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1.1. Lazer

1.1.6. Lazer Türleri

1.1.6.2. Tıbbi Uygulamalarda Kullanılan Lazerlerin Sınıflandırılması

Esta seção apresenta o algoritmo para o sistema DBR informatizado, a proposta atualmente aceita de um sistema informatizado de controle de produção baseado na TOC, que se torna necessário dependendo da complexidade de alguns sistemas de produção, como a alta quantidade de dados a serem processados, constantes mudanças de demanda, necessidade de simulação, alta quantidade de CCRs, entre outros. O método a seguir é apresentado por Goldratt no livro a Síndrome do Palheiro (GOLDRATT, 1991) e discutido também em Souza (2005).

1. Primeiramente, devem-se considerar todos os pedidos cujos prazos sejam anteriores ao horizonte de programação mais o pulmão de mercado e a quantidade de peças em cada pedido.

2. Conhecido o volume de pedidos a serem atendidos, verificar a quantidade de estoques em processo e de produtos acabados para cada item nesses pedidos e distribuir seu consumo conforme as datas requeridas dos pedidos

3. Calcular quantidade de peças que o CCR deve produzir para atender cada pedido que não tenha sido atendido.

4. Calcular a carga imposta ao CCR para processar cada pedido a partir do tempo requerido para processar uma unidade do produto e do tempo de preparação.

5. Determinar quando cada pedido deve ser processado pelo CCR, sem levar em consideração a própria capacidade, para atender a data de entrega somada ao intervalo de tempo correspondente ao Pulmão de Mercado/Expedição.

6. Repetir o mesmo cálculo para todos os pedidos e colocar as atividades do CCR, cada “bloco”, no eixo do tempo, onde o CCR deve completar sua tarefa no instante equivalente a um pulmão de expedição antes do prazo do pedido. Como cada bloco foi colocado na linha do tempo sem considerar a capacidade do CCR, tais blocos podem empilhar-se uns sobre os outros formando um cenário semelhante a ruínas, figura 4.17, um cenário totalmente fora da realidade.

Figura 4.17 - As Ruínas

Fonte: Goldratt (1991)

7. A próxima etapa, portanto, será “nivelar as ruínas”, certificando-se que o número de blocos empilhados em cada momento nunca excederá a quantidade de recursos semelhantes disponíveis do CCR. Isso significa que quando se encontra um acúmulo de blocos maior que o número de recursos semelhantes do CCR deve-se deslocar os blocos superiores. Já que deslocar os blocos para a direita representaria postergar uma entrega, ou seja, postergar ou perder o ganho, será necessário nivelar as ruínas deslocando os blocos superiores para a esquerda, antecipando os prazos indicados nos

pedidos, mesmo que isso represente um aumento do inventário, pois é melhor do que perder o Throughput. Deve-se, porém, manter a ordem dos blocos, conforme a sequência indicada pelas datas de entrega de cada pedido, ou seja, os blocos que aparecem com a face direita mais tarde a de outros blocos, devem manter sua posição relativa na linha do tempo.

8. Neste momento o conflito será mudado de lugar. Como se pode estar lidando com um gargalo real, um recurso que não tem capacidade para executar todos os pedidos no horizonte de programação, é natural esperar que alguns blocos tenham sido deslocados para o passado e que alguns vazios tenham surgido à direita da linha do tempo (figura 4.18).

Figura 4.18 - Nivelamento de Ruínas com duas Unidades de CCR

Fonte: Goldratt (1991)

9. Deslocar toda a pilha de blocos para a direita, até o ponto onde nenhum pedido tenha que ser trabalhado no passado. Naturalmente, ao se deslocar os blocos para a direita, alguns pedidos deverão estar à direita de sua posição inicial. Isto significa que esses pedidos estão expostos, com suas datas em risco de não serem atendidas. Se o deslocamento resultante for maior que a metade do Pulmão, o bloco correspondente deverá ser destacado em vermelho (figura 4.19).

Segundo Goldratt (1991), o método descrito até o momento não é semelhante a nenhuma técnica convencional de programação para frente e para trás. Ele é uma derivação dos 5 passos de focalização, como uma dedução lógica direta da escolha de tornar o Throughput como o principal indicador da organização.

Figura 4.19 - Nivelamento de Ruínas sem Tarefas no Passado

10. Resequenciar os blocos segundo a presença de material disponível antes da restrição para executá-los e identificar novos blocos vermelhos. Um material pode ser considerado como disponível para a realização da programação do CCR quando houver um tempo equivalente de dois terços do pulmão do CCR para trazê-lo do ponto onde se encontra até a origem do pulmão, ou seja, à frente do CCR. Se demandar um tempo maior que isso, os blocos devem ser rearranjados de forma a eliminar qualquer conflito com a disponibilidade de materiais.

11. Nesse momento deverão ser levados em consideração os tempos de preparação e a possibilidade de agrupar blocos iguais, pedidos com o mesmo material a ser entregue, para economizar em tempo de preparação, aumentando a disponibilidade do CCR. Quando tais blocos existem e sendo esse recurso com restrição de capacidade, tais economias de preparação liberam capacidade para que o CCR possa atender um volume maior de pedidos dentro do mesmo intervalo de tempo, aumentando o Throughput da empresa. Por outro lado, antecipar a realização de uma tarefa para se ganhar em preparação implica, também, em aumento no estoque. Novamente, o aumento no Throughput deve ter prioridade sobre a redução do Inventário. Porém, essa economia em tempo de preparação dever ser feita somente se houver algum bloco vermelho, ou seja, se esse aumento do Inventário realmente proporcionar um aumento no Throughput do sistema.

A decisão de agrupar os blocos iguais não pode ser tomada individualmente pelo sistema sem participação do usuário, pois pressupõem que alguns pedidos serão antecipados e outros postergados (os blocos que estavam entre os blocos que foram agrupados).

12. O próximo passo é fazer uso de horas-extras, com as regras previamente determinadas para tentar antecipar os blocos vermelhos. A permissão pelo uso de horas-extras em uma determinada data beneficia não apenas os blocos programados para o final desta data, mas também todos os outros blocos a serem executados depois, pois tudo poderá ser executado antes do planejado. Isso implica que as horas- extras devem ser usadas de preferência em uma data anterior ao primeiro bloco vermelho. Como o uso de hora-extra implica também em aumento de inventário, é conveniente que ela seja aplicada não apenas à esquerda do primeiro bloco vermelho,

mas o mais próximo possível dele e daí para trás até chegar à data presente. Uma vez que esse primeiro bloco tenha deixado de ser vermelho, passa-se ao próximo, caso ainda haja algum nessa situação, com o mesmo procedimento, iniciando a liberação de horas-extras o mais próximo possível desse bloco vermelho e daí para trás, e assim por diante.

13. O passo seguinte é considerar o descarregamento de um dos pedidos para outros recursos não-restrição, que deve ser executado apenas pelo usuário. Da mesma forma que a hora extra, a retirada de um pedido, não afeta apenas o bloco vermelho em questão, mas todos os demais após ele.

14. Para os blocos que permanecem vermelhos, mesmo depois de realizados os passos anteriores, devem-se definir novos prazos dos pedidos com os clientes. O prazo de cada pedido que criou um bloco vermelho deve ser adiado. Esse novo prazo deve ser igual ao prazo do bloco vermelho correspondente mais o pulmão de expedição. O que mais importa neste ponto, entretanto, é a possibilidade de o usuário poder identificar pedidos cuja probabilidade de atendimento no prazo é mínima e renegociar com o cliente com antecedência, antes que de fato aconteça.

Até aqui completou-se uma primeira tentativa do que é geralmente chamado de programa-mestre, que difere do conceito usual, por considerar não apenas as datas dos pedidos, mas também dados relativos à programação detalhada do CCR.

15. O próximo passo será determinar a subordinação de todos os demais recursos à decisão acima, ou seja, à programação do CCR (o Tambor). Essa subordinação deve levar em consideração as regras do DBR apresentadas na seção 4.5.2, ou seja, os recursos não-restritivos que alimentam um CCR devem realizar as tarefas de forma que estejam prontas um pulmão de tempo antes da necessidade no CCR. Os recursos que são alimentados por um CCR devem realizar as tarefas tão logo quanto apareçam. Já os recursos que processam produtos que serão utilizados na montagem com um produto que passou por um CCR, serão programados para executar a tarefa um pulmão de montagem antes da real necessidade desses produtos na montagem.

Dependendo da complexidade do sistema, essa subordinação pode implicar na existência de conflitos que, na impossibilidade de serem resolvidos, sugerem a existência de uma nova restrição no sistema.

Essa nova restrição, segundo Goldratt (1991), não apresenta um conflito de carga versus capacidade, já que se trata de um recurso não-restritivo, e sim, um conflito de tempo, pois todo o processo de subordinação está baseado na subtração de diversos pulmões das datas estabelecidas no Tambor, não levando em consideração a capacidade desses recursos não-restritivos. Portanto, a aparição desses novos conflitos se refere à “disponibilidade não imediata de um recurso não-restritivo”, ou seja, um tempo de fila que um determinado material deve aguardar em frente a um recurso não- restritivo enquanto ele realiza uma outra tarefa. Portanto, apesar desses recursos terem capacidade acima da carga média necessária, possuem picos de carga acima de sua capacidade.

16. Para os recursos anteriores ao CCR, esses picos devem ser entendidos e tratados da mesma forma que as “ruínas” do CCR, ou seja, deve-se tentar movê-los para os vales à esquerda, o que pode acarretar uma nova programação dos demais recursos não- restritivos e nova solução de conflitos, caso esse deslocamento à esquerda alcance a data atual ou mesmo que encontre mais picos de carga em outros recursos não- restritivos. Essa antecipação das tarefas nos recursos não-restritivos que alimentam um CCR acarreta em um aumento do pulmão de tempo determinado anteriormente. O pulmão de recurso, portanto, é um pulmão dinâmico que possui uma parte fixa, determinada pelo usuário, e uma parte variável, determinada pela programação dos demais recursos para lidar com a disponibilidade não imediata de um recurso não- restritivo.

17. Para os recursos após o CCR, deve-se permitir que os picos sejam movidos à direita, já que qualquer movimento à esquerda causaria uma reprogramação do CCR, ou seja, uma mudança do Tambor, o que não é o objetivo da fase de subordinação.

Vale lembrar que neste momento, etapas 16 e 17, todos os métodos utilizados para determinar o Tambor, podem ser utilizados para os recursos não-restritivos, como o uso de horas extras, a determinação de lotes maiores ou o descarregamento de determinadas tarefas para outros recursos, desde que garanta o aumento do Throughput do sistema.

18. Monitorar a capacidade protetora dos recursos não-restritivos. A programação para lidar com os conflitos anteriores pode provocar um aumento na utilização dos

recursos não-restritivos por um longo período de tempo, perto de sua capacidade total, o que torna o sistema vulnerável à medida que podem aparecer novas restrições. Nesse momento a etapa de subordinação foi concluída e podem-se ter dois resultados: a) Nenhuma outra restrição foi encontrada e, portanto, a programação pode ser liberada.

A partir desse momento, pode-se partir para a quarta etapa do processo de melhoria contínua, de elevação da restrição, o que não está dentro do sistema DBR.

b) Caso a etapa de subordinação tenha identificado uma nova restrição, um novo CCR, deve-se gerar uma nova programação Tambor para o sistema. Nesse caso, surge a situação em que um CCR alimenta outro CCR que sugere que o segundo CCR também deve ser protegido por um pulmão de tempo, já que se trata de uma restrição. Entretanto, incluir um pulmão de tempo nesse local, também sugere que um produto que já passou por um CCR será atrasado por um intervalo de tempo igual ao pulmão do segundo CCR.

Nesse caso, é necessário introduzir o conceito de hastes de tempo. A haste deve ser considerada nos blocos correspondentes aos produtos que passarão por dois CCRs ou duas vezes pelo mesmo CCR, e corresponde a um intervalo de tempo, igual à metade do pulmão, apontada para frente no caso do primeiro bloco e para trás no caso do último bloco (figura 4.20). Considerar a disponibilidade da nova restrição pode revelar conflitos com a data fixada para a primeira restrição e as hastes de tempo ajudarão a esclarecer tais conflitos.

Figura 4.20 - O Conceito de Hastes

Fonte: Goldratt (1991)

O segundo CCR deverá passar pelo mesmo nivelamento das ruínas realizado para o primeiro, no entanto, os blocos com hastes apontadas para o primeiro CCR deverão ser nivelados primeiro. Se houver algum conflito com o Tambor inicial ou se algum bloco for movido para o

passado, pode-se apenas descarregar essa tarefa do novo CCR ou postergar esse pedido. Caso não ocorra conflito com o Tambor inicial, o nivelamento é realizado da mesma forma que na etapa de exploração do primeiro CCR.

O sistema deve repetir esse processo até que todas as sobrecargas estejam resolvidas, sem deixar nenhum conflito para ser resolvido no chão-de-fábrica.

Benzer Belgeler