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5. UYGULAMA

5.3 Plastik ġasi Mevcut Durum Değer AkıĢ Haritası

5.4.1 Taleple birebir eĢleĢen mevcut durumda yapılan ana üretim programı

3.1 Mulher Samaritana e a Água

Os símbolos e as narrativas no Evangelho de João representam personagens, grupos e estágios do desenvolvimento da comunidade joanina. Por isso, propomos demonstrar nesta dissertação a importância da conversão da Samaritana, como representante de Samaria e de mulheres no cristianismo joanino.

Dentro dessa perspectiva, a nossa hipótese é que João fornece mais respostas para essa questão quando unimos esse texto a outros referentes à mulher, que seriam também repre- sentantes da fé da comunidade. Teríamos também, a partir disso, uma nova hipótese, em que a mulher poderia ser mão de obra importante para a missão, como também seria, em algum momento, uma liderança efetiva. Quando olhamos para o mundo antigo e para a organiza- ção da sociedade, observamos que em diversas civilizações as mulheres trabalhavam na

agricultura, pecuária, cuidava do clã, enquanto os maridos estavam ou nos comércios ou em guerras. Seu valor é encontrado em diversos momentos da antiguidade, até nos centros reli- giosos elas poderiam ser representadas, pois encontramos também divindades femininas demonstrando assim o poder que a mulher teria nas civilizações antigas.

No mundo bíblico, temos muitos exemplos de mulheres importantes cujas ações não puderam ser apagadas. Ainda que o machismo patriarcal prevalecesse nos textos, ficou im- possível apagar da cultura e da tradição oral os feitos femininos. Mulheres como Sara, Raa- be, Ruth, Débora, Ana, Miriam e outras tiveram um impacto muito forte dentro da socieda- de patriarcal e nos mostram que o governo de Israel algumas vezes sofreu a influência femi- nina.

Ainda nessa perspectiva, temos, no Novo Testamento, algumas possibilidades desse mesmo impacto religioso. Algumas mulheres foram, para o cristianismo, necessárias na organização de grupos e comunidades, pelo menos é o que acreditamos. Em nossa análise, vemos mulheres, como em (Lc 8,1-3), que sustentavam o ministério de Jesus. Assim tam- bém a mãe de Jesus, a samaritana, Marta e Maria e Maria Madalena, que percorrem os tex- tos joaninos como participantes efetivas de seu ministério.

A partir dessas questões, nossa hipótese é que elas não somente serviam a Jesus, mas eram missionárias e formadoras de comunidades; levantamos também a possibilidade de que essas mulheres, de alguma forma, possam ter influenciado os textos bíblicos, é o que tentaremos provar mais adiante.

Quando se trata da simbologia da água, implica que há um elemento místico no evan- gelho, representado concretamente nas comunidades pelo batismo. Esse símbolo faz parte do cotidiano do grupo e, por isso, é também sinal místico e religioso. Esse símbolo joanino é sinal de um novo elemento para a comunidade, pois acreditamos representar o Espírito de Deus que dá vida à comunidade por meio de Jesus.

Temos então que unir esse símbolo à revelação de (Jo 7,38-39), e nessa soma de tex- tos queremos provar que a comunidade entendia o sinal e a expressão da água como símbo- lo vivo da presença de Deus na comunidade, pelo batismo e pela presença de Jesus repre- sentada pelo seu Espírito dentro do grupo.

3.2 Nossa Leitura de João 4

Podemos ver, nesse evangelho, uma característica literária muito próxima ao drama ou ao teatro. Dentro do capítulo quatro, as narrativas trazem essa possibilidade, e diante dessa relação os detalhes nos colocam dentro da cena. Esse estilo literário, que é peculiar e até comum desse período, parece também ser usado por outros textos de João que têm em co- mum o diálogo. Será que essa afirmação aponta para um mesmo autor em um período pró- ximo, com ideias e cenários idênticos? Talvez possamos chegar a alguma conclusão mais adiante. Em relação ao texto e sua escrita, Konings explica assim:

O Evangelho de João está entre a narrativa e o drama, ou teatro. (No ambiente cultural do Quarto Evangelho, o teatro era um elemento muito forte.) Alguns episódios se deixam encenar perfeitamente por qualquer turminha de catequese. Nos episódios da samaritana, do cego, de Lázaro, na história da Paixão e Ressurreição encontramos diálogos cheios de vida, indicações de tempo e lugar. Mudanças de cena. É bom ter claro esse caráter dramatúrgico, para não cair na ilusão de que o Evangelho de João seja um detalhado relatório histórico no sentido moderno da palavra.30 Alguns desses textos, devido ao estilo, acabam tendo certa similaridade. A origem desses textos poderia estar no mesmo período e assim corresponderem às grandes dificulda- des que enfrentou a comunidade em questões como fortalecimento da fé, da unidade e da própria identidade do grupo e de seus principais líderes. Se o período for correspondente, fortaleceria a identidade de um grupo de mulheres ativas na comunidade. Porque as cenas relativas à dramaturgia, com exceção do cego, apresentam as mulheres como personagens importantes do episódio. Ainda que no lava-pés não estejam inclusas as mulheres na cena, a atitude de Jesus é relativa às ações de mulheres e escravos naquele tempo.

Nossa perícope tem um cenário que é muito bem elaborado. A passagem de Jesus por Samaria é importante para o reino de Deus, o que faz dessa mensagem imprescindível para o grupo. Podemos confirmar, então, uma forte presença samaritana dentro do cristianismo primitivo de João. Seguindo esse raciocínio, a ação feminina dentro, de nossa perícope, mostra a força missionária dessa personagem dentro do contexto literário joanino; podemos compor, assim, uma identidade mais apropriada.

Depois da mulher, nossa preocupação é entender o valor da água viva. Sabemos que esse símbolo, depois das pesquisas que já foram feitas, apresenta a qualidade de servir den-

tro da comunidade, pois quem recebe dessa água compreende a palavra do pai, dada ao fi- lho. A água viva em João é uma revelação particular, para os iniciados da comunidade, a partir da palavra anunciada por Jesus, aquele que a recebe deve renunciar a antiga fé para compreender a essência do oráculo do mestre joanino, como aconteceu com a samaritana, e que fará com que toda a comunidade seja repleta do Espírito, como explica (Jo 7,38).

Essa é a diferença entre o príncipe dos judeus e a samaritana, cada um recebe a novi- dade diretamente do mestre, mas só um poderá desfrutar da fonte de águas vivas, porque trocou a antiga fé pelo anúncio e se fez também mensageiro dessa novidade recebida. Jesus parece ser a fonte, e não a água, já que ele daria a água viva. Por isso o poço de Jacó está em comparação a Jesus; e a tradição desse poço/fonte que poderia ter uma água que jorraria é uma interpretação que faz João introduzir uma autoridade maior a Jesus.

Acreditamos que esse trabalho poderá mostrar que Jesus, como a fonte das águas vi- vas, supera o poço/fonte de Jacó em todos os aspectos simbólicos e religiosos na idealização joanina do messias salvador.

CAPÍTULO 2