4. ARAŞTIRMA BULGULARI VE TARTIŞMA
4.1. İzmir İlinde Taze Soğan Üretim Alanlarında Saptanan Böcek ve Akar Türleri
4.1.1. Zararlı türler
4.1.1.4 Takım: Astigmata
Por apresentarem pontos de vista semelhantes referentes à representação da águia e à apropriação das vozes de outros participantes (Gabriel, Luna, Juliana e Rosa) construídas na
primeira vivência, resolvi organizar os diários, considerando prioritariamente esse aspecto para análise. Esses alunos refletiram sobre o texto, apresentando uma postura de quem crê ser possível reagir diante de situações adversas, desde que não haja acomodação e passividade por parte do envolvido.
A representação da águia: diários de Gabriel, Luana, Juliana e Rosa
Quadro 6: Diário 1 – Gabriel [...]
Com esse texto o autor tenta mostrar que as pessoas vivem como galinha, só olham para baixo, pensam baixo, mas temos é que ser águia, pensar alto, viver como uma águia, com força, garra e lutar pelo o que quer, vencendo as barreiras as quais viram.
Fonte: Elaboração da autora. Quadro 7: Diário 2 – Luana
[...]
O texto trás a reflexão para a nossas vida pessoal como profissional. A águia foi criada como galinha, com as outras galinhas, e tenho, no meu ponto de vista, a águia pensa alto e quando o naturalista pegou a águia e colocou em direção ao céu ao universo para voar, [...].
Não temos que pensar baixo, pois o camponês, queria que a águia pensase baixo, ela é uma águia, tem pensar alto e sempre querer, reter conhecimento, assim que temos que pensar para a nossa vida.
Fonte: Elaboração da autora. Quadro 8: Diário 3 – Juliana
Essa história nos faz perceber que existe muitas pessoas que querem que nos sejamos que nem “galinha”, ou seja, nos não devemos pensar assim, [...].
Como o texto comenta não devemos nós contenta com grãos que as pessoas jogam no chão.
Quadro 9: Diário 4 – Rosa
Pode-se relacionar este exemplo de Águia que virou galinha com os humanos quado os tais deixam de pensar grande, que é o exemplo da Águia, para pensar piqueno como a Galinha.
Sejamos iguais as Águias. Pessoas com pespectivas boas para o futuro. Fonte: Elaboração da autora.
O aspecto convergente dos diários de Gabriel, Luana, Juliana e Rosa (ANEXO II) foi a representação que têm da águia. A percepção deles em relação à figura da águia constituiu-se num sentido positivo de ser capaz de superar os obstáculos. Foi um sentido compartilhado, num momento anterior, numa experiência comum de suas vidas na primeira vivência do Pensar Alto em Grupo, que pareceu ter sido significativo, registrado nas suas memórias e postas nos diários, aparentemente sem a combinação do que cada um iria registrar. Isso demonstrou que, na interação, o ouvir o outro é essencial na construção do conhecimento.
Na fábula, a figura da águia conotou a capacidade de reverter um comportamento de passividade para a atitude ativa. Essa representação da capacidade de superação pela águia pode ter propiciado a identificação dos leitores em querer ser a águia e não a galinha, de certa forma, uma convenção cultural e social.
Desde a antiguidade, culturalmente, uma das representações simbólicas atribuídas, na sociedade em geral, à águia é força e poder. Portanto, o sentido construído tem relação com a percepção de cada aluno, envolve as “relações que dizem respeito ao contexto de uso da palavra e às vivências afetivas do indivíduo” (LA TAILLE, 1951/1992, p. 81), quer dizer, a representação construída é o reflexo do mundo deles.
Ao realizarem o mapeamento entre os domínios, associação do texto = mundo animal, à realidade = mundo dos homens, esses leitores (Gabriel, Luana, Juliana e Rosa) evidenciaram semanticamente os mesmos sentidos, ou seja, a figura da águia com o positivo e alto e a figura da galinha com negativo e baixo. Trata-se de uma metáfora alegórica que usa o mundo animal para representar o mundo dos homens, servindo de base para o desenvolvimento das leituras dos alunos ao realizarem tal associação, isso pode facilitar a compreensão do texto e o desenvolvimento das leituras.
Sentidos também expressos, por meio das metáforas orientacionais, na primeira vivência do Pensar Alto em Grupo, por Geiziane (turno 30) e por Rafael (turno 31) e transpostos, por Gabriel, Luana, Juliana e Rosa, para os diários. Observei, com isso, que os sentidos metafóricos (bom/alto = positivo, ruim/baixo = negativo) (LAKOFF e JOHNSON, 2002) foram também uma leitura marcante para eles quando enunciados na primeira vivência do Pensar Alto em Grupo e reforçado nos diários.
Esse tipo de relação metafórica evidenciou a forma como esses leitores creem que o homem deve agir diante dos obstáculos que surgem ao longo da vida e que não deve se
acomodar, mas reagir e enfrentar as dificuldades. Esse tipo de sequência metafórica possibilitou a compreensão do texto e levou-os a refletir sobre os sentidos construídos no evento de leitura do Pensar Alto em Grupo.
A atitude dos leitores demonstrou que refletiram sobre a condição do homem no contexto sócio-histórico. Demonstração de que a prática de leitura do Pensar Alto em Grupo pode propiciar uma leitura com criticidade. Esse aspecto é sinalizado na medida em que o leitor associou os sentidos, a partir do texto, com o ponto de vista de outros participantes, como a leitura de pensar para baixo ou para cima (Geiziane, turno 30, e Rafael, turno31) foi explicitado na vivência do Pensar Alto em Grupo e eles apresentaram no diário, logo houve apropriação e ampliação das vozes dos participantes.
A prática de leitura do Pensar Alto em Grupo é um evento social de leitura que possibilita momentos de pensar alto no momento em que ocorre a atividade (ZANOTTO, 2010) e possibilita a apropriação do dito que pode ser usado posteriormente como instrumento pessoal de pensamento e ação no mundo (LA TAILLE, 1951/1992). A seguir, analiso trechos de diários que constituíram um possível meio para o desenvolvimento da reflexão crítica de seus autores/alunos.