• Sonuç bulunamadı

2. BALIKESİR TARİHÇESİ

2.2. Osmanlı Döneminde Balıkesir

2.2.1. Şehir ve Ekonomi 1 Çarşı

2.2.1.4. Tarım ve Hayvancılık

Na área de Ciências Sociais, nota-se uma predominância de obras que tratam sobre o Brasil, sua formação e seu desenvolvimento sociocultural, em particular do período monárquico (veja figura 30). Há, por exemplo, quase toda a bibliografia de Gilberto Freyre, além de outros autores basilares na área como Darcy Ribeiro, Sérgio Buarque de Holanda, Emília Viotti Costa, Maria Sylvia de Carvalho Franco, Dante Moreira Leite, José Murilo de Carvalho e Oliveira Lima.

O aspecto Político também é contemplado por uma coleção com vinte e oito obras sobre o tema. Além de obras que abordam a organização política do Brasil– Império, há grande incidência daquelas que tratam de São Paulo, local de atuação política da família Botelho. Há, por exemplo, uma coleção completa dos anais da Assembléia Provincial de São Paulo, correspondente ao período de 1789-1889, presença bastante significativa, pois o conde do Pinhal, e seu irmão Paulino Botelho e alguns de seus genros tiveram participação nessa assembléia durante alguns anos desse período. Da coleção História administrativa do Brasil, publicada pela Fundação Centro de Formação do Servidor Público, há diversos volumes, como Organização e

administração do Ministério dos Estrangeiros de Soares e Organização e administração do Ministério da Justiça no Império de Lacombe e Tapajós. Também

nesta área são encontrados autores considerados importantes, por exemplo Caio Prado Júnior, Calógeras, Taunay, Edgar Carone, Vicente Tapajós e Oliveira Vianna.

A área de Economia também privilegia o período do Brasil-Império, mas principalmente as transformações advindas com o desenvolvimento da cultura cafeeira.

Algumas dessas obras citam inclusive a atuação de Antônio Carlos. É o caso de

Metamorfoses da riqueza de Zélia Cardoso de Melo. Poucas obras tratam de outras

culturas que não a do café, como o algodão, o trigo e a criação do bicho da seda. Destacam-se autores como Caio Prado Júnior, Eduardo Prado, Sergio Milliet e Roberto Simonsen. Há também duas obras francesas sobre o tema: um volume de Harmonies

économiques de Bastiat e Les Opérations de banque de Courcelle-Seneuil. Há,

ainda, uma obra de autoria de um tio-avô de Modesto Carvalhosa, Escripturação

mercantil, conforme foi apontado anteriormente.

A área de Educação contém somente três obras. Duas delas com a marca de propriedade de Agostinho Carvalhosa, mas é provável que a terceira, intitulada A Lei

orgânica do ensino secundário e sua regulamentação, também tenha pertencido a

ele. A data de publicação dessa obra é contemporânea às demais, e a temática abordada é bastante específica.

O último aspecto da coleção incluído na área de Ciências Sociais são os Usos e

Costumes. Cinco obras tratam especificamente do assunto. Duas sobre o Brasil: Damas e salões do segundo reinado e Hábitos alimentares em São Paulo. As outras

não são específicas de um local ou região, mas abordam determinadas temáticas: as roupas e a alimentação.

Seguindo a ordem de classificação de Dewey, a próxima área é a que trata das

Línguas e da linguagem. Treze obras da coleção abordam esta questão, das quais

duas são gramáticas e ambas contêm marca de propriedade de pessoas relacionadas à família Botelho: José Aranha Pereira e Agostinho Carvalhosa. Um outro, Manual de

frases e uma edição da obra Falar e escrever também apresentam marca de

propriedade, conforme foi apontado anteriormente. Apesar de as demais obras não apresentarem marcas de propriedade, é provável que várias delas tenham pertencido a algum membros da família. Apenas duas foram adquiridas recentemente, que são De

onde vêm as palavras de Deonísio da Silva e Argumentação e interdiscursividade

de Soeli M. S. da Silva. Esses dois autores são professores da Universidade Federal de São Carlos e mantêm amizade com os atuais proprietários da fazenda Pinhal. Daí talvez a razão da existência desse tipo de obra no acervo.

A área seguinte é a de Ciências naturais e matemática, que incluem como sub- temas a astronomia, a física, a química, as ciências da terra, a paleontologia, a biologia a botânica e a zoologia. Entre as vinte e três obras de cunho mais geral, verifica-se que nove apresentam ex-dono de José Aranha Pereira, um de Plínio Aranha e também um de José Malta Cardoso. Há também várias obras de Buffon, que, segundo Carvalhosa, estavam entre os livros encontrados na sede da fazenda Pinhal, apesar de seus exemplares não apresentarem marca de propriedade. Assim, pode-se inferir que as obras dessa área não foram adquiridas para compor a atual biblioteca da fazenda Pinhal, mas pertenceram a várias coleções particulares que mais tarde vieram a integrar a do Pinhal.

Na área de Botânica há quarenta e oito títulos, dos quais, quinze possuem a marca de propriedade de José Aranha Pereira. Entre as obras publicadas por volta de 1950, é provável que haja ainda outras que pertenceram a ele, pois, ao que parece, tratava-se do seu métier. Chama a atenção, no entanto, um volume deste tema que apresenta a marca de fogo do Conde do Pinhal. Como já foi apontado anteriormente, Antônio Carlos era agricultor, porém dedicava-se a outras atividades comerciais e financeiras, além da política. Assim, causa um certo estranhamento que o único livro da coleção que carrega a sua marca de propriedade seja desta área. Fica, todavia, o registro de que pode ter havido dezenas de livros encadernados e gravados com a marca de fogo do conde. Nota-se, também, a presença de três obras publicadas mais recentemente, ou seja, após 1980, o que demonstra que o interesse pelo tema ainda se mantém entre os membros da família.

Nesta área, há também quatorze títulos de periódicos, alguns dos quais estão em vários volumes, como por exemplo a Revue de botanique appliquée et d’agriculture

coloniale da qual foram encontrados vinte e nove fascículos. Há também vários

fascículos publicados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, mostrando que talvez o proprietário fosse assinante ou recebesse este tipo de publicação, uma vez que não deveria ser facilmente encontrada. Várias dessas revistas estão encadernadas, muitas vezes, em conjunto, ou seja, vários fascículos em um mesmo volume, o que demonstra o interesse e o cuidado de seu proprietário por elas. Dada a especificidade do tema, é provável que várias outras obras dessa temática tenham pertencido à biblioteca de José Aranha Pereira, apesar de somente algumas delas trazerem a sua marca.

A área de Zoologia tem um número menor de títulos, apenas nove. Vários deles também incluem o ex-dono de José Aranha Pereira. Nota-se que há somente um título publicado mais recentemente: O Paraíso das espécies vivas do pantanal de

Matogrosso de 1984. Os demais foram publicados por volta de 1940, o que sugere que

eles também devam fazer parte da coleção de José Aranha Pereira.

A área seguinte é a de Tecnologia, na qual estão incluídas a medicina, as engenharias, a manufatura e a economia doméstica. No que diz respeito à medicina, foram encontradas quatro obras, dos quais três são manuais de autoria de Chernoviz que, conforme foi anunciado anteriormente, eram bastante utilizados nos oitocentos, principalmente no interior e nas fazendas onde havia escassez de recursos médicos. Sabe-se que Anna Carolina, a Condessa do Pinhal, possuía pelo menos um exemplar das obras do autor. Porém aquelas encontradas não apresentam qualquer marca de propriedade. De qualquer foram, a sua presença na biblioteca é bastante significativa e pertinente por tratar-se de uma obra bastante utilizada na época. Há, também, um exemplar da obra A Minha cura d’água de Sebastião Keipp, que descreve o tratamento hidroterápico que foi adotado também pela condessa e que gerou a construção do caminho d’água existente no fundo da sede da casa da fazenda Pinhal, conforme foi apontado. Não se sabe se a condessa adquiriu um exemplar do livro contendo a descrição do tratamento na época em que esteve em Baden-Baden. A edição que atualmente faz parte da coleção é mais recente e foi publicada no Brasil e não deveria fazer parte da coleção original do Pinhal. Da mesma forma que os livros de