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TABİAT OLAYLARI, BİTKİ VE HAYVAN DÜNYASI İLE İLGİLİ KELİME HAZİNESİ.

Belgede bilig 24. sayı pdf (sayfa 52-55)

Eski Rus “İgor Destanı” Adlı Eserdeki Eski Türk Kökenli Kelimeler Üzerine Bir İnceleme

TABİAT OLAYLARI, BİTKİ VE HAYVAN DÜNYASI İLE İLGİLİ KELİME HAZİNESİ.

Região central da cidade de São Paulo nas imediações da Praça da República com destaque para área de maior concentração de estabelecimentos e serviços destinados ao público homossexual. Por esta área no

período noturno e possível perceber um intenso movimento de jovens homossexuais pelas ruas.

50 Espécie de folheto publicitário que apresenta as principais características do estabelecimento e sua

programação. Geralmente trazem a foto de homens com pouca ou nenhuma roupa, exibindo corpos esculturais.

51 Algumas pessoas recebem atendimento diferenciado na entrada. São geralmente homens que chegam

de carro ou taxi. Vale lembrar que no interior dessas boates existem espaços delimitados para convidados ou para aqueles que pagam quantia diferenciada na entrada e ganham pulseiras que permitem o passe livre pelas chamadas “áreas Vips”.

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O Largo do Arouche ocupa um espaço entre a Avenida São João e a Rua Amaral Gurgel. Nesse espaço encontram-se poucos bares, mas há uma circulação de jovens que ficam pela praça, ou que a utilizam como passagem para outros lugares em direção a Vila Buarque. A Rua do Arouche, paralela a Avenida Vieira de Carvalho, é marcada pela presença de jovens em atividade de prostituição que exibem seus corpos e que negociam programas juntamente aos motoristas dos carros que por lá não param de circular. Rua de pouco trânsito de pedestres na madrugada e considerada hostil pelos jovens homossexuais.

Ruas como Marquês de Itu, Major Sertório, Rego Freitas, Bento Freitas e outras menos expressivas dos arredores, são marcadas por casas de espetáculos e prostituição de travestis. Entretanto, os jovens parecem mais seguros em circular por elas. Há grande comercialização de bebidas por ambulantes. Nesta região existe uma casa noturna de freqüência de gays mais velhos, público acima dos quarenta anos, que é apelidada pelos mais jovens de “despenca”. O apelido faz referência aos mais velhos, “bichas velhas” como chamam, que estariam com tudo despencando (alusão ao corpo desses homens). É comum que questões geracionais de evitação dos jovens em relação aos mais velhos surjam durante o exercício de flertes.

Em toda a região a presença das rondas e de policiais é intensa. Entretanto, existe uma falsa sensação de segurança. É comum ocorrerem assaltos e o descaso da polícia em relação às vitimas.

O Elevado Costa e Silva52, popularmente conhecido como “Minhocão”, no perímetro sobre a Amaral Gurgel, é marcado pela circulação de moradores das imediações e de outros jovens que acabam interagindo com os residentes dos prédios que têm suas janelas voltadas para o elevado e observam o movimento. Esse perímetro também é conhecido com um local de “pegação” e propício ao consumo de drogas, especialmente a maconha. Os jovens alertam que quem se arrisca a caminhar pelo

52 Via expressa elevada sobre avenidas do Centro da cidade. Foi construído para desafogar o trânsito de

veículos da região. Devido sua proximidade com os prédios tem horário de funcionamento. Aos finais de semana é fechado para os automóveis e torna-se um espaço de lazer dos moradores da região. Andar de bicicleta, passear com o cão e tomar sol sobre o asfalto são atividades comuns. Durante a noite o Elevado, em alguns trechos, é apropriado, em sua maioria, por homossexuais. O Minhocão é objeto de fóruns que discutem sua efetiva necessidade e a possibilidade de sua demolição ou ainda a sua transformação em um grande passeio público.

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Elevado e que não é reconhecido como freqüentador habitual, poderá sofrer algum tipo de represália.

Estes lugares, espaços e circuitos se apresentam como possíveis territórios de circulação de jovens homossexuais, sobretudo pertencentes a classes sociais menos favorecidas. Não estão livres de conflitos e marcas de segregação. A sensação de harmonia e solidariedade é rompida pelo uso de expressões pejorativas que colocam alguns sujeitos diante de ridicularizações em relação aos grupos. Entretanto, estas tensões não geram relações de enfrentamento ou sujeição, mas fazem emergir sentimentos de indiferença53. E com esse sentimento os jovens continuaram a caminhada.

