1. Türk Dilinin Tarihî Dönemleri ve Oğuz Kolunun Çağdaş Dönemleri ile Bu Dönemlerde
1.3. Batı Türkçesi
1.3.1. Eski Oğuz Türkleri
Revendo os caminhos que percorri durante a realização do estudo e produção deste trabalho, atentei-me para alguns rascunhos e notas rabiscadas em meu caderno, que apresentavam inquietações vividas em determinada fase do estudo. Nessas, observei que me colocava e via Alice, como se utilizasse dos elementos do País das Maravilhas para produzir as travessias de meu estudo, minha trajetória como pesquisadora. Eu era Alice.
Dentre os elementos mágicos do país maravilhoso, o Coelho Branco foi o que mais se mostrou presente nesse caminhar. Com o seu relógio, mostrava-me que estávamos atrasados... e enquanto corria procurando-o, perdia-me nos caminhos sem indicação de por onde seguir. Os conselhos recebidos durante o percurso, que, talvez, só tenha compreendido nos caminhos finais, me levavam a um ler e novamente ler, para assim compreender o país das maravilhas de modo a poder, após a travessia, ter mais confiança para dele sair.
Talvez seja nesse emaranhado de perguntas e de pensar que se constitui uma pesquisa. O estudo que me propus fazer sobre os processos de leitura e escrita, tornou-se diretamente ligado à história de Alice..., a qual seria, a princípio, apenas o material utilizado como um meio para pensar os processos de criação, mas que, no caminhar, acabou acompanhando e dando forma a toda produção.
O modo como o trabalho foi estruturado seguiu a mesma ordem de sua tessitura, ou seja, de seu desenvolvimento e escrita, entrelaçados, emaranhados, interpenetados, trazendo as denominações Leitura (I e II), e (Re)leituras, pois melhor traduzem o significado das produções. Não se trata de capítulos, mas sim de momentos e leituras. Dessa maneira, o primeiro momento trouxe o “primeiro” ler de Alice e de leituras sobre os processos que se dão a leitura, bem como o “primeiro” pensar sobre e com.
A segunda leitura veio da necessidade em conhecer um pouco mais do texto que pretendia compartilhar, observando, principalmente, qual das traduções melhor se adaptaria ao público leitor escolhido e à minha proposta.
E então vem a leitura com os educandos que, talvez, fosse a primeira leitura de Alice... realizada por eles, mas que para mim, seria um momento de releitura. Uma leitura nova, entretanto, já conhecida. E neste compartilhar de leituras, aparece a necessidade do registro e a dificuldade em registrar, seja em um folha de papel ou mesmo com o aparelho gravador de
9 (CARROL, 2009b, p.137). Título do último Capítulo em Alice no País das Maravilhas; tradução de Nicolau
voz. Não encontrei maneiras para registrar tanta vivência, experiência, leituras compartilhadas, o silêncio, as risadas, a emoção do momento e a emoção da memória, as entrelinhas, o não dito, o que ficou por dizer...
Dessa (re)leitura parte outra leitura, o (re)ler outra vez. Novas leituras, leituras do mesmo. Vejo-me Alice novamente, retomando a mesma sala comprida com diversas portas, e somente uma chave e um enigma a decifrar para enfim, saber como proceder diante de tal situação. Vem então a releitura do vivido e do lido, o pensar com e sobre. Relacionando os elementos desse mesmo, que é diferente, e nesse diferente que é comum, a leitura é, nesse momento, o jardim observado para além da fechadura da pequena porta no corredor, e nessa leitura que é nova, mas se repete, (re)vejo três elementos... Propostas como chaves para o estudo da leitura e escrita entre pessoas pouco escolarizadas, a experiência, a imaginação e a invenção permeiam todo o processo desse estudo, os processos de minhas leituras e das leituras com os alunos e alunas da EJA.
Se o jardim representa a leitura, a experiência, a imaginação e a invenção podem representar a pequena chave sobre a mesa de vidro, o bolo escrito “coma-me”, ou o liquido escrito “beba-me”, elementos necessários para abrir e passar pela pequena porta, e esse atravessar, o movimento do que se pode pensar para a reflexão dos processos de leitura e escrita.
O compartilhar das leituras pelos educandos apoiou-se em suas memórias e experiências e no (re)movimentar a imaginação, re-criando. Faz-se necessário pensar a educação de pessoas jovens e adultas intrínseca a esse processo criador, e este, aos processos de leitura e escrita. Todo ser humano cria, (re)inventa, lê.
Assim como aconteceu com Alice, percebo que a leitura, e como leitora aqui particularizo a leitura do livro Alice no País das Maravilhas, pode possibilitar novas – ou não cotidianas – experiências no que concerne à leitura e à formação. Por sua vez, o contato com a leitura e com livros embrenha-se em novos e desconhecidos mundos, os quais, quando experienciados, não permitem o regresso à condição anterior, quase como um caminho sem volta, assim como a entrada no País das Maravilhas representou para a menina Alice na história narrada por Carroll.
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Tá vendo, a pergunta ficou sem resposta. (Fala de um dos leitores/ alunos - Paulo - registros)