas como forma de diminuir ou anular publicações prejudiciais. Mineiro (2015) chegou a identificar e intervir em quebras de segurança por parte de alguns militares em missões internacionais. Estas falhas estavam relacionadas com determinadas publicações onde era possível identificar quem era o user, que o mesmo era militar da FA e onde se encontrava a prestar serviço no momento (Mineiro, 2015).
No sentido do disposto, vejamos a análise do inquérito (Anexo B).
►Análise dos inquéritos (Anexo B): Tal como referido no subcapítulo 7.1, 29,2%
dos inquiridos identificaram as suas publicações com o local, e/ou com quem estavam durante o tempo da missão (Tabela B-7, Anexo B).
► Outro dos perigos tem a ver com a exposição pública da profissão dos
militares, já que apenas 23% dos inquiridos preocuparam-se em descaraterizar23 as
RS antes de ingressarem nas missões, tal como demonstra a Figura B-4 (Anexo B). No entanto, a Tabela B-4 (Anexo B) revela também que a grande maioria dos militares, isto é, 87,8% dos militares inquiridos, acredita que as RS podem conduzir a quebras de segurança (Tabela B-4, Anexo B).
►Segundo a Tabela B-6 (Anexo B), 95,6% dos militares que usaram as RS em
missão contataram com os familiares e/ou amigos pelas RS e desses, segundo a Figura B-3 (Anexo B) 88,9% contactaram através das mensagens privadas nas RS (através do chat), o que segundo Mineiro (2015) pode ser uma forma segura de conversar com os familiares. Como tal, Mineiro (2015) refere que para além da
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descaraterização das RS, os militares devem ter a consciência dos perigos que podem afetar as operações e agir em conformidade, nomeadamente, briefar as famílias e combinar códigos para poderem falar em segurança nos chats das RS (Mineiro, 2015).
Nesse sentido, demonstra-se um exemplo chat, na Figura 9:
Figura 9 - Conversa em código entre um militar e a sua mãe, através do chat do Facebook.