BÖLÜM 3: IX. ASIRDAN İTİBAREN AZERBAYCAN’DA HANEDANLAR VE
4.2. Ekonomik Durum
4.2.1. Tarım
1ª Parte: Discussão dos Resultados Periféricos (Perfil das Companhias)
Estima-se que a proporção de companhias abertas brasileiras não financeiras que usufruíram de incentivos fiscais no período de 1995 a 2007 foi de 29% com uma margem de erro de 3,66%, isto é, estima-se que a proporção real tenha variado de 25,34% a 32,55%. Presume-se que esse resultado não seja maior em virtude da complexidade da legislação brasileira que dificulta o acesso das empresas à obtenção de recursos governamentais.
O estudo sugere associação entre ausência de incentivo fiscal e os setores comércio, eletroeletrônicos, energia, máquinas industriais e papel/celulose e sugere associação entre presença de incentivo fiscal e o setor de telecomunicações.
As empresas incentivadas apresentaram tempo médio de operação maior do que o das empresas não incentivadas.
As empresas incentivadas apresentaram nível de tributação médio superior ao das empresas não incentivadas. Presume-se, nesse caso, que isso seja devido à forma de contabilização dos incentivos fiscais que acaba gerando essa anomalia.
O número de empresas que usufruíram de incentivo fiscal no período de 1995 a 2007 diminuiu a cada ano a uma taxa média de 5,4%. Presume-se que isso seja devido à tentativa do governo em melhorar o controle na concessão de incentivos, aumentando as exigências para a sua concessão.
Não foi possível rejeitar a hipótese de que o crescimento das vendas nas empresas com incentivo seja equivalente ao das empresas sem incentivo. Esse resultado conflita com os achados por Barron et al. (1994) e Goddard et al. (2002) que afirmam haver um crescimento de vendas maior nas empresas incentivadas do que nas não incentivadas. Esse resultado pode ter sido resultante das várias observações discrepantes constantes no banco de dados deste estudo.
Identificou-se uma tendência de queda na taxa de crescimento do número de empresas incentivadas. Considerando que o valor da renúncia fiscal vem aumentando a cada ano, conforme demonstrado na introdução deste estudo, e o número de empresas beneficiadas pelos incentivos fiscais vem diminuindo, uma possível justificativa para a diminuição do número de empresas que são beneficiadas pelos incentivos fiscais pode ser que um menor número de empresas, individualmente, venha se beneficiando de um volume maior de recursos. Essa justificativa encontra-se em consonância com o estudo de Goddard et al. (2002, p. 1) em que ele afirma que houve uma concentração no número de cooperativas de crédito nos EUA que usufruem de incentivos fiscais. Outra possível justificativa é que as empresas que estejam se beneficiando dos incentivos não estejam compondo a amostra deste estudo, como é o caso, por exemplo, das companhias fechadas, das microempresas e das empresas de pequeno porte.
Cerca de 47% das empresas incentivadas usufruíram de menos de R$250.000 enquanto 39% usufruíram de mais de $ 750.000. O valor médio usufruído no período foi de R$ 4.805.000. Verifica-se, portanto, uma grande amplitude no valor dos incentivos fiscais usufruídos pelas empresas.
2ª. Parte = Discussão do Problema de Pesquisa
Para este estudo foram estruturadas duas hipóteses de pesquisa (H1 e H2 apresentadas no
subitem 1.3), porém para efeito estatístico, é necessário que as hipóteses de pesquisa investigadas sejam convertidas em hipóteses estatísticas.
Assim, a hipótese de pesquisa H1 equivale às seguintes hipóteses estatísticas:
H11: Empresas que usufruíram incentivos fiscais tendem a apresentar um LER médio inferior
ao observado nas empresas que não usufruíram incentivos fiscais.
H12: Empresas que usufruíram incentivos fiscais tendem a apresentar DER médio inferior ao
observado nas empresas que não usufruíram incentivos fiscais.
H13: Empresas que usufruíram incentivos fiscais tendem a apresentar DCR médio inferior ao
A hipótese de pesquisa H2 equivale às seguintes hipóteses estatísticas:
H21: Empresas que usufruíram incentivos fiscais tendem a apresentar um ROA médio superior
ao observado nas empresas que não usufruíram incentivos fiscais.
H22: Empresas que usufruíram incentivos fiscais tendem a apresentar um ROE médio superior
ao observado nas empresas que não usufruíram incentivos fiscais. Discussão do resultado quanto a H11, H12 e H13
Na análise da hipótese estatística H11 (incentivo redução no LER), na comparação da
distribuição do LER das empresas sem incentivo com a das empresas com incentivo, o teste U de Mann-Whitney não acusou diferença estatisticamente significativa entre as referidas distribuições. Entretanto, tal resultado não demonstra que as distribuições sejam iguais, mas somente que não foi possível refutar a hipótese de sua igualdade e, por conseqüência, os valores médios de LER nos dois grupos são iguais. A análise GLM confirmou o resultado observado no teste U. Assim, diante dos resultados apurados não foi possível confirmar a hipótese estatística H11.
Na análise da hipótese estatística H12 (incentivo redução no DER), na comparação da
distribuição do DER das empresas sem incentivo com a das empresas com incentivo, apuraram-se os mesmos resultados obtidos na hipótese estatística H11. Assim, diante dos
resultados apurados não foi possível confirmar a hipótese estatística H12.
Na análise da hipótese estatística H13 (incentivo redução no DCR), na comparação da
distribuição do DCR das empresas sem incentivo com a das empresas com incentivo, apuraram-se os mesmos resultados obtidos na hipótese estatística H11. Assim, não foi possível
confirmar a hipótese estatística H13.
O resultado acima está em desacordo com o encontrado por Tatom (2005) que, em um estudo envolvendo as cooperativas de crédito nos EUA, concluiu que a isenção fiscal acarreta uma redução do capital de terceiros na composição da estrutura de capital. Essa desconformidade entre os resultados pode ser decorrente dos critérios de seleção muito amplos deste estudo que incluiu empresas cujos dados apresentavam amplitudes consideravelmente discrepantes.
Discussão do resultado quanto a H21 e H22
Na análise da hipótese estatística H21, quando se compara a distribuição do ROA das
empresas sem incentivo com a das empresas com incentivo, o teste U de Mann-Whitney acusou diferença estatisticamente significativa entre as referidas distribuições. Os resultados sugerem que empresas com incentivo fiscal tendem a apresentar uma distribuição do ROA com valores superiores aos das empresas sem incentivo e, por conseqüência, tendem a apresentar ROA médio superior ao das empresas sem incentivo. O resultado oferece uma evidência a favor da hipótese estatística H21.
Na análise da hipótese estatística H22, quando se compara a distribuição do ROE das empresas
sem incentivo com a das empresas com incentivo apuraram-se os mesmos resultados, o que sugere que empresas com incentivo fiscal tendem a apresentar uma distribuição do ROE com valores superiores aos das empresas sem incentivo, por conseqüência, tendem a apresentar ROE médio superior ao das empresas sem incentivo. Oportuno observar que a análise GLM corroborou o resultado referido, que oferece evidências a favor da hipótese estatística H22.
Os resultados apurados para o ROA e ROE estão de acordo com Santos e Candiota (1974) que pesquisaram sociedades de créditos imobiliários no Brasil e concluíram que os incentivos fiscais tiveram um efeito relevante na rentabilidade do ativo dessas empresas; com Roesch (1984) que concluiu que os incentivos fiscais aumentam o desempenho econômico das empresas e, também, está de acordo com Tatom (2005) que, em um estudo envolvendo cooperativas de créditos nos EUA, encontrou que a incidência da isenção fiscal acarreta aumento no ROA e no ROE daquelas instituições. O resultado encontrado neste estudo sinaliza que os incentivos fiscais influenciam a rentabilidade das empresas o que é uma constatação da hipótese de pesquisa H2.