1. YAPIŞTIRICI LEKELERİNİ ÇIKARMAK
1.1. Yapıştırıcı Lekeleri
1.1.1. Tanımı ve Çeşitleri
No caso do Project Finance, onde se espera que o próprio projeto seja suficientemente rentável para honrar os compromissos, os agentes financiadores avaliam o projeto por um detalhado exame dos riscos políticos, enquadramento jurídico, questões tecnológicas, econômicos, financeiras, bem como uma análise contratual profunda de todas as medidas de proteção.
“Quando se trata de Project Finance, os banqueiros procuram assumir a menor quantidade de riscos que derivam do contrato de construção. De fato, na implementação de um projeto, a etapa de construção é, sem dúvida, a mais crítica.” (AZUA, 2002, p.58).
Os principais riscos identificados nos financiamentos do Project Finance podem ser resumidos no organograma abaixo:
Figura 5 – Principais Riscos Identificados nos Financiamentos do Project Finance Fonte: Bonomi; Malvessi (2008)
Considerando os diversos tipos de riscos, Borges e Faria (2002) destacam alguns dos mais importantes utilizados em análises de projetos já realizados no Brasil, sempre avaliados como um todo. Estes riscos são descritos da seguinte forma:
- Risco Comercial: o conceito ideal de fim da implantação e início do risco comercial não é a conclusão da obra ou o início da produção, mas a estabilização das receitas geradas pelo projeto;
- Risco Financeiro: refere-se à exposição aos efeitos de possíveis desequilíbrios no
RISCOS
Financeiros patrimônio e de Ambientais, de responsabilidade civil Operacionais Políticos e de negócio •Taxas de juros •Taxas de câmbio •Disponibilidade de crédito •Falta de pagamento •Acidente e saúde •Tóxico e ambiental
•Interrupção dos negócios
•Patrimônio(Ativo)
•Responsabilidade civil
•Abastecimento dos fornecedores
•Falha nas operações
•Alavancagem operacional
•Político/país
•Reputação
fluxo de caixa do projeto decorrentes da descontinuidade em relação às projeções quanto à inflação, taxa de juros e câmbio;
- Risco do País: envolve aspectos políticos partidários, de moeda ou de câmbio, regulatórios e legais;
- Risco de Caso Fortuito ou Força Maior: diz respeito a catástrofes provocadas pelo homem ou pela natureza e pode ser segurado até certo limite, através de contratos de seguro existentes no mercado;
- Risco Setorial: variáveis que influenciam o desempenho do setor no qual está alocado o projeto;
- Risco Legal: em especial, o risco legal cuida da constituição e registro de garantias ou de medidas mitigadoras de riscos, do acompanhamento de medidas legislativas e administrativas pertinentes ao projeto, bem como da negociação da inadimplência e efetividade, em juízo, das medidas coercitivas necessárias.
Conforme Bonomi, Malvessi (2008) apud Hoffman (1998), transcrevemos quadro sintético dos riscos envolvidos em operações de Project Finance e seus mitigadores legais:
Quadro 3 – Riscos Envolvidos em Operações do Project Finance e seus Mitigadores Legais
Risco Parte que pode ser afetada Mitigador Efeito causado
Ao credor Efeitos causados ao acionista/sponsor
Cost over-run que pode ser
controlado pelo construtor Construtor
Contrato de construção com preço fixo
Capacidade financeira do construtor para finalizar projeto
Preço de construção reflete o risco assumido pelo construtor
Atraso na finalização da obra que poderia ser controlado pelo construtor
Construtor
Data certa para finalização; custos operacionais fixos
Capacidade financeira do construtor para finalizar projetos
Preço de construção reflete o risco assumido pelo construtor Atraso na finalização que
poderia ser controlado pelo construtor – evento segurado
Segurador Indenização pela seguradora Nenhum, se os recursos são suficientes
Nenhum, se os recursos são suficientes
Atraso na finalização que não poderia ser controlado pelo construtor – evento de força maior não segurado ou mudança na lei Comprador do produto/serviço e contratante da obra Porcentagens podem ser determinadas para os responsáveis
Menor disponibilidade de financiamento e indisponível para outros motivos; risco de crédito do contratante de obra
Aumento dos custos de financiamento é compensado pelo aumento das tarifas, mas o tempo necessário para reajuste pode reduzir o retorno sobre o capital
Risco país desapropriação,
encampação Concessionário
Poder concedente tem o dever de indenizar o concessionário, respeitando o equilíbrio econômico- financeiro da concessão Nenhum se houver o pagamento da indenização pelo poder concedente anteriormente a desapropriação, encampação
Possível redução do retorno sobre capital
Cost over-run operacional – falha do operador em satisfazer garantias operacionais Operador Garantias de performance em contratos de operação Capacidade financeira do operador Capacidade financeira do operador
Destruição do operador Operador Multas e vencimentos antecipados
Capacidade financeira do operador e índice de cobertura são afetados
Capacidade financeira do operador e redução do retorno sobre o capital
4.4.5 Classificação das Relações Contratuais entre os Agentes.
Entre várias características das operações de Project Finance, há variedade de tipos de estrutura de contratos, das quais podemos citar as principais:
i) Build, Own, Operate and Transfer (BOOT) – Consiste numa concessão na qual a
ênfase é colocada na etapa de construção, na medida em que é um contrato pelo qual o concessionário recebe a concessão com a obrigação de construir um projeto de infra-estrutura, tomar conta de sua operação por um determinado período e, finalmente, retorná-lo ao concedente;
ii) Build, Own, and Operate (BOO) – Deriva do BOOT, em que não se prevê em
momento algum a reversão a favor do Estado ou outro interessado dos bens afetos ao empreendimento;
iii) Build, Own, Lease and Transfer (BOLT) – Também variante do BOOT, que
consiste na sociedade do projeto assume os compromissos de construir a infra-estrutura do empreendimento, explorá-la comercialmente mediante arrendamento, e ao final do projeto, devolver sua propriedade ao Estado ou transferi-lá ao arrendatário por meio do exercício de opção de compra;
iv) Own, Maintain and Transfer (OMT) – Modelo em que a Sociedade do projeto não
tenha a obrigação de construir a infra-estrutura do empreendimento, recebendo a sua posse tão-somente para operá-la, mantê-la e devolvê-la ao final.
v) Engineering Procurement and Construction (EPC) – Trata-se de uma nova
adaptação do antigo contrato chave em mão (Turn Key), pelo qual o empreiteiro assume a responsabilidade de entregar a obra já funcionando, tomando a seu cargo todos os serviços de engenharia civil, eletromecânica, fornecimento e até mesmo detalhamento do projeto.
vi) Contract Add and Operate (CAO) – É a forma que o empreendedor é contratado
para conduzir a expansão de um empreendimento existente e explora essa atividade;
vii) Modernize, Operate, Transfer or Own (MOT/O) – Consiste na forma que o
empreendedor é contratado para modernizar instalações existentes, opera e as transfere ou mantém;
viii) Power Purchase Agreement (PPA) – Trata-se de contrato específico do setor
energético, de compra e venda de energia entre a empresa geradora, que é a Special Purpose
Company – SPC, e a distribuidora, devendo este constar consideração sobre ferramentas de
ajustes de preços a longo prazo, casos de força maior, mudanças na legislação e limites de responsabilidades;
No Brasil, esta tipificação não apresenta contrapartida na legislação, pois se trata apenas da identificação de finalidades dos agentes constantes no projeto.