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3.1. Kompozit Malzemelerin Sınıflandırılması

3.1.2. Takviye malzemesine göre kompozit malzemelerin sınıflandırılması

O Espaço é formado por fixos e fluxos (SANTOS, 1988, P. 77). Nesse sentido o autor

afirma, ainda, que “os diversos lugares criados para exercitar o trabalho, não são idênticos e o

rendimento por eles obtido está em relação com a adequação dos objetos ao processo imediato do trabalho”. Sendo assim, uma atividade que se instala em um território pode gerar fluxos de diversas ordens e intensidades. No circuito espacial do biodiesel no RN, vários fluxos são gerados, mas suas intensidades não são de grande monta, principalmente se comparados às atividades econômicas que se realizam com maior intensidade, em lugares dotados racionalmente para este fim.

Considerações finais

A proposta de abordagem por nós delineada leva em consideração a compreensão do espaço enquanto totalidade e, sendo assim, temos que levar em conta que o uso do território norte-rio-grandense não é um fato isolado, ele se insere num contexto maior. Num contexto de um território em que graça a desigualdade que se origina no próprio sistema, na forma como os agentes hegemônicos escolhem os pontos mais densamente dotados de infraestruturas de todos os tipos. Nesse sentido, Santos & Silveira (2008, p. 259) nos lembram que “as desigualdades territoriais do presente têm como fundamento um número de variáveis bem mais vasto, cuja combinação produz uma enorme gama de situações de difícil

classificação”.

Para esses autores citados anteriormente, não se pode “excluir a compreensão do

dinamismo de cada parcela de sua relação com o dinamismo mais geral do território como um

todo” (SANTOS & SILVEIRA, 2008, p. 259). Para explicar essa realidade tão complexa, o

autor criou vários pares dialéticos: zonas de densidade e rarefação; fluidez e viscosidade; espaços da rapidez e da lentidão; espaços luminosos e espaços opacos; espaços que mandam e espaços que obedecem. Essas noções facilitam sobremaneira o entendimento das diferenciações territoriais que se refletem no território brasileiro. Sendo assim, optamos por abordar o uso do território norte-rio-grandense dentro do contexto nacional, por entendermos que no período-técnico-científico-informacional, o território nacional constitui um todo dialético, onde cada porção desse território é valorizada, principalmente pelos agentes hegemônicos, pela sua densidade técnica. Ora, se essa valorização existe, é porque existem lugares desprovidos desse conteúdo.

Tratando-se do circuito espacial de produção do biodiesel, perspectiva conceitual que demonstra como as etapas fragmentadas da produção encontram-se distribuídas no território, através dos dados levantados que originaram um mapeamento dessas atividades, percebe-se que algumas porções do território nacional abarcam uma densidade maior das atividades do circuito produtivo do biodiesel, porque seu meio socialmente elaborado para o trabalho, ou seja, o lugar da produção propriamente dita se instala próximo das atividades agrícolas que lhe fornecerão matérias-primas. Sendo assim, ao demonstrarmos onde estão concentradas as maiores áreas produtoras de soja, de algodão e de girassol, veremos que estas serão as frações do território mais valorizadas pelos agentes hegemônicos para instalarem as usinas.

Logo que foi implementado, o PNPB focou tanto em seu conteúdo social que, nos dois primeiros anos as atividades se concentraram em estados do Norte e Nordeste. Contudo, em

pouco tempo se observa uma movimentação no território, referente ao movimento dos agentes no sentido de aproveitar a oportunidade que o evento do PNPB estava oferecendo. Quando se nota esse movimento na região Centro-Sul, verifica-se por outro lado, uma queda na produção de biodiesel no Norte e Nordeste do país, resultado de experiências mal sucedidas. Essa constatação coaduna com a de Brandão Filho (2011), quando retrata uma situação ocorrida nos estados do Ceará e Piauí em 2009, quando a usina Brasil Ecodiesel fechou suas unidades produtoras alegando a distância com relação aos centros de produção e a baixa oferta regional de oleaginosas. A empresa também relatou as dificuldades relativas à deficiência logística. Aí consiste a dialética do espaço, se um lugar passa a ter muito, significa dizer que outro está desprovido. Aí consiste a importância da perspectiva do espaço enquanto totalidade. É por esse motivo que o entendimento do uso do território norte-rio-grandense pelo circuito espacial de produção do biodiesel colocando-o no contexto nacional, identifica-se situações parecidas com as descritas anteriormente. No estado do Rio Grande do Norte, de acordo com resultados da pesquisa, apoiada no conceito de circuito espacial, identificou-se a etapa da produção de matéria-prima (cultivo de oleaginosas); a etapa agroindustrial (transformação da semente em óleo) e a etapa industrial (produção do biodiesel). No entanto, a pesquisa realizada mostrou que essas etapas, de certa forma, consistiam numa única etapa, a etapa da pesquisa. Desta forma entendemos que esses agricultores foram na verdade usados por um agente hegemônico que instituiu um ambiente de instabilidade, pois implantou essa nova atividade, sem criar infraestruturas, atuando de forma diferenciada sob alguns aspectos, sem criar um vínculo com o lugar, pois sua atuação era mediada por outro agente.

Sobre isso, novamente concordamos com Brandão Filho (2011), quando o mesmo afirma que não se estabelecem relações de igualdade entre pequeno produtor familiar e grandes empresas produtoras estatais ou privadas, mesmo que isso se dê sob a tutela do Estado. O autor ainda ressalta que os projetos dessa natureza do PNPB são projetos conjunturais, que não alteram as estruturas do modo de produção dominante.

Concordamos com esse autor quando se refere aos projetos conjunturais, e a participação dos agricultores familiares do Rio Grande do Norte insere-se nesse contexto, pois, nos assentamentos e comunidades participantes, não houve o acréscimo de infraestruturas permanentes, ou seja, os agricultores continuam sem tratores, plantadeiras e colheitadeiras, sem sistemas de irrigação, assistência técnica etc. Sob a lógica de análise a partir dos pares dialéticos propostos por Santos & Silveira (2008), podemos dizer que essas comunidades e assentamentos constituem-se espaços que obedecem, e que a ação da empresa através da inserção dessa nova atividade, consiste numa verticalidade.

Durante o delineamento dessa pesquisa, muitos questionamentos voltados para a perspectiva de trabalhar com o conceito de circuito espacial da produção vieram à tona. Um desses questionamentos dizia respeito à identificação da etapa inicial do circuito espacial de produção do biodiesel. Como no RN o cultivo de oleaginosas voltou-se exclusivamente para a produção de biodiesel, questionávamos se a fase da produção agrícola marcava o início do

circuito. Barrios (1986, apud SANTOS, 1986 p. 121), esclarece que “uma atividade

pertencerá a um dado circuito quando seu insumo principal provier da fase anterior do mesmo circuito. Caso contrário, considera-se que a partir desse ponto se desenvolve outro circuito, a ser estudado separadamente”. Nossas reflexões nos levaram a constatação de que, se o biodiesel é produzido a partir das mais diversas fontes oleaginosas, então a oleaginosa não pode pertencer ao seu circuito, já que a mesma serve também para outras finalidades, ou seja, quando se começou a produzir biodiesel comercialmente, essas oleaginosas já existiam e constituíam circuitos específicos. Com base nessas reflexões chegou-se à conclusão, que o circuito produtivo do biodiesel não se inicia na etapa agrícola, mas sim na etapa agroindustrial, quando a semente é prensada e se transforma na matéria-prima principal do biodiesel. Essa conclusão foi importante na medida em foi atingida após ter provocado muitas reflexões e foi importante também para o entendimento da etapa da produção propriamente

dita que, conforme Santos (1997, p. 61), “[...] implica no uso direto do espaço como suporte

do processo produtivo e como meio de trabalho tecnicamente elaborado [...]”. De posse desse

entendimento, nos pusemos a pensar na representatividade dessas oleaginosas para a produção de biodiesel e verificamos que cada uma delas constitui seu circuito. Entretanto ele se encerra no ato da produção do óleo, após a transformação da semente e posterior uso do óleo na produção do biodiesel. Nesse momento acontece o consumo que se identifica com a produção,

o consumo produtivo. E é quando “o consumo realiza plenamente o ato da produção”

(MARX, 2003, p. 238).

A oleaginosa nesse contexto complementa o circuito produtivo do biodiesel, realizando uma interação entre circuitos espaciais da produção. Na produção do biodiesel essas interações são muitas, haja vista, a quantidade de matéria-prima que podem se integrar à sua produção.

Analisando a etapa da produção de biodiesel no RN, constatamos que ela não se dá por completo, isto é, não é produzida comercialmente no estado e, sendo assim, não chega aos postos de combustíveis para que chegue ao consumidor final. Entretanto o caminho para chegarmos a essa constatação, permitiu compreender a realidade expressa nas etapas do

Benzer Belgeler