Às três da manhã a circulação de pessoas pelas ruas diminui significativamente e as casas noturnas lotam. Os que passeavam recolheram-se nas boates ou tomar outros caminhos. Já às cinco da manhã era possível perceber novos modos de circulação daqueles que, sozinhos ou acompanhados, se dirigem às entradas da Estação do Metrô República. Com o sol iluminando o asfalto, parecia que toda a cena, observada durante a noite, desapareceu e a região adotou outra forma e função. Parece que o sol, em alguma medida, ofusca aquilo que brilhou durante a noite.

Numa segunda etapa de caminhada e observação pelas ruas, optamos por ponto de partida a Praça da República e destino a Avenida Paulista, realizando dois itinerários: um em direção a Região da Avenida Paulista, aspirando como eixo a Rua Augusta e outro, de retorno ao Centro, pela Rua Frei Caneca.

Muitos jovens que circulam pela região central são atraídos pelos baixos custos das bebidas, das casas noturnas e pela possibilidade de diversão na rua. No meio da madrugada se deslocam do Centro para Região da Paulista, sobretudo em busca de parcerias que julgam não possível de serem encontradas no Centro. Buscam a oportunidade de novas relações sociais e outras experiências em zonas de interações mais fluídas.

53 Um grupo de jovens homossexuais que circulavam de carro pela região gritava expressões como “bicha

pobre, volta pra Itaquera” para os que caminhavam na rua. Esse episódio não provocou resposta. Foi ignorado pelos rapazes que estavam na rua.

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O trajeto é realizado a pé, uma longa caminhada que é encurtada pelos apelos visuais e interações estabelecidas na rua. Os jovens diziam que caminhando poderiam aumentar as chances de encontrar “alguém interessante”. O trajeto escolhido é a Rua Augusta desde seu início na conjunção com a Avenida São Luiz até a intersecção com a Avenida Paulista.

A parte inicial da Rua Augusta conta com uma circulação ainda difusa dos tipos sociais, e é a partir da Rua Caio Prado que o cenário recebe outras formas, desenhando suas características mais fortes. A concentração de casas noturnas que oferecem espetáculos de sexo explícito e as chamadas “saunas mistas” era marcante. Havia seguranças nas portas desses estabelecimentos que a todo tempo negociam os serviços ofertados por estas casas com os que pela rua circulam a pé ou de carro. A propósito, o volume de carros também surpreendeu, formava-se um verdadeiro congestionamento de automóveis e circulantes que negociam e observam o trabalho das garotas de programa que ali trabalhavam.

Quanto mais nos aproximávamos da Avenida Paulista, mais o cenário se tornava denso e diversificado. Já poderíamos identificar um volume significativo de jovens homossexuais que coabitavam com prostitutas, travestis e jovens universitários que ocupavam os bares da região. As pessoas pareciam interagir o tempo todo, conhecidos e desconhecidos se elogiam, se afrontam e experimentam formas diversificadas de encenação. A diversão era caminhar pela rua onde as diferenças pareciam menos marcadas, onde existia uma espécie de solidariedade ou cumplicidade daqueles que se aproximam tendo a diversão noturna, com suas múltiplas possibilidades, como ponto comum.

Entretanto, a oferta de serviços dos estabelecimentos é restrita ao seu público cativo. As casas de espetáculo são abertas para homens heterossexuais e os bares aos jovens dos circuitos culturais da região. Na Rua Augusta não foi possível identificar bares que se denominam gays, mas que, por espécie de tendência, se afirmam como tolerantes a toda sorte de sujeitos. Nesta rua o público é bem diverso e o que vale parece ser um respeito tácito à diversidade. É comum encontrar casais de homossexuais trocando carícias e andando de mãos dadas pela calçada. Vale notar, que diferente da região central com predominância masculina, nesse espaço o volume de jovens mulheres é adensado. Os bares que ali situam fazem parte do circuito dos universitários

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e dos freqüentadores dos cinemas “Cult” da região54. Para os jovens homossexuais a Rua Augusta é mais um lugar de passagem do que permanência.

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