• Sonuç bulunamadı

5. TARTIŞMA ve SONUÇ

5.1 Tartışma

5.1.1 Tıbbi Adaçayı Örneklerinde DPPH Serbest Radikal Giderim Aktivitesi

aulas aqui apresentado, é quanto à organização das atividades e a maneira como as instruções das atividades são passadas aos alunos. Para que os alunos não se sintam perdidos, todas as instruções, procedimentos e seqüências são passadas na lousa antes de começar as atividades. Também, quando se trata de aulas temáticas, todos os objetivos estabelecidos para a atividade, sejam os objetivos norteadores, sejam os objetivos específicos, são passados aos alunos, de forma que eles sempre saibam porque estão fazendo as atividades e também para que possam sugerir mudanças, se necessário.

4.10 As perguntas de pesquisa

1-) Como se configura uma proposta de ensino e aprendizagem de LI no Ensino Médio da escola púbica, tendo como ferramenta norteadora a teoria das Inteligências

Múltiplas?

Para responder a esta pergunta, trago novamente o esquema da figura 2, que demonstra todas as abordagens utilizadas para dar um direcionamento para uma proposta de ensino e aprendizagem utilizando as IM. O processo pelo qual passei para montar essa proposta de ensino levou-me a utilizar todas as abordagens apresentadas nesse esquema. Como resultado final desse processo, minha prática de ensino é hoje perpetrada por esse modelo apresentado.

A seguir, demonstro como cada um dos elementos age dentro deste esquema, em

a) As Inteligências Múltiplas

A teoria das IM é composta de vários conceitos e pressupostos já discutidos no capítulo II. No entanto, para responder a esta pergunta de pesquisa, bem como para localizar os conceitos da teoria dentro do esquema apresentado, utilizarei apenas o

termo Inteligências Múltiplas (IM).

A razão principal para separar os termos teoria das IM e IM, é a sua utilização dentro da proposta. A principal contribuição da teoria para esta proposta é exatamente a

visão pluralista de inteligência, na qual os alunos passam a serem vistos como sendo

sempre inteligentes e capazes de demonstrar sua inteligência de oito maneiras

diferentes.

Sendo assim, o esquema da proposta de ensino começa tendo em mente as oito

inteligências e que cada um dos alunos será capaz de demonstrar conhecimento dentro do espectro de habilidades e capacidades em cada uma. O planejamento, como mostra a matriz EpC (anexo 16), será feito então para que se possa dar vazão a essas múltiplas capacidades, seja no momento em que os alunos realizam as atividades, solucionando

problemas e desenvolvendo produtos, seja no momento em que os alunos são avaliados pelo trabalho realizado. As IM dão direcionamento para o plano de aula e as atividades,

e também na maneira como as atividades são aplicadas e avaliadas pelo professor.

b) Caminhos para a prática

Os Caminhos para a prática são utilizados principalmente no planejamento e pré

– execução do plano de aula e das atividades. Eles ajudaram a escolher quais as melhores maneiras de fazer que as IM fossem valorizadas nessa etapa do processo.

ajudar os educadores a focarem nas abordagens mais apropriadas para a implementação das IM com o intuito de atingir os objetivos estabelecidos”.

Para cada uma das necessidades específicas encontradas no contexto, foi escolhido um, ou mais de um Caminho para atendê-las. A seguir, discuto como cada um

dos Caminhos foram utilizados dentro desta proposta.

Caminho da Investigação

Esse Caminho foi utilizado principalmente para ajudar a solucionar a falta de

materiais para se trabalhar em sala de aula. Os alunos passaram a pesquisar pelos

materiais que seriam utilizados em sala de aula e, ao fazerem isso, descobriam muito

mais do que fotos e textos, pois viram onde encontrar informações sobre determinados

assuntos, como por exemplo métodos contraceptivos, além de utilizar essa informação e os materiais coletados de forma útil e viva. O que é produzido em sala de aula passa não apenas a ter valor pedagógico, e sim valor para os alunos, a escola e a comunidade onde vivem.

Caminho dos Problemas Autênticos

A principal contribuição deste caminho foi no trabalho com os temas. Da mesma

forma que a coleta de materiais passou a ter um valor agregado, as informações e as atividades trabalhadas dentro de cada tema passou a ter um significado real na vida dos

alunos. Novamente, o maior exemplo desse Caminho dentro da proposta é o tema

“Or ientação Sexual”, que partiu de minha observação dos vários atestados e licenças maternidade que ficavam colados na sala de professores. Os alunos passaram a encarara não somente o problema da gravidez na adolescência, mas também assuntos tais como DSTs e métodos contraceptivos diversos.

Caminho das Potencialidades em Ação

Esse Caminho ajudou-me a identificar quais potencialidades dos alunos poderiam ajudar no planejamento e aplicação das atividades. É dado foco no conhecimento prévio dos alunos, seja na L-Alvo, seja nos temas trabalhados. Também são focadas as diferentes habilidades nas oito inteligências dos alunos, tais como desenho, capacidade de liderar, de organização de informações, capacidades narrativas

bem desenvolvidas, entre outras, que, uma vez identificadas, foram utilizadas

principalmente para trabalhos em grupo. Pode-se potencializar o trabalho em grupo ao

designar tarefas específicas as quais os alunos provavelmente irão ter melhor desempenho. Durante a observação do comportamento dos alunos fora da sala de aula, por exemplo, foram identificadas habilidades tais como desenho, liderança e expressão corporal, e posteriormente foram exploradas dentro da sala de aula.

Caminho do Desenvolvimento de Talentos

Ao se focar as potencialidades dos alunos, pode-se também ajudar a desenvolver os seus talentos. Esse Caminho não foi focado de forma sistematicamente nesta proposta, no entanto, foi utilizado em forma de apoio do professor a atividades extra classe tais como teatro, bandas do colégio e campeonatos esportivos.

Caminho da Compreensão

Esse Caminho é utilizado para diversificar a forma de ensinar os mesmos conteúdos ou para se trabalhar com projetos (ABREU-E-LIMA, 2005). É dentro desse caminho que se faz a ponte para os Pontos de Entrada. É também utilizado para dar foco

e objetivo aos temas ao se definir o que se quer que os alunos compreendam dos temas e como eles irão demonstrar essa compreensão.

c) O Ensino para a Compreensão

É com o Ensino para a Compreensão que todas as idéias, temas, atividades,

caminhos e objetivos se organizam. Essa abordagem auxiliou principalmente a dar forma para as atividades dentro dos temas, de maneira que pudessem ser direcionadas para os objetivos propostos. O Ensino para a Compreensão não somente contribui ao oferecer um modelo para planejamento e organização do plano de aula (a Matriz EpC), como também fornece as bases necessárias para que se desenvolva atividades e objetivos que almejem a compreensão dos alunos, utilizando as IM como forma de se garantir diversas formas de o aluno trabalhar e expressar essa compreensão.

d) O Trabalho com Temas

O trabalho com temas é o caminho natural que se segue quando se quer dar valor às diversas inteligências dos alunos na solução de problemas reais e no desenvolvimento de produtos valorizáveis em sua cultura. É a partir de temas que todo o conteúdo irá se organizar e serão definidos os objetivos de compreensão, as atividades que serão aplicadas e os objetivos para cada uma delas, e as avaliações que serão feitas. Nesta proposta utilizo o termo Tema Gerador por acreditar ser possível trabalhar com os conteúdos de forma mais específica e desimpedida, sem a necessidade de se trabalhar de forma abrangente o tempo todo. Sendo assim, também foram trabalhadas atividades gramaticais quando necessário, com por exemplo o presente simples nas atividades “Puzze” (anexo 13) e “Picture Dictionary”.dentro do tema “Trabalho”.

e) A Abordagem Comunicativa

Em uma perspectiva de ensino de línguas na escola pública, a AC se encaixa perfeitamente em uma proposta que utilize as IM como ferramenta norteadora no ensino

e aprendizagem. Os preceitos da AC são congruentes com os preceitos das outras

abordagens utilizadas nesta proposta. O ensino de forma comunicativa parte da premissa de um contexto real do aluno. Para que se comunique, o aluno terá que compreender a linguagem que utiliza, assim como as informações que está transmitindo. A linguagem contida nos temas pode auxiliar aos alunos a compreenderem melhor a linguagem trabalhada na L-Alvo. O que faz sentido para os alunos na língua materna passa a fazer sentido também na L-Alvo.

f) Os Pontos de Entrada

Os PE são a parte deste esquema mais intimamente ligada ao desenvolvimento das atividades propriamente ditas. Cada um dos PE dá ao professor um meio para que se faça as atividades seguirem todos os preceitos estabelecidos para esta proposta, e estão intimamente ligados as Temas Geradores e aos Objetivos Gerais.

Alguns exemplos de uso dos PE são o Narrativo na seqüência de atividades para a música “Sk8er Boy”, o Fundamental/Existencial nas perguntas do texto “The Daily Grind” (anexo 15), e o Estético na confecção de cartazes como produto final de um

tema tais como a atividade “Map from schoo to home”, entre outras.

g) A Matriz do Ensino para a Compreensão

É na Matriz EpC (anexo 17) que se organizam todos os conceitos utilizados para esta proposta. É o modelo final de todo o processo de planejamento, o qual poderá ser utilizado pelo professor em sala de aula. Nele estão contidos o tema gerador, os

objetivos gerais, os objetivos específicos, os procedimentos e as avaliações que serão utilizados para cada atividade. Tendo o plano de aula pronto e colocado dentro desse modelo, o professor pode voltar a ele sempre que necessário para ajudá-lo a manter o foco nos objetivos, e, se necessário, realizar ajustes.

Sendo assim, a configuração a qual cheguei contem todos esses conceitos abordados e, como modelo final de planejamento de aula, se concretiza na Matriz EpC.

2-) De que maneira a teoria das IM pode colaborar positivamente para fatores importantes dentro do contexto de escola pública tais como o desempenho acadêmico e a participação dos alunos em sala de aula?

Para responder a esta pergunta irei abordar cada um dos itens em separado.

a) Desempenho acadêmico

Uma das premissas do trabalho com as IM é a de que o aluno seja avaliado a partir de sua produção. Ao se trabalhar dessa forma, deve-se levar em consideração

também o fato de que o desempenho do aluno não é facilmente mensurável de forma

sistemática e sim observável pelo professor e pelo próprio aluno no trabalho diário de

sala de aula.

Outro ponto importante é que as atividades nas quais os alunos participaram e os

trabalhos por eles produzidos expressam o trabalho com as IM, e, por conseqüência, apresentam diversos níveis de desempenho em cada uma delas. Um aluno poderá desempenhar em uma atividade com foco lógico-matemático de maneira plenamente

satisfatória, e demonstrar um desempenho sofrível em uma atividade com foco interpessoal, por exemplo.

As características do trabalho com as IM tornam impossível de se dizer se houve melhora ou piora no rendimento acadêmico tradicional dos alunos ao se aplicar esta proposta. No entanto, a teoria das IM pode colaborar positivamente ao estabelecer um novo olhar e, também, uma nova forma de se trabalhar e avaliar o desempenho acadêmico dos alunos.

b) Participação dos alunos em sala de aula

A participação dos alunos está intimamente ligada ao interesse que eles demonstram por algum assunto ou matéria. Como o trabalho com as IM envolve a pesquisa pelos interesses dos alunos, além da pesquisa pelas nas quais os alunos se dão melhor, pode-se garantir um maior interesse dos alunos pela matéria.

No contexto de escola pública, no qual as classes são quase sempre lotadas, há também alunos que se “escondem” e não participam das aulas. Independentemente dos motivos que os levam a fazer isso, o manejo de sala de aula utilizado, no qual os alunos

trabalham em grupos, sentados de frente29 uns para os outros, e com o professor

atendendo cada um dos grupos individualmente, faz que esses alunos percam uma

proteção natural promovida pelo formato das carteiras e se exponham. Essa exposição,

aliada a atenção dada pelo professor in loco, ajuda a garantir uma melhor participação

desses alunos. Ao se sentirem expostos, para não se expor para os outros alunos, alguns

alunos participam melhor das aulas. O ponto mais importante desse formato de sala de

aula é o trabalho in loco do professor, sendo possível identificar problemas de compreensão e saná-los na medida do possível, garantindo uma melhor compreensão.

Muitas das atividades são adaptadas ou produzidas a partir de jogos. Essas atividades, além de promover interação entre os alunos e a produção de linguagem

autêntica, são, entre outras coisas, divertidas. Quanto aos jogos, Abreu-e-Lima (1996)

diz que “eles não só abaixam o filtro afetivo dos alunos, como os motivam a participar

nas aulas”. Para demonstrar o interesse dos alunos demonstrado pelos jogos, trago o

depoimento espontâneo de um aluno após a atividade “Maze Game”:

“Assim fica mais fácil aprender...”

Após ter feito a análise de dados e respondido as perguntas de pesquisa, faço no próximo capítulo uma análise a partir de uma visão mais geral dos resultados e conclusões as quais cheguei ao final desta pesquisa.

CONCIDERÇÕES

Benzer Belgeler