4. TALİBAN ÖRGÜTÜNÜN DEMOKRATİKLEŞMEYE KARŞI TAVRI 57
4.2. Taliban Örgütü
4.2.3. Taliban örgütünün din yorumu
Em Portugal parece existir uma vontade de evitar a sobreposição dos conceitos de segurança e defesa, de acordo com a tendência verificada no universo dos países democráticos e com as alterações ocorridas no corpo desses mesmos conceitos, sobretudo após o final da Guerra Fria. Com efeito, verifica-se que o actual CEDN direcciona a defesa para a actuação contra ameaças externas, responsabilizando as FFAA pela sua condução78. Como referem Fernandes e Borges, “demarca muito claramente, a área normal de intervenção das forças armadas e das forças de
segurança” (2005, p.81)79. Por outro lado, sendo a defesa o conjunto de actividades que visam a obtenção da segurança, ela é responsabilidade de todos e primária do Estado, devendo ser desenvolvida permanentemente a fim de diminuir riscos imediatos ou potenciais decorrentes das
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A este propósito, o TGen Pinto Ramalho considera que o CEDN deve existir e não poderá ser substituído pelo PG e/ou as GOP, uma vez que é o primeiro que perdura no tempo e a vida temporal dos segundos é limitada, no caso do PG 4 anos e no das GOP 1 a 4 anos, não conferindo por isso a orientação estrutural que um CEDN deve dar (sugere-se a leitura do Apêndice 3 (Resumo das entrevistas realizadas)). 76
Uma vez que, por imperativo constitucional, esse é o período máximo do mandato governamental. 77
Exemplo do exposto é a revisão do anterior CEDN, que datava de 4 de Fevereiro de 1994, decorrente das alterações ocorridas no SPI após os acontecimentos de 11 de Setembro de 2001. Curiosamente, o período de vigência dos anteriores dois CEDN foi de nove anos. O actual CEDN, aprovado pela resolução do Conselho de Ministros 6/2003 e publicada no DR, I Série B, de 20 de Janeiro de 2003, visa definir os aspectos fundamentais da estratégia global do Estado, adoptados para a consecução dos objectivos da Política de Defesa Nacional, adequando-os à nova realidade político-estratégica. Contém normas e orientações para caracterizar o SFN, define os seus principais conteúdos e estabelece as missões que este deverá assegurar, constituindo-se como inovação a «abertura de portas» ao emprego das FFAA no interior do país (IAEM, 2005).
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Embora, em situações especificamente definidas, permita a sua intervenção ao nível interno. 79
Por outras palavras, no enquadramento legislativo nacional, à segurança externa «chamou-se» Defesa Nacional e «responsabilizaram-se» as FFAA pela sua garantia, regendo-se esta pela LDNFA. À defesa interna «chamou-se» Segurança Interna e «responsabilizaram-se» as forças de segurança pela sua garantia, regendo-se esta pela Lei de Segurança Interna.
O edifício conceptual da defesa nacional principais ameaças80. Neste contexto, encontra-se resposta à primeira questão derivada relativa à integração de orientações para a componente não militar da defesa nacional no CEDN. Ou seja, sendo a defesa uma responsabilidade de todos, o CEDN deve conter orientações específicas para esta componente da defesa nacional. Importa ainda referir, a este propósito, que a este documento também se reconhece a falta de mecanismos que accionem e harmonizem as acções de todos os ministérios, com responsabilidades na área da defesa, e que lhe permitam efectivar o seu carácter interministerial evocado, não obstante, também aqui e como referido, a LDNFA explicitar a responsabilidade política pela execução das componentes não militares da PDN na parte que deles dependa.
As ausências apontadas carecem de melhoramento que se reveste de grande importância e tem carácter urgente pois, como referem, Fernandes e Borges, os “Estados e Organizações que
melhor e mais rapidamente souberem adaptar-se às novas aplicações da Segurança e Defesa, melhor segurança e bem-estar garantirão aos seus cidadãos” (2005, p. 83).
Quanto à segunda questão derivada, relativa à validade deste documento, verifica-se, no quadro conceptual fundamentado na teoria e na ciência política definido para este trabalho81, que o CEDN, assim como a sua designação82, servem os desígnios para os quais aquele foi criado. No entanto, é importante reconhecer que o documento em vigor não se encontra em total concordância com a definição de defesa nacional considerada no acervo legislativo que lhe dá origem, na medida em que apresenta uma visão restritiva da mesma associando-a sobretudo aos aspectos da componente militar, contrariamente ao verificado no CEDN de 1994. Tal facto demonstra a importância que tem a assunção, na plenitude, de todas as responsabilidades que são conferidas pela legislação em vigor às entidades intervenientes no processo da sua elaboração e aprovação, de forma a obviar futuras repetições de erros passados83. Verifica-se, também, a utilidade da criação de um enquadramento conceptual sólido e devidamente fundamentado, que se constitua como fonte de princípios e regras conducentes à obtenção de orientações que permitam a elaboração deste documento na plenitude dos seus desígnios.
Com a análise apresentada neste capítulo, procurou-se obter respostas para as questões derivadas referidas. No capítulo seguinte, ir-se-á analisar a actuação de Portugal nos anos seguintes à aprovação do actual CEDN, em 2003, nas fronteiras sistematizadas para esta análise, de forma a verificar se a mesma tem consubstanciado as orientações que o documento reflecte.
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O sistema de defesa é constituído pelas Forças Armadas, Forças de Segurança e o Sistema de Protecção Civil devendo os cidadãos associarem-se ao mesmo (Fernandes e Borges, 2005, p.82).
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Sugere-se a leitura do Apêndice 1 (Corpo de conceitos complementar). 82
O TGen Pinto Ramalho lembra que, mais importante do que a designação, é o conteúdo e este deve ser abrangente contemplando ambas as componentes da defesa nacional (sugere-se a leitura do Apêndice 2 (Resumo das entrevistas realizadas)). 83
Ou, como refere o General Loureiro dos Santos, “cuja existência não tem qualquer significado, por não produzir quaisquer efeitos, permitindo tudo e o seu contrário” (2006, p.278).
“Portugal tem uma geografia cujas consequências implicam interesses permanentes.”
(CEDN, 2003, 3.3